Pacientes renais crônicos de Campo Grande estariam com o tratamento prejudicado no Hospital Regional, segundo denúncia da Associação dos Doentes Renais Crônicos e Transplantados de Mato Grosso do Sul (Recromasul) detalhada em matéria de hoje (27) do jornal Correio do Estado. Segundo informações da entidade, parcela dos pacientes não estaria realizando as 12 horas semanais de hemodiálise exigidas no tratamento dos renais crônicos. A Recromasul apontou diversos pontos que impedem o tratamento adequado, enquanto a diretoria do Hospital Regional nega as informações e garante que a hemodiálise é realizada corretamente em todos os pacientes.
“Tem gente que faz menos (horas) mesmo, por uma série de fatores, mas eu acredito que o principal problema seja técnico”, afirmou José Roberto Ost, diretor da entidade. Segundo ele, é “terrível” a falta de comunicação entre médicos e pacientes, o que prejudica ainda mais o atendimento. Ost ainda disse ter a informação de que cerca de 20 aparelhos de hemodiálise estariam parados no Hospital Regional. Denúncia recebida pelo Correio do Estado informa, contudo, que o problema é ainda maior, com 35 aparelhos encaixotados e sem uso nenhum.
Novamente, a informação foi contestada pela diretoria e pelos responsáveis do setor de nefrologia do hospital, que garantem que o serviço está sendo oferecido e realizado em sua totalidade.
As afirmações são rebatidas pela direção-geral e direção do setor de hemodiálise do Hospital Regional. “Não existe tratamento feito em menor tempo, nem falta de aparelhos, e nem máquinas encaixotadas”, garantiu o diretor-geral da instituição, Rodrigo Aquino.
Segundo ele, o serviço opera normalmente de segunda-feira a sábado, e 24h para os pacientes internados. Conforme números apresentados por Aquino, foram 6.722 atendimentos realizados no setor somente no ano passado, uma média de 560 ao mês.Já neste ano foram realizados 1.111 atendimentos entre janeiro e fevereiro. Segundo a médica Sueli Daniel, nefrologista e uma das responsáveis pelo setor no Hospital Regional, não existe, de nenhuma maneira, a realização de tratamento com menos horas do que o exigido. A reportagem é de Vinícius Squinelo.
Interior do ônibus ficou danificado após o incêndio registrado durante a viagem pela BR-262. Foto: Divulgação/PRF.


