A reforma do Morenão deve movimentar quase R$ 18 milhões. A Alcance Engenharia e Construção Ltda. apresentou o menor lance na concorrência aberta pelo Governo de Mato Grosso do Sul para executar serviços de adequação e requalificação do estádio, em Campo Grande.
A empresa ofereceu R$ 17.821.250 pelo serviço, valor R$ 53.695,95 abaixo dos R$ 17.874.945,95 estimados pelo Estado. O desconto ficou em aproximadamente 0,3%.
A disputa ocorreu na segunda-feira (5) e teve duas empresas na fase de lances. Além da Alcance, participou a Engetal Engenharia e Construções Ltda., que encerrou a disputa com proposta de R$ 17.839.125. A diferença entre as duas ofertas foi de apenas R$ 17.875.
Antes da abertura dos lances, as duas concorrentes haviam apresentado propostas no valor exato do orçamento do Estado, de R$ 17.874.945,95. Durante a sessão, o agente responsável pela licitação chegou a pedir que as empresas melhorassem os preços apresentados. O critério adotado para o julgamento é o de menor preço.
A concorrência é conduzida pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), ligada à Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog), e prevê a execução de serviços de engenharia para “adequação e requalificação funcional” do Estádio Universitário Pedro Pedrossian.
Apesar de ter apresentado o menor lance, a Alcance ainda precisava cumprir mais uma etapa prevista no processo. A empresa recebeu prazo até as 14h desta terça-feira (6) para readequar e apresentar a proposta conforme o valor ofertado.
A ata informa que o lance poderia ser desclassificado caso a documentação não fosse apresentada dentro do prazo. A sessão foi suspensa e tem retomada prevista para as 14h desta terça-feira.
A concorrência começou com cinco empresas relacionadas, mas apenas Alcance e Engetal chegaram à fase de preços.
CR Arquitetura e Construção Ltda., Sustentare Empreendimentos Ltda. e Engelec Engenharia Elétrica e Civil Ltda. foram inabilitadas por não terem apresentado os documentos obrigatórios e as propostas iniciais no prazo estabelecido pelo edital.
Alcance e Engetal também tiveram de fazer ajustes na documentação durante a fase de habilitação. No caso da Alcance, a administração apontou uma certidão negativa de falência, concordata e recuperação judicial vencida, além da falta de assinaturas de responsáveis técnicos em um termo de compromisso.
A empresa substituiu os documentos solicitados e acabou habilitada para prosseguir no certame.
A Engetal também precisou regularizar documentos. Entre as pendências apontadas estavam documentação fiscal e a garantia da proposta, que havia sido inserida em campo incorreto do sistema. Depois das diligências, a empresa também foi habilitada.
Não houve manifestação de interesse em recorrer da fase de habilitação e, na sequência, a Agesul abriu a disputa de preços.
Consultoria de R$ 3,8 milhões
A licitação das intervenções no Morenão ocorre no mesmo período em que o Governo do Estado contratou uma empresa por R$ 3.832.274 para trabalhar na estruturação e no desenvolvimento do projeto do estádio.
Conforme extrato do Contrato nº 03/2026/Segov, publicado em edição extra do Diário Oficial do Estado, a contratada é a Alvarez & Marçal Consultoria em Engenharia Ltda.
O serviço contratado pela Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica (Segov) tem como foco a modernização do Morenão, a maximização do uso do imóvel e o aproveitamento de sua localização estratégica, além da garantia de padrões adequados de segurança e conforto.
O contrato foi assinado em 21 de setembro e terá vigência de 24 meses. O valor de R$ 3,83 milhões será fixo e irreajustável pelo período de um ano contado da data-base da proposta comercial.
A contratação da consultoria foi feita com fundamento no artigo 74, inciso III, da Lei Federal nº 14.133/2021.



