Cidades

LOTESUL

Empresa que opera "raspadinha" no Paraná pode ficar com a loteria de MS

Prohards, grupo de São Paulo, foi a segunda colocada no certame e segue para a prova de conceito

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A Prohards Comércio, Desenvolvimento e Serviços em Tecnologia da Informação deve ser a responsável pela Loteria Estadual de Mato Grosso do Sul (Lotesul). A empresa foi a segunda colocada na licitação feita no dia 23 de janeiro deste ano, mas por não cumprir uma das exigências, ela foi desclassificada.

O grupo é responsável pela parte da loteria instantânea no Paraná, ou seja, a raspadinha.

A segunda colocada ofereceu repasse de 36,11% ao governo do Estado, o mínimo era de 16,17%, na segunda rodada da licitação, realizada na manhã de sexta-feira, referente ao pregão da Loteria Estadual de Mato Grosso do Sul (Lotesul).

A convocação será publicada no Diário Oficial Eletrônico (DOE) nos próximos dias. A licitante teve prioridade por ter feito a segunda melhor oferta no primeiro leilão.

A partir de então, a empresa vai para a segunda fase do processo licitatório, que é a prova de conceito, justamente onde a primeira empresa, a Lottopro Jogos de Apostas e Gestão de Lotéricas LTDA., foi desclassificada.

A Prohards é uma empresa paulista, com sede em Rio Claro (SP). Foi fundada em maio de 2006 e é a mais consolidada no mercado de “jogatinas”.

Presidida por José Carlos Baungartner, a empresa integra a World Lottery Consortium, maior associação de loterias do mundo, que reúne mais de 150 loterias de estados espalhadas por 80 países de cinco continentes. 

Entre as marcas da Prohards está a Esportes da Sorte, empresa ligada as bets esportivas e que chegou a ser investigada pela Polícia Civil de Pernambuco, por suspeita de lavagem de dinheiro.

Em março de 2024 a empresa venceu licitação para comandar a loteria instantânea no Estado do Paraná. Segundo o governo daquele estado, esta é uma modalidade de jogo na qual o resultado é imediato.

“O apostador saberá se o bilhete está ou não premiado raspando os campos encobertos do bilhete onde estão gravadas combinações de números, símbolos ou caracteres que determinam os prêmios. Os bilhetes poderão ser físicos e/ou virtuais no Paraná, a depender do plano de trabalho apresentado”, explicou o governo paranaense sobre essa modalidade.

Este é apenas um dos estilos de loteria adotados no Paraná. No estilo do certame proposto em Mato Grosso do Sul, que se trata da implantação e operação da plataforma, a vencedora foi o Consórcio PayBrokers, que também tinha demonstrado interesse pelo Estado.

No caso da Prohards, ela também opera a loteria da prefeitura de Cuiabá (MT). O início do contrato foi em 2023 e tinha prazo de 5 anos.

LEILÃO

A Lottopro Jogos de Apostas e Gestão de Lotéricas LTDA. havia ganhado o primeiro leilão em 23 de janeiro, mas, foi reprovada na prova de conceito por falta de cofre de regulação (eletrônico), o que é uma exigência do edital feito pelo governo de Mato Grosso do Sul para a Lotesul.

O governo do Estado está em busca de uma empresa especializada para implantação e operação de solução tecnológica (plataforma) que controle as atividades lotéricas, integrada com meios de pagamentos, para gerenciar e controlar as atividades e fluxo financeiro dos operadores lotéricos da loteria de MS, incluindo manutenção, customização e atualizações que se fizerem necessárias durante a vigência contratual, com entrega total do código-fonte e banco de dados ao final do contrato.

A licitação foi suspensa duas vezes no ano passado e sofreu alterações no edital em comparação com quando foi lançado. Porém, pelo seu potencial de arrecadação ser na casa dos bilhões de reais, segue atraindo atenção das empresas de loterias espalhadas pelo País.

A primeira disputa pela Lotesul em março do ano passado, mas foi paralisada logo no início do certame, para, supostamente responder a uma dúvida de interessados.

A empresa que vencer a licitação para comandar a Lotesul poderá ter um faturamento anual bilionário, segundo estimativa macro feito pelo governo do Estado.

Apesar de no edital de licitação constar que a “estimativa da receita média anual de remuneração da plataforma é de R$ 51.474.339,31”, no termo de referência feito pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), organizadora do certame, o valor que a ferramenta pode chegar é muito maior.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso do Sul em 2022 foi de R$ 166,8 bilhões. A fatia de 0,85%, portanto, significa uma receita de R$ 1,417 bilhão.

Na última divulgação feita pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), o Produto Interno Bruto (PIB) foi de R$ 184,4 bilhões. A estimativa para 2025 era de mais de R$ 227,8 bilhões, o que representaria mais de R$ 2 bilhões ao ano.

*Saiba

A Operação Successione revelou que as famílias Name e Razuk estavam interessadas na licitação para a loteria esportiva no Estado, já que ambas as partes entraram com pedidos de impugnação do edital anterior, que foi refeito.

CAMPO GRANDE

Prefeitura cumpre decisão judicial e relança IPTU de 15 mil terrenos

Desconto de 10% ainda é válido para os afetados pelo "tarifaço dos terrenos" que optarem por quitar o imposto à vista

06/03/2026 12h50

 Contribuintes notificados não receberão novos carnês ou qualquer tipo de conta/boleto e precisam solicitar a nova guia

Contribuintes notificados não receberão novos carnês ou qualquer tipo de conta/boleto e precisam solicitar a nova guia Marcelo Victor/Correio do Estado

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Nesta sexta-feira (06) veio à público, através de decreto e suplemento publicados no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), um novo capítulo na novela em cima do Imposto Predial e Territorial Urbano, em que o município acata decisão judicial e refaz os cálculos daqueles cerca de 15 mil imóveis atingidos no chamado "tarifaço dos terrenos", atualizando as datas para os pagamentos inclusive com opção do desconto de 10%. 

Conforme consta no decreto n. 16.566, que data de 05 de março de 2026, o desconto de 10% sobre o valor do IPTU e da Taxa de Coleta, Remoção e Destinação de Resíduos Sólidos Domiciliares ainda será concedido exclusivamente para aqueles contribuintes que optarem por quitar esse imposto na modalidade à vista. 

Importante frisar que, esse desconto será aplicado exclusivamente para os imóveis que constam nas 74 páginas do suplemento divulgado hoje (que você acessa CLICANDO AQUI), para o pagamento à vista que deverá ser feito até o dia 10 de abril. 

 Contribuintes notificados não receberão novos carnês ou qualquer tipo de conta/boleto e precisam solicitar a nova guiaReprodução/Diogrande

Ou seja, os cálculos sobre o valor do IPTU foram refeitos apenas para as inscrições imobiliárias atingidas pelo "tarifaço dos terrenos", sendo importante frisar que não são válidos para os imóveis que não constarem no Edital de Lançamento.

Para quem não quiser quitar esse pagamento à vista, há ainda a alternativa de optar agora por até nove parcelas mensais. Aquele contribuinte que discordar do lançamento precisa apresentar impugnação à Coordenadoria de Julgamento e Consulta da Secretaria Municipal da Fazenda (CJC/SEFAZ), com as provas que julgar necessárias e as devidas fundamentações. 

Além disso, o suplemento destaca que os contribuintes notificados neste edital não receberão novos carnês ou qualquer tipo de conta/boleto para quitar esse tributo. As respectivas guias para pagamento precisam ser emitidas pelo próprio contribuinte através do site iptu.campogrande.ms.gov.br (CLICANDO AQUI).

Também há a possibilidade de solicitar a guia de pagamento pelo telefone (67) 4042-1320 (WhatsApp) ou mesmo presencialmente na Central de Atendimento ao Cidadão, que fica localizada na Rua Marechal Cândido Mariano Rondon nº 2.655 e funciona das 8h às 13h30min.

Entenda

Em 11 de fevereiro, como bem acompanhou o Correio do Estado in loco, a prefeitura de Campo Grande confirmou que atenderia a decisão que pedia que o IPTU fosse recalculado, apontando que os efeitos haviam sido sentidos por pouco mais de 3% das inscrições imobiliárias. 

Abrangendo apenas o chamado "tarifaço dos terrenos", a decisão foi repassada pela Procuradoria Geral do Município (PGM) e secretarias municipais da Fazenda e de Governo e Relações Institucionais (Sefaz e Segov). 

"Atinge 15 mil imóveis aproximadamente, de um total de 485 mil", comentou na ocasião o secretário Municipal da Fazenda, Isaac José Araújo. 

As polêmicas, vale lembrar, começaram a pairar sobre a mente dos contribuintes após uma série de "mudanças" na cobrança de 2026,  que envolveu desde a atualização conforme IPCA; a redução do desconto, de 20 para 10%; uma atualização no cálculo da taxa de lixo e, principalmente, a mudança na alíquota que ficou batizada de "tarifaço dos terrenos", fixada em 3,5%.

Justamente esse "tarifaço sobre os terrenos baldios", como bem abordado no Correio do Estado, é o que ajuda a explicar a "chiadeira" sobre o IPTU neste começo de 2026.

Em outras palavras, até o ano passado os proprietários de boa parcela destes terrenos pagavam 1% de imposto, até essa mudança para 3,5% que sozinha já representa um aumento de 250% no valor do carnê e, se estes terrenos estão na lista dos 45% dos imóveis que sofreram majoração desta taxa por conta da reclassificação feita este ano, acabaram sofrendo tarifaço duplamente.

"Então, se o cara tinha um imóvel de 100 mil reais e pagava mil, ele pode, dependendo do caso, estar pagando 3.500 reais, mas sem uma alteração do valor venal do imóvel, mas dentro de acordo com o que o Código Tributário Municipal estabelece em consonância com o Código Tributário Nacional", exemplifica o titular Municipal de Governo e Relações Institucionais (Segov), Ulysses da Silva Rocha.

Nesse caso, cabe explicar, essa alíquota seria para imóveis territoriais em bairros com mais de três equipamentos públicos (iluminação pública, escola, água, luz, etc.). 

Relembre

Até então um dos assuntos mais polêmicos na Capital neste 2026, os carnês do IPTU, pelos valores de correção, deveriam vir com reajuste de 5,32% em relação ao aplicado no último pagamento, o que por sua vez corresponde à variação da inflação no período, baseada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E) calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Por não ser diferente da inflação do período, esse percentual já havia sido divulgado pela secretária Municipal de Fazenda, Márcia Helena Hokama, e pela prefeita Adriane Lopes, em suplemento que data de 24 de outubro de 2025 no Diogrande, sem a necessidade de passar pela Câmara de Campo Grande.

Ainda em meados de novembro - como bem acompanha o Correio do Estado - a Prefeitura de Campo Grande reduziu pela metade (de 20 para 10%) o desconto de quem paga o IPTU à vista, mas as alterações que incidem sobre os valores desse imposto não iriam parar aí. 

Além disso, o novo Perfil Socioeconômico Imobiliário (PSEI) foi atualizado após quase uma década, subindo valores da taxa de lixo para 44% dos moradores, aprovado inclusive na Câmara Municipal no segundo semestre do ano passado.

Como se não bastasse, o titular Municipal de Governo e Relações Institucionais (Segov), Ulysses da Silva Rocha, pontuou no meio dessa polêmia a cobrança extra que, segundo ele, já estaria prevista nos códigos municipal e nacional por meio da qual, por parâmetro municipal a Prefeitura pode e aplicou a cobrança de 3,5%, o máximo que estaria previsto no Código Tributário Nacional.  

Alegando que ficou de fora dos debates referentes ao aumento do IPTU, a Câmara Municipal de Campo Grande indicou a constituição de uma equipe técnica especializada para estudar, discutir e avaliar os critérios utilizados na elaboração. 

Instituída a Comissão Técnica que tem atuado em cima das mudanças anunciadas sobre o IPTU, foram necessários alguns posicionamentos da Câmara e demais entidades, como a Ordem dos Advogados do Brasil do Mato Grosso do Sul (OAB-MS) para que os prazos do IPTU fossem alterados.

Durante o recesso parlamentar os vereadores convocaram uma sessão extraordinária e, por unanimidade, chegaram a derrubar o projeto do Executivo municipal que aumentava o IPTU em Campo Grande, que foi vetado, porém, pela própria prefeita um dia após a votação. 

Entretanto também - como abordo no Correio do Estado -, desde esse ponto pelo menos sete vereadores que foram contra a tarifa agora estão "indecisos", ou seja, propensos a serem favoráveis ao veto do Executivo mesmo tendo participado da polêmica aprovação do projeto de lei complementar.

 

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CRIME

Investigação aponta desvio milionário em hospital de MS

Operação Ponto Cego investiga desvio de cerca de R$ 6 milhões; ex-administrador é suspeito de usar dinheiro para comprar bens de alto padrão

06/03/2026 11h40

O suspeito teria utilizado valores desviados do hospital para movimentações financeiras pessoais e aquisição de patrimônio

O suspeito teria utilizado valores desviados do hospital para movimentações financeiras pessoais e aquisição de patrimônio Osvaldo Duarte/ Dourados News

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (6), a Operação Ponto Cego para investigar um esquema de desvio de recursos em um hospital particular especializado em oftalmologia, em Dourados. A suspeita é de que cerca de R$ 6 milhões tenham sido retirados indevidamente da instituição por um ex-administrador da unidade.

A ação foi conduzida pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) da 1ª Delegacia de Polícia do município e resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão em uma residência localizada no bairro Jardim Água Boa. Além disso, a Justiça determinou o sequestro de imóveis situados em condomínios de alto padrão na cidade.

De acordo com as investigações, o suspeito teria utilizado valores desviados do hospital para movimentações financeiras pessoais e aquisição de patrimônio. Entre os crimes apurados estão furto qualificado praticado de forma reiterada, falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem de dinheiro.

As apurações começaram após denúncias indicarem possíveis irregularidades na administração financeira da unidade de saúde. Conforme a Polícia Civil, há indícios de que o investigado transferia recursos da instituição para contas próprias, posteriormente utilizando o dinheiro para adquirir bens.

Em entrevista concedida ao portal Dourados News, o delegado Dermeval Neto afirmou que o suspeito teria se apropriado de valores significativos enquanto exercia a função administrativa no hospital.

“As investigações se iniciaram há alguns meses, quando a Polícia Civil tomou conhecimento de que esse indivíduo, que era o administrador do hospital, realizou o furto de valores que chegariam a cerca de 6 milhões de reais, desviando esses valores para suas contas e adquirindo inclusive bens imóveis em condomínios de luxo em Dourados”, explicou.

Durante a operação desta sexta-feira, três imóveis localizados em condomínios de luxo foram sequestrados judicialmente. A medida tem caráter cautelar e visa garantir a possibilidade de ressarcimento ao hospital caso os crimes sejam confirmados ao final do processo.

Ainda conforme o delegado, a restrição dos imóveis é registrada em cartório, o que impede a venda ou transferência dos bens enquanto a investigação estiver em andamento.

Além das propriedades, os policiais apreenderam objetos avaliados em cerca de R$ 200 mil, incluindo notebooks, telefones celulares e uma arma de fogo que estava em posse do investigado.

Até o momento, não houve prisões. A Polícia Civil informou que, nesta etapa da investigação, o objetivo principal foi reunir provas e assegurar bens que possam ser utilizados para reparar o prejuízo causado à instituição.

Os equipamentos eletrônicos recolhidos serão periciados para identificar a possível participação de outras pessoas no esquema. “Pode haver participação de mais pessoas. Estamos realizando levantamentos para identificar eventuais outros envolvidos”, afirmou o delegado.

De acordo com o portal Dourados News, as investigações continuam e novos desdobramentos não estão descartados conforme a análise do material apreendido.

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