Cidades

Acidente

Empresa de avião que caiu diz que tem 'absoluto compromisso com a segurança'

As investigações seguem as hipóteses de mau tempo ou falha mecânica entre as causas da queda da aeronave

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A empresa Amapil Taxi Aéreo Ltda. emitiu nota prestando solidariedade às famílias do piloto Henrique Martin e da pesquisadora Lydia Möcklinghoff, que morreram em um acidente na manhã desta sexta-feira (3). 

Em nota, a empresa afirmou que opera há mais de 52 anos na aviação civil e que sempre conduziu as operações com "absoluto compromisso com a segurança, a manutenção de suas aeronaves e o rigor técnico exigido pela atividade". 

Segundo o delegado Sam Suzumura, do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), a investigação sobre as causas do acidente devem seguir duas hipóteses: a do mau tempo, que pode ter causado uma desorientação espacial no piloto, mas não descarta o levantamento da parte mecânica da aeronave. 

"A gente precisa seguir os levantamentos. Serão analisadas as partes mecânicas da aeronave só que pra isso a gente precisa do SERIPA [Serviços Regionais de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos], a aeronatuica precisa estar acompanhando, então vai ser somente em um segundo momento para termos uma certeza da causa do acidente", afirmou. 

A empresa ressaltou nas redes sociais que está colaborando com as informações desde o primeiro momento mas que, em respeito às famílias e às investigações não se manifestará sobre os aspectos técnicos da aeronave ou das condições do acidente. 

Leia a nota na íntegra:

"A AMAPIL Táxi Aéreo Ltda. confirma, com profundo pesar, o acidente ocorrido na manhã desta sexta-feira, 3 de julho de 2026, envolvendo uma de suas aeronaves, que resultou no falecimento do piloto e de uma passageira.

Neste momento de imensa tristeza, a empresa manifesta solidariedade e as mais sinceras condolências aos familiares, amigos e pessoas próximas das vítimas, colocando-se à disposição para prestar todo o apoio necessário.

Toda a equipe da AMAPIL está profundamente consternada com o ocorrido. Há mais de 52 anos atuando na aviação civil, a empresa sempre conduziu suas operações com absoluto compromisso com a segurança, a manutenção de suas aeronaves e o rigor técnico exigido pela atividade.

Desde os primeiros momentos, a AMAPIL vem colaborando integralmente com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) e com as demais autoridades competentes, fornecendo todas as informações e o suporte necessários para a apuração dos fatos.

As causas do acidente ainda estão sendo investigadas pelos órgãos responsáveis. Em respeito às famílias das vítimas e à investigação em curso, a empresa não se manifestará sobre aspectos técnicos ou circunstâncias do acidente até a conclusão dos trabalhos oficiais.

A AMAPIL reafirma seu compromisso com a transparência, com a segurança operacional e com o respeito às vítimas e seus familiares."

O acidente

O acidente aconteceu próximo ao Aeroporto Santa Maria, por volta das 06:30 da manhã, quando o céu estava completamente encoberto por densa neblina. O avião bateu em uma série de árvores e ficou completamente destruído. E, apesar de estar com o abastecimento completo, não ocorreu explosão. 

Funcionários do aerporto ouviram o barulho da queda e acionaram os bombeiros, que levaram cerca de 90 minutos para localizar os destroços.

Seis equipes, com 22 militares e drones foram por terra. Mas, como a neblina estava muito densa, os drones tiveram pouca utilidade. Por conta disso, um helicóptero foi acionado e após cinco minutos de voo foi possível visualizar o local da queda. Os ocupantes, porém, tiveram morte instantânea. 

A aeronave, um Seneca EMB-810D, pertencente à Amapil, era pilotada por Henrique Martin. Ele estava a caminho do Pantanal, para onde levaria a a jornalista alemã e zoóloga especialista em tamanduás, Lydia Theresia Möcklinghoff. Procedente do Rio de Janeiro, ela havia chegado fazia poucas horas a Campo Grande. 

Exemplar foi encontrado junto com os pertences da pesquisadora / Foto: Karina Varjão/Correio do Estado

Entre os destroços da aeronave foi encontrado um exemplar de um livro de autoria da jornalista, com o título "Ich Glaub, Main Puma Pfeit", que em tradução literal significa "Eu acho que meu puma assobia". 

Os corpos do piloto e da pesquisadora foram retirados dos escombros por volta das 13h30 desta sexta-feira pela perícia. Segundo relatado ao Correio do Estado pelo delegado Sam, as vítimas estavam bastante desconfiguradas e o sepultamento deve ocorrer em caixão fechado das duas. 

Justiça

Fachin dá 24h para Mendonça levantar sigilo de todo caso Master

Ele atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República

11/09/2026 19h00

Presidente do STF, Edson Fachin

Presidente do STF, Edson Fachin Foto: Paulo Ribas

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O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 24 horas para que o ministro André Mendonça retire o sigilo de todos os documentos relacionados à Operação Compliance Zero, que apura corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias ligadas ao antigo Banco Master. 

Fachin atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), para quem a divulgação de apenas parte do material passa uma "ideia equivocada” de que a transparência do caso pode estar comprometida. 

A divulgação de todo o material já havia sido requerida na noite de quinta-feira (9) por Fachin. Mendonça atendeu ao pedido horas depois, divulgando 15 procedimentos de investigação derivados da Compliance Zero. 

Relator do caso no Supremo, Mendonça manteve, contudo, o sigilo sobre algumas linhas de investigação, o que motivou a PGR a pedir acesso à integralidade dos documentos. 

Pela decisão de Fachin desta sexta-feira (11), todos os documentos devem ser disponibilizados, “ressalvadas exclusivamente as diligências em andamento ou a serem realizadas, para os quais se pudesse antever possíveis prejuízos à sua efetividade”, escreveu o presidente do Supremo. 

A ordem de Fachin para a retirada do sigilo sobre a investigação ocorre na esteira de uma crise institucional sem precedentes no Supremo, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos de investigação mútuos protagonizados pelos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. 

Fachin determinou a remessa de todo o material para os gabinetes dos demais ministros, para que possam analisar os documentos e provas antes de julgar, na próxima terça-feira (15), outro pedido da PGR, dessa vez para que um relatório da PF ligando Vorcaro a Moraes seja anulado. 

Neste relatório, cujo sigilo foi levantado por Mendonça, constam dezenas de mensagens que a PF diz terem sido enviadas por Vorcaro a Moraes. Nelas, o ex-banqueiro demonstra ter relação de proximidade com o ministro. 

Mendonça pediu ao plenário que decida sobre investigar ou não Moraes. A PGR, contudo, alega que o ministro já avançou irregularmente nas investigações, sem a autorização do plenário, o que tornaria nulo o material. 

Sigilo

Entre as apurações mantidas sob sigilo por Mendonça está a que diz respeito ao suposto repasse de R$ 61 milhões para financiar a produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a PF, há suspeita de que o dinheiro tenha sido entregue por Daniel Vorcaro, dono do Master, a pedido do senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ). 

Outra investigação mantida sob segredo de Justiça envolve o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o advogado Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master. 

Cultura & Lazer

Grupo de 14 bailarinas de Campo Grande participa de festival de flamenco em SP

Programação inclui aulas e apresentação em São José dos Campos

11/09/2026 18h15

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Quatorze bailarinas do Grupo Embrujos de España, de Campo Grande, embarcam nesta sexta-feira (11) para São José dos Campos (SP), onde participam do 21º Festival Internacional de Flamenco. O evento reúne bailarinos, professores e grupos de diferentes regiões do país entre os dias 11 e 13 de setembro.

A programação inclui a participação das bailarinas campo-grandenses nos Workshops Nacionais, voltados à formação e ao aprimoramento na dança flamenca. O grupo também estará no palco da Mostra Aberta Nacional de Dança Flamenca, marcada para sábado (12), no Teatro Municipal de São José dos Campos.

Além das bailarinas, a delegação de Mato Grosso do Sul terá a participação da coreógrafa e professora Maria Helena Pettengill, que integra a programação dos workshops. Ela ministrará uma aula sobre Tango, um dos palos do flamenco, caracterizado por ritmo e formas de expressão próprias.

Segundo Maria Helena, a participação no festival permite que as bailarinas tenham contato com profissionais e grupos de outras regiões e também apresentem o trabalho desenvolvido em Campo Grande.

“Participar de um festival dessa dimensão é uma oportunidade muito importante para nossas bailarinas. Elas estarão ali para aprender, trocar experiências e também mostrar que em Campo Grande existe um trabalho sério e apaixonado de formação e divulgação do flamenco”, afirmou.

Na Mostra Aberta, o Embrujos de España apresentará o trabalho desenvolvido pelo grupo na Capital. A participação coloca as bailarinas sul-mato-grossenses em contato com artistas de diferentes localidades e amplia a presença do grupo em eventos nacionais da modalidade.

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