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Em meio a CPI, Câmara vota projeto que obriga ar-condicionado em ônibus novos

A proposta é de autoria do vereador Landmark Rios (PT) e será votada em regime de urgência na quinta-feira (29)

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Em meio a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga irregularidades no serviço de transporte coletivo urbano de Campo Grande, prestado pelo Consórcio Guaicurus, nesta quinta-feira (29), os vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande votarão o Projeto de Lei número 11.636/2025, que prevê a obrigatoriedade de ar-condicionado nos novos ônibus do transporte.

A proposta de autoria do vereador Landmark Rios (PT), será votada em regime de urgência, durante a 27ª Sessão Ordinária da 12ª Legislatura, que será realizada no Plenário Olivia Enciso.

O projeto, que inicialmente gerou polêmica, ganhou apoio de parlamentares de diferentes espectros ideológicos, mas agora, pela primeira vez, une de forma explícita vereadores do PT e do PL em torno de uma pauta comum. Isso porque, assinam como coautores da proposta os vereadores Luiza Ribeiro (PT), Jean Ferreira (PT), André Salineiro (PL), Ana Portela (PL) e Rafael Tavares (PL).

Na opinião de Landmark, o apoio das bancadas mostra que o projeto não é de partido, mas sim "do povo”. Diante disso, o vereador convocou a população para acompanhar a votação que é aberta ao público na Casa de Leis, e também transmitida na TV Câmara no canal 7.3 ou no Youtube da Casa de Leis.

“Essa é uma luta de quem pega terminal lotado todo dia. O calor dentro dos ônibus beira os 40 graus, gente passa mal, sofre, paga caro e ainda anda espremido. Nosso projeto é simples: ou os novos ônibus vêm com ar-condicionado, ou não servem. Convido cada morador, cada trabalhadora, cada estudante a acompanhar essa votação e cobrar. Porque transporte digno é um direito nosso”, disse ele.

Para o vereador Rafael Tavares, líder da bancada do Partido Liberal (PL), o que realmente importa é o bem-estar dos usuários. "A população está cansada de andar em ônibus abafado, em temperaturas escaldantes. Se for para garantir dignidade ao pagador de impostos, nós vamos estar juntos nessa luta, independentemente de partido”, afirmou.

Conforme o texto do projeto, fica estabelecido que todos os novos veículos adquiridos ou incorporados ao sistema deverão conter sistema de climatização funcional e eficiente, com fiscalização da prefeitura por meio Agência Municipal de Transporte e Trânsito ( Agetran), e da Agência Municipal de Regulação e Serviços Públicos (Agereg) . Se aprovado, o projeto seguirá para sanção da prefeita Adriane Lopes.

CPI DO ÔNIBUS

O projeto que busca uma melhoria significativa para os usuários do transporte coletivo, entra em discussão em meio a investigação de irregularidades no serviço de transporte coletivo urbano de Campo Grande, prestado pelo Consórcio Guaicurus.

Para o vereador Dr. Lívio, que é presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, o objetivo da CPI é expor as responsabilidades do Consórcio Guaicurus e as responsabilidades da Prefeitura para, só então, elaborar um relatório que será  encaminhado ao Ministério Público e Tribunal de Contas. "A Câmara não tem esse papel de obrigar a fazer, mas sim de expor um processo de investigação”, detalhou.

A CPI do Transporte Público encontra-se na fase 2, onde são realizadas as ‘Oitivas Iniciais’, onde já foram ouvidos especialistas de transporte urbano, ex-diretores da Agetran e da Agereg. 

Conforme cronograma inicial da CPI do Ônibus, os trabalhos serão realizados em cinco fases, sendo:

Fase 1 - Análise documental e diagnóstico inicial (semana 1 a 4)
Fase 2 - Oitivas iniciais (semana 5 a 8)
Fase 3 - Investigação sobre o Consórcio (semana 9 a 11)
Fase 4 - Ouvindo a população e trabalhadores (semana 12 a 13)
Fase 5 - Elaboração e apresentação do relatório final (semana 14 a 17)

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Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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