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Vacinação

Em Mato Grosso do Sul 11,4 mil pessoas já foram vacinadas contra Covid-19

Os dados publicados pela Secretária de Saúde do Estado não contabilizam as 5.375 pessoas vacinadas em Campo Grande

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No intervalo de quatro dias, 14% da população prevista para receber a vacina Coronavac em Mato Grosso do Sul já foi imunizada com a primeira dose.  

De acordo com a publicação da Secretaria de Estado de Saúde (SES), da tarde desta sexta-feira (22), 11,4 mil pessoas foram vacinadas com a primeira dose do imunizante contra Covid-19, desenvolvido pela farmacêutica Sinovac em parceria com o Instituto Butanta.  

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Do total de vacinados no Estado, 7,9 mil foram profissionais da saúde atuantes na linha de frente para o combate da pandemia, 2,3 mil indígenas e 783 idosos institucionalizados.  

O Secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende se reuniu com as coordenadorias de imunização dos 79 municípios do Estado onde cobrou agilidade e empenho por parte das equipes.  

“Queremos a população vacinada o mais rápido possível. Façam mutirões de vacinação aos finais de semana. Vocês tem uma responsabilidade muito grande para imunizar de maneira correta”, reforçou o secretário.  

O balanço geral das vacinações durante a semana não conta com os dados de dez municípios, sendo eles; Campo Grande, Aral Moreira, Camapuã, Corguinho, Laguna Carapã, Porto Murtinho, Rio Verde, Santa Rita do pardo e Sete Quedas.

No entanto, apesar dos números de vacinados em Campo Grande não constarem no Boletim Oficial do Estado, a capital publicou um balanço na qual registra 5.375 pessoas vacinadas durante os quatro dias.  

Segundo a Secretária Municipal de Saúde (Sesau), os dados não foram lançados no boletim do estado por um erro de comunicação.  

Entre os municípios que enviaram as informações para a Secretaria de Estado de Saúde, Três Lagoas apresenta o maior número de imunizados, com 765 doses aplicadas, em seguida vem Dourados com 720 pessoas, Corumbá com 615 e Aquidauana com 533 pessoas imunizadas.

Doses recebidas

Mato Grosso do Sul recebeu o primeiro lote com 158 mil doses da vacina contra COVID-19 em 18 de janeiro.  

Com o total de imunizantes, o previsto é que 79 mil pessoas sejam vacinadas, visto que Coronavac deve ser gerenciada em duas doses por pessoa.  

As doses foram divididas entre os 79 municípios do Estado e enviadas no mesmo dia para as respectivas cidades do interior.  

A relação da quantidade recebida por cada município foi publicada no Diário Oficial do Estado de 19 de janeiro.

Nessa primeira fase serão imunizados os idosos com mais de 60 anos que moram em instituições como casas de repouso, além de indígenas e trabalhadores da área da saúde que estão na linha de frente contra a pandemia de Covid-19.

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Relatório

Taxa de estupro de mulheres em MS é a 4ª maior do Brasil

Dourados é o 6º município brasileiro com mais casos do crime

23/07/2026 18h00

Taxa de estupro contra mulheres em MS é a 4ª maior do País

Taxa de estupro contra mulheres em MS é a 4ª maior do País FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Mato Grosso do Sul registrou índices altos nos casos de estupro em 2025 de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgado nesta quinta-feira (23). 

Segundo os dados, o Estado tem a maior taxa da violência contra vítimas mulheres, com 142,6 casos a cada 100 mil mulheres. Mesmo apresentando uma queda de 10,5% com relação ao ano de 2024, o Estado somou 2.105 casos. 

No ranking, os estados com as maiores taxas a cada 100 mil meninas e mulheres são Roraima (220,1), Acre (172,5), Rondônia (165,6), Mato Grosso do Sul e Amapá (127,7). 

Em um olhar mais amplo, a taxa de estupro em vítimas maiores de 14 anos cresceu 2,3%, passando de 388 casos em 2024 para 400 casos em 2025. 

Já a taxa de vítimas vulneráveis, ou seja, vítimas menores de 14 anos, o índice no Estado caiu 11%, passando de 2.146 registros em 2024 para 1.924 em 2025. A taxa observada nesses casos é de 79,5 a cada 100 mil habitantes. 

Mesmo com a queda, Mato Grosso do Sul ainda figura na 5ª posição entre as maiores taxas do Brasil, juntamente com Roraima (127,1), Rondônia (97,1), Acre (96,6) e Amapá (89,6). 

Taxa de estupro contra mulheres em MS é a 4ª maior do País

A pesquisa observou que os estados que possuem as maiores taxas de estupro apresentam características territoriais e socioeconômicas. Com exceção de Mato Grosso do Sul, os oito estados com as maiores taxas integram a Amazônia Legal. 

Essa região, assim com as regiões indígenas do Estado, possuem expansão de atividades extrativistas e agropecuárias, desmatamento, presença de extensos territórios e populações indígenas, além da atuação de facções criminosas e possuir fronteiras internacionais (com exceção do Tocantins). 

Na lista de municípios com as maiores taxas do País em 2025, as 10 primeiras são dos estados que possuem as maiores taxas, junto com o Pará e o Paraná. 

Em Mato Grosso do Sul, Dourados se destaca, ocupando o 6º lugar na lista nacional, com uma taxa de 84,8 casos de estupro de vulnerável a cada 100 mil habitantes. 

Taxa de estupro contra mulheres em MS é a 4ª maior do País

"A maior parte dessas cidades está localizada em territórios marcados pela expansão de atividades extrativistas, do garimpo e da fronteira agrícola, além da presença de grandes eixos rodoviários, portuários e hidroviários. São locais que compartilham de dinâmicas parecidas, seja por serem regiões de intensa circulação de pessoas, por possuírem a presença de populações indígenas submetidas a diferentes situações de vulnerabilidade ou por serem local de atividades agropecuárias intensas. Essas características não explicam, por si só, as taxas registradas, mas ajudam a compreender o contexto em que essas violências ocorrem", afirmou o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Os números de registros de estupro em Mato Grosso do Sul de 2016 até a última quarta-feira (22) somaram 27.214, de acordo com dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp). 

Destes, 13.564 casos foram registrados contra crianças, o que corresponde a quase metade de todos os casos. 

Em seguida aparecem as vítimas adolescentes (12 a 17 anos), com mais de 9,1 mil casos. Portanto, somando as duas faixas etárias, crianças e adolescentes são vítimas de estupro em Mato Grosso do Sul em praticamente 80% dos casos.

Além disso, ocorrências contra jovens (18 a 29 anos), adultos (30 a 59 anos) e idosos (acima dos 60 anos) e casos em que não foi informado a idade das vítimas somam 4,5 mil.

Brasil

Em todo o Brasil, o índice de estupros caiu em 2025 pela primeira vez desde a pandemia, somando 84.388 casos reportados à polícia (queda de 5,4% com relação ao ano anterior). 

No entanto, de acordo com o estudo, uma diminuição nos números não significa, necessariamente, uma queda de casos. 

"Taxas mais baixas não devem ser interpretadas automaticamente como menor incidência da violência sexual. Em crimes marcados por elevada subnotificação, como o estupro, baixos níveis de registro podem também refletir maiores barreiras à denúncia, menor acesso aos serviços de atendimento e proteção ou menor confiança nas instituições responsáveis pelo acolhimento das vítimas". 

Como observado, considerando apenas a população feminina, os níveis observados aumentam consideravelmente. Segundo o Anuário, em 2025, quase 9 em cada 10 vítimas de estupro registradas eram meninas ou mulheres. 

Os registros indicam, ainda, que a prevalência dos crimes recai sobre crianças e adolescentes no Brasil: foram 19.398 casos de estupro e 64.990 de estupro de vulnerável, correspondendo a 77% dos registros em 2025. 
 

Monitoramento

Mais de 153 milhões de insetos são soltos em florestas de MS para controlar pragas

Programa de controle biológico da Suzano ampliou em 50% as liberações e diminuiu o uso de água e defensivos químicos nas áreas de eucalipto

23/07/2026 17h30

Foto: Divulgação

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Mais de 153 milhões de insetos foram liberados pela Suzano para o controle biológico de pragas nas florestas de eucalipto de Mato Grosso do Sul. Ao longo de 2025 foram produzidos e soltos 153,8 milhões de organismos, entre joaninhas e pequenas vespas parasitoides, em uma área de 177,2 mil hectares. O volume representa um crescimento de 50% em relação a 2024.

Segundo dados da empresa, a estratégia permitiu que 92,5% das áreas atendidas não precisassem de novas intervenções para o controle de pragas. A companhia também informa que houve redução de 59% no uso de defensivos pulverizados e de 48% no consumo de água durante as operações.

O controle biológico utiliza inimigos naturais para combater espécies que atacam as plantações de eucalipto. Em Mato Grosso do Sul, o programa atua principalmente sobre lagartas desfolhadoras, o psilídeo-de-concha, a vespa-da-galha e o percevejo bronzeado.

A iniciativa teve início em 2021, quando cerca de 910 mil insetos foram produzidos. Em 2024, esse número chegou a 93 milhões e, no ano seguinte, alcançou 153,8 milhões, impulsionado pela ampliação dos laboratórios de criação de insetos.

“Ao incorporar novas espécies, conseguimos tornar o controle natural de pragas ainda mais eficiente, reduzindo a dependência de defensivos, os custos operacionais e avançando cada vez mais para um manejo regenerativo. É uma estratégia que alia produtividade e conservação ambiental de forma concreta, com respeito às pessoas e ao meio ambiente”, afirma Maria Carolina Zonete, diretora de Operações Florestais da Suzano em Mato Grosso do Sul.

Nos cinco primeiros meses de 2026, a Suzano informou ter liberado aproximadamente 44,03 milhões de insetos em 71,9 mil hectares de florestas no Estado. Desse total, 43,9 milhões são parasitoides das espécies Trichospilus diatraeae e Tetrastichus howardi, utilizados no combate às lagartas desfolhadoras. Também foram liberadas 120,2 mil joaninhas da espécie Olla v-nigrum, que se alimentam dos ovos do psilídeo-de-concha.

A produção dos insetos ocorre em laboratórios mantidos pela empresa nas unidades de Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo. Juntas, elas responderam por 32,6% da produção nacional do programa em 2025, que totalizou 453,2 milhões de organismos.

A unidade de Três Lagoas produziu 79 milhões de exemplares de Trichospilus diatraeae, 67,8 milhões de Tetrastichus howardi e 113 mil joaninhas. Já a unidade de Ribas do Rio Pardo produziu cerca de 1 milhão de parasitoides e 48,5 mil joaninhas. A produção também recebe apoio das unidades de Alambari (SP) e Aracruz (ES), que complementam o fornecimento quando necessário.

Além dessas espécies, o programa utiliza Quadrastichus mendeli e Selitrichodes neseri para o controle da vespa-da-galha e Cleruchoides noackae para combater o percevejo bronzeado. As liberações são realizadas semanalmente, de acordo com o monitoramento das áreas florestais, e atendem exclusivamente às florestas próprias da Suzano.

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