Cidades

POETA MANOEL DE BARROS

Estado gasta mais R$ 1,6 milhão e anuncia licitação para recuperar ponte na BR-262

Pedágio rendia R$ 2,6 milhões por mês, mas empresa não fez manutenção adequada e desde março está com tráfego em meia pista

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Pedagiada até setembro do ano passado e parcialmente interditada desde março porque está “detonada”, a ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, em Corumbá, não para de dar prejuízo aos cofres públicos estaduais, que agora mudou os planos e abriu licitação para fazer as reformas necessárias. 

No mais recente desembolso, tornado público por meio do diário oficial do último dia 17, a Agesul contratou, sem licitação, a ENGR Engenharia e Consultoria por R$ 1.678.594,19 “para execução da obra emergencial de recuperação das estruturas das extremidades das lajes em balanço, substituição dos aparelhos de apoio e juntas de dilatação danificadas na ponte sobre o Rio Paraguai”.

Além disso, para o próximo dia 6 prevê a abertura das propostas de uma licitação para contratar uma empresa que deverá fazer uma “inspeção especial, elaboração de projeto executivo e supervisão de obras para recuperação e recondicionamento da estrutura da ponte sobre Rio Paraguai”. 

Ou seja, o valor de R$ 1,6 milhão é somente para uma espécie de “tapa-buraco”, já que até agora os técnicos nem mesmo sabem o que exatamente precisa ser feito para restabelecer o tráfego integral na ponte. 

E, além dos gastos com as reformas na ponte da rodovia federal, o governo estadual está gastando uma média de R$ 333 mil por mês, ou R$ 7,7 mil por dia no local. Esse dinheiro vai para a empresa RR Ceni Terraplanagem, que mantém funcionários 24 horas por dia na ponte  para organizar o pare-siga, já que somente uma das pistas está liberada para o tráfego desde 21 de março. O contrato vale até março do próximo ano. 

MANOEL DE BARROS

No primeiro semestre a Agesul já havia anunciado uma licitação para contração de empresa que faria os reparos, mas ninguém se interessou. Diante disso, no final de junho o secretário estadual de obras, Hélio Peluffo, anunciou que o próprio governo faria os reparos e que os gastos seriam da ordem de R$ 6 milhões, com previsão de serem concluídos em até dois meses. 

Oito anos antes, em junho de 2015, a ponte foi oficialmente batizada de “Poeta Manoel de Barros”,  que morrera aos 97 anos em 2014. E entre os incontáveis versos do mais famoso poeta de Mato Grosso do Sul, um já dizia que “o tempo não morre, o tempo nasce, então não devemos ter esse sentimento melancólico pelo tempo que passa”. 

E possivelmente com a inspiração desta forma diferente de encarar o tempo é que agora, quatro meses depois, o anúncio de uma nova licitação não só indica mudança de planos mas evidencia que a situação da ponte pode ser bem mais grave do que inicialmente se imaginava. 

Investimento público em uma ponte seria algo absolutamente natural não fosse um importante detalhe: até setembro do ano passado a empresa Porto Morrinho cobrava pedágio de todos os veículos que utilizavam a ponte. Pequena fatia da receita era repssada ao Estado e a única obrigação da empresa era fazer a manutenção da estrutura.

Porém, em 15 de maio deste ano a empresa encerrou o contrato e devolveu a Poeta Manoel de Barros sem condições plenas de uso. E olha que o faturamento era generoso. No ano passado, com tarifa de R$ 14,10 para carro de passeio ou eixo de veículo de carga, a cobrança rendeu R$ 2,6 milhões por mês, ou R$ 21 milhões nos oito primeiros meses de 2022.  

No ano anterior, o faturamento médio mensal ficou em R$ 2,3 milhões. Conforme os dados oficiais, 622 mil veículos pagaram pedágio naquele ano. Grande parte deste fluxo é de caminhões transportando minério. A maior parte destes veículos têm nove eixos e por isso deixavam R$ 126,9 na ida e o mesmo valor na volta.

E esse contrato durou longos 14 anos, com início em dezembro de 2008. Em março de 2017, a Porto Morrinho conseguiu um abatimento de 61% no valor da outorga. Na assinatura, em 22 de dezembro de 2008, o acordo previa repasse de 35%  do faturamento bruto obtido com a arrecadação tarifária estabelecida em sua proposta comercial. A partir de março de 2017, porém, este valor caiu para 13,7%. 

Se tivesse de repassar 35% dos R$ 2,6 milhões arrecadados por mês no ano passado, a Porto Morrinho teria de pagar R$ 910 mil por mês ao Estado. Com a repactuação do contrato, porém, este valor caiu para a casa dos R$ 355 mil. Em ambos os casos os valores teriam alguma variação porque ainda seria necessário descontar impostos.

Ou seja, a repactuação garantiu R$ 555 mil mensais a mais aos cobres da concessionária, que mesmo assim não cumpriu com sua única obrigação, que era manter a ponte em condições de uso. 

E, mesmo depois de parar de cobrar pedágio, ela continuou cuidando da ponte, entre setembro do ano passado e até 15 de maio de 2023.  Neste período, recebeu indenização milionária, de pouco mais de R$ 6 milhões. 

A cobrança do pedágio acabou por causa do fim do acordo do o governo estadual, que construiu a ponte, com o DNIT, já que a rodovia é federal. Porém, o governo federal só aceita receber a ponte depois que estiver comprovado que está em boas condições de uso. 
 

Furto de energia

Comércios são flagrados furtando energia suficiente para abastecer 1,2 mil casas em MS

Hotel, pastelaria, hospedaria e estúdio de tatuagem estão entre os imóveis flagrados com ligações irregulares; proprietários foram identificados e poderão responder criminalmente.

14/08/2026 16h46

Equipes da Elektro e da Polícia Civil durante fiscalização que identificou furto de energia em estabelecimentos de Três Lagoas.

Equipes da Elektro e da Polícia Civil durante fiscalização que identificou furto de energia em estabelecimentos de Três Lagoas. Foto: Divulgação Policia Civil.

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Uma operação de combate ao furto de energia elétrica identificou ligações irregulares em estabelecimentos comerciais e em uma residência de Três Lagoas. Somado, o volume de eletricidade desviado seria suficiente para abastecer 1.270 residências durante um mês, dimensão que chama atenção para o impacto das fraudes sobre o sistema de distribuição.

As irregularidades foram constatadas durante uma ação da Elektro, concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica em Três Lagoas, realizada com o apoio das Polícias Civil e Científica de Mato Grosso do Sul.

Entre os imóveis fiscalizados estavam um hotel, uma pastelaria, uma hospedaria, um estúdio de tatuagem e uma residência.

Equipes da Elektro e da Polícia Civil durante fiscalização que identificou furto de energia em estabelecimentos de Três Lagoas.
Equipe da Elektro inspeciona instalação elétrica durante operação contra furto de energia em Três Lagoas. Foto: Policia Civil.

Os flagrantes ocorreram em quatro regiões diferentes da cidade: Centro, Jardim Novo Aeroporto, Vila Alegre e Vila Maria.

Conforme as informações divulgadas pela concessionária, os imóveis utilizavam ligações clandestinas ou outros mecanismos irregulares para consumir eletricidade sem a correta contabilização pela rede de distribuição.

Apesar da dimensão do desvio identificado, ninguém foi preso em flagrante durante a operação.

Os responsáveis pelos imóveis, porém, foram identificados e poderão responder pelos crimes de furto de energia ou estelionato, a depender da irregularidade constatada em cada caso e do enquadramento definido durante a investigação.

Além da responsabilização criminal, os envolvidos poderão enfrentar cobrança administrativa pelo consumo que deixou de ser registrado.

A distribuidora informou que realizou a retirada das ligações clandestinas e iniciou os procedimentos para calcular e cobrar a energia utilizada irregularmente.

Desvio equivale ao consumo mensal de mais de mil famílias

O dado que dimensiona a fraude está na quantidade de energia desviada. De acordo com a concessionária, o consumo irregular encontrado nos imóveis fiscalizados corresponde ao necessário para atender 1.270 residências durante aproximadamente 30 dias.

A comparação evidencia que, embora as irregularidades tenham sido encontradas em apenas cinco imóveis, o impacto acumulado alcançou volume equivalente ao consumo mensal de um conjunto expressivo de famílias.

O furto de energia, popularmente conhecido como “gato”, é enquadrado como crime pelo artigo 155 do Código Penal.

Dependendo das circunstâncias e da modalidade da fraude, adulteração ou desvio identificado, os responsáveis podem ser submetidos às sanções previstas na legislação penal.

Além das consequências judiciais e financeiras para quem pratica a fraude, as intervenções clandestinas representam risco para a segurança da população.

Alterações feitas sem autorização na rede elétrica ou nos equipamentos de medição podem provocar choques elétricos, curtos-circuitos, incêndios e outros acidentes, além de interferir no funcionamento regular do sistema.

Equipes da Elektro e da Polícia Civil durante fiscalização que identificou furto de energia em estabelecimentos de Três Lagoas.
Ação conjunta entre a Elektro e a Polícia Civil identificou irregularidades em diferentes bairros de Três Lagoas. Foto: Policia Civil.

Inteligência é usada para localizar fraudes

A identificação das irregularidades faz parte de uma estratégia de fiscalização adotada pela Elektro em sua área de concessão em Mato Grosso do Sul e São Paulo. A companhia afirma ter ampliado investimentos em sistemas de inteligência, monitoramento e ferramentas destinadas a identificar indícios de fraude no consumo de eletricidade.

Essas informações são utilizadas para direcionar equipes a imóveis onde existam sinais de possíveis irregularidades.

Equipes da Elektro e da Polícia Civil durante fiscalização que identificou furto de energia em estabelecimentos de Três Lagoas.Equipe da Elektro atua na rede elétrica durante operação de combate a ligações irregulares em Três Lagoas. Foto: Policia Civil.

As inspeções em campo permitem verificar medidores, instalações e eventuais intervenções clandestinas antes da adoção das medidas administrativas e do acionamento das autoridades policiais, quando necessário.

A participação das Polícias Civil e Científica também permite documentar tecnicamente as irregularidades encontradas e reunir elementos que poderão subsidiar os procedimentos de investigação e eventual responsabilização dos envolvidos.

Denúncias podem ser anônimas

A população também pode comunicar suspeitas de furto ou ligações clandestinas à distribuidora. As denúncias podem ser realizadas de maneira anônima pela Central de Atendimento, no 0800 701 01 02, ou pelo WhatsApp, no (19) 2122-1696. A concessionária também disponibiliza atendimento por seus canais digitais.

Além de representar prejuízo ao sistema elétrico, a manipulação clandestina da rede coloca em risco quem realiza a intervenção, moradores, trabalhadores dos estabelecimentos e pessoas que circulam nas proximidades dos pontos adulterados.

Trânsito

Cinco vias de Campo Grande terão interdições nesta sexta-feira; confira

Alterações ocorrem em diferentes regiões da Capital por eventos; Agetran orienta motoristas a planejarem trajetos

14/08/2026 16h30

Desvios em vias da cidade.

Desvios em vias da cidade. Reprodução/ Prefeitura de Campo Grande

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Cinco vias de Campo Grande terão interdições programadas nesta sexta-feira (14) para a realização de eventos. As alterações acontecem em diferentes horários e regiões da Capital, e a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) orienta os motoristas a ficarem atentos à sinalização e utilizarem as rotas alternativas indicadas.

A primeira interdição começa às 8h30 e segue até as 23h59, na Avenida Marinha, nº 725, entre as ruas do Porto e da Península, para um evento social. Os condutores poderão utilizar as ruas do Porto e da Península como alternativas.

Das 13h às 23h, a Rua Francisco Antônio de Souza, entre as ruas Rosa Ferreira Pedro e Cachoeira do Campo, será interditada para um evento religioso. As opções de desvio são as próprias ruas Rosa Ferreira Pedro e Cachoeira do Campo.

Entre 16h e 22h, haverá bloqueio na Rua Brilhante, entre a Rua Iguassu e as ruas Aporé e Paissandu, também devido a um evento religioso. A Agetran indica a Avenida Bandeirantes como rota alternativa.

Já das 17h às 22h, a Rua do Porto, entre as avenidas Marinha e da Praia, ficará interditada durante a realização da Expo Empreendedora. Os motoristas poderão utilizar as avenidas Marinha e da Praia.

Por fim, das 18h às 22h, a interdição ocorre na Rua Eunice Weaver, entre a Rua Napoleão Laureano e a Avenida Brasil Central, para a Feira de Santo Antônio. Nesse caso, as alternativas são a Rua Napoleão Laureano e a Avenida Brasil Central.

A Agetran recomenda que os condutores planejem o trajeto com antecedência, reduzam a velocidade nas proximidades dos bloqueios e respeitem a sinalização e as orientações dos agentes de trânsito.

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