Cidades

Hospital Regional

Empresa que administra três hospitais em SP vence licitação do HR

A empresa Construcap agora é responsável pelo Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, ao vencer a licitação com uma proposta de mais de R$ 15 milhões

Continue lendo...

A empresa Construcap CCPS Engenharia e Comércio venceu a licitação de Privatização Público-Privada (PPP)do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul. A cerimônia de leilão aconteceu nesta quinta-feira (4) na sede do B3, em São Paulo. 

A proposta da empresa foi de R$ 15.909.279, representando um deságio de 22% com relação ao lance de corte. 

A Construcap está posicionada como uma das dez maiores construtoras do País e é responsável, entre outras obras, pela reforma do Estádio Mineirão para a Copa de 2014, construção de dois trechos do metrô de São Paulo e construção do Templo de Salomão, o maior templo religioso do Brasil. 

A empresa já opera três hospitais estaduais no estado de São Paulo por meio de Parcerias Público-Privadas: o Hospital Regional de São José dos Campos Dr. Rubens Savastano, em São José dos Campos; o Hospital Regional de Sorocaba Dr. Adib Domingos Janete, na cidade de Sorocaba; e o Hospital Centro de Referência da Saúde da Mulher, na capital São Paulo. 

A construtora entrou na disputa de forma “solitária”, confiando apenas na própria empresa, concorrendo com três consórcios, que uniram nomes fortes para participar da disputa, como foi o caso do Consórcio Zhem MS, formado pelas empresas Engenharia de Materiais Ltda, Health Brasil Inteligência em Saúde, Zetta Infraestrutura e Participações S.A, e M4 Investimentos e Participações Ltda; Consórcio Sonda Saúde MS, formado pelas empresas Sonda Procwork Informática Ltda, Telsinc Comércio de Equipamentos de Informática Ltda, Sonda Cidades Inteligentes e Mobilidade Ltda, Sonda do Brasil Ltda e Ativas Data Center Ltda; e Consórcio Saúde MS, formado pelas empresas Enleva Participações em Saúde Sa, Sian Engenharia Ltda e Hangar Empresarial Empreendimento Imobiliário Ltda.

Outra empresa que participou sozinha foi a OPY Healthcare Gestão de Ativos e Investimentos, que administra, pelo menos, quatro hospitais em grandes cidades brasileiras. 

Durante a cerimônia, a Construcap afirmou que o processo da parceria deve consolidar ainda mais Mato Grosso do Sul na saúde pública eficiente. 

“É um marco cultural que vai garantir acesso gratuito e saúde de ponta para a população, com um acréscimo de 60% de leito, aquisição de materiais de última geração, sistemas inteligentes, garantindo eficiência e sustentabilidade e geração de empregos diretos e indiretos. Mais do que números, o projeto representa qualidade de vida para milhares de famílias e um legado que se perdurará por décadas”, discursou. 

A Secretária Especial de Parcerias Estratégicas de Mato Grosso do Sul, Eliane Detoni ressaltou que o projeto inaugura um outro estágio em PPP na saúde pública do País.

“Tivemos muita coragem de inserir inovações com o apoio do governador Eduardo Riedel que nos permitiu ter liberdade em inserir melhorias, além da equipe excelente do Hospital Regional de MS. A gente realmente fez um esforço grande porque muitas mãos nos auxiliaram nesse processo, tivemos coragem para solucionar várias questões e trazemos insumos necessários na hora certa. Com essa parceria, vamos conseguir avançar muito nesse setor”, afirmou. 

Para o Secretário Estadual de Saúde, Maurício Simões, muitos municípios de Mato Grosso do Sul ainda não têm condições de oferecer assistência de média e ampla complexidade médica, o que torna o HR referência nos próximos anos para os cuidados de alta complexidade, o que é um “marco histórico”.

O governador Eduardo Riedel destacou o marco como um dia “muito especial para a saúde do Estado” e de “muita ousadia para novos modelos e novas ações endereçadas a tantas áreas para o Brasil”. 

“Eu acredito muito que esse modelo está quebrando paradigmas, que vai entregar uma qualidade superior ao que temos hoje, com bons serviços e boa entrega. Mato Grosso do Sul tem tido uma participação pequena na economia brasileira por sermos um estado pequeno, mas vamos continuar entregando o melhor que temos. Viva MS, viva o Brasil”, finalizou seu discurso. 

Representantes do Governo de MS no leilão de PPP do HR / Reprodução B3

O que muda

Mesmo privatizado, o Hospital continuará público, tendo atendimento 100% gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e gestão assistencial sob responsabilidade estadual, o que inclui a assistência médica, de enfermagem, fisioterapia, terapia ocupacional, psicologia, análises clínicas e radiologia. 

A Construcap, vencedora da licitação, ficará responsável pela execução de obras e investimentos para a construção de novos blocos e reforma das instalações existentes, além da aquisição e instalação de equipamentos médico-hospitalares, mobiliário clínico e instrumental cirúrgico. 

Essa parceria público-privada visa focar na eficiência da saúde pública, com uma oferta otimizada de bens e serviços essenciais, o que deve promover maior qualidade no atendimento à população. 

Além disso, a empresa é responsável pela administração da recepção, limpeza e jardinagem, vigilância, portaria, estacionamento, lavanderia e rouparia, manutenção predial e engenharia clínica, Central de Material Esterilizado (CME), nutrição e dieta, esterilização, logística de almoxarifado e farmácia, transporte, necrotério, serviço de arquivo médico, estatística e faturamento, gases medicinais e utilidades, aquisição de insumos e dietas de apoio ao serviço de atendimento domiciliar. 

Assim, fica sob responsabilidade do parceiro privado a gestão dos serviços não assistenciais da unidade pelos próximos 30 anos, enquanto o Estado continuará responsável pela assistência médica, regulação e fiscalização. 

Atualmente o hospital tem área de 37.000 metros quadrados, com estrutura de 10 andares, capacidade de 362 leitos e atendimento de 46 especialidades médicas. O local permanecerá como hospital público, com atendimento SUS 100% gratuito e gestão assistencial estadual. 

A previsão é que em até 2 anos serão construídos dois novos blocos, que incluem a oferta do Centro de Imagem e Diagnóstico, UTI, UCO com 70 leitos, hemodinâmica, centro cirúrgico, Central de Material Esterilizado e internações com 180 leitos. Em até 4 anos será concluída a reforma do prédio atual. 

A partir de então, serão 71.000 metros quadrados de construção. Estão previstos dois novos blocos que devem ampliar a capacidade de atendimento de 362 para 577 leitos, totalizando 59% de aumento no número de leitos. E ainda, a ampliação do estacionamento, que passará a oferecer 753 vagas. 

As propostas

Veja as propostas de cada participante da licitação: 

Consórcio Saúde MS, representado pela Corretora Necton:
oferta proposta: R$ 19.784.616,30, um deságio de 3% 

Consórcio Sonda Saúde MS, representado pela Corretora Planner: 
oferta proposta: R$ 20.390.000, um deságio de 0,03%

Consórcio Zhen MS, representado pela Corretora Terra:
oferta proposta: R$ 19.111.531,42, um deságio de 6,30%

OPY Healthcare, representado pela Corretora Safra:
oferta proposta: R$ 17.550.000, um deságio de 13,96%

Construcap, representado pela Corretora Nova Futura:
oferta proposta: R$ 15.909.279, um deságio de 22% 

As três propostas com maior deságio foram classificadas para a participação viva-voz, onde os representantes poderiam fazer propostas ao microfone. 

Como não houve novas propostas de nenhuma das empresas, a Construcap foi a vencedora da licitação por possuir o menor valor de deságio sobre o valor de referência, que era de R$ 20.396.511,65. 
 

INTERIOR

MS reabre licitação para 'bondinho' em parque natural do interior

Em mais de 70 hectares de extensão, ponto já conta com uma série de atividades, entre elas o principal cartão-postal de Costa Rica: o Salto do Majestoso

16/05/2026 15h53

Em mais de 70 hectares de extensão, esse parque natural já conta com uma série de atividades, cabendo destacar entre elas o principal cartão-postal de Costa Rica, batizado de Salto do Majestoso.

Em mais de 70 hectares de extensão, esse parque natural já conta com uma série de atividades, cabendo destacar entre elas o principal cartão-postal de Costa Rica, batizado de Salto do Majestoso. Reprodução/Sectur-CostaRica

Continue Lendo...

Nesta semana o Governo do Estado anunciou a reabertura da licitação que deve trazer um "bondinho" no chamado Parque Natural Municipal Salto do Sucuriú, em Costa Rica, em um valor estimado de quase três milhões de reais. 

Conforme exposto em diário oficial do Governo do Estado, pelo Executivo Municipal de Costa Rica, o investimento total previsto para contratação de empresa especializada para construção de infraestrutura turística tipo plano inclinado, somam exatos R$2.905.314,69. 

Essa licitação retomada têm agora também uma nova data para abertura de propostas, marcada para 1° de junho, às 07h30 pelo horário de Mato Grosso do Sul. Confira o anúncio:

Em mais de 70 hectares de extensão, esse parque natural já conta com uma série de atividades, cabendo destacar entre elas o principal cartão-postal de Costa Rica, batizado de Salto do Majestoso.Reprodução/DOE-MS

Entenda

Distante aproximadamente dois quilômetros do centro de Costa Rica, cidade que por sua vez está longe cerca 338 km da Capital do Mato Grosso do Sul, o Parque Natural Municipal Salto do Sucuriú pode ser acessado pela rodovia MS-316 rumo ao município de Paraíso das Águas. 

Em mais de 70 hectares de extensão, esse parque natural já conta com uma série de atividades, cabendo destacar entre elas o principal cartão-postal de Costa Rica, batizado de Salto do Majestoso. O local em si é cercado por vegetação nativa e consiste em uma queda d'água de 64 metros de altura, de onde pode-se admirar todo o parque. 

Nesse local há uma série de atrações baseadas em esportes de aventura, como rapel e tirolesas oferecidos pelo Parque Natural Municipal Salto do Sucuriú, que oferta ainda um acompanhamento com condutores especializados, o que garante proteção tanto aos turistas como para a própria natureza. 

Sendo que todas as atividades são asseguradas, no espaço o visitante poderá realizar trilhas autoguiadas, um circuito de arvorismo e até mesmo piscinas abastecidas com água do Rio Sucuriú, perto de onde ficam também quiosques com churrasqueira, piscina de biribol, parquinho infantil, restaurante e mais. 

Nesse caso, a dita infraestrutura turística tipo plano inclinado, também chamada de funicular, trata-se de um sistema de transporte sobre trilhos tracionado por cabos, consistindo na maioria das vezes em dois bondes ou cabines interligados para basicamente superar os mais variados obstáculos geográficos como morros e encostas. 

Interessados podem encontrar o edital através do site do Município de Costa Rica (CLICANDO AQUI), ou no Portal Nacional de Contratações Públicas PNCP

 

Assine o Correio do Estado

INQUÉRITO

Funcionário público é investigado por fraude ao descumprir exclusividade com hospital

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou inquérito civil para apurar um possível caso de improbidade administrativa em Dourados

16/05/2026 14h00

Funcionário exercia residência multiprofissional no HU-UFGD enquanto era nutricionista no Regional

Funcionário exercia residência multiprofissional no HU-UFGD enquanto era nutricionista no Regional Foto: Divulgação

Continue Lendo...

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou inquérito civil para investigar um caso suspeito de improbidade administrativa em Dourados, do qual um homem estaria trabalhando simultaneamente no Hospital Regional de Dourados (HRD) e no Hospital Universitário da Fundação Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD), onde teria prometido dedicação exclusiva.

De acordo com a portaria assinada pelo procurador Luiz Gustavo Mantovani, via Diário Oficial do órgão desta sexta-feira (15), a história começa a partir de uma denúncia de que uma pessoa estaria recebendo uma bolsa de residência multiprofissional (pós-graduação em formato de especialização para profissionais da saúde, exceto para médicos) de maneira irregular.

A investigação inicial constatou que o residente estava lotado no HU-UFGD, em função que determina dedicação exclusiva com carga horária semanal de 60 horas, conforme o Termo de Compromisso assinado em março do ano passado, no qual se comprometeu a não exercer outras atividades profissionais.

Porém, outras diligências também observaram que a mesma pessoa tinha vínculo simultâneo como nutricionista no Regional do município, com carga horária de 44 horas semanais, totalizando uma jornada de 104 horas semanais somando ambos os trabalhos, o que seria quase impossível cumprir após análise dos horários de cada complexo hospitalar.

“A análise das folhas de frequência fornecidas pelos hospitais revela que os intervalos intrajornadas são mínimos (frequentemente de poucos minutos e, no máximo, uma hora entre a saída de um hospital e a entrada em outro), o que compromete a natureza pedagógica da residência e a boa-fé administrativa”, aponta.

“Ao aceitar a bolsa, o residente é remunerado para não exercer outra atividade, de modo que o recebimento de bolsa pública federal sob "falsas condições" (descumprimento da exclusividade pactuada) enquanto percebe remuneração de outro cargo pode caracterizar ato de improbidade administrativa”, complementa o procurador.

Por conta disso, um inquérito civil foi instaurado para “investigar a eventual prática de ato de improbidade administrativa em razão do recebimento irregular de bolsa de residência em regime de dedicação exclusiva pelo nutricionista A.A.S.J, acumulada com vínculo remunerado no Hospital Regional de Dourado”.

Ainda, o procurador determinou que o investigado tenha 15 dias para apresentar sua defesa, além de responder três perguntas para esclarecer o caso:

  1. Considerando o somatório de carga horária de 104 horas semanais entre a residência no HU-UFGD e o vínculo no HRD, como justifica a viabilidade física e mental de exercer ambas as funções com intervalos de repouso mínimos?
  2. O vínculo remunerado com o HRD foi informado à coordenação do Programa de Residência do HU-UFGD?
  3. Tem ciência de que o pagamento da bolsa foi baseado em uma premissa de exclusividade que não estava sendo cumprida?

Vale destacar que improbidade administrativa é toda conduta ilegal, desonesta ou imoral praticada por agente público contra a administração pública, conforme consta na Lei de Improbidade Administrativa (Lei n° 8.429/1992). Por se tratar de uma infração civil e política, não um crime, o ato não acarreta reclusão.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).