Cidades

crise humanitária

Em nota, deputado federal de MS diz que fala sobre povo Yanomami foi distorcida

Dr. Luiz Ovando (PP) havia questionado, durante uma entrevista, a nacionalidade dos indígenas

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Durante entrevista ao vivo à TV Morena, na manhã da última quarta-feira (25), o deputado federal Luiz Ovando (PP) questionou a nacionalidade dos indígenas Yanomami, que se encontram sob emergência de saúde pública.

"Eu acho que esses indígenas não são brasileiros, porque se os Yanomami foram atendidos, por que aquele grupo ficou naquela situação? Eu não acredito que aqueles indígenas sejam brasileiros, provavelmente sejam venezuelanos, como a Venezuela está em um estado deplorável", declarou.

Após a fala repercutir negativamente, a assessoria do deputado - em nota - afirmou que houve distorção de sua fala na entrevista, e que o médico carrega consigo as bandeiras da vida, liberdade e o respeito a todas as raças e credos. 

“O deputado federal Dr. Luiz Ovando esclarece que o trecho que circula nas redes sociais destaca apenas parte específica de sua entrevista e afirma que houve distorção de sua fala”.

Confira nota completa:

Reprodução

 

Repercussão

Eloy Terena, secretário-executivo do ministério dos Povos Indígenas, também concedeu entrevista à TV Globo, maifestando sua contrariedade ao discurso do deputado federal.

"Essa fake news tem sido espalhada nas redes sociais, e a gente está acompanhando. Nós iremos acionar os órgãos de controle, porque você tenta deslegitimar uma reivindicação legítima desse povo, e a ação do Estado, que também é legítima, de prestar assistência à essas pessoas, colocando em cheque, em dúvida, a sua nacionalidade e até mesmo a sua identidade étnica", afirmou.

Além disso, Terena reforçou a importância do auxílio comunitário, independente de fatores como nacionalidade e etnia.

“Mesmo se, de fato, nós tivéssemos essa migração de povos da Venezuela para esse território indígena, isso também não anula o dever da gente prestar o auxílio humanitário".

Entenda:

Na última segunda-feira (16), o Ministério da Saúde enviou uma equipe para verificar a situação do povo Yanomami, em Roraima, após relatos de desnutrição e óbitos infantis no local. Na sexta-feira (20), da mesma semana, a pasta decretou emergência de saúde pública. 

Segundo informações do Ministério dos Povos Indígenas, no ano de 2022, 99 crianças, entre um a 4 anos morreram, sendo a maioria delas vítimas da desnutrição, pneumonia e diarreia.

No local, também foram confimados 11.530 casos de malária, sendo as faixas etárias mais afetadas os maiores de 50 anos, seguidas pela faixas de 18 a 49 anos e de 5 a 11 anos. 

Parte dos problemas têm se itensificado devido ao garimpo ilegal, que dificulta as ações de saúde pública no local. Nos últimos quatro anos, estima-se que 570 crianças vieram a óbito pela contaminação por mercúrio, desnutrição e fome.

Segundo autoridades locais, também foram os garimpeiros ilegais que levaram doenças ao povo, que vivia isolado geograficamente - uma delas foi a Covid-19.

A situação no território ainda será investigada, a fim de identificar os responsáveis pelos atendimentos à população, apurar o crime de genocídio e os crimes ambientais na região.

 

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Saúde

Na Capital, pacientes do SUS poderão realizar procedimentos em unidade particular

São 624 vagas com investimento de R$ 715,9 mil pelo programa "Agora Tem Especialistas"

07/09/2026 17h15

Arquivo

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Na Capital, pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) poderão realizar 624 procedimentos em uma unidade particular. Os atendimentos serão feitos no Instituto da Visão de MS, em Campo Grande, por meio do programa federal "Agora Tem Especialistas", com investimento de R$ 715,9 mil para Mato Grosso do Sul.

Do total, 458 procedimentos serão realizados por meio das Ofertas de Cuidados Integrados (OCI), enquanto outros 168 são cirúrgicos. A estratégia utiliza a estrutura de hospitais privados e filantrópicos para ampliar a oferta de atendimento aos pacientes da rede pública.

Pelo modelo, as instituições participantes realizam os procedimentos para pacientes do SUS e recebem créditos financeiros que podem ser utilizados para o abatimento de tributos federais.

As OCI reúnem consultas, exames e diagnósticos relacionados a uma mesma especialidade em um único atendimento. A proposta do Ministério da Saúde é reduzir a necessidade de o paciente passar por diferentes unidades até concluir a investigação e o tratamento.

Em todo o país, o programa já formalizou contratos com 259 instituições privadas e filantrópicas de 21 estados. A previsão é realizar mais de 600 mil procedimentos gratuitos, entre consultas, exames e cirurgias, com R$ 1 bilhão em créditos financeiros.

Entre os procedimentos previstos estão atendimentos nas áreas de oftalmologia, cardiologia, ortopedia, oncologia, ginecologia e otorrinolaringologia.

A oftalmologia concentra a maior previsão nacional, com 170 mil procedimentos por ano. Depois aparecem cardiologia, com 133 mil, ortopedia, com 113 mil, e oncologia, com 72 mil.

Atendimentos

A utilização de unidades particulares pelo SUS faz parte da estratégia do Agora Tem Especialistas para ampliar a capacidade de atendimento e reduzir o tempo de espera por procedimentos especializados.

Segundo o Ministério da Saúde, 23 estabelecimentos participantes já tiveram produção validada, totalizando 6,2 mil procedimentos realizados para 7,2 mil pacientes. Esses atendimentos representam R$ 26 milhões em produção já validada.

O programa também passou a contemplar a Terapia Renal Substitutiva (TRS), utilizada por pacientes que precisam de hemodiálise. Ao todo, 136 instituições estão vinculadas à modalidade, com R$ 350 milhões destinados aos contratos e previsão de atendimento contínuo para cerca de 40 mil pacientes por mês.

 

Educação

Últimos dias: IFMS oferece 2,2 mil vagas em 12 municípios

Inscrições devem ser feitas na Página do Candidato da Central de Seleção do IFMS até 9 de setembro

07/09/2026 16h30

Divulgação/IFMS

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Com 2,2 mil vagas, as inscrições no Exame de Seleção 2027, processo seletivo para ingresso nos cursos técnicos integrados do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) seguem até dia 9 de setembro.

São 2.270 vagas em 11 opções de cursos gratuitos ofertados em 12 municípios, com início das aulas no 1º semestre de 2027. Cabe destacar que o prazo de inscrições se encerrava no último dia 1°, contudo foi prorrogado. 

As inscrições devem ser feitas na Página do Candidato da Central de Seleção do IFMS. A taxa de inscrição é de R$ 20, e deve ser paga até 2 de setembro via PagTesouro, (Pix, cartão de crédito ou boleto).

Há vagas para os cursos técnicos integrados em Administração, Agropecuária, Alimentos, Agricultura, Desenvolvimento de Sistemas, Edificações, Eletrotécnica, Informática, Informática para Internet, Mecânica e Metalurgia. A oferta abrange os municípios de Amambai, Aquidauana, Campo Grande, Corumbá, Coxim, Dourados, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.

Para se inscrever no exame de seleção é preciso concluir o 9° ano do ensino fundamental até a data da matrícula no IFMS, prevista para janeiro do próximo ano. Outra regra é ter o Cadastro de Pessoa Física (CPF) em seu próprio nome.

Os interessados que não têm acesso à internet podem ir à Central de Relacionamento (Cerel) dos campi do IFMS, ou aos Centros de Referência Amambai e Paranaíba, e solicitar o uso de um computador para fazer a inscrição. Confira os endereços e horários de funcionamento de cada unidade.

Quem tiver a solicitação indeferida (negada), deverá pagar a taxa de inscrição até a data limite para poder fazer a prova.

Ações Afirmativas

Metade das vagas ofertadas no Exame de Seleção 2027 é reservada a estudantes que cursaram todas as séries do ensino fundamental em escola pública ou em escola comunitária conveniada com o poder público que atue no âmbito da educação do campo. 

As vagas reservadas serão distribuídas para candidatos com renda familiar per capita menor que um salário mínimo e para candidatos com qualquer renda familiar. Nesses dois grupos ainda há reserva para negros e pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência.

Os candidatos serão classificados de acordo com a nota na prova, observados os critérios de desempate. 

Exame de Seleção

O exame de seleção é uma prova de múltipla escolha, que será aplicada no dia 27 de setembro em todos os municípios, com 30 questões de Língua Portuguesa (10), Matemática (10) e Ciências da Natureza (10).

O conteúdo da prova pode ser consultado no anexo X do edital de abertura do processo seletivo.

No hotsite do Exame de Seleção 2027 é possível consultar provas e gabaritos de edições anteriores do processo seletivo.

Serviço: dúvidas sobre o edital ser encaminhadas ao e-mail [email protected].

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