Cidades

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Em Manaus, desafio é desarticular redes de exploração sexual

Em Manaus, desafio é desarticular redes de exploração sexual

AGÊNCIA BRASIL

12/05/2014 - 13h17
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Na capital amazonense, a correria para a Copa do Mundo não envolve só obras de mobilidade e infraestrutura. No estado, marcado por graves denúncias de exploração sexual de crianças e adolescentes, a preocupação é evitar que esse crime ganhe novas vítimas durante o Mundial de futebol.

O Conselho Tutelar da região central e do porto da capital cobra mais vigilância e atuação integrada da rede de proteção de crianças e adolescentes.

Segundo a conselheira Daniele Soares, as meninas têm sido vítimas de crimes sexuais cada vez mais cedo. “Aqui em Manaus a média de idade das meninas que são exploradas chega a ser 11 anos. Um absurdo! Mas existem pessoas que fazem com que essas meninas sejam exploradas.”

No Porto de Manaus, o silêncio impera quando o assunto é exploração sexual de crianças e adolescentes. Comerciantes, transeuntes, viajantes, vendedores, ninguém ousa falar sobre o assunto.

O conselheiro tutelar Clodoaldo Santos revela que barqueiros lucram mais com as embarcações paradas em Manaus do que seguindo viagem. É que os barcos têm servido de bares e até de motéis. Nas diligências feitas pelo conselho foram encontrados meninos e meninas sendo explorados. “Era um negócio mais lucrativo do que o barco andando. O consumo de bebida, a festa, tudo lá dentro.”

As meninas indígenas também são alvo da exploração sexual em Manaus, segundo a liderança Maria Alice da Silva Paulino, da etnia Karapãna. “Eles [os aliciadores] chegam de uma forma assim facilitando tudo. [Os índios] acabam entregando as filhas para esse tipo de trabalho, o turismo sexual.”

Um dos caminhos para enfrentar as redes de exploração sexual e promover direitos é o esporte. Vem do futebol experiências que estão mudando a vida de meninos na periferia de Manaus.

“A gente se orgulha quando eles chegam dizendo: 'professor, eu passei'. Os pais nos procuram também dando parabéns porque a gente está fazendo um bom trabalho e ajudando os filhos deles também”, disse o professor Clodomildo Mendes.

Com jeito simples e apaixonado pelo que faz, ele dá aulas, todos os dias, de manhã e de tarde, em uma quadra de terra, no Bairro Compensa, na zona oeste da capital amazonense.

Um de seus 170 alunos é Jerlisson Lima, 15 anos, que começou na escolinha no mesmo período em que tiveram início as obras da Arena da Amazônia, estádio que vai abrigar as partidas em Manaus. “Eu vou falar a verdade: só vivia na rua. Comecei a jogar bola e saí. Estudo de tarde e venho pro treino de manhã e de noite. Ocupo meu tempo todinho, jogando bola e estudando.”

Mas não é só a Copa que tem incentivado o interesse das crianças de Manaus pelo esporte. Para um grupo de indígenas do Alto Rio Negro, as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, são uma oportunidade de mudar de vida e chamar a atenção para o potencial dos adolescentes e das crianças indígenas do Brasil.

O grupo de 12 atletas mudou para Manaus para competir em uma modalidade bem parecida com o arco e flecha: o tiro com arco. Anderson Santos da Costa, 15 anos, da etnia Cambeba, foi um dos selecionados para a arquearia olímpica. “Eu não sabia que esse negócio de tiro com arco ia mudar a minha vida. Até eu entrar para a seleção brasileira”, destaca.

Há quase quatro meses, Nelson Silva de Moraes, de 14 anos, deixou sua aldeia, no Baixo Rio Negro, para se aventurar no treinamento. Ele usava um arco pequeno de madeira com cordas e, agora, domina um equipamento profissional. Seu maior sonho é “ser campeão olímpico em 2016”.

O projeto que deu origem a esta reportagem foi vencedor da Categoria Rádio do 7º Concurso Tim Lopes de Jornalismo Investigativo, realizado pela Andi, Childhood Brasil e pelo Fundo das Nações Unidos para a Infância (Unicef).

BR-267

Motorista fica preso às ferragens e morre após tombamento de caminhão em Nova Alvorada do Sul

Marcos Rogério Benedicto, de 58 anos, era natural de Botucatu, São Paulo

14/10/2026 14h15

Motorista ficou preso às ferragens e não resistiu aos ferimentos

Motorista ficou preso às ferragens e não resistiu aos ferimentos Foto: Divulgação / Jornal da Nova

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Marcos Rogério Benedicto, de 58 anos, motorista de um caminhão Mercedes-Benz, morreu após o veículo tombar na manhã desta quarta-feira (14), na BR-267, na altura do km 166, entre o distrito de Nova Casa Verde, em Nova Andradina, e o município de Nova Alvorada do Sul.

Conforme apuração do Jornal da Nova, veículo local, o condutor, natural de Botucatu, interior de São Paulo, ficou preso às ferragens após o tombamento.

Uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar  foi acionada para atender à ocorrência, mas o motorista não resistiu e morreu ainda no local do acidente.

Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Civil de Nova Andradina e a Polícia Científica também estiveram no local para os procedimentos necessários. As circunstâncias que provocaram o tombamento ainda serão investigadas.

determinação do stf

Embora mais tímidos, supersalários ressurgem entre juízes de MS

No início deste mês, pelo menos 162 dos cerca de 230 magistrados estaduais receberam acima do teto de R$ 71,1 mil. Um teve salário bruto de R$ 156 mil

14/10/2026 12h25

A folha de pagamento do Tribunal de Justiça teve um acréscimo de quase R$ 10 milhões em setembro, chegando a R$ 139,1 milhões

A folha de pagamento do Tribunal de Justiça teve um acréscimo de quase R$ 10 milhões em setembro, chegando a R$ 139,1 milhões

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Embora em valores menores do que aqueles que apareciam no portal da transparência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul até abril deste ano, os supersalários pagos a magistrados estaduais voltaram a aparecer na folha de pagamento relativa a setembro, que subiu para R$ 139,1 milhões, ante R$ 129,8 milhões do mês anterior.

Em agosto, quando pelo menos 35 juízes e desembargadores receberam salário bruto superior a R$ 100 mil, o valor mais alto havia sido de R$ 112 mil. Em setembro, ao menos 37 romperam a barreira dos R$ 100 mil e um deles recebeu pouco mais de R$ 156 mil. O segundo colocado recebeu R$ 10 mil a menos. O terceiro colocado, R$ 135 mil. 

No começo de maio, antes de entrarem em vigor as restrições ao pagamento dos altos salários,  em torno de 170 dos cerca de 230 magistrados receberam acima de R$ 140 mil, com o máximo de R$ 227 mil. 

Agora, porém, somente dois passaram dos R$ 140 mil. Além do salário-base de R$ 41.845,49, o desembargador com o maior salário de setembro recebeu R$ 16.952,64 a título de “vantagens pessoais”, outros R$ 29.291,84 classificados como “indenizações”, mais R$ 54.773,65 descritos como “vantagens eventuais” e, finalmente, mais R$ 13.947,10 identificados como “gratificações”.

Conforme o site da transparência, o primeiro valor (R$ 16,9 mil) é referente a “adicional por tempo de serviço, quintos, décimos e vantagens decorrentes de sentença judicial ou extensão administrativa, abono de permanência”. O segundo penduricalho (R$ 29,29 mil) é justificado em uma ou mais modalidades denominadas como  “Auxílio-alimentação, Auxílio-transporte, Auxílio Pré-escolar, Auxílio Saúde, Auxílio Natalidade, Auxílio Moradia, Ajuda de Custo, além de outras desta natureza”.

O maior dos acréscimos salariais, superior a R$ 54,7 mil, foi explicado como sendo relativo a “abono constitucional de 1/3 de férias, indenização de férias, antecipação de férias, serviço extraordinário, substituição, pagamentos retroativos, além de outras desta natureza”. Os últimos R$ 13,9 mil são explicados somente como sendo “gratificações de qualquer natureza”.

A soma destes valores deu exatos R$ 156.810,72. Deste montante, porém, pouco mais de R$ 54 mil foram descontados, principalmente para a previdência social (R$ 33 mil). De acordo com os dados do site da transparência, no começo de outubro o desembargador recebeu em sua conta bancária pouco mais de R$ 102 mil.

A restrição ao pagamento dos chamados supersalários a integrantes do Judiciário e do Ministério Público foi definida no dia 25 de março deste ano pelo Supremo Tribunal Federal. A decisão permitiu que os magistrados recebam até 70% acima do teto salarial (R$ 41,8 mil em MS) a título de indenizações. Então, o valor máximo do salário em Mato Grosso do Sul deveria ser de R$ 71,13 mil.

Mas, apesar desta determinação do STF, ao menos 162 desembargadores ou juízes tiveram salário bruto acima de R$ 71,13 mi, conforme evidenciam os dados oficiais do próprio Tribunal.

O retorno de alguns supersalários ajuda da explicar, em parte, o aumento da ordem de R$ 10 milhões na folha de pagamento do Judiciário na comparação como o mês anterior. A principal explicação está na disparada das chamadas indenizações, que também foram repassadas a assessores e servidores concursados da instituição. Em agosto elas haviam custado R$ 22,1 milhões aos cofres públicos. Em setembro este valor saltou 33% e passou para R$ 29,4 milhões

As chamadas vantagens eventuais, aquela que garantiu mais de R$ 54 mil ao primeiro colocado no ranking salarial de setembro, teve um salto percentual ainda  mais significativo, de 54%. No pagamento que saiu no início de setembro o Tribunal desembolsou R$ 3,5 milhões. Agora em outubro, R$ 5,4 milhões. 

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