Cidades

POLÍCIA FEDERAL

Esquema de grilagem envolvia gerência de regularização e empresa de topografia; veja a lista

Donos de empresa de topografia e engenharia ambiental e até mesmo servidores homenageados da Agraer estão entre alvos relacionados na Operação Pantanal Terra Nullius

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Entre oito nomes que vieram à público na manhã de hoje (05), a Operação Pantanal Terra Nullius relaciona em seus alvos desde a gerência de regularização fundiária e cartografia da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural de Mato Grosso do Sul (Agraer) até donos de empresa de topografia em esquema de grilagem de terras da União. 

Sendo que a Polícia Federal (PF) explicou que agentes internos da Agraer "escondiam" terras da união no processo de regularização fundiária, como abordado pelo Correio do Estado, o gerente de Regularização Fundiária e Cartografia da Agência, Jadir Bocato, aparece entre os alvos por suposto envolvimento no esquema. 

Atualmente apontado como gerente de Regularização Fundiária e Cartografia, Jadir é casado desde 2019 com a presidente do Conselho Regional De Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul (Crea-MS), Vânia Abreu de Mello. 

Jadir e outros três engenheiros agrimensores alvos da operação hoje (08) já foram até mesmo homenageados com  medalha e diploma de honra ao mérito legislativo há cerca de quatro anos. 

Dos servidores da Agraer que foram homenageados em 2021, no Dia do Engenheiro Agrimensor Engenheiro Agrimensor Dírio Ricartes de Oliveira, que também estão entre os alvos da PF hoje (08) aparecem: 

  • Jadir Bocato
  • Eng. Agrimensor - André Nogueira Borges
  • Eng. Agrimensor - Josué Ferreira Caetano

Cabe destacar que, além de engenheiro agrimensor servidor da Agraer, André Nogueira Borges, inclusive, chegou a ocupar a presidência da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural de Mato Grosso do Sul (Agraer). 

Além desses, os identificados como  responsáveis pela empresa Toposat Engenharia, Mario Maurício Vasques Beltrão e a engenheira ambientalista Bruna Feitosa Brandão, também aparecem entre os alvos, assim como o funcionário Nelson Luís Moia, o servidor estadual Evandro Efigenio e a proprietária rural Elizabeth Peron Coelho. 

Veja os alvos relacionados na Operação Pantanal Terra Nullius: 

  1. André Nogueira Borges 
  2. Bruna Feitosa Brandão 
  3. Elizabeth Peron Coelho 
  4. Evandro Efigenio
  5. Jadir Bocato 
  6. Josué Ferreira Caetano
  7. Mario Mauricio Vasques Beltrão 
  8. Nelson Luís moía 

Entenda

A PF foi às ruas para cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão, sendo 10 em Campo Grande e um em Rio Brilhante (MS), para quebrar um esquema criminoso de grilagem de terras da União no Pantanal de MS e fraudes na emissão e comercialização de Cotas de Reserva Ambiental (CRA), além de Títulos de Cota de Reserva Ambiental Estadual (TCRAE). 

Conforme a PF, "de forma dolosa, os responsáveis omitiriam que as áreas em questão pertenciam à União", o que em tese tornaria a Agência em questão incompetente para decidir sobre tais terrenos. 

"Ainda assim, os processos tramitavam normalmente no órgão, possivelmente com o envolvimento de propina, até a emissão de títulos irregulares", expõe a Polícia Federal em nota. 

Em resposta, o Governo do Estado afirmou que acompanha a batizada "Operação Pantanal Terra Nullius" e que "colabora com a apuração". 

"Tão logo tenhamos novas informações acerca das investigações, as medidas cabíveis serão tomadas", afirma o Governo do Estado em nota. 

Instaurado o processo junto à Agraer, a suspeita da polícia é que agentes recebiam propinas no esquema e ficavam encarregados de "esconder" essa informação nas etapas para a regularização fundiária de terras da União no Pantanal de MS. 

Com isso, caso ninguém identificasse que essa terra seria de origem pública, o processo de titularização era concluído de forma a completar o esquema ilegal. 

"Caso a fraude fosse percebida durante o trâmite, o processo era cancelado sob a justificativa de irregularidade, alegando-se erro no reconhecimento da titularidade da área", complementa a PF. 
**(Colaboraram Rodolfo César e Felipe Machado)

 

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CAMPO GRANDE

Discussão entre colegas de trabalho termina em morte dentro da Ceasa-MS

Homem foi esfaqueado durante briga em empresa permissionária instalada nas Centrais de Abastecimento; suspeito permaneceu no local e acabou preso em flagrante

30/05/2026 14h00

Caso ocorreu na área operacional da Ceasa-MS, em Campo Grande, durante a madrugada deste sábado (30)

Caso ocorreu na área operacional da Ceasa-MS, em Campo Grande, durante a madrugada deste sábado (30) Dourados Agora

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Uma discussão entre dois funcionários de uma empresa permissionária instalada dentro da Ceasa-MS terminou em homicídio na madrugada deste sábado (30), em Campo Grande.

O crime ocorreu por volta das 4h, em uma área operacional das Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul. De acordo com informações preliminares, os dois trabalhadores atuavam na mesma empresa quando iniciaram um desentendimento que evoluiu para agressão física.

De acordo com o portal Dourados Agora, durante a briga, a vítima teria desferido um tapa no rosto do colega. Em seguida, o outro funcionário reagiu utilizando uma faca e atingiu o homem na região do tórax.

A vítima não resistiu ao ferimento e morreu ainda no local. Após o ocorrido, o autor permaneceu na área da empresa até a chegada das equipes policiais.

O suspeito foi preso em flagrante e encaminhado para a delegacia por volta das 4h30. Informações iniciais apontam que ele não possuía antecedentes criminais.

Em nota, a Ceasa-MS confirmou que a ocorrência envolveu funcionários de uma empresa permissionária instalada em sua área operacional e informou que acompanha o caso.

“A administração da Ceasa/MS acompanha a situação e está à disposição para colaborar com as investigações, fornecendo as informações que forem solicitadas pelos órgãos competentes”, informou o comunicado.

A Polícia Civil investiga as circunstâncias do crime e a motivação da discussão que terminou em morte.

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POLÍCIA

Homem é morto a facadas em via pública em São Gabriel do Oeste

Conhecido como "Xuruca", John Maycon da Silva de Jesus, de 32 anos, foi encontrado ferido em uma rua do Jardim Gramado e morreu antes de receber atendimento médico

30/05/2026 13h30

Polícia Militar isolou a área para os trabalhos da perícia e início das investigações sobre o homicídio

Polícia Militar isolou a área para os trabalhos da perícia e início das investigações sobre o homicídio Reprodução/Idest

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Um homem identificado como John Maycon da Silva de Jesus, de 32 anos, conhecido pelo apelido de "Xuruca", foi assassinado a facadas na noite de sexta-feira (29), em São Gabriel do Oeste, município localizado a cerca de 140 quilômetros de Campo Grande.

De acordo com o portal de notícias Idest, o crime ocorreu na esquina das ruas Anhumas e Sabiá, nas proximidades da Escola Estadual Professora Creuza Aparecida Della Coleta, no bairro Jardim Gramado.

A Polícia Militar foi acionada após moradores informarem, por meio do telefone 190, que havia uma pessoa caída na via pública. Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram a vítima com diversos ferimentos provocados por arma branca.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros também foram mobilizadas para prestar socorro. No entanto, conforme informações repassadas pelos socorristas, John Maycon já estava em parada cardiorrespiratória quando recebeu atendimento.

A morte foi constatada ainda no local. Após a confirmação do óbito, a área foi isolada para o trabalho da Perícia Científica e da Polícia Civil, que realizaram os levantamentos iniciais para esclarecer as circunstâncias do crime.

A Polícia Civil instaurou inquérito e investiga a autoria e a motivação do homicídio. Até a publicação desta matéria, nenhum suspeito havia sido identificado ou preso.

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