Cidades

PODE E NÃO PODE

Entenda quais são os direitos na hora de trocar o presente indesejado de Natal

Lojas só são obrigadas a fazer troca em caso de problema ou defeito na mercadoria, mas Procon-MS defende: "o que vale é a promessa do vendedor"

Continue lendo...

Passado a festividade natalina, com o tradicional "amigo oculto" e chegada de parentes distantes vêm junto os "ganhados indesejáveis", mas consumidor precisa estar atento na hora da troca, uma vez que lojas e fornecedores só são obrigados a repôr, ou oferecer algo novo, quando houver problema ou defeito no produto. 

Superintendente do Procon estadual, Rodrigo Vaz explica que, falas como, "qualquer problema, cor ou tamanho não deu, volta aqui na loja com etiqueta, cupom fiscal que a gente vai efetuar a troca", tem sido uma estratégia cada vez mais usada para fidelizar a clientela. 

Seja nas compras natalinas, quanto em qualquer outra festividade, como bem destaca ele em nome da Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor (Procon) de Mato Grosso do Sul, o que vale é a promessa do vendedor. 

"A promessa vincula, porque, pela lei, a troca só pode ser realizada se o produto estiver com defeito, não sendo o caso, se for mero arrependimento, o lojista não é obrigado a trocar", explica o superintendente. 

E vale ressaltar que, seja por erro na cor, tamanho, ou qualquer outro motivo, caso o comprador tenha ouvido a promessa de troca, isso basta para que haja o vínculo mesmo que a lei diga o contrário. 

"A maioria das empresas, os lojistas estão orientando os seus vendedores a fazerem a promessa, para assim é é fidelizar esses compradores", comenta. 

Ainda, é importante frisar que - mesmo diante do defeito apresentado na hora de requisitar uma trocar -, não é estipulado que essa troca aconteça de imediato. 

"O lojista tem até 30 dias para trocar, para corrigir aquele defeito, trocar o produto. De imediato pode ser política da empresa, se ela quiser, ela faz", ressalta Rodrigo Vaz. 

Direitos nas compras online

Ainda, com as compras online sendo uma alternativa cada vez mais atrativa - principalmente para quem não dispõe de tempo para andar atrás de presente -, muito se questiona quanto aos direitos de consumo no ambiente virtual. 

Mesmo neste cenário "nublado" da confiança das compras na internet, Rodrigo expõe que mesmo no caso de aquisições online, vale a máxima da lei. 

"Nas compras não presenciais, aquelas feitas por telefone e internet, a partir da data que o produto chegou na sua casa, você tem 7 dias para cancelar"

Nesse caso, como orienta o superintendente, dentro do prazo de uma semana o consumidor pode optar tanto por uma troca, quanto por ter seu dinheiro de volta. 

"A lei fala em cancelamento, mas quem pode mais pode menos e, logicamente, a loja vai preferir te dar outro produto se você não estiver satisfeito, ao invés de devolver o dinheiro. Mas aí é o consumidor quem escolhe", finaliza. 

 

Assine o Correio do Estado

Justiça

Paulo Gonet nega proximidade com Daniel Vorcaro

Procurador-geral da República se manifestou em sessão do STF

15/09/2026 21h00

Rosinei Coutinho/STF

Continue Lendo...

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, negou nesta terça-feira (15), durante sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), vínculos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.  

"Não existe nem tive relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro. O único encontro que eu tive com o senhor Vorcaro se deu, com várias autoridades, em abril de 2024. A única ligação, intermediada por advogado, foi brevíssima e banal", disse Gonet.

Ele se manifestou durante o julgamento sobre uma possível abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, também por sua suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O nome do procurador-geral da República, Paulo Gonet, aparece em mensagens recuperadas pela Polícia Federal (PF) a partir do celular de Vorcaro, principal investigado na Operação Compliance Zero, que está preso desde o ano passado por fraudes financeiras e corrupção. O material foi divulgado pelo ministro André Mendonça, então relator do caso Master.

Segundo o relatório da PF, Gonet é citado em conversas de Vorcaro com terceiros, e não em mensagens identificadas como trocadas diretamente entre o ex-banqueiro e o procurador-geral. Em uma conversa de 2024, um interlocutor identificado como Ciro Soares afirma a Vorcaro que "Gonet é firme".

Há ainda uma mensagem de 15 de novembro de 2025, dois dias antes da prisão de Vorcaro, na qual o ex-banqueiro demonstra preocupação com o avanço das investigações e pergunta se seria possível "reverter isso com Paulo ou Andrei". De acordo com os investigadores, as referências seriam ao procurador-geral Paulo Gonet e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

A mensagem, entretanto, não demonstra que Gonet tenha sido procurado ou que tenha efetivamente atuado para interferir na investigação.

"Eu fico feliz que o ministro André Mendonça afirmou que não tenha nada que foi colhido que pudesse induzir a algum ilícito por parte do procurador-geral da República", comentou Gonet em seguida.

A manifestação ocorreu no contexto de uma questão de ordem levantada no início do julgamento, ainda durante a manhã, pelo ministro Gilmar Mendes, que pediu para incluir a análise pelo plenário das supostas irregularidades que teriam sido cometidas por Mendonça na condução das investigações. 

Durante a sessão, o ministro Flávio Dino pediu vista do julgamento. A análise do caso não tem data para ser retomada. O placar parcial do julgamento ficou em 4 votos a 3.

Os votos pelo julgamento conjunto foram proferidos pelos ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Apesar de ter defendido o julgamento conjunto, Dino pediu para não computar sua posição no placar provisório por ter pedido vista. 

O presidente do STF, Edson Fachin, Luiz Fux, Cármen Lúcia e André Mendonça votaram pelo julgamento separado.

Saúde

Cirurgias eletivas pelo SUS passam de 7,5 milhões no primeiro semestre

O aumento no número de cirurgias foi registrado em 20 estados

15/09/2026 19h00

Tomaz Silva/Agência Brasil

Continue Lendo...

O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou mais de 7,5 milhões de cirurgias eletivas realizadas no primeiro semestre deste ano. O número representa um aumento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado. Foram, segundo o governo federal, 608 mil procedimentos a mais.

“O resultado mantém a trajetória de crescimento registrada nos últimos anos e ocorre após o país alcançar, em 2025, 14,9 milhões de cirurgias eletivas”, afirmou o governo federal, em nota.

O aumento no número de cirurgias foi registrado em 20 estados. Os maiores crescimentos foram vistos no Distrito Federal (31%), Sergipe (25%), Paraíba (23%), Bahia (20%) e Ceará (20%). Também apresentaram altas relevantes Amapá (18%), Alagoas (15%), Piauí (15%), Roraima (14%), Minas Gerais (13%), Goiás (12%), Rio de Janeiro (11%) e Rio Grande do Sul (11%).

Parte dos procedimentos foram realizados no âmbito do programa Agora Tem Especialistas, representando 2,92 milhões de cirurgias entre janeiro e junho de 2026. O programa tem como objetivo reduzir o tempo de espera por atendimentos de média e alta complexidade no SUS, por meio de ampliação de mutirões assistenciais, utilização de unidades móveis de saúde (carretas), aquisição de transporte sanitário e fortalecimento da Telessaúde.

A projeção do Ministério da Saúde é de que o SUS ultrapasse o número de 15 milhões de cirurgias eletivas em 2026, acima dos 14,9 milhões registrados em 2025.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).