Cidades

Energia

Energisa oferece descontos de até 80% em contas vencidas

Campanha oferece condições especiais para quitação de débitos á vista e possiblidade de parcelamento no cartão

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A Energisa iniciou uma campanha que oferece descontos especiais para os consumidores que possuem contas em atraso em Mato Grosso do Sul. Os descontos podem chegar a 80% e podem ser parcelados. 

A redução expressiva no valor deve beneficiar famílias que estão com o orçamento cada vez mais apertado e enfrentam dificuldades para manter as contas em dia. 

As opções de pagamento incluem condições especiais para pagamentos via Pix, cartão de débito ou crédito, com possibilidade de pagamento à vista ou parcelado. 

A iniciativa contempla todos os beneficiários que possuam débitos vencidos a partir de um dia. Além das condições especiais, a negociação pode ser feita de forma virtual, diretamente pelo celular pelo WhatsApp 67 99980-0698 ou pelo aplicativo Energisa On. 

“É uma oportunidade para que nossos clientes quitem dívidas com condições diferenciadas, contribuindo para que essas pessoas voltem a ter acesso a crédito. Para a Energisa, é também uma forma de contribuir com o controle da inadimplência”, explica o diretor da Energisa, Newton Santos. 

Em Mato Grosso do Sul, o coordenador comercial, Jonas Ortiz, ressalta que oferecer o benefício tem tudo a ver com entender o cenário econômico do País. 

“Exatamente por compreender esse cenário, a Energisa tem proposto iniciativas que possam servir de apoio às famílias que encontram alguma dificuldade financeira, oferecendo propostas especiais de negociação, para que o cliente consiga quitar seus débitos e finalizar o ano sem dívidas”, comenta. 

A Energisa realizou também o programa Desenrola Brasil e teve 81 mil contratos celebrados durante a duração da campanha. Na ocasião, os descontos chegaram a 75%. 

Plano Fixo

Outra inovação da empresa foi o lançamento do Plano Fixo, que prevê um valor fixo pago pelo consumidor pelo período de doze meses baseado no seu histórico individual de consumo, sem surpresas na fatura. 

O modelo foi pensado para minimizar os efeitos causados pelas constantes mudanças climáticas, atingindo diretamente o consumo de energia e, consequentemente, o preço na conta de energia e faz parte de mais uma etapa do Sandbox Tarifário, um projeto de experimentação de novas modalidades tarifárias, conduzido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e realizado pela Energisa. 

Os que quiserem aderir ao Plano Fixo precisam ter, pelo menos, 12 meses de histórico de faturas com a Energisa em Campo Grande, Dourados, Ponta Porã, Corumbá, Paranaíba, Nova Andradina, Aquidauana e Coxim e não podem ser beneficiários de programas como a Tarifa Social ou de geração distribuída. 

O processo é feito de forma online pelo aplicativo Energisa On ou pelo site. Não há custos extras para participar do projeto e nem fidelidade. Ou seja, caso o usuário não se adapte com a modalidade, é possível solicitar o retorno ao modelo convencional a qualquer momento durante a experimentação, que tem duração de 12 meses. 

As inscrições estão abertas até dezembro, com o faturamento fixo valendo a partir de janeiro de 2026. Porém, as vagas são limitadas. 

Os interessados podem se inscrever nos canais digitais acima e escolher a modalidade do plano, considerando o período que desejam fazer o levantamento de saldo: trimestral, semestral ou anual. 

Quem consumir menos que o valor pago, receberá um crédito na fatura e quem consumir mais, pagará a diferença na fatura do acerto de saldo. 

“No Plano Fixo, não há mudança na tarifa, mas na forma de cobrar pelo consumo. O valor da fatura é determinado com base no consumo médio de cada cliente nos últimos 12 meses. O objetivo é oferecer menos variação mensal no valor da conta de luz, o que ajuda a reduzir o impacto de meses mais pesados no orçamento, como janeiro. Com o Plano Fixo, o peso do consumo a mais será diluído nos demais meses. O objetivo do projeto é conseguir uma resposta do comportamento dos clientes, se preferem uma conta de luz sem surpresa, estável ou não. É um novo conceito de pensar o gasto de energia”, explica o reator de Regulação e Estratégia, Rodrigo Santana. 

O Plano Fixo da Conta Inteligente é conduzido pela Energisa em parceria com a Essenz Soluções, sob supervisão da Aneel e já é utilizada em mercados internacionais. 

Outros testes estão sendo desenvolvidos em São Paulo, na Paraíba e em Tocantins, como a Tarifa Melhor Hora - que varia conforme o horário de consumo - e a Tarifa Dinâmica Trimestral - que antecipa o valor da tarifa para os três meses seguintes. 
 

Cidades

TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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testemunha-chave

Chaveiro aponta que Bernal pode ter dado 'tiro de misericórdia' em fiscal

Em depoimento disse que ocorreu apenas um disparo assim que o ex-prefeito entrou no imóvel. O fiscal tributário, porém, morreu atingido por dois tiros

25/03/2026 18h28

Nesta quarta-feira Alcides Bernal passou por audiência de custódia e o juiz entendeu que  le deve permanecer na prisão

Nesta quarta-feira Alcides Bernal passou por audiência de custódia e o juiz entendeu que le deve permanecer na prisão Marcelo Victor

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O depoimento do chaveiro Maurílio da Silva Cardoso, de 69 anos, testemunha-chave do assassinato do fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini, 61 anos, contradiz as declarações de Alcides Bernal e pode comprometer a tese da legítima defesa, que é o principal argumento dos advogados para tentar tirar da prisão o ex-prefeito de Campo Grande. 

O crime ocorreu no  começo da tarde de terça-feira (24) e ao se apresentar à polícia, dizendo que acreditava estar sendo perseguido, o ex-prefeito afirmou que fez dois disparos contra o fiscal tributário, que acabou morrendo no interior da casa que motivou o assassinato. 

Bernal alegou que fez os disparos para se defender, pois teria se sentido ameaçado, já que os dois homens já haviam aberto o portão social que fica no muro do imóvel e estavam tentando abrir a porta que dá acesso à casa, localizado na Rua Antônio Maria Coelho, na região central de Campo Grande. 

O chaveiro, porém, dá outra versão em seu depoimento prestado horas depois do crime. Conforme o documento oficial da Polícia Civil, o chaveiro "afirmou, de forma veemente, ter presenciado um disparo efetuado contra o senhor Roberto, relatando que ficou extremamente abalado com a situação. Declarou recordar-se de apenas um disparo ocorrido enquanto ainda se encontrava no local, não podendo, contudo, informar se o autor realizou novos disparos após sua saída da residência."

Em outro trecho o documento que que ele "informou que, de forma cautelosa, afastou-se lentamente do autor, enquanto o autor ficou vidrado na vítima Roberto, até conseguir alcançar o portão, momento em que empreendeu fuga, pois temia por sua vida, acreditando que o autor poderia também atentar contra si, especialmente após ter sido ordenado que se deitasse de bruços. Acrescentou que, após deixar o local e alcançar uma distância segura, entrou em contato com seu filho, DIEGO, comunicando o ocorrido e solicitando que acionasse a polícia". 

Diego é Guarda Municipal e, segundo as informações prestadas pelo pai, também faz bico como chaveiro e no dia anterior seu filho teria sido contactado pelo fiscal tributário para prestar o serviço de abertura da casa. Porém, o guarda teria repassado o serviço para o pai. Os advogados de Bernal dizem, porém, que o guarda também teria participado daquil que chama de invasão da casa. 

O revólver calibre 38 entregue por Bernal à polícia estava com três projéteis intactos e dois deflagrados. No corpo do fiscal tributário havia três perfurações. E, segundo a perícia, um dos disparos entrou pela parte frontal das costelas e saiu pelas costas. O outro, atingiu a região da cintura. 

Pelo fato de os policiais terem indagado ao chaveiro se ele escutou um segundo disparo depois que fugiu do local, os investigadores deixam claro que suspeitam que Bernal tenha dado o que se chamam de "tiro de misericórdia" contra Roberto Mazzini depois que este já estava imobilizado e depois que a testemunha-chave havia deixado o imóvel.

E, caso isto se confirme, a tese de legítima defesa cairia por terra. As versões diferentes sobre o exato momento em que foram efetuados os disparos podem ser esclarecidas pelas imagens das câmeras internas da mansão.

Estas imagens, apesar de os advogados de defesa de Alcides Bernal garantirem que existem, não haviam chegado às mãos do juiz que nesta quarta-feira decidiu manter o ex-prefeito na cadeia. O magistrado entendeu que não estava claro se realmente ocorreu legítima defesa. 

Em seu despacho, o juiz diz que "a defesa sustenta a ocorrência de legítima defesa. Todavia, para o  reconhecimento da excludente de ilicitude nesta fase processual, seria necessária prova cabal, inequívoca e indiscutível, o que não se verifica no presente momento".

Logo na sequência, diz o magistrado, "destaca-se o depoimento da testemunha Maurílio da Silva Cardoso, o qual afirmou que a vítima não teve qualquer oportunidade de reação ou explicação, tendo o custodiado se aproximado já com a arma em punho". 

Além disso, ressalta o juiz, "o  custodiado (Bernal), ao ser informado de possível invasão, poderia ter acionado os órgãos de segurança pública, como Polícia Militar ou Polícia Civil, ao invés de dirigir-se ao local armado e efetuar disparos sem oportunizar esclarecimentos. A conduta, portanto, revela elevada gravidade concreta, tratando-se de crime doloso contra a vida, praticado com violência extrema."

MANSÃO

Com quase 680 metros quadrados de área construída e um terreno de 1,4 mil metros quadrados, a casa foi arrematada pelo fiscal tributário por pouco mais de R$ 2,4 milhões em novembro do ano passado. Desde então ele tentava tomar posse. Conforme advogados de Bernal, o fiscal já havia participado de pelo menos 25 leilões e conhecia as normativas para tomar posse destes imóveis. 

Segundo nota emitida por familiares de Roberto Mazzini na manhã desta quarta-feira (25), o fiscal chamou o chaveiro para abrir o imóvel porque o cartório responsável pelo registro havia informado que a casa estava vazia e por conta disso Roberto teria ido ao local para tomar posse, já que havia comprado a mansão em um leilão realizada pela Caixa Econômica Federal. 

CARREIRA POLÍTICA

Radialista, Alcides Bernal foi vereador em Campo Grande durante dois mandatos e em 2010 elegeu-se para deputado estadual, com 20.910 votos. Em 2012 candidatou-se a prefeito de Campo Grande e acabou derrotando o então deputado federal Edson Giroto, que tinha o apoio dos principais caciques políticos da época, como André Puccinelli e a família Trad.  

Mas, em março de 2014 acabou sendo cassado pela câmara de vereadores, sendo o primeiro prefeito a sofrer a punição na história de Campo Grande. Seu vice, Gilmar Olarte, foi um dos principais articuladores da cassação e acabou herdando o cargo. 

Em maio daquele ano, um juiz de primeira instância suspendeu a cassação e concedeu liminar para a volta de Bernal ao cargo. Horas após a concessão, aliados marcharam rumo à prefeitura e a ocuparam o prédio. No entanto, a decisão foi revertida pelo Tribunal de Justiça horas depois, reempossando Gilmar Olarte no cargo.

Bernal somente conseguiu voltar ao cargo em 25 de agosto de 2015 e permanceceu no cargo até o fim do mandato. Ele chegou a se candidatar à reeleição, mas nem mesmo chegou ao segundo turno. O pleito foi vencido por Marquinos Trad.  

Ele havia comprado a casa em 2016, já perto do fim do seu mandato como prefeito. Porém, por conta por conta de uma dívida da ordem de R$ 900 mil na Caixa, o imóvel acabou sendo levado a leilão. 

 

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