Cidades

DINHEIRO DO PETRÓLEO

Atvos oficializa aporte bilionário para produzir etanol de milho em MS

Empresa é controlada pelo fundo de investimentos Mubadala, que por sua vez pertence aos governantes de Abu Dhabi

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Com três usinas que produzem etanol a partir da cana-de-açúcar em Mato Grosso do Sul, a empresa Atvos, controlada pelo fundo de investimentos Mubadala, que por sua vez é controlado pelo governo de Abu Dhabi, vai investir pelo menos R$ 1 bilhão na produção de etanol a partir de milho no Estado.

Conforme publicação do diário oficial do Governo do Estado desta quinta-feira (14), o valor de referência do investimento na usina de Nova Alvorada do Sul será de R$ 669 milhões, mas o investimento total será maior. Em com base neste valor, a compensação ambiental que terá de ser destinada ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) será de  R$ 2,81 milhões, já que a legislação prevê repasse de 0,421% a título de compensação.

A licença concedida pela Governo do Estado é para a produção de até 800 mil metros cúbicos de etanol por ano, mas a previsão inicial da empresa é produzir bem menos, 273 mil metros cúblicos, ou 273 milhões de litros. Isso equivale ao volume transportado em cerca de 5,5 mil carretas.

Além de Nova Alvorada, a Atvos controla uma usina em Rio Brilhante e outra em Costa Rica, além de outras cinco em São Paulo, Goiás e Mato Grosso. Esta, porém, será a primeira que produzirá etanol a partir de milho. 

Em Mato Grosso do Sul já existem usinas de etanol de milho em Dourados, Maracaju e em Sidrolândia. Uma quarta está em fase de instalação no município de Jaraguari, onde devem ser investidos em torno de R$ 300 milhões. 

Conforme anúncio feito na terça-feira (12) pelo comando da Atvos, o investimento em Nova Alvorada fará integração entre as operações de cana e milho, permitindo à empresa alcançar produção contínua ao longo de todo o ano, com melhor aproveitamento de ativos e ganho de competitividade. Normalmente, as usinas de cana para a produção entre novembro e abril.

De acordo com o anúncio da empresa, a nova usina terá capacidade para processar 642 mil toneladas de milho por ano, o que equivale a cerca de 13 mil bi-trens. Alé de produzir 273 milhões de litros etanol, vai gera 183 mil toneladas de DDG (coproduto de alto valor proteico para nutrição animal) e 13 mil toneladas de óleo de milho.

A empresa destaca ainda que "o projeto também está inserido em um modelo sustentável de multiuso da terra, que combina a produção de energia e alimentos em um mesmo sistema produtivo, aliado a uma lógica de economia circular, em que subprodutos são reaproveitados, como o uso do bagaço da cana-de-açúcar, para geração de energia que abastece a produção de etanol de milho".

A previsão é de que o empreendimento entre em operação em 2028 e gere cerca de 2.000 empregos durante a fase das obras, contribuindo para a dinamização da economia local e o desenvolvimento regional. A usina está instalada próximo à BR-267, entre as cidades de Nova Alvorada do Sul e Bataguassu.

“Este investimento está alinhado à nossa visão de longo prazo e à estratégia de crescimento sustentável da Atvos. O etanol de milho amplia nossa capacidade produtiva e fortalece nossa atuação como plataforma integrada de biocombustíveis, contribuindo para a segurança energética do Brasil e para uma oferta mais robusta de energia renovável para o mundo”, afirma Bruno Serapião, CEO da Atvos. 

“Com uma base operacional e financeira sólida, também ganhamos previsibilidade para avançar nessa agenda mesmo em cenários globais mais desafiadores”, complementa. A atvos comprou as três usinas que pertenciam à Odebrecht e estavam em recuperação judicial 

A empresa também afirma que o investimento “reforça a relevância do Mato Grosso do Sul como polo estratégico para a transição energética, em um ambiente de incentivo do governo estadual à atração de novos projetos voltados ao desenvolvimento do setor de bioenergia”.

Em setembro do ano passado o governador Eduardo Riedel chegou a informar que a empresa investiria em torno de R$ 2 bilhões no Estado para produzir etanol de milho nas unidades de Nova Alvorada do Sul e Costa Rica. Porém, no anúncio feito na última terça-feira a empresa não mencionou os possíveis investimentos na usina da região norte do Estado. 

DINHEIRO DO PETRÓLEO

A Mubadala é um dos maiores fundos de investimentos soberanos do mundo, pertencente ao governo de Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), com cerca de US$ 380 bilhões em ativos espalhados por praticamente todos os continentes. Fundado em 2002, o fundo tem como objetivo diversificar a economia de Abu Dhabi, gerando retornos financeiros sustentáveis através de investimentos globais. 

 

Diário oficial

Após exoneração, Agesul ganha novo diretor-presidente

Gil Márcio Franco é o mais novo diretor-presidente interino da Agesul

14/05/2026 11h00

Foto: Chico Ribeiro/Governo de MS

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Gil Márcio Franco é o mais novo diretor-presidente interino da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul).

A nomeação ocorre após a exoneração do ex diretor-presidente Rudi Fiorese, que foi preso na terça-feira (13), durante a “Operação Buraco Sem Fim”, do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) - Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Ele é investigado por suposto desvio milionário e fraude em contratos de manutenção viária e tapa-buracos, em Campo Grande, nos mandatos dos prefeitos Marquinhos Trad e Adriane Lopes, entre 2018 e 2025.

A nomeação do novo diretor foi publicada na manhã desta quinta-feira (14) em Diário Oficial (DOE-MS). Veja:

OPERAÇÃO BURACO SIM FIM

Sete pessoas foram presas durante a "Operação Buraco Sem Fim" do GECOC/MPMS, em 12 de maio, em Campo Grande.

Entre elas, está o ex-secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep 2017-2023) de Campo Grande e ex diretor-presidente da Agesul, Rudi Fiorese e seu braço direito, engenheiro que atuava com cargo comissionado de assessor executivo da Sisep, Mehdi Talayeh.

Também foram presos os servidores da prefeitura Edivaldo Aquino Pereira, Fernando de Souza Oliveira e Erick Antônio Valadão Ferreira de Paula.

Os empresários Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa, dono da Construtora Rial, e Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa também foram presos.

Eles são investigados por suposto desvio milionário e fraude em contratos de manutenção viária e tapa-buracos, em Campo Grande, nos mandatos dos prefeitos Marquinhos Trad e Adriane Lopes, entre 2018 e 2025.

De acordo com o MPMS, a ação visa desarticular um esquema de desvio de dinheiro público que estava sendo realizado em contratos de infraestrutura em Campo Grande.

Ao todo, 7 mandados de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão foram cumpridos na Capital.

Durante o cumprimento das ordens judiciais de busca e apreensão, altos valores em dinheiro vivo foram encontrados, sendo R$ 233 mil na casa de Rudi Fiorese e R$ 186 mil na residência de outro servidor, totalizando R$ 429 mil.

INFRAESTRUTURA

MP cobra solução definitiva para alagamentos na Rachid Neder após série de danos

Inquérito civil exige cronograma de obras de macrodrenagem em trecho crítico da Capital

14/05/2026 10h30

Chuva intensa registrada em janeiro arrancou parte do asfalto da Avenida Rachid Neder e voltou a expor fragilidade da drenagem na região do Córrego Segredo

Chuva intensa registrada em janeiro arrancou parte do asfalto da Avenida Rachid Neder e voltou a expor fragilidade da drenagem na região do Córrego Segredo Divulgação

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou um inquérito civil para cobrar da Prefeitura de Campo Grande medidas definitivas contra os constantes alagamentos registrados no cruzamento das avenidas Rachid Neder e Ernesto Geisel, uma das regiões mais críticas da Capital durante períodos de chuva intensa.

A investigação é conduzida pela 26ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente e foi aberta após denúncias encaminhadas à Ouvidoria do órgão sobre os transtornos recorrentes enfrentados por motoristas e moradores da região. Segundo o MPMS, os episódios têm provocado prejuízos materiais, riscos à segurança e impactos diretos na mobilidade urbana.

Conforme o procedimento, o Município terá prazo de 15 dias para apresentar esclarecimentos atualizados, relatórios de vistoria e, principalmente, um cronograma concreto para execução de obras estruturais capazes de reduzir os alagamentos.

Dados técnicos apontam que o problema está ligado à insuficiência do atual sistema de drenagem diante da expansão urbana da bacia do Córrego Segredo. O MPMS destaca que medidas adotadas atualmente, como limpeza de bocas de lobo e manutenções periódicas, são consideradas paliativas e insuficientes para resolver o problema de forma definitiva.

Somente entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, ao menos três dezenas de intervenções operacionais precisaram ser realizadas no trecho para conter riscos e interditar o tráfego durante temporais.

O ponto voltou a chamar atenção no início deste ano, após uma forte chuva atingir Campo Grande no dia 6 de janeiro. Na ocasião, quase 30 milímetros de chuva foram registrados em apenas uma hora, provocando enxurradas, abertura de crateras e destruição parcial do asfalto na Avenida Rachid Neder, entre as ruas Pedro Celestino e Padre João Crippa.

A força da água arrancou placas de asfalto e obrigou a interdição do trecho, que permaneceu fechado por vários dias para reparos emergenciais. Motoristas enfrentaram congestionamentos e desvios improvisados em uma das principais ligações da região central da cidade.

Apesar da recorrência dos episódios, a solução definitiva segue sem previsão de execução. Conforme já divulgado pelo Correio do Estado, o projeto de macrodrenagem para conter os alagamentos na região da rotatória da Rachid Neder com a Ernesto Geisel existe desde 2018 e prevê a implantação de galerias pluviais, bacias de amortecimento e estruturas de contenção nas margens do Córrego Segredo.

Inicialmente estimada em R$ 120 milhões, a obra hoje tem custo calculado em aproximadamente R$ 200 milhões e ainda depende de viabilização financeira para sair do papel.

No inquérito, o MPMS ressalta que a gestão adequada do sistema de drenagem urbana é obrigação constitucional do Município e afirma que poderá adotar medidas judiciais caso as omissões persistam.

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