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AQUIDAUANA

Escola Indígena de MS leva 1° lugar em alfabetização e ganha prêmio de 80 mil

Localizada na Aldeia Água Branca, em Aquidauana (MS), a escola tem 156 alunos, da Educação Infantil ao 9° ano, todos da etnia indígena terena

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Escola Municipal Indígena Francisco Farias levou o 1º lugar em alfabetização de estudantes do 2° ano do Ensino Fundamental de escolas públicas de Mato Grosso do Sul.

Com isso, levou o ‘Prêmio Escola Destaque’ no valor de R$ 80 mil.

A instituição está localizada na Aldeia Água Branca, em Aquidauana, a 140 quilômetros de Campo Grande. Tem 156 alunos, da Educação Infantil ao 9° ano, todos da etnia indígena terena.

Aproximadamente 600 escolas municipais e estaduais foram avaliadas, mas só 36 foram classificadas. Cada escola recebe R$ 80 mil e o dinheiro poderá ser utilizado na compra de materiais ou equipamentos pedagógicos.

Para receber o prêmio, a escola teve que atender aos seguintes critérios:

  • ter no mínimo 10 estudantes matriculados no 2º ano regular no momento da avaliação
  • garantir a participação de pelo menos 90% desses alunos
  • alcançar a melhor média geral no Idams

Os índices de alfabetização foram avaliados pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica de Mato Grosso do Sul (Saems), em parceria com o Índice de Desenvolvimento da Aprendizagem de Mato Grosso do Sul (Idams).

Confira quais escolas foram classificadas, na ordem:

  • 1. EM Indígena Francisco Farias
  • 2. EMEIEF Napoleão Batista Albulquerque
  • 3. EM Luiz Vaz de Camões
  • 4. EM Irene Linda Ziole
  • 5. EM Prof Elson Lot Rigo
  • 6. EM Prof. Maria de Lourdes Lopes
  • 7. EM Oyntho Mancini
  • 8. EM Prof Odeir Antônio da Silva
  • 9. EM Joaquim Marques de Souza
  • 10. EM Presidente Médici
  • 11. EM Flausina de Assunção Marinho
  • 12. EM Irma Araldi Kohl Polo
  • 13. Escola Polo Municipal Rural Graça de Deus
  • 14. Escola Municipal Marinha do Brasil
  • 15. EM Jardim Primavera
  • 16. EM Parque São Carlos
  • 17. EM Eufrosina Pinto
  • 18. EM Gentil Rodrigues Montalvão
  • 19. EM Rural Artur Tavares de Melo
  • 20. EMR Prof Jovelino Celestino dos Santos
  • 21. EM do Campo Prof. José Dodo da Rocha
  • 22. EM Nero Menezes de Ávila
  • 23. EM Kou Takahashi
  • 24. EM Polo Pantaneira
  • 25. EMEF Profl. Diomedes Valentim
  • 26. EM Prof Ramez Tebet
  • 27. CMA Emília Alves Nogueira
  • 28. EM Prof Eduardo Pereira Calado
  • 29. EM Lions Clube de Ponta Porã
  • 30. EM Prof Elaine de Sá Costa
  • 31. EE Indígena Guilhermina da Silva
  • 32. EM Coronel João Alves Lara
  • 33. Centro Mun. em Alfabetização Rotary Club
  • 34. EM Rural Polo Paioolzinho
  • 35. EM. Gal Nelson Custódio de Oliveira

De acordo com o governador de MS, Eduardo Riedel, é um orgulho uma escola indígena ocupar o primeiro lugar em alfabetização entre escolas estaduais e municipais de MS.

“A primeira colocada é uma escola indígena. Uma escola indígena chegar em primeiro lugar diz muito. Isso nos faz refletir e pensar muita coisa. A gente que vê muitas vezes a discussão só pelo lado de conflito, nós temos que abandonar isso de uma vez por todas, enxergar as nossas comunidades indígenas como um grande orgulho étnico, cultural, que é uma riqueza”, ressaltou o governador.

Segundo ele, o resultado positivo é um esforço conjunto entre Estado e Município.

“Tem sido um sucesso. É a parceria estado-município em algo que o município e o Estado promovem juntos um parâmetro que a gente não pode se conformar com ele em nenhum momento. A gente tem que olhar para a educação com toda atenção e garantir que as nossas crianças aos 7 anos de idade estejam alfabetizadas na sua totalidade. Nós somos o segundo Estado que mais cresceu no Brasil nesse parâmetro, 8 pontos percentuais”, destacou o governador.

Além disso, ainda afirmou que pretende fazer parceria com o Google para implementar inteligência artificial como aliado da aprendizagem no ensino público.

"Estamos construindo isso [parceria com o Google] em uma discussão de como inserir inteligência artificial em algumas áreas do estado e da iniciativa privada, estamos discutindo um centro de inovação, estamos discutindo parcerias com educação, dentro dos processos da administração pública. Tenho conversado com executivos, amadurecendo isso, para que ano que vem a gente consiga implementar de fato algumas ações nesse sentido, porque é uma área que vem para melhorar produtividade, acesso, conhecimento. a gente não pode abrir mão do que a humanidade construiu em termos de inovação. é importante que o estado esteja atento e estamos buscando parceiros para implementar muitas ações nessa linha", detalhou Riedel.

De acordo com o secretário de Educação, Hélio Daher, MS é o segundo Estado do Brasil que mais cresce em alfabetização.

“A meta é a criança sair do 2° ano do Ensino Fundamental alfabetizada. A meta era de 54 pontos e já até passamos e para nós é motivo de muito orgulho”, disse.

A diretora da escola que ocupou o primeiro lugar (EM Indígena Francisco Farias), Denise Francisco da Silva, afirmou que é muito emocionante ver uma escola indígena em primeiro lugar de alfabetização no Estado.

“Foi muito emocionante conquistar o primeiro lugar em nosso Mato Grosso do Sul, me deixa muito feliz. E trago aqui o meu povo, a minha escola indígena, a minha comunidade, a minha cidade Aquidauana, o meu cacique, a liderança. O dinheiro será investido sim na alfabetização da idade certa, da educação infantil ao terceiro ano e demais sonhos que os nossos alunos têm, principalmente a sala de tecnologia, que é um sonho há anos e ter uma biblioteca. Vamos investir, sim, para que o avanço da educação, da aprendizagem, da leitura, principalmente, aconteça na idade certa”, disse.

O governo de Mato Grosso do Sul premia as escolas públicas, com melhores níveis de alfabetização de estudantes, desde 2023.

A solenidade de entrega do prêmio foi realizada nesta quinta-feira (11), às 14h, na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), em Campo Grande.

O evento contou com a presença do governador de MS Eduardo Riedel (PP), secretário de Educação Hélio Daher, deputado federal Beto Pereira (PSDB), deputado federal Dagoberto Nogueira (PSDB), secretários de educação municipais, dirigentes da Undime, gestores, professores, pais e estudantes.

Cidades

TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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testemunha-chave

Chaveiro aponta que Bernal pode ter dado 'tiro de misericórdia' em fiscal

Em depoimento disse que ocorreu apenas um disparo assim que o ex-prefeito entrou no imóvel. O fiscal tributário, porém, morreu atingido por dois tiros

25/03/2026 18h28

Nesta quarta-feira Alcides Bernal passou por audiência de custódia e o juiz entendeu que  le deve permanecer na prisão

Nesta quarta-feira Alcides Bernal passou por audiência de custódia e o juiz entendeu que le deve permanecer na prisão Marcelo Victor

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O depoimento do chaveiro Maurílio da Silva Cardoso, de 69 anos, testemunha-chave do assassinato do fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini, 61 anos, contradiz as declarações de Alcides Bernal e pode comprometer a tese da legítima defesa, que é o principal argumento dos advogados para tentar tirar da prisão o ex-prefeito de Campo Grande. 

O crime ocorreu no  começo da tarde de terça-feira (24) e ao se apresentar à polícia, dizendo que acreditava estar sendo perseguido, o ex-prefeito afirmou que fez dois disparos contra o fiscal tributário, que acabou morrendo no interior da casa que motivou o assassinato. 

Bernal alegou que fez os disparos para se defender, pois teria se sentido ameaçado, já que os dois homens já haviam aberto o portão social que fica no muro do imóvel e estavam tentando abrir a porta que dá acesso à casa, localizado na Rua Antônio Maria Coelho, na região central de Campo Grande. 

O chaveiro, porém, dá outra versão em seu depoimento prestado horas depois do crime. Conforme o documento oficial da Polícia Civil, o chaveiro "afirmou, de forma veemente, ter presenciado um disparo efetuado contra o senhor Roberto, relatando que ficou extremamente abalado com a situação. Declarou recordar-se de apenas um disparo ocorrido enquanto ainda se encontrava no local, não podendo, contudo, informar se o autor realizou novos disparos após sua saída da residência."

Em outro trecho o documento que que ele "informou que, de forma cautelosa, afastou-se lentamente do autor, enquanto o autor ficou vidrado na vítima Roberto, até conseguir alcançar o portão, momento em que empreendeu fuga, pois temia por sua vida, acreditando que o autor poderia também atentar contra si, especialmente após ter sido ordenado que se deitasse de bruços. Acrescentou que, após deixar o local e alcançar uma distância segura, entrou em contato com seu filho, DIEGO, comunicando o ocorrido e solicitando que acionasse a polícia". 

Diego é Guarda Municipal e, segundo as informações prestadas pelo pai, também faz bico como chaveiro e no dia anterior seu filho teria sido contactado pelo fiscal tributário para prestar o serviço de abertura da casa. Porém, o guarda teria repassado o serviço para o pai. Os advogados de Bernal dizem, porém, que o guarda também teria participado daquil que chama de invasão da casa. 

O revólver calibre 38 entregue por Bernal à polícia estava com três projéteis intactos e dois deflagrados. No corpo do fiscal tributário havia três perfurações. E, segundo a perícia, um dos disparos entrou pela parte frontal das costelas e saiu pelas costas. O outro, atingiu a região da cintura. 

Pelo fato de os policiais terem indagado ao chaveiro se ele escutou um segundo disparo depois que fugiu do local, os investigadores deixam claro que suspeitam que Bernal tenha dado o que se chamam de "tiro de misericórdia" contra Roberto Mazzini depois que este já estava imobilizado e depois que a testemunha-chave havia deixado o imóvel.

E, caso isto se confirme, a tese de legítima defesa cairia por terra. As versões diferentes sobre o exato momento em que foram efetuados os disparos podem ser esclarecidas pelas imagens das câmeras internas da mansão.

Estas imagens, apesar de os advogados de defesa de Alcides Bernal garantirem que existem, não haviam chegado às mãos do juiz que nesta quarta-feira decidiu manter o ex-prefeito na cadeia. O magistrado entendeu que não estava claro se realmente ocorreu legítima defesa. 

Em seu despacho, o juiz diz que "a defesa sustenta a ocorrência de legítima defesa. Todavia, para o  reconhecimento da excludente de ilicitude nesta fase processual, seria necessária prova cabal, inequívoca e indiscutível, o que não se verifica no presente momento".

Logo na sequência, diz o magistrado, "destaca-se o depoimento da testemunha Maurílio da Silva Cardoso, o qual afirmou que a vítima não teve qualquer oportunidade de reação ou explicação, tendo o custodiado se aproximado já com a arma em punho". 

Além disso, ressalta o juiz, "o  custodiado (Bernal), ao ser informado de possível invasão, poderia ter acionado os órgãos de segurança pública, como Polícia Militar ou Polícia Civil, ao invés de dirigir-se ao local armado e efetuar disparos sem oportunizar esclarecimentos. A conduta, portanto, revela elevada gravidade concreta, tratando-se de crime doloso contra a vida, praticado com violência extrema."

MANSÃO

Com quase 680 metros quadrados de área construída e um terreno de 1,4 mil metros quadrados, a casa foi arrematada pelo fiscal tributário por pouco mais de R$ 2,4 milhões em novembro do ano passado. Desde então ele tentava tomar posse. Conforme advogados de Bernal, o fiscal já havia participado de pelo menos 25 leilões e conhecia as normativas para tomar posse destes imóveis. 

Segundo nota emitida por familiares de Roberto Mazzini na manhã desta quarta-feira (25), o fiscal chamou o chaveiro para abrir o imóvel porque o cartório responsável pelo registro havia informado que a casa estava vazia e por conta disso Roberto teria ido ao local para tomar posse, já que havia comprado a mansão em um leilão realizada pela Caixa Econômica Federal. 

CARREIRA POLÍTICA

Radialista, Alcides Bernal foi vereador em Campo Grande durante dois mandatos e em 2010 elegeu-se para deputado estadual, com 20.910 votos. Em 2012 candidatou-se a prefeito de Campo Grande e acabou derrotando o então deputado federal Edson Giroto, que tinha o apoio dos principais caciques políticos da época, como André Puccinelli e a família Trad.  

Mas, em março de 2014 acabou sendo cassado pela câmara de vereadores, sendo o primeiro prefeito a sofrer a punição na história de Campo Grande. Seu vice, Gilmar Olarte, foi um dos principais articuladores da cassação e acabou herdando o cargo. 

Em maio daquele ano, um juiz de primeira instância suspendeu a cassação e concedeu liminar para a volta de Bernal ao cargo. Horas após a concessão, aliados marcharam rumo à prefeitura e a ocuparam o prédio. No entanto, a decisão foi revertida pelo Tribunal de Justiça horas depois, reempossando Gilmar Olarte no cargo.

Bernal somente conseguiu voltar ao cargo em 25 de agosto de 2015 e permanceceu no cargo até o fim do mandato. Ele chegou a se candidatar à reeleição, mas nem mesmo chegou ao segundo turno. O pleito foi vencido por Marquinos Trad.  

Ele havia comprado a casa em 2016, já perto do fim do seu mandato como prefeito. Porém, por conta por conta de uma dívida da ordem de R$ 900 mil na Caixa, o imóvel acabou sendo levado a leilão. 

 

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