Cidades

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Enersul terá de abrir postos de atendimento no interior

Enersul terá de abrir postos de atendimento no interior

Redação

24/09/2010 - 07h56
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karine cortez e lidiane kober

Resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) obriga a Enersul a abrir 51 postos de atendimento em Mato Grosso do Sul, entre março e setembro de 2011. Atualmente, conforme apurou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instalada em 2007 na Assembleia Legislativa para investigar o preço da conta de energia, a empresa oferece o serviço em apenas 22 dos 73 municípios, que atende no Estado. A determinação leva em conta o fato de o consumidor pagar pelo atendimento presencial. Hoje, alguns sul-mato-grossenses precisam percorrer até 250 quilômetros para resolverem problemas com a concessionária.
Em municípios com mais de 10 mil unidades consumidoras de energia, o atendimento deverá ser de oito horas diárias e a Enersul tem seis meses, a partir da publicação da resolução (15.09.2010), para abrir espaço para receber o cliente. Nas localidades com duas a dez mil unidades consumidoras, o serviço deverá estar à disposição pelo menos quatro horas diárias e o prazo para o atendimento ser disponibílizado é de nove meses. Nos locais com até duas mil unidades consumidoras, os postos deverão funcionar pelo menos oito horas semanais e a empresa tem um ano para se adequar à nova resolução.  
Relator da CPI da Enersul, o deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB), que percorreu o Estado todo para conferir os municípios nos quais os postos de atendimento funcionavam, comemorou a publicação da resolução. “Pelo menos, a partir do ano que vem, muitas pessoas não serão obrigadas a viajar até 250 quilômetros para serem atendidas”, ressaltou. Ainda de acordo com a norma aprovada, a espera pelo atendimento presencial não poderá ultrapassar a 45 minutos.
No caso de a Enersul não cumprir os prazos, o consumidor será ressarcido com crédito na próxima fatura. O valor deverá ser calculado de acordo com o tempo de atraso na prestação do serviço. “Vou acompanhar de perto o cumprimento dos prazos para garantir os benefícios aos sul-mato-grossenses”, prometeu Marquinhos.

Corte no fornecimento
Ainda na resolução, a Aneel alterou regras para efetuar o corte do fornecimento por inadimplência. A norma para desligar o serviço somente depois de 15 dias da notificação prévia ao consumidor está mantida, mas o corte só pode ser feito até 90 dias do atraso, se o consumidor estiver em dias com as contas subsequentes.
Outra novidades é a redução de 48 horas para até 24 horas o prazo de ligação e religação da luz, em caso de efetuado corte por falta de pagamento, em áreas urbanas. A ligação deve ser feita em até dois dias úteis para consumidores residenciais, rurais e pequenos estabelecimentos comerciais e industriais. Em até sete dias úteis, para indústrias e estabelecimentos comerciais de médio ou grande porte.

POLÍCIA

Desaparecida em Campo Grande, caso 'Ayla' têm alerta nacional em programa dos EUA

Ayla Emanuelly Pereira de Souza desapareceu antes mesmo de completar um mês de vida; qualquer informação deve ser repassada à polícia no 190 ou pelo whatsapp (67) 3323-2508

09/08/2026 09h30

Ayla Emanuelly Pereira de Souza desapareceu antes mesmo de completar um mês de vida,

Ayla Emanuelly Pereira de Souza desapareceu antes mesmo de completar um mês de vida, Reprodução Amber Alert/ e Arquivo Correio do Estado

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Ayla Emanuelly Pereira de Souza desapareceu antes mesmo de completar um mês de vida,

Vista pela última vez ainda na quinta-feira (06), o caso da bebê de menos de um mês desaparecida em Campo Grande após sua mãe ser supostamente atraída para uma vaga de emprego ganhou alerta e disparo nacional na plataforma "Amber Alert Brasil". 

Programa estabelecido nos Estados Unidos e adotado no País pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, o chamado "Amber Alerts" ativa um comunicado especial encaminhado para as plataformas da Meta, que passa a publicar o alerta em um raio de até 160 quilômetros do local de onde o fato foi registrado. 

Ayla Emanuelly Pereira de Souza desapareceu antes mesmo de completar um mês de vida, uma bebê de curtos cabelos castanhos vista pela última vez por volta do meio-dia de quinta-feira (06), na região da rua Francisco Águiar Pimenta. 

Qualquer informação deve ser repassada imediatamente à polícia, através dos telefones 190 ou do whatsapp (67) 3323-2508.

Entenda

Cabe esclarecer que, até o momento, não há uma versão oficial por parte da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente, responsável por conduzir a investigação deste caso.

Como bem acompanha o Correio do Estado, a situação passou a ser contada a partir da ótica de um caso de cárcere de uma adolescente e sua irmã, de 17 e 13 anos respectivamente. 

Em entrevista ao Correio do Estado, a madrinha da bebê chegou a contar que a adolescente conheceu uma mulher em um grupo de doações no WhatsApp. Segundo ela, a suspeita inicialmente doou roupas para a criança e, dias depois, ofereceu um ensaio fotográfico. Como o encontro não aconteceu, a mulher teria feito uma proposta de trabalho para a jovem.

Ela cita que essa adolescente teria aceitado cuidar de um bebê de seis meses pelo valor de R$100, recebendo autorização para levar a própria filha. Ela foi até o endereço acompanhada de Ayla e da irmã, de 13 anos, que iria ajudar a mãe da bebê durante o trabalho.

Ainda conforme a madrinha, ao chegarem ao imóvel, as duas adolescentes foram surpreendidas por pessoas que as renderam.

"Eles abordaram elas, amarraram elas e trancaram uma no banheiro e a outra em um quarto com a neném. Elas ficaram lá até por volta de uma da manhã, quando foram soltas em um terreno baldio, nas proximidades da Avenida Guaicurus", afirmou.

Após serem libertadas, as adolescentes caminharam de volta para casa. Desde então, a bebê não foi mais encontrada. A família informou que tentou localizar o imóvel onde elas haviam sido levadas, mas não conseguiu encontrá-lo. O celular da mãe também não foi devolvido.

A Polícia Militar informou que realizou o primeiro atendimento da ocorrência, mas que o caso está sob responsabilidade da Polícia Civil. A corporação informou ainda que, até o momento, a ocorrência não é tratada oficialmente como sequestro, e que as circunstâncias ainda estão sendo apuradas.

"A equipe da PM fez o primeiro atendimento e, como elas não recordavam direito das informações, todas foram levadas para a delegacia. As diligências seguem com a equipe da Polícia Civil", informou.

Ainda ontem (08), um suposto envolvido chegou a ser preso e ouvido. Localizado em ação conjunta dos agentes da Depca com membros da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestro (Garras), esse indivíduo seria o proprietário da casa emprestada para esconder a criança. 

 

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caso lívia

Após morte de garota em MS, Discord entra na mira de agência

Menina de 13 anos cometeu suicídio em Naviraí no dia 22 de julho e a morte foi transmitida pela internet

08/08/2026 19h00

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A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) instaurou, nesta sexta-feira (7), processo de fiscalização contra a plataforma Discord para apurar indícios de falha na proteção a crianças e adolescentes.

Conforme despacho que instaurou o procedimento, a investigação é motivada pelas notícias de um caso de automutilação e suicídio de uma adolescente de 13 anos, em 22 de julho, na cidade de Naviraí, região sul de Mato Grosso do Sul. O episódio foi transmitido ao vivo pela plataforma.

O processo vai analisar se o Discord descumpriu deveres previsto no Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), em especial se a plataforma falhou em adotar medidas para prevenir e mitigar o risco de exposição de menores a conteúdos sobre automutilação e suicídio.

Outros pontos de atenção são a falta de mecanismos para verificação de idade e falha na remoção de conteúdos irregulares e comunicação às autoridades, obrigações previstas no ECA Digital.

“O Discord terá cinco dias úteis para apresentar informações sobre mecanismos existentes para prevenir e combater violações graves contra crianças e adolescentes”, informou a ANPD, em nota. A agência alertou que legislação prevê multa de até R$ 50 milhões pelas violações investigadas.

Também na sexta-feira (7), integrantes da Advocacia-Geral da União (AGU) se reuniram com representantes da Discord para tratar de falhas intensificadas na verificação de idade e proteção de crianças e adolescentes que utilizam a plataforma. 

Mais cedo, o advogado-geral da União, Jorge Messias, disse que o órgão deverá mover uma ação pedindo a retirada da plataforma do ar.

O caso do suicídio induzido da jovem de 13 anos é investigado no âmbito da Operação Lívia, conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e realizada com o apoio técnico do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJSP).

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