Cidades

Preso em flagrante

Empresário diz que funcionário foi quem contratou dentista para emitir atestados

Empresário nega que tenha participado do esquema de falsificação

LUANA RODRIGUES

18/10/2017 - 17h29
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O empresário Anderson Ferreira de Souza, 35 anos, dono da Pax Anjos da Paz, nega que tenha participado do esquema de venda e falsificação de atestados de óbito, investigado pela Polícia Civil.

Preso juntamente com o dentista Marco Aurélio Dorsa, 52 anos, na manhã de hoje (18), Anderson acusa um funcionário de ter cometido a fraude.

"Toda empresa funerária tem seu laboratório e seu médico para agilizar o processo depois do óbito. Esse médico avalia o corpo e assina a certidão, assim o corpo não precisar passar pelo Serviço de Verificação de Óbito (SVO) e delegacia. Mas neste dia eu não estava e o funcionário contratou esse dentista sem que eu soubesse. Eu não sabia de nada disso", garante.

Ainda conforme Anderson, apesar do funcionário trabalhar há um ano na empresa, a fraude foi feita em apenas um documento.

"Ao invés de pagar R$ 300 para o médico, ele pagou R$ 100 para esse aí (dentista) e ficou com o restante do dinheiro. Eu fui rpreso porque respondo pela empresa. Mas nós sempre trabalhamos certinho, somos honestos, não precisamos disso", diz.

O empresário não quis revelar o nome do funcionário, segundo ele, para não atrapalhar o trabalho da polícia. Anderson foi solto ainda pela manhã, após passar por audiência de custódia.

O dentista Marco Aurélio Dorsa vai responder a inquérito na Polícia Civil e também a processo ético no Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso do Sul. A pena máxima nesse procedimento administrativo é cassação do registro.

ESQUEMA

Conforme o delegado Hoffman D'ávilla Cândido e Souza, Dorsa se passava por médico e usava carimbo falso em nome de outro profissional para emitir atestados de óbito. Por certidão, cobrava entre R$ 300 e R$ 500. Caso foi denunciado à polícia pelo médico que teve os dados usados de forma indevida.

O médico disse que recebeu ligação de uma servidora do Serviço de Verificação de Óbito (SVO), por conta de inconformidades no preenchimento da declaração de óbito de uma mulher.

Ao verificar, ele descobriu que seu carimbo havia sido usado falsamente por terceiros e, por este motivo, procurou a polícia. Os agentes funerários responsáveis pelo plantão na ocasião foram acionados pelos investigadores para prestar esclarecimentos.

Segundo o delegado, esquema pode ter sido usado para encobrir crimes, como por exemplo, vítimas que tenham sido assassinadas e a certidão de óbito conste como morte natural.

Outra hipótese é que tenham sido falsificados atestados de óbito de criminosos que estão vivos. Todas as hipóteses serão investigadas pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Defraudações, Falsificações, Falimentares e Fazendários (Dedfaz).

Sem Condições

MPMS determina fechamento de escola provisória em Ivinhema

A Escola Agrícola, funcionava como uma extensão da Escola Estadual Reynaldo Massi

14/05/2026 10h00

Barracão em Ivinhema, funcionava como escola de forma irregular

Barracão em Ivinhema, funcionava como escola de forma irregular Decom / MPMS

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) determinou na última quarta-feira (13), o fechamento do barracão que funcionava como uma escola provisória e comportava alunos da Escola Agrícola, em Ivinhema. 

A 2ª Promotoria de Justiça de Ivinhema, intermediou o caso e determinou que o Estado tome providência de forma urgente, e que garanta melhores condições aos estudantes da zona rural. 

De acordo com o Promotor de Justiça Allan Thiago Barbosa Arakaki, a denúncia se deu com base na constatação de que os estudantes estavam tendo aulas em espaço que inicialmente era originado para realizar eventos sociais e não continha a mínima condição de receber aulas. 

Entre as principais irregularidades apontadas, estão a falta de acústica nas salas, falta de ventilação adequada, em alguns casos professores chegaram a levar ventiladores da própria casa, para conter o calor. 

Além disso foram constatadas falta de segurança adequada como extintores de incêndio fora da data de validade e infringimento nas normas de saúde, pois não existia um alvará sanitário para o funcionamento escolar. 

Barracão em Ivinhema, funcionava como escola de forma irregular Escreva a legenda aqui

MEDIDAS 

Após análise do caso, foi reconhecido pelo Judiciário a gravidade da situação e determinou que o Estado promova a retirada dos alunos deste local e sejam remanejados para outro lugar que tenha uma estrutura adequada para receber aulas. 

O prazo é de 30 dias e prevê pagamento de multa em caso de descumprimento da medida. 

Uma possível solução dada pelo MPMS é que de haver uma concordância com o município de Ivinhema, seja feita a reforma da antiga escola rural em um prazo de seis meses. 

Ainda foi solicitado que o barracão passasse por reformas, para continuar comportando as atividades escolares, o pedido foi prontamente negado, com a alegação de que o local é alugado e não apresenta condições mínimas em sua estrutura para ser adaptado. 

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DINHEIRO DO PETRÓLEO

Atvos oficializa aporte bilionário para produzir etanol de milho em MS

Empresa é controlada pelo fundo de investimentos Mubadala, que por sua vez pertence aos governantes de Abu Dhabi

14/05/2026 09h53

Usina de Nova Alvorada do Sul já produz etanol de cana, biometano e agora também produzirá etanol a partir de milho

Usina de Nova Alvorada do Sul já produz etanol de cana, biometano e agora também produzirá etanol a partir de milho

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Com três usinas que produzem etanol a partir da cana-de-açúcar em Mato Grosso do Sul, a empresa Atvos, controlada pelo fundo de investimentos Mubadala, que por sua vez é controlado pelo governo de Abu Dhabi, vai investir pelo menos R$ 1 bilhão na produção de etanol a partir de milho no Estado.

Conforme publicação do diário oficial do Governo do Estado desta quinta-feira (14), o valor de referência do investimento na usina de Nova Alvorada do Sul será de R$ 669 milhões, mas o investimento total será maior. Em com base neste valor, a compensação ambiental que terá de ser destinada ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) será de  R$ 2,81 milhões, já que a legislação prevê repasse de 0,421% a título de compensação.

A licença concedida pela Governo do Estado é para a produção de até 800 mil metros cúbicos de etanol por ano, mas a previsão inicial da empresa é produzir bem menos, 273 mil metros cúblicos, ou 273 milhões de litros. Isso equivale ao volume transportado em cerca de 5,5 mil carretas.

Além de Nova Alvorada, a Atvos controla uma usina em Rio Brilhante e outra em Costa Rica, além de outras cinco em São Paulo, Goiás e Mato Grosso. Esta, porém, será a primeira que produzirá etanol a partir de milho. 

Em Mato Grosso do Sul já existem usinas de etanol de milho em Dourados, Maracaju e em Sidrolândia. Uma quarta está em fase de instalação no município de Jaraguari, onde devem ser investidos em torno de R$ 300 milhões. 

Conforme anúncio feito na terça-feira (12) pelo comando da Atvos, o investimento em Nova Alvorada fará integração entre as operações de cana e milho, permitindo à empresa alcançar produção contínua ao longo de todo o ano, com melhor aproveitamento de ativos e ganho de competitividade. Normalmente, as usinas de cana para a produção entre novembro e abril.

De acordo com o anúncio da empresa, a nova usina terá capacidade para processar 642 mil toneladas de milho por ano, o que equivale a cerca de 13 mil bi-trens. Alé de produzir 273 milhões de litros etanol, vai gera 183 mil toneladas de DDG (coproduto de alto valor proteico para nutrição animal) e 13 mil toneladas de óleo de milho.

A empresa destaca ainda que "o projeto também está inserido em um modelo sustentável de multiuso da terra, que combina a produção de energia e alimentos em um mesmo sistema produtivo, aliado a uma lógica de economia circular, em que subprodutos são reaproveitados, como o uso do bagaço da cana-de-açúcar, para geração de energia que abastece a produção de etanol de milho".

A previsão é de que o empreendimento entre em operação em 2028 e gere cerca de 2.000 empregos durante a fase das obras, contribuindo para a dinamização da economia local e o desenvolvimento regional. A usina está instalada próximo à BR-267, entre as cidades de Nova Alvorada do Sul e Bataguassu.

“Este investimento está alinhado à nossa visão de longo prazo e à estratégia de crescimento sustentável da Atvos. O etanol de milho amplia nossa capacidade produtiva e fortalece nossa atuação como plataforma integrada de biocombustíveis, contribuindo para a segurança energética do Brasil e para uma oferta mais robusta de energia renovável para o mundo”, afirma Bruno Serapião, CEO da Atvos. 

“Com uma base operacional e financeira sólida, também ganhamos previsibilidade para avançar nessa agenda mesmo em cenários globais mais desafiadores”, complementa. A atvos comprou as três usinas que pertenciam à Odebrecht e estavam em recuperação judicial 

A empresa também afirma que o investimento “reforça a relevância do Mato Grosso do Sul como polo estratégico para a transição energética, em um ambiente de incentivo do governo estadual à atração de novos projetos voltados ao desenvolvimento do setor de bioenergia”.

Em setembro do ano passado o governador Eduardo Riedel chegou a informar que a empresa investiria em torno de R$ 2 bilhões no Estado para produzir etanol de milho nas unidades de Nova Alvorada do Sul e Costa Rica. Porém, no anúncio feito na última terça-feira a empresa não mencionou os possíveis investimentos na usina da região norte do Estado. 

DINHEIRO DO PETRÓLEO

A Mubadala é um dos maiores fundos de investimentos soberanos do mundo, pertencente ao governo de Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), com cerca de US$ 380 bilhões em ativos espalhados por praticamente todos os continentes. Fundado em 2002, o fundo tem como objetivo diversificar a economia de Abu Dhabi, gerando retornos financeiros sustentáveis através de investimentos globais. 

 

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