Cidades

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Enchente ameaça rebanho no Nabileque

Enchente ameaça rebanho no Nabileque

Redação

26/02/2010 - 06h43
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A Defesa Civil do município de Porto Murtinho está em estado de atenção por causa das cheias do Rio Paraguai. Fazendeiros do Nabileque (na divisa de Corumbá) estão retirando gado e famílias ribeirinhas começaram a mudar para casas de parentes na área urbana da cidade. Ontem, o nível do rio atingiu 5,65 metros. Do outro lado do rio, as águas invadiram a Ilha Margarida, pequeno povoado paraguaio que vive da pesca extrativista e comércio de bugigangas. Seus moradores estão utilizando barcos e chalanas para sair das casas. Por enquanto, não há notícias sobre desabrigados. Segundo o coordenador municipal da Defesa Civil, Fernando Marques, a situação é preocupante e a partir de hoje estará enviando alertas, via rádio, sobre enchente no Pantanal para toda população da zona rural, em especial para fazendeiros com propriedades localizadas às margens do Rio Paraguai. O município ainda não se recuperou dos estragos provocados pelas chuvas que caíram no período de carnaval, que resultaram em prejuízos de R$ 1,8 milhão. A Defesa Civil teme situação semelhante, desta vez provocada pela cheia do Rio Paraguai. As chuvas derrubaram pontes, interditaram estradas vicinais e deixaram ilhadas pelo menos 150 famílias na zona rural. Porto Murtinho está literalmente cercado pelas águas do Rio Paraguai e seus afluentes. Nas últimas 24 horas, o nível do Rio Paraguai subiu 13 centímetros e ontem atingiu 5,65 metros, nível que se aproxima do pico de alerta, de 6 metros. No mesmo período do ano passado, a régua da Marinha registrava 2,94 metros. Fora da caixa O Amonguijá – rio que deságua no Paraguai próximo da zona urbana da cidade – saiu da caixa e transbordou, deixando pequenos produtores sem área para plantio de hortaliças. Com a força das águas, o aterro da cabeceira da ponte Santo Antônio – que liga a região do Tererê – solapou e é nova ameaça para motoristas, além dos atoleiros. Na mesma situação estão os moradores das colônias Ingazeira e Cachoeira, localizadas na parte sul do município (fronteira com o Paraguai). Pontes e parte do aterro da estrada que interliga a região até a BR-267 foram carregados pelas águas. “Temos um trecho de quase 40 quilômetros de água. Esta situação não permite ao município iniciar a recuperação do trecho. Por conta disso, ainda temos famílias com dificuldades de locomoção na região”, revela o coordenador. (Colaborou Toninho Ruiz)

Confusão

Companhia aérea é condenada por levar idosa ao destino errado

Durante conexão internacional, a mulher foi informada pela própria companhia que poderia embarcar em um voo antecipado ao destino, mas foi parar em outra cidade, a cerca de 5 mil km de distância

03/03/2026 15h30

Empresa terá que pagar R$ 10 mil à passageira

Empresa terá que pagar R$ 10 mil à passageira Divulgação

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A Latam Airlines Group S/A foi condenada pela 3ª Vara Civil do Tribunal de de Justiça de Mato Grosso do Sul a pagar o valor de R$ 10 mil em indenização para uma idosa de Campo Grande que foi enviada à cidade errada durante uma viagem internacional. 

A idosa teria comprado uma passagem até a cidade de Portland, no estado de Óregon, nos Estados Unidos, para visitar o filho. O trajeto incluía paradas nas cidades de São Paulo e Chicago. 

De acordo com o processo, ao chegar em Chicago, a mulher foi informada no balcão da companhia aérea que seria possível adiantar o vôo para o destino final. Ela aceitou a oferta e embarcou no vôo indicado. 

Porém, ao desembarcar, percebeu que não estava na cidade de Portland, mas sim, em Providence, no estado norte-americano de Rhode Island, a cerca de 5 mil quilômetros de distância do seu destino original. 

Ao perceber o erro, a mulher precisou retornar para Chicago e só então, embarcar para a cidade certa, chegando com muitas horas de atraso. 

Na ação, a idosa pediu indenização por danos morais à companhia, alegando que houve falha na prestação do serviço. A ação foi aceita pela 6ª Vara Cível de Campo Grande e fixou o valor da indenização em R$10 mil. 

A Latam recorreu à decisão, afirmando que todo passageiro tem a responsabilidade de realizar a conferência dos dados que constam no cartão de embarque, como destino, portão de embarque, número do vôo e nome. Assim, a mulher teria contribuído para o erro, pois recebeu o cartão e continuou a conversa em inglês com os atendentes no balcão. Para a companhia, "a falta de atenção configuraria culpa exclusiva da cliente". 

O relator do caso, o desembargador Odemilson Roberto Castro Fassa, concluiu que o erro não foi por motivo de cancelamento ou força maior, mas, sim, por falha operacional da empresa. Para ele, a mulher havia comprado uma passagem para um lugar e foi parar em outro. 

Os desembargadores entenderam que não é razoável uma idosa, viajando sozinha para um destino internacional, sem o domínio da língua inglesa, ser responsável por identificar um erro emitido da própria companhia aérea. No entendimento do colegiado, todo passageiro deveria ser capaz de confiar as informações repassadas pelos agentes da companhia. 

Em decisão emitida nesta terça-feira (03), o valor da indenização, já que "o envio da cliente para uma cidade distante milhares de quilômetros do destino contratado ultrapassa o mero aborrecimento e gera angústia e insegurança suficientes para caracterizar dano moral". 

Campo Grande

Prefeitura afasta secretário alvo de denúncia de assédio sexual

Paulo Lands Filho pediu para deixar o cargo na noite desta segunda-feira

03/03/2026 15h15

Paulo Lands durante sua posse em 2022

Paulo Lands durante sua posse em 2022 Foto: Naiara Camargo / Correio do Estado

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A Prefeitura de Campo Grande afastou o secretário executivo da Juventude, Paulo Lands, alvo de denúncia de assédio sexual no fim de fevereiro último.  O servidor foi afastado de suas funções até a conclusão das apurações pelas autoridades competentes.

Em nota, a administração municipal também comunicou que o próprio Lands solicitou, na noite desta segunda-feira (2), seu afastamento do cargo justamente para dedicar-se ao "esclarecimento dos fatos".

De acordo com informações registradas em boletim de ocorrência, um ex-servidor municipal procurou a 3ª Delegacia de Polícia Civil no dia 27 de fevereiro e denunciou Lands por assédio sexual e estupro de vulnerável.

O denunciante, de 22 anos, relatou que teria sido alvo de investidas sexuais e condutas abusivas por parte do secretário enquanto era subordinado de Paulo Lands.

Segundo a denúncia, os fatos teriam ocorrido entre julho de 2025 e janeiro de 2026, em diferentes locais, incluindo o ambiente de trabalho, vias públicas e até mesmo a casa do investigado.

Cabe destacar que Paulo Lands foi empossado vereador de Campo Grande em 2022, em cerimônia realizada no plenário da Câmara Municipal.

Ele assumiu a cadeira deixada por Sandro Benites em dezembro daquele ano, que na época passou a comandar a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).

A reportagem entrou em contato com Paulo Lands e não obteve retorno até o fechamento do material. O espaço segue aberto.

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