Cidades

COMPROVA EXPLICA

Entenda por que não há pagamento de 13ª parcela no Bolsa Família

O Programa Bolsa Família é alvo frequente de peças de desinformação nas redes sociais. Muitas delas afirmam que o governo federal cortou beneficiários aleatoriamente ou reduziu o valor de maneira deliberada

Continue lendo...

Publicações nas redes sociais alegam que Lula cortou uma 13ª parcela do pagamento dos beneficiários do Bolsa Família. Entretanto, os favorecidos pelo programa receberam o "13º" uma única vez, em 2019. Apesar da inclusão de uma parcela extra já ter sido discutida outras vezes, o entendimento até o momento foi que o programa assistencial não se enquadra na lógica trabalhista, não comportando, portanto, o pagamento do 13º.

Conteúdo analisadoVídeo que circula nas redes sociais mostra trecho de transmissão da CNN Brasil em que uma apresentadora afirma que o Bolsa Família não terá "13º salário" em 2023 e, na sequência, uma autoridade fala sobre a questão. Ao redor da imagem, foram acrescentados gifs de pessoas "fazendo o L" e dando risadas.

Comprova Explica: O Programa Bolsa Família é alvo frequente de peças de desinformação nas redes sociais. Muitas delas afirmam que o governo federal cortou beneficiários aleatoriamente ou reduziu o valor de maneira deliberada.

Devido à nova onda de desinformação sobre o tema, sobre o pagamento de uma 13ª parcela do benefício, o Comprova Explica detalha como são os pagamentos do novo programa.

Diferentemente do que sugerem posts virais, o Bolsa Família não contava com um "13º salário", que foi cortado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Uma parcela extra do benefício foi paga uma única vez, em 2019.

Em março de 2023, o governo federal, sob o comando de Lula, afirmou que não deve retomar o benefício extra e avaliou o pagamento de 2019 como uma "promessa de campanha" do governo anterior, de Jair Bolsonaro (PL).

Entretanto, o novo Bolsa Família, aprovado em 2023, prevê pagamentos superiores ao antigo Auxílio Brasil, do governo Bolsonaro. Até junho de 2022, o pagamento mínimo do Auxílio Brasil era de R$ 400.

Então, passou a R$ 600 com a adição de uma ajuda por causa da guerra na Ucrânia  para compensar pela alta de preços de comida e energia.

A ajuda extra era temporária, seria disponibilizada até o mês de dezembro. No novo Bolsa Família, o pagamento mínimo foi fixado em R$ 600. Valor que pode aumentar conforme condições específicas dos beneficiários.

O pagamento fixo de uma 13ª parcela do benefício social já foi discutido outras vezes, mas nunca foi aprovado pelo Congresso. Ainda assim, em alguns estados, os beneficiários do Bolsa Família recebem um pagamento extra, como uma espécie de bônus natalino, por meio de programas assistenciais estaduais.

Como verificamos: A partir das imagens utilizadas na publicação investigada, fizemos uma busca no YouTube com as palavras "CNN + 13º + Bolsa Família" e chegamos ao vídeo original, veiculado originalmente em 4 de março de 2023.

Na sequência, com uma busca no Google por "13º Bolsa Família", encontramos uma notícia do g1 sobre a entrevista que aparece no post investigado.

13º do Bolsa Família foi pago somente em 2019

Conforme informado pelo governo federal no início de março, não haverá pagamento de 13º parcela do Bolsa Família. O pagamento de uma parcela extra do benefício ocorreu apenas uma vez, em 2019. O bônus foi pago em dezembro daquele ano a 13,5 milhões de famílias e teve custo de R$ 2,58 bilhões.

Em entrevista coletiva, a secretária de Avaliação de Gestão da Informação e Cadastro Único, Letícia Bartholo, afirmou que "o Bolsa Família é um programa de assistência, de complemento de renda, não se adequa à vinculação de um 13º salário".

Em 2019, o pagamento foi feito por meio de uma Medida Provisória (MP). Para se tornar lei, deveria ser votada e aprovada pela Câmara e pelo Senado em até 120 dias. De acordo com Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara à época, a votação não ocorreu a pedido do próprio governo.

"Não havia recursos orçamentários para isso, portanto o Ministério da Economia pediu que a medida não fosse votada", afirmou.

Novo Bolsa Família

O programa Bolsa Família foi criado em outubro de 2003, no primeiro governo Lula, e tem como objetivo a transferência direta de renda para famílias em situação de pobreza e extrema pobreza em todo o país.

Em 2021, no governo de Bolsonaro, o programa foi extinto e substituído pelo Auxílio Brasil. Neste ano, na terceira gestão Lula, ele voltou a ser chamado de Bolsa Família.

No dia anterior à entrevista coletiva concedida por Letícia Bartholo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia assinado uma MP reformulando o programa. Desde então, a MP já se transformou na Lei 14.601/23, aprovada em junho pela Câmara dos Deputados.

O novo Bolsa Família prevê:

  • pagamento de pelo menos R$ 600 por família;
  • R$ 150 adicionais para cada criança de até 6 anos;
  • R$ 50 adicionais para crianças com mais de 7 anos e jovens com menos de 18;
  • R$ 50 adicionais para gestantes.

Podem ter acesso ao programa famílias com renda mensal familiar per capita igual ou menor a R$ 218. De acordo com o governo federal, cerca de 21 milhões de famílias recebem o benefício.

Para fins de comparação, o Auxílio Brasil, aprovado pelo Senado no final de 2021, tinha como pagamento mínimo R$ 400. De acordo com o Ministério da Cidadania, o valor médio do benefício na folha de pagamento de janeiro de 2022 foi de R$ 407,54. A renda familiar máxima para ter direito ao benefício era de R$ 210 per capita.

13º do Bolsa Família

O pagamento de uma 13ª parcela para beneficiários do Bolsa Família já foi discutido em outros momentos. Em 2007, a Comissão de Seguridade Social e Família rejeitou um Projeto de Lei que criava o 13º do Bolsa Família.

A justificativa dada pelo relator do projeto na comissão, o então deputado Dr. Rosinha (PT-PR), para a rejeição foi o entendimento que o 13º salário é de natureza trabalhista e não se encaixa nas regras e lógicas da assistência social de forma similar ao que afirmou Letícia Bartholo este ano.

Apesar de não existir no âmbito federal, existem programas estaduais que garantem o recebimento de um "13º do Bolsa Família". Isso ocorre em Pernambuco. A iniciativa concede anualmente uma parcela extra aos beneficiários do Bolsa Família no estado.

Em 2023, aproximadamente 1.077.294 famílias serão atendidas pelo programa, de acordo com a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social, Criança, Juventude e Prevenção à Violência e às Drogas. A iniciativa concedeu, em 2023, até R$ 150 por família.

Na Paraíba, uma lei estadual institui um abono natalino para os beneficiários do programa federal. O valor do abono é fixado em R$ 64.

Por que explicamos: O Comprova Explica tem a função de esclarecer temas importantes para que a população compreenda assuntos em discussão nas redes sociais que podem gerar desinformação.

É importante esclarecer situações referentes a programas de auxílio, pois a menção de cancelamento ou diminuição de valores pagos pelo governo dão a entender que a população está sendo prejudicada, e informações descontextualizadas ou em tons alarmistas são frequentemente compartilhadas com o objetivo de causar pânico nos beneficiários.

Outras checagens sobre o tema: Programas de assistência social, como é o caso do Bolsa Família, são alvos frequentes de desinformadores por serem um tópico sensível. No Comprova, já mostramos que mães chefes de família não foram proibidas pelo governo de receber o benefício; que Geraldo Alckmin não sugeriu acabar com o programa; e também já explicamos o funcionamento do novo Bolsa Família.

CORUMBÁ (MS)

PF e Receita apreendem 15 toneladas de produto usado para produzir cocaína

Estima-se que aproximadamente 30 toneladas de cloridrato de cocaína poderiam ser obtidos com a utilização do produto apreendido

20/09/2026 16h30

Produto estava armazenado em tambores escondidos em uma carreta

Produto estava armazenado em tambores escondidos em uma carreta DIVULGAÇÃO/RFB e PF

Continue Lendo...

Receita Federal do Brasil (RFB) e Polícia Federal (PF) apreenderam 15 toneladas de insumo químico utilizado na produção de cocaína, na manhã deste domingo (20), na fronteira Corumbá (Brasil)/Bolívia.

O insumo em questão é o acetato de etila, que é conhecido como “solvente nobre”, pelo fato de propiciar a produção de uma droga de alta qualidade, obtida através da transformação da cocaína base no cloridrato de cocaína.

O produto estava armazenado em tambores escondidos em uma carreta.

De acordo com a RFB, estima-se que aproximadamente 30 toneladas de cloridrato de cocaína poderiam ser obtidos com a utilização do produto apreendido.

Conforme apurado pela reportagem, Grupo Regional de Vigilância E Repressão (GRVR) da 1ª Região Fiscal e a Polícia Federal fiscalizavam a região de fronteira, quando abordaram a carreta e deram voz de parada ao motorista.

Os agentes vistoriaram a carga e perceberam que a nota fiscal, apresentada pelo condutor, divergia em relação o produto carregado.

Com isso, o motorista e a carga foram encaminhados à Delegacia de Polícia Federal para os procedimentos cabíveis.

“A apreensão reforça o compromisso das instituições envolvidas no fortalecimento de trabalhos de inteligência capazes de monitorar desvios de precursores químicos nas fronteiras, com a finalidade de combater e prevenir o tráfico internacional de drogas e demais crimes associados. A ação representa impacto direto na logística das organizações criminosas envolvidas na produção de cocaína, além de provocar prejuízo financeiro significativo a esses grupos, reforçando a importância da atuação preventiva e do controle sobre insumos químicos. A Receita Federal e a Polícia Federal reafirmam o compromisso com o combate aos desvios de produtos químicos utilizados pelo tráfico de drogas e destacam que o aumento da fiscalização na região tem motivado tentativas recorrentes de circulação irregular desses insumos”, informou a RFB por meio de nota enviada à imprensa.

A Receita Federal não divulgou para qual cidade/estado a carga seguiria.

Oportunidade de Emprego

Feirão do Emprego oferece vagas exclusivas para PCDs em Campo Grande

Ação será realizada nesta segunda-feira (21), na Praça Ary Coelho, com vagas exclusivas, recrutadores de empresas e serviços gratuitos aos trabalhadores.

20/09/2026 16h18

Praça Ary Coelho recebe nesta segunda-feira (21) o Feirão do Emprego, com vagas destinadas a pessoas com deficiência.

Praça Ary Coelho recebe nesta segunda-feira (21) o Feirão do Emprego, com vagas destinadas a pessoas com deficiência. Foto: Divulgação Prefeitura de Campo Grande.

Continue Lendo...

Pessoas com deficiência que buscam uma oportunidade no mercado de trabalho terão acesso, nesta segunda-feira (21), a vagas exclusivas e contato direto com empresas durante o “Feirão da Empregabilidade - Dia D”, realizado na Praça Ary Coelho, região central de Campo Grande.

A programação ocorre das 8h às 16h e terá a presença de recrutadores de empresas interessados na contratação de trabalhadores PCD.

A proposta é concentrar, em um único espaço, candidatos e empregadores, facilitando o encaminhamento para processos seletivos e ampliando as possibilidades de ingresso no mercado formal de trabalho.

A iniciativa é organizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e ocorre simultaneamente em mais de cem pontos do País.

Em Campo Grande, a ação conta com a parceria da Fundação Social do Trabalho (Funsat), que levará à Praça Ary Coelho a estrutura itinerante do Emprega CG.

Durante o feirão, os candidatos poderão consultar as oportunidades disponíveis e receber encaminhamento para vagas compatíveis com seus perfis profissionais.

A presença de recrutadores também permitirá que parte do processo de aproximação entre trabalhadores e empresas seja feita no próprio evento.

O atendimento será gratuito, com distribuição de senhas pela equipe da Funsat. A ação é direcionada especificamente às pessoas com deficiência interessadas em ingressar no mercado de trabalho ou encontrar uma nova colocação profissional.

Serviços vão além das vagas de emprego

Além da intermediação de mão de obra, o feirão disponibilizará outros serviços voltados aos trabalhadores. Entre eles estão orientações sobre qualificação profissional, Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) Digital e Seguro-Desemprego.

Com isso, mesmo quem não conseguir uma contratação durante a programação poderá aproveitar a estrutura para buscar informações, atualizar a situação profissional e conhecer alternativas de qualificação.

O “Dia D” integra o cronograma de ações do Sistema Nacional de Emprego (Sine) e do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e tem como foco ampliar o acesso das pessoas com deficiência às oportunidades de trabalho formal.

A realização também busca aproximar empresas que possuem postos destinados a trabalhadores PCD dos profissionais que enfrentam dificuldades para encontrar oportunidades compatíveis com suas qualificações.

Empresas e candidatos no mesmo espaço

Um dos principais diferenciais da programação é justamente a presença de empresas no local. Em vez de apenas consultar vagas e receber encaminhamentos, os participantes terão a possibilidade de estabelecer contato com recrutadores envolvidos na seleção dos candidatos.

A estratégia busca reduzir a distância entre quem procura emprego e quem precisa contratar, reunindo os dois públicos durante oito horas de atendimento no Centro da Capital.

Para participar, os interessados devem comparecer à Praça Ary Coelho nesta segunda-feira (21), entre 8h e 16h. O atendimento ocorrerá mediante distribuição de senhas e não haverá cobrança.

Serviço

Feirão da Empregabilidade - Dia D será realizado nesta segunda-feira (21), das 8h às 16h, na Praça Ary Coelho, no Centro de Campo Grande.

A programação é destinada às pessoas com deficiência, com atendimento gratuito mediante distribuição de senhas.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).