Cidades

VALE DA CELULOSE

Estado abre nova licitação para asfaltamento com dinheiro do BNDES

Desta vez, a previsão é de investimento de R$ 146 milhões para pavimentr 38 dos 110 km da MS-316, entre Chapadão do Sul e Inocência

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Fundamental para a ativação da fábrica de celulose da Arauco, a pavimentação da MS-316, entre Chapadão do Sul e Inocência, começa a sair do papel a partir do dia 17 de julho, data definida pela Agesul para abertura das propostas da licitação para a pavimentação do lote três da rodovia, cujo valor máximo será de R$ 146.706.320,37. 

A previsão é de que 110 quilômetros da MS-316 sejam asfaltados e a empreiteira que vencer a licitação do lote três ficará responsável por 38 quilômetros. Conforme o Governo do Estado, a rodovia foi dividida em três lotes para dar mais celeridade aos trabalhos. 

O asfalto começará no entroncamento da MS-320, na área rural de Chapadão do Sul, e se estenderá até a área urbana de Inocência. Os outros dois lotes terão 32,7 e 39,5 quilômetros e ainda estão na fase de projeto. Segundo a Agesul, esses estudos devem se estender até o fim do ano e a abertura das licitações deve ocorrer só em 2026.

Ou seja, a fábrica de R$ 26 bilhões da Arauco, prevista para ser ativada no fim de 2027, deve entrar em operação antes da conclusão da rodovia.

Todo o trecho que será asfaltado tem forte atuação na produção pecuária e agrícola, com produção de soja, milho, cana-de-açúcar e, mais recentemente, na plantação de eucalipto. E é justamente por conta das florestas de eucaliptos, que vão abastecer a fábrica da Arauco, é que será feito 

No lote três será necessária a construção de quatro pontes e por conta disso o custo médio de asfaltamento será da ordem de R$ 3,8 milhões. E, levando em consideração que o restante terá custo parecido, serão necessários em torno de R$ 420 milhões para atender aos interesses da fábrica de celulose.

MS-316 será dividida em três lotes e a licação de agora é do terceiro, destacado em vermelho

O dinheiro virá de um financiamento de R$ 2,3 bilhões que o Governo do Estado assinou em setembro do ano passado com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). 

Com os R$ 2,3 bilhões o Governo do Estado pretende melhorar 818 km de rodovias. Para isso, terá de entrar com uma contrapartida de R$ 300 milhões. A previsão é de que sejam 569 quilômetros de novas pavimentações e outros 249 quilômetros  em pistas que serão restauradas.

Pelo menos duas outras obras na mesma região que será bancadas pelo financiamento já estão com as licitações em andamento. No vinal de março foi lançada a licitação para pavimentar 63 quilômetros da MS-320, interligando a MS-377 e a BR-158, encurtando o caminho entre Inocência e a região de Três Lagoas. 

A previsão é de que sejam investidos até R$ 276.169.461,16, o que equivale a quase 4,4 milhões por quilômetro. As propostas serão abertas no dia 10 de julho e a empresa que oferecer o menor valor terá de elaborar ainda o projeto básico e executivo da obra que vai beneficiar principalmente as indústrias de celulose de Três Lagoas e a que está sendo instalada em Inocência. 

Também no final de março a Agesul divulgou a abertura de  licitação para asfaltar um trecho de 17 quilômetros da MS-344, nas proximidades de Selvíria. A previsão é gastar R$ 39,9 milhões neste trecho, o que equivale a R$ 2,34 milhões por quilômetro. A obra também será para melhorar a infraestrutura no chamado Vale da Celulose. 

SUL DE MS

Mas o dinheiro do DNBES também será destinado à pavimentação de rodovias no extremo sul do Estado. Um total de R$ 106,1 milhões está previsto para o asfaltamento de 32 quilômetros da MS-289, no município de Amambai.

Outras duas licitações estão em andamento para o asfaltamento de pouco mais de 36 quilômetros da MS-380, uma rodovia que liga Ponta Porã até perto de Caarapó.  A obra foi licitada em dois lotes, que juntos somam pouco mais de R$ 141 milhões, o que equivale a R$ 3,9 milhões por quilômetro asfaltado. 

 

Feminicídio

Enfermeira morta a marretadas por bombeiro tem órgãos doados

A 5ª vítima de feminicídio no Estado, por decisão da família, salva a vida de três pacientes que aguardavam na fila de espera por transplantes do SUS

07/03/2026 12h00

Imagem Reprodução

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A partida precoce da enfermeira Liliane de Souza Bonfim, de 51 anos, que teve morte cerebral confirmada na sexta-feira (6), após ser vítima de feminicídio, ganhou novos contornos com a autorização da família para a doação de órgãos.

Mãe de três filhos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), ela foi vítima de um episódio de violência ocorrido dentro de casa, em Ponta Porã, na terça-feira (3). Dois dos filhos, de 15 e 17 anos, também acabaram sendo agredidos pelo subtenente do Corpo de Bombeiros Militar, Eliaderson Duarte.

A enfermeira, que se tornou a 5ª vítima de feminicídio em Mato Grosso do Sul, ao perceber a aproximação do marido, chegou a gritar para que os filhos saíssem de casa, mas não houve tempo. O caçula, de 11 anos, embora não tenha sido agredido, presenciou a violência.

Enquanto ela era golpeada, os filhos, mesmo feridos, correram e pediram ajuda a populares. Ao entrarem na residência, encontraram o bombeiro sentado ao lado do corpo da esposa, que estava no chão após ser atingida várias vezes.

A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital da Vida, em Dourados. Quem trabalhava na linha de frente da saúde acabou lutando pela própria vida, mas não resistiu.

Com a decisão da família de autorizar a doação de órgãos, outras pessoas que aguardam na fila por uma oportunidade de vida saudável terão uma segunda chance.

Foram doados três órgãos da enfermeira: os dois rins e o fígado. Um dos rins será transplantado em um paciente em Mato Grosso do Sul, o outro foi encaminhado ao Rio Grande do Sul, e o fígado seguirá para um terceiro paciente em Brasília (DF).
 

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APURAÇÃO POLICIAL

Polícia investiga morte de jovem de 25 anos encontrada inconsciente na casa do namorado

Circunstâncias da morte de jovem que supostamente discutiu com o namorado e teria convulsionado após ingerir bebida na casa dele seguem sendo apuradas

07/03/2026 11h44

Ludmila Pedro de Lima, de 25 anos, teria ingerido uma substância e convulsionado na casa do namorado, em Campo Grande

Ludmila Pedro de Lima, de 25 anos, teria ingerido uma substância e convulsionado na casa do namorado, em Campo Grande Whatsapp/Correio do Estado

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A polícia investiga a morte de Ludmila Pedro de Lima, de 25 anos, que teria ingerido uma substância e convulsionado na casa do namorado, no bairro Paulo Coelho Machado, em Campo Grande.

O namorado informou à polícia que, após uma suposta discussão por ciúmes, durante a tarde de sexta-feira (6), ela teria ingerido uma bebida e, em seguida, começou a convulsionar. A jovem chegou a ser socorrida por uma equipe do Samu.

Ela foi encaminhada para atendimento médico em estado grave, mas não resistiu e morreu na madrugada deste sábado (7).

Conforme informações da polícia, o namorado contou que houve uma discussão e, posteriormente, eles retornaram para a casa dele, momento em que Ludmila teria ingerido a bebida por conta própria.

Ao ser questionado sobre lesões no rosto da jovem, ele informou que elas teriam sido causadas pela queda enquanto Ludmila estava convulsionando.

A perícia esteve na casa e colheu depoimentos de testemunhas e do namorado. Embora ainda não existam elementos que comprovem feminicídio, a investigação prossegue para verificar todas as hipóteses.

Os exames necroscópicos periciais devem auxiliar no esclarecimento do caso, para que sejam tomadas as providências de polícia judiciária cabíveis, caso seja configurado crime.

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