Cidades

JOVEM SEQUESTRADA

Emocionada, mãe de Carla canta no velório da filha: "Deus cuidará de ti"

Despedida foi marcada por comoção e revolta dos familiares

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Com lágrimas de tristeza e, ao mesmo tempo, a indignação de perder alguém que ama, familiares e amigos se despediram de Carla Santana Magalhães, de 25 anos, na manhã deste sábado (04). 

A jovem estava desaparecida desde o dia 30 de junho, quando foi sequestrada em frente a própria casa, e encontrada morta na sexta-feira (03). 

O velório que ocorreu ainda nas primeiras horas da manhã na Pax Mundial foi marcado com muita comoção, oração e canções de hinos evangélicos por parte da mãe de Carla.

A reportagem do Correio do Estado tentou conversar com familiares de Carla, um tio distante chegou a comentar que ela era muito próxima da mãe, mas que não a conhecia direito por morar em outra cidade. No entanto, a família mais próxima da jovem disse que não daria mais detalhes e pediu privacidade durante o momento de dor e luto. 

Carla e sua família eram bastante religiosos. O pastor que celebrou o culto de despedida estava abalado e disse que quando contou para sua filha que a jovem havia desaparecido, a criança o respondeu falando que era preciso ter fé, que Deus traria ela de volta.  

Antes do sepultamento, a mãe abraçada com o pai e o irmão de Carla, cantou o hino cristão para a filha “Deus cuidará de ti”. Com as mãos tremendo e a voz embargada pela emoção, a mãe recitou os versos da canção, “na dor cruel, na provação, Deus cuidará de ti; socorro dá e salvação, pois cuidará de ti”.

A família se despediu para sempre de Carla por volta das 9h no cemitério público, Santo Amaro, em Campo Grande.

Entenda o caso

Carla foi sequestrada no portão de casa na terça-feira (30) e encontrada morta nesta sexta-feira (03). O corpo foi deixado na mesma via em que ela residia, na Rua Nova Tiradentes, Bairro Tiradentes, em Campo Grande.  

A mãe estava dentro de casa quando ouviu a filha gritar em frente à residência, Carla disse que estava sendo roubada e colocada em um carro. A jovem havia saído de casa para ir ao supermercado com uma amiga que reside nas imediações.

A mãe da vítima ainda saiu no portão, mas já não encontrou a filha e também não conseguiu ver o carro no qual ela teria sido colocada. O celular dela, um chaveiro, o café comprado no mercado e os chinelos ficaram no chão.  

As reais circunstâncias em que a jovem foi assassinada são desconhecidas pelos investigadores, que agora reforçam a apuração em torno de nomes citados por familiares e amigos da vítima a fim descobrirem a autoria e a motivação do crime.

Relatos indicam que a jovem manteve, no ano passado, um relacionamento com um homem de 56 anos que não aceitava o fim do namoro. Antes de morrer, Carla supostamente estava em um relacionamento com outro homem, de 50 anos, fotógrafo. O namorado anterior vinha tentando retomar a relação, o que a vítima não aceitava. O delegado Carlos Deleno, da Homicídios, evitou falar sobre o andamento das investigações.

 

INTERIOR

Mãe e padrasto são presos por agressão contra bebê de 1 ano

Homem confessou ter chegado bêbado em casa e que desferiu chutes no rosto e costelas da criança, enquanto a mulher seria a responsável pelas marcas de mordida no corpo do filho

17/02/2026 10h53

Ambos foram autuados em flagrante

Ambos foram autuados em flagrante Reprodução/DouradosNews/OsvaldoDuarte

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No interior do Mato Grosso do Sul, distante aproximadamente 231 quilômetros da Capital, em Dourados, um casal foi preso no início desta semana após serem constatadas ontem (16), e ambos confirmarem, uma série de agressões contra um bebê de apenas um ano e oito meses. 

Em nota, a Polícia Civil do Mato Grosso do Sul (PCMS) esclareceu que a vítima deu entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município nesta segunda-feira (16), podendo ser constatadas as seguintes lesões: 

  1. Marca de mordida na parte superior das costas;
  2. Hematoma na região ocular; 
  3. Lesão na testa;
  4. Dor intensa no membro inferior esquerdo e 
  5. Fratura no fêmur esquerdo. 

Ainda segundo a PCMS, a fratura do fêmur pôde ser confirmada através de um exame de imagem, por meio da imobilização do membro.

Entenda

Tratando-se da própria mãe e do padrasto, ambos com 19 anos, ainda enquanto a criança era atendida, os profissionais já suspeitavam que essa série de lesões apontadas não batiam com a versão que esses responsáveis apresentaram em um primeiro momento. 

A Guarda Municipal foi acionada inicialmente e a Polícia Civil assumiu, em seguida, a condução tanto da ocorrência como da investigação em si, com o intuito de elucidar essa situação. 

Pelo registro em boletim de ocorrência, como bem apurado pelos portais locais Dourados News e Ligado na Notícia, o casal alegou primeiramente aos agentes que o bebê teria caído da cama por volta de 04h, o que segundo eles fez com que a vítima batesse o rosto em um bebê conforto no chão, o que teria causado o hematoma. 

Já a lesão na perna esquerda, conforme relatado pelo casal num primeiro momento, teria acontecido após o menino escorregar durante um banho no tanque. 

Porém, colhidas as evidências, o homem foi formalmente interrogado e acabou confessando as agressões, afirmando que parte das lesões do bebê de um ano e oito meses foram causadas pelos chutes que ele teria dado na cara da criança, além de arremessá-la contra a cama. 

Conforme descrito nos autos com base na confissão do padrasto, o acusado pelas agressões teria chegado bêbado em casa e encontrado o menino chorando na cama, desferindo um chute no rosto do bebê que o projetou ao chão. 

Além disso, ao tentar subir novamente, o bebê recebeu um outro chute, que atingiu a região das costelas. Em confissão, o padrasto afirma que pegou a vítima pela perna e a lançou na cama. 

Além disso, a mãe da criança também teria participação direta nas agressões ao bebê, confessando aos agentes que as mordidas na região das costas seriam de sua autoria. Ambos disseram que as violências aconteciam "porque a criança não parava de chorar", segundo a PCMS em nota. 

Investigações apontaram que essas agressões aconteciam na residência do casal, onde foi feita diligência policial, pela qual foi possível individualizar as condutas de cada um dos acusados. 

Essa mulher foi presa ainda na UPA em Dourados, enquanto acompanhava a internação do seu bebê de um ano. Assim como ela, o padrasto também foi autuado em flagrante pelo crime de maus-tratos, se do fato resultar lesão corporal de natureza grave. 

Como bem frisa a PCMS em nota, a Polícia Civil representou pela decretação da prisão preventiva desse casal, devido justamente à gravidade concreta das agressões, bem como à idade da vítima e de sua extrema vulnerabilidade, sendo que o bebê segue sob cuidados médicos e acompanhado agora por rede de proteção. 

 

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FOLIA DE MOMO

Entre tuiuiús e onça gigante, 1° dia de desfile reúne 15 mil em Campo Grande

Nesta terça-feira (17) acontece a segunda noite, com desfile das escolas: Os Catedráticos do Samba; Deixa Falar e Cinderela Tradição do José Abrão

17/02/2026 10h00

Igrejinha entrou na avenida neste Carnaval com o tema:  

Igrejinha entrou na avenida neste Carnaval com o tema:  "Soraya - a mulher que vira onça", o que justifica o felino de grandes proporções Reprodução/PrefCG

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Celebrado na Praça do Papa em Campo Grande, além dos tuiuiús, da onça-pintada gigante e das dezenas de pessoas que colocam as escolas de samba na rua, o primeiro dia de desfiles oficiais da Capital reuniu aproximadamente 15 mil pessoas para prestigiar a festa.

Com transmissão pelo canal 4.1 Educativa MS e através do canal da Liga das Entidades Carnavalescas de Campo Grande (Lienca), mantendo a tradição a Associação Recreativa Escola de Samba Mirim (Aresm) Herdeiros do Samba foi quem abriu os trabalhos na noite de ontem (16). 

No enredo da escola mirim que não compete oficialmente no Carnaval da Capital, uma homenagem ao Instituto de Apoio, Capacitação e Instrução de Economia Solidária do Povo (Aciesp), uma organização sem fins lucrativos de acolhimento à mulheres vítimas de violência, crianças, idosos e pessoas LGBTQIAPN+.

Além dessa, desfilaram no primeiro dia: 

  • Igrejinha 
  • Unidos da Vila Carvalho
  • Unidos do Cruzeiro

Dos enredos, a Igrejinha entrou na avenida neste Carnaval com o tema:  "Soraya - a mulher que vira onça", o que justifica o felino de grandes proporções que passou pela Praça do Papa ao lado de tuiuiús que enfeitavam o carro da escola. 

Enquanto isso, a Unidos do Cruzeiro e Vila Carvalho abordaram, respectivamente, os seguintes enredos: "Emília - com seu pó de pirlimpimpim nos leva ao reino encantado que me faz sonhar", e "O canto da arara azul - um elo entre Pantanal e Amazônia um chamado à vida". 

Conforme balanço do Executivo de Campo Grande, a festa que começou por volta de 20h e teve mais de quatro horas de duração reuniu cerca de 15 mil pessoas, o que o próprio secretário municipal de Cultura, Valdir Gomes, destacou como "a melhor festa possível". 

"Estamos felizes e trazendo essa felicidade para o público campo-grandense. As escolas se prepararam muito para apresentar um espetáculo lindo e grandioso na avenida", complementa Valdir Gomes em nota. 

Mais desfiles

Moradores que prestigiaram o primeiro dia destacaram pontos positivos na folia deste ano, como a estrutura do local e o aparato de segurança, que teve a mobilização de cinco viaturas e cerca de 45 agentes da Guarda Civil Metropolitana, o que se torna um atrativo para em busca de um público ainda maior no segundo dia de desfiles. 

"Esse ano está bem mais organizado, com uma estrutura melhor e mais segurança, principalmente para quem vem com criança", cita Nilza Benites, dona de casa que aproveitou a oportunidade para curtir os desfiles ao lado da família. 

E se o assunto é Carnaval, nesta terça-feira (02) a festividade têm sequência, com um show de abertura marcado para às 19h promovido pela Lienca. Em seguida, as seguintes escolas ocupam a avenida na Capital: 

  • Os Catedráticos do Samba
  • Deixa Falar 
  • Cinderela Tradição 

"Os Catedráticos do Samba em um flashback de emoções" é o enredo da primeira escola a ocupar a avenida, enquanto a Deixa Falar trata sobre "Águas" e a Cinderela Tradição do José Abrão aborda o tema: "Diásporas - por um futuro que não repita o passado". 

 

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