Cidades

Tráfico de drogas

Em meio a polêmica nacional, Gaeco mostra a força do "narcopix"

Organização de Mato Grosso do Sul desmantelada pelo Gaeco usava o Pix para receber dinheiro de financiadores, custear operações e distribuir lucros entre a quadrilha

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Em meio à polêmica sobre a fiscalização das transações via Pix pela Receita Federal, com foco em movimentações acima de R$ 5 mil mensais, a investigação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) desmantelou uma quadrilha de traficantes de cocaína que, a partir das cidades de Ponta Porã e Campo Grande, enviava a droga para São Paulo e outros estados e usava o Pix como seu meio frequente de pagamentos.

Provas obtidas pelo Gaeco indicam que, além do dinheiro em espécie, o Pix se tornou um método frequente de financiamento e custeio da logística do tráfico de drogas em Mato Grosso do Sul.

O grupo criminoso que, segundo o Gaeco, é chefiado por Joesley da Rosa, preso desde o ano passado, utilizava o Pix para realizar pagamentos a fornecedores e receber valores referentes ao tráfico de drogas, sobretudo cocaína.

Empresas de fachada, controladas pelos investigados, utilizavam o Pix em suas operações ilegais.

Até mesmo financiadores do tráfico, caso de Emerson Corrêa Monteiro, morador do condomínio de luxo Alphaville e alvo da segunda fase da Operação Snow, ocorrida neste mês, mandava dinheiro para os chefões e operadores do tráfico via Pix.

A movimentação

A denúncia da Operação Snow 2, apresentada no dia 21 deste mês, narra atividade dos criminosos em 326 páginas, e identificou várias transferências via Pix entre os traficantes em valores altos, como R$ 10.000,00, R$ 15.000,00, R$ 22.000,00, R$ 37.000,00, R$ 38.000,00, R$ 50.000,00 e R$ 100.000,00.

O Gaeco descobriu, por exemplo, o pagamento via Pix de R$ 119 mil de Joesley da Rosa, o chefão da organização, à Diego Fernandes da Silva, um dos envolvidos no esquema. Foram três transferências em um período de 42 dias: uma de R$ 19 mil e duas R$ 50 mil.

Neste caso, indica a denúncia, o dinheiro foi enviado à Diego para liberar um caminhão vermelho que havia sido dado em garantia do financiamento de uma das operações do tráfico.

Pix de R$ 100 mil

O maior Pix identificado pelo Gaeco na Operação Snow 2 ocorreu em Campo Grande. Foi uma transferência de Emerson Corrêa Monteiro para Jéssika Farias da Silva no valor de R$ 100 mil.

Uma das transações Pix feitas por Joesley, preso por tráfico

Jéssika, segundo o Gaeco, vive em união estável Rodney Gonçalves Medina, e o dinheiro enviado para sua conta seria para financiar mais uma empreitada do tráfico da quadrilha. 
Parte dos ganhos, como demonstram os promotores do Gaeco na denúncia oferecida à Justiça, eram devolvidas a Emerson.

Nos celulares monitorados pelo Gaeco, Emerson aparecia como “Emerson Agiota”, sinal de seu poder financeiro para financiar o tráfico.

Rendimento

Em outra oportunidade, o Gaeco identificou um “empréstimo” de R$ 50 mil de Emerson para a mesma quadrilha e, seis meses depois, ele foi remunerado pelo grupo criminoso em R$ 75 mil, um retorno de 50% sobre o que “investiu”.  

“Vê-se que o empréstimo de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) transformou-se em R$ 75.000,00 (setenta e cinco mil reais) em apenas 6 meses, remuneração que obviamente somente pode ser obtida com a participação em atividade ilícita, no presente caso, o mercadejo de estupefacientes”, afirmam os promotores.

Emerson foi alvo dos policiais do Gaeco no dia 15 de janeiro deste ano, na casa onde alugou há aproximadamente 1 ano, no Alphaville 4, em Campo Grande, durante a deflagração da segunda fase da Operação Snow.

Os advogados

Também há outras transferências emblemáticas detectadas pelo Gaeco, como por exemplo, a efetuada por membros da quadrilha na conta bancária do advogado Antônio César Jesuíno. O advogado teria atuado em uma operação judicial para liberar um dos caminhões apreendidos com cocaína, que pertencia à quadrilha.

Outro advogado, Vlandon Xavier Avelino, era uma espécie de consultor particular de Joesley. O Gaeco não identificou nenhum Pix para ele, mas encontrou planilhas de pagamento de Joesley, além de fotos com o chefão ao lado de grandes quantias em dinheiro vivo. A suspeita é que este outro advogado não recebia os pagamentos por meio eletrônico.

As mulheres

A parte financeira da organização era gerenciada pelas mulheres. Além de Jéssika, mulher de Rodney, os promotores do Gaeco ainda identificaram a participação de Mikeli Miranda de Souza, mulher de Joesley, como braços financeiros da organização.

Mikeli, por exemplo, usava sua conta pessoal para movimentar dinheiro do tráfico. Ela também usava seus conhecimentos para abrir contas em celulares exclusivos para o uso do tráfico.

Outra mulher envolvida na quadrilha é Laís da Silva dos Santos. Ela, segundo o Gaeco, ajuda o irmão dela Luiz Paulo da Silva Santos, o “Soneca”, um dos principais auxiliares de Joesley no comando do esquema.

Atuação da quadrilha

A organização criminosa liderada por Joesley da Rosa operava um esquema de tráfico de drogas sofisticado e bem estruturado, utilizando diversas estratégias para burlar a fiscalização e garantir o transporte da droga de Ponta Porã e Campo Grande para outros estados, principalmente São Paulo.

Policiais do Gaeco em operação/Divulgação

Uma das táticas empregadas pela quadrilha era o uso de caminhões frigoríficos (“mocós”) com compartimentos ocultos para transportar a droga junto com cargas perecíveis, dificultando a ação da polícia.

Para disfarçar a propriedade dos veículos e evitar a atenção policial, a organização transferia a propriedade dos caminhões para os motoristas e empresas envolvidas no esquema.

 

Correios

Além disso, a organização criminosa utilizava a Transportadora Print Ltda, uma empresa terceirizada dos Correios, para transportar entorpecentes. Rodrigo de Carvalho Ribas, coordenador de logística da Print, coforme denúncia do Gaeco, era o responsável por organizar o transporte das drogas, aproveitando a legitimidade da empresa para mascarar as atividades ilícitas.

Traficantes enviavam drogas em caminhões de terceirizadas dos Correios/reprodução

Para garantir a segurança do transporte, Oscar José dos Santos Filho, membro da organização, desativava os rastreadores dos caminhões e instalava um GPS próprio para que Joesley da Rosa pudesse acompanhar o trajeto das cargas.

 

 

Corrupção

A organização também contava com o apoio de policiais civis, que forneciam informações confidenciais obtidas em bancos de dados de acesso restrito, além de utilizar viaturas oficiais para transportar drogas. Gustavo Cristado de Arantes, que atualmente estava lotado como escrivão da Delegacia de Ribas do Rio Pardo, foi um dos alvos da Operação.

O grupo demonstrava uma estrutura complexa e bem organizada, com diferentes membros desempenhando funções específicas, desde a aquisição e o transporte da droga até a lavagem de dinheiro e a corrupção de policiais. Essa rede de indivíduos e empresas atuava de forma coordenada para garantir o sucesso do esquema de tráfico de drogas.


Governo federal recuou de medida que ampliava fiscalização sobre o Pix

A recente polêmica em torno do Pix colocou a Receita Federal em um verdadeiro foco. A tentativa de ampliar a fiscalização sobre as transações realizadas por meio desse sistema de pagamentos instantâneo gerou um debate acalorado sobre privacidade, segurança e combate à lavagem de dinheiro.

O que desencadeou a polêmica?

Tudo começou com a publicação de uma nova portaria que exigia das instituições financeiras informações mais detalhadas sobre as operações realizadas via Pix, especialmente aquelas que ultrapassassem R$ 5 mil por mês.

A medida, segundo o governo federal, visava fortalecer o combate à sonegação fiscal e à lavagem de dinheiro, mas rapidamente gerou críticas e preocupações.

Privacidade x Segurança: um dilema

A principal questão levantada foi o equilíbrio entre a proteção da privacidade dos dados financeiros e a necessidade de garantir a segurança das transações e o combate à criminalidade.

De um lado, defensores da medida argumentavam que a fiscalização mais rigorosa era essencial para evitar fraudes e desviar recursos ilícitos. Do outro lado, críticos alertavam para o risco de invasão à privacidade e para a possibilidade de que a medida pudesse prejudicar a economia.

O recuo e as consequências

Diante da repercussão negativa, o governo decidiu revogar a portaria, alegando que houve uma distorção da informação e que a medida não tinha o objetivo de taxar o Pix. No entanto, a polêmica já estava instaurada e gerou um clima de incerteza no mercado.

A fiscalização das transações financeiras, segundo interlocutores do governo, é uma ferramenta essencial para identificar e prevenir a lavagem de dinheiro. O Pix, por sua rapidez e facilidade, pode ser utilizado por criminosos para ocultar a origem ilícita de recursos.

A questão é como realizar essa fiscalização de forma eficiente e proporcional, sem prejudicar a vida das pessoas e o funcionamento da economia. 

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rotina

Ministério Público faz devassa contra corrupção em mais duas prefeituras

Os alvos desta vez, segundo informação preliminar, são as prefeituras de Corguinho e Rio Negro. Desde o ano passado 14 prefeituras foram alvo de operações

10/02/2026 09h04

Policiais do Batalhão de Choque acompanham integrantes do Ministério Público que cumprem mandado em loja na 14 de Julho

Policiais do Batalhão de Choque acompanham integrantes do Ministério Público que cumprem mandado em loja na 14 de Julho Marcelo Victos

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Integrantes do Ministério Público e da Polícia Militar estão nas ruas em Campo Grande e  em várias cidades do interior do Estado em mais uma operação contra supostos esquemas de corrução em prefeituras. Desde o começo do ano passado, pelo menos 14 prefeituras já foram alvo de operações 

Segundo informações iniciais, o foco principal agora é suposto desvio de recursos públicos nas cidades de Rio Negro e Corguinho. A investigação chegou a estas duas prefeituras depois de operações realizadas em cidades como Terenos, Bonito e Itaporã.

Além das prefeituras das duas cidades, integrantes do O GECOC (Grupo Especial de Combate à Corrupção) e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) estão em uma loja de materiais escolares e de escritório na Rua 14 de Julho, em Campo Grande. 

Homens do Batalhão de choque chegaram cedo à loja e impediram a entrada dos funcionários. Somente por volta das 08:30 horas é que representantes do Ministério Público chegaram à loja e o mandado de busca e apreensão começou a ser cumprido. 

Indagada pela reportagem, uma das integrantes do MPMS que acompanha os trabalhos se limitou a dizer que informações seriam repassadas pela assessoria de comunicação do MP. A assessoria, por sua vez, informou que ainda não dispõe de detalhes. 

O advogado da loja, Nilton Ribeiro Júnior, confirmou que os policiais e promotores estão cumprindo mandado de busca e apreensão de documentos, mas alegou que não dispõe de mais informações. Disse, também, que este mandado é somente mais um em uma série de decisões judiciais que estão sendo cumpridas em diferentes cidades. 

E, conforme informações preliminares, além de Corguinho e Rio Negro, os investigadores do voltaram a cumprir mandados em Terenos, onde o prefeito Henrique Budke (PSDB) chegou a ser preso no ano passado e até agora segue afastado do cargo por suspeita de um grande esquema de corrupção. 

Desde o começo do ano passado, operações do Ministério Público revelaram supostos esquemas de corrupção em Aquidauana, Água Clara, Rochedo, Três Lagoas, Coxim, Sidrolândia, Bonito, Jardim, Terenos, Miranda, Itaporã e Campo Grande. 

TRANSPORTE

Prefeitura resiste a cumprir decisão para intervir no transporte

Autor da ação pede execução imediata da decisão que manda o município intervir no Consórcio Guaicurus

10/02/2026 08h40

Transporte público de Campo Grande é alvo de questionamentos na Justiça e já enfrentou CPI

Transporte público de Campo Grande é alvo de questionamentos na Justiça e já enfrentou CPI Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Mesmo após decisão judicial que determina a intervenção da Administração municipal de Campo Grande na concessão do transporte coletivo operada pelo Consórcio Guaicurus, a Prefeitura de Campo Grande e a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) seguem adotando medidas que, na prática, postergam o cumprimento da ordem.

Diante do impasse, o autor da ação popular, o advogado Luiz Gabriel de Souza Queiroz Baptista, recorreu novamente ao Judiciário e pediu a execução imediata da decisão, apontando “inércia administrativa” por parte do Executivo municipal.

Dentro do processo, Baptista ingressou com pedido de obrigação de fazer, solicitando que o magistrado determine a execução da decisão judicial, inclusive por meio de um auto apartado, caso necessário. Segundo ele, o prazo concedido à Administração pública transcorreu integralmente sem que houvesse qualquer avanço concreto no cumprimento da determinação.

“Transcorrido integralmente o prazo de 30 (trinta) dias, não houve a adoção das medidas determinadas por este Juízo, tampouco a apresentação de qualquer justificativa formal, cronograma de execução ou comprovação documental de início de cumprimento da obrigação imposta”, afirmou o advogado nos autos.

Para ele, a omissão persiste apesar da clareza da decisão judicial e da ciência inequívoca das autoridades municipais.

Baptista sustenta que o descumprimento não decorre de impossibilidade jurídica ou fática, mas de resistência administrativa indevida. “A ausência de cumprimento, portanto, não decorre de impossibilidade fática ou jurídica, mas de resistência administrativa indevida, o que compromete a efetividade da tutela jurisdicional”, argumenta.

Enquanto isso, a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) tenta ganhar tempo por meio de embargos de declaração, nos quais questiona pontos da decisão judicial e sugere transferir ao Judiciário parte das atribuições que lhe foram expressamente destinadas.

A postura ocorre mesmo após a Administração do município ter sofrido derrotas em recursos apresentados em segunda instância contra a decisão que determinou a intervenção.

A decisão em questão foi proferida no dia 17 de dezembro de 2025 pelo juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande.

Na ocasião, em meio à greve dos motoristas de ônibus, o magistrado determinou, sob tutela de urgência, que o município tomasse posse da concessão do transporte coletivo, com apoio da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg) e da própria Agetran.

Apesar disso, no mais recente embargo de declaração apresentado na ação popular, ajuizada no fim do ano passado, a Agetran sustenta que a decisão contém contradições quanto à nomeação de um interventor e quanto à prática de atos interventivos sem a prévia instauração de um procedimento administrativo específico.

O procurador da agência, Alexandre Souza Moreira, afirma que o papel institucional da Agetran é o de fiscalização da concessão, não podendo ser confundido com a gestão operacional de uma intervenção.

A agência também questiona quem será responsável pelo custeio da eventual intervenção, argumento que ignora o fato de que o transporte coletivo é um serviço público municipal, concedido à iniciativa privada, cuja responsabilidade última é do próprio município.

PREFEITA

Em meio ao impasse, a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), afirmou que a Administração municipal ainda avalia se vai ou não intervir na administração do Consórcio Guaicurus. Segundo ela, a Procuradoria-Geral do município solicitou esclarecimentos ao Judiciário para compreender o formato da intervenção sugerida pelo juiz.

“O Município, por meio da Procuradoria-Geral, pediu esclarecimentos ao juiz do formato que está propondo. Porque ele sugeriu uma intervenção, ele não decretou uma intervenção. Então, a procuradoria está avaliando para entender qual o próximo passo que o Município vai tomar”, declarou a prefeita na manhã de ontem.

Adriane Lopes ressaltou que foram apresentados embargos de declaração justamente para esclarecer se a decisão configura uma determinação direta. “Pediu esclarecimentos para que a gente possa entender qual a visão do juiz e, se é uma determinação, o Município vai ter que avaliar como cumprir”, completou.

Apesar da sinalização de dúvida por parte do Executivo, o município foi intimado da decisão ainda no fim do ano passado. Os prazos processuais estiveram suspensos entre 20 de dezembro de 2025 e a penúltima semana de janeiro em razão do recesso do Judiciário. Após esse período, a Prefeitura teve mais 15 dias para ingressar com medida liminar visando modificar a decisão.

FUNDAMENTOS

Entre os principais pontos destacados pelo juiz está a situação da frota de ônibus, que, pelo contrato de concessão, não poderia ultrapassar cinco anos de uso. Atualmente, a idade média dos veículos é de oito anos, havendo casos de ônibus com até 15 anos de circulação, três vezes mais do que o permitido.

Outro ponto sensível citado na decisão é a existência de uma transação considerada suspeita no valor de R$ 32 milhões, realizada em favor da empresa Viação Cidade dos Ipês, sem justificativa apresentada até o momento.

Ao fundamentar a tutela de urgência, o magistrado mencionou expressamente as conclusões da CPI, que apontaram “descumprimento sistemático das obrigações contratuais por parte do Consórcio Guaicurus, revelando gestão financeira opaca e indícios concretos de irregularidades graves”, além da necessidade imediata de intervenção administrativa e de auditoria independente.

“O que se verifica é que, não obstante as recomendações da CPI, a Prefeitura Municipal nada fez. Essa inércia estatal configura verdadeira conduta lesiva passível de controle judicial”, escreveu Eduardo Trevisan.

Para ele, o ato omissivo do Poder Público exige intervenção corretiva por meio da ação popular.

O juiz também ressaltou que o serviço público de transporte coletivo deve ser adequado e contínuo. “Partindo desses conceitos, entendo que, pelas provas constantes nos autos, é possível constatar indícios suficientes de má execução do contrato administrativo, em prejuízo de toda a coletividade”, afirmou.

Além de determinar a nomeação de um interventor, a decisão impõe ao município a apresentação de um plano de ação, com cronograma detalhado para a regularização do transporte público. O descumprimento da ordem pode resultar em multa diária de R$ 300 mil, limitada inicialmente a 100 dias.

Caso a prefeitura venha a assumir diretamente o serviço, o impacto financeiro será significativo. Somente os custos com pessoal do Consórcio Guaicurus são estimados em cerca de R$ 4 milhões mensais, sem contar despesas operacionais, manutenção da frota e demais encargos do sistema.

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