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SAÚDE

Estado formaliza sua própria rede hospitalar com oito unidades, duas em Campo Grande

Rede será liderada pelo Hospital Regional de Mato Grosso do Sul e terá outras unidades já em operação, e quatro a serem implantadas

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O governo de Mato Grosso do Sul formalizou nesta quinta-feira (21) a criação de seu Plano de Atenção Hospitalar Estadual, por meio de suas unidades próprias.

Este é mais um dos passos rumo ao propósito da atual administração de criar uma rede de hospitais regionais estaduais, compostas por oito unidades. 

Dos oito hospitais que integrarão a Rede de Atenção à Saúde (RAS) estadual, quatro deles ainda precisam ser implantados, e outros quatro estão em funcionamento, sendo que três são administrados por uma organização social de saúde (OSS). O principal deles, o Hospital Regional, em Campo Grande, é gerido pela Fundação Estadual de Saúde (Funsau). 

A rede planejada pela Secretaria de Estado de Saúde é liderada pelo Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), que oferecerá, dentro deste contexto, atendimento de alta complexidade no atendimento à população de Mato Grosso do Sul, e também da regional de Saúde de Campo Grande. 

Também já existem e estão em atividade o Hospital Regional de Cirurgias de Dourados, que integrará a rede oferecendo apenas cirurgias eletivas; o Hospital Regional Dr. José de Simone Netto, em Ponta Porã, que oferece e continuará oferecendo dentro da rede os cuidados intensivos a pacientes adultos; e o Hospital da Costa Leste Magid Thomé, em Três Lagoas, que também oferece serviços de alta complexidade. 

O planejamento da Secretaria de Estado de Saúde ainda prevêem mais hospitais em Dourados, Campo Grande, Corumbá e Coxim. 

Em Coxim será implantado um hospital para oferecer cuidados intensivos para o público adulto, nos moldes que já ocorre em Ponta Porã. 

Em Corumbá, o plano é de construir (ou implantar) o Hospital do Pantanal, com atendimentos de pacientes de alto risco. 

Mapa da rede hospitalar

Em Dourados, o governo pretende concluir o Hospital Regional da cidade, que também oferecerá serviços de alta complexidade, assim como já ocorre na Capital e em Três Lagoas. 

E para Campo Grande, a RAS ainda teria mais um hospital estadual: a Maternidade, Centro de Parto Normal e Casa de Apoio, que ainda deve ser implantada. Nela, serão realizados partos habituais. 
A resolução 139, assinada pelo Secretário de Saúde Maurício Simões Correa, foi publicada na edição desta quinta-feira (21) do Diário Oficial de Mato Grosso do Sul. 

PPP

No dia 15 deste o governo de Mato Grosso do Sul deu outro passo para levar este plano de regionalização da saúde adiante, ao publicar o extrato do contrato de parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a contratação de uma Parceria Público-Privada (PPP) voltada para esta área. 

Os estudos estão sendo gerenciados pelo Escritório de Parcerias Estratégicas, e são o passo inicial de uma PPP que, segundo o governo, vai abranger a “construção, manutenção, reformas e adequações do complexo hospitalar mantido pela Fundação Serviços de Saúde de Mato Grosso do Sul”

O valor a ser investido - R$ 5.239.844,87 - está de acordo com a média nacional de projetos das PPPs praticados no Brasil e dependem do porte de cada hospital, ou seja, na quantidade dos números de leitos disponíveis à população.

“Divórcio”

Em Campo Grande, a saída do Hospital Regional de Rede de Urgência e Emergência do município, tem causado polêmica. É que fora do sistema de regulação de vagas, a unidade hospitalar passará a controlar a entrada e saída de pacientes, que atualmente é feita pelo município. 

A intenção do governo de Mato Grosso do Sul tem causado embates em reuniões dos comitês gestores dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), entre Estado e município. Uma unidade federal, o Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap) também deve deixar esta mesma rede de urgência e emergência em breve, situação que causa apreensão no município e em seu sistema de regulação. 

Por causa da tentativa de “divórcio” do Estado do sistema de regulação, o município de Campo Grande não repassou, no último semestre, um valor mensal de R$ 4,8 milhões originário do SUS ao Hospital Regional, apurou o Correio do Estado. Neste valor, inclusive, estaria a compensação federal pelo pagamento do piso nacional da enfermagem dos servidores do Hospital Regional, que o Estado estaria “bancando” por conta própria. 

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tentou transferência

STJ decide manter bicheiro Rogério de Andrade no presídio federal de Campo Grande

O bicheiro teve negada sua transferência para o sistema prisional do Rio de Janeiro e vai permanecer preso em um presídio federal de segurança máxima

13/09/2026 18h00

Rogério de Andrade está preso em Campo Grande desde 2024

Rogério de Andrade está preso em Campo Grande desde 2024 Foto: Reprodução

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O bicheiro Rogério de Andrade teve negada sua transferência para o sistema prisional do Rio de Janeiro e vai permanecer preso em um presídio federal de segurança máxima. A decisão, divulgada neste sábado, 12, é do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que negou o pedido de transferência feito pela defesa do contraventor. Rogério de Andrade está preso na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A reportagem não conseguiu contato com a defesa do preso.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro havia determinado a transferência de Andrade de volta para o sistema prisional fluminense, atendendo a um pedido da defesa, mas o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) entrou com recurso.

Conforme o MP, o acórdão do tribunal violou a legislação e o entendimento consolidado pelo STJ ao exigir a existência de fatos novos para justificar a permanência do preso no sistema federal.

Ao acolher o argumento do Ministério Público, o relator ressaltou que, para a renovação da medida, ou seja, a permanência em unidade de segurança máxima, é suficiente a persistência dos motivos que fundamentaram a transferência inicial, desde que demonstrada em decisão devidamente fundamentada. 

A decisão do STJ destaca que o juízo inicial havia indicado elementos concretos para a manutenção de Rogério de Andrade em presídio federal, sendo elas a posição de liderança em organização criminosa, o cenário de disputa violenta pelo controle da exploração do jogo do bicho, a influência sobre agentes públicos para o desenvolvimento de suas atividades criminosas e o parecer da Diretoria da Polícia Penal Federal contrário ao retorno do custodiado ao sistema prisional estadual.

Crimes e contravenção

Rogério Costa Andrade, que também é patrono da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel, foi preso em outubro de 2023 após o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apresentar nova denúncia contra ele pelo homicídio de Fernando Iggnácio, genro de Castor de Andrade e que disputava com Rogério o espólio do jogo do bicho de Castor.

Ele é apontado como o chefe de um grupo criminoso "voltado para a prática de diversos crimes", entre eles homicídio, corrupção, contravenção e lavagem de dinheiro.

Rogério é sobrinho de Castor de Andrade, um dos maiores chefes do jogo do bicho no Rio e patrono da Mocidade Independente de Padre Miguel. Castor morreu em 1997, vítima de doença cardíaca, e a morte iniciou uma disputa familiar pela herança.

Na disputa, estavam Paulinho de Andrade, filho de Castor, assassinado na Barra da Tijuca, em 1998, crime atribuído a Rogério, e Fernando Iggnácio, que era casado com a filha de Castor e que também assassinado, em 2020. 

O assassinato ocorreu no estacionamento de um heliporto no Recreio dos Bandeirantes, logo após Iggnácio desembarcar de helicóptero, retornando de sua casa de praia em Angra dos Reis. Ele foi atingido por três tiros de fuzil, um deles na cabeça

Rogério Castor Andrade foi apontado como mandante do assassinato de Fernando Iggnácio e foi preso em outubro de 2024.

O contraventor foi transferido da Penitenciária de Segurança Máxima Laércio Pellegrino (Bangu 1), no Complexo de Bangu, na Zona Oeste do Rio, para o presídio federal de Campo Grande no dia 12 de novembro de 2024.

* Com Estadão Conteúdo

CAMPO GRANDE

Semed defende escola e denúncias envolvendo merenda viram 'guerra de versões'

Para a Pasta da Educação da Capital, registros de "casos isolados" de crianças com "indisposição gástrica em dias distintos" não teriam associação com a alimentação escolar

13/09/2026 17h30

Para os pais há uma sobrecarga no time de merendeiras e Semed diz que escola integral só possui duas profissionais na cozinha, escaladas conforme turno e demanda

Para os pais há uma sobrecarga no time de merendeiras e Semed diz que escola integral só possui duas profissionais na cozinha, escaladas conforme turno e demanda Marcelo Victor/Correio do Estado

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Após novas reclamações de crianças sobre o aspecto da merenda, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) de Campo Grande saiu em defesa da escola municipal integral de Campo Grande contra as denúncias feitas por pais e responsáveis, o que faz com que os casos de supostas intoxicações causadas por alimentação escolar indevida tornem-se uma "guerra de versões" na Capital. 

Há cerca de uma semana voltaram a pipocar denúncias contra a Escola Municipal Hilda de Souza Ferreira, com pais indicando que seus filhos voltaram a passar mal, reclamaram da merenda, citando até mesmo existência de um suposto 'quadrado da disciplina' que aconteceria em sala de aula, após a Semed afirmar em um primeiro momento que a alimentação escolar na Rede Municipal (Reme) segue protocolos rigorosos de recebimento, armazenamento, preparo e distribuição, com acompanhamento técnico permanente.

Questionada sobre os novos casos citados na primeira semana de setembro, a Pasta reforçou através da Superintendência de Alimentação Escolar (Suale) que averiguou todas as denúncias relacionadas à alimentação oferecida na unidade e saiu em defesa da Escola Municipal Hilda de Souza Ferreira.

Após novos relatos de pais alegando que seus filhos vomitaram em casa após comerem, por exemplo, frutas impróprias para o consumo na merenda escolar, a Pasta da Educação de Campo Grande afirma que os registros apurados seriam referente a "casos isolados" de crianças que apresentaram "indisposição gástrica em dias distintos". 

"Sem evidências de relação entre as ocorrências ou de associação com a alimentação escolar. Dessa forma, os episódios não caracterizam um problema recorrente ou específico da cozinha da unidade ou mesmo da alimentação ofertada", complementa a Semed em nota. 

Guerra de versões

Com medo de sofrer mais represálias, as mães e pais que preferem não se identificar descrevem alguns ocorridos com seus filhos segundo o que escutam das próprias crianças. Eles reclamam que a escola tem sido "mascarada" para receber as visitas da Semed, já que as intercorrências voltam a acontecer com o passar dos dias. 

Para os pais e responsáveis há uma sobrecarga inclusive no time de merendeiras, já que a unidade estaria com colaboradores em falta. 

Conforme a Semed, essa unidade que oferece ensino integral em Campo Grande atualmente conta somente com duas merendeiras responsáveis pelo preparo e pela distribuição, que obviamente seriam organizadas em escalas conforme os turnos e demandas da escola, não havendo portanto mais do que uma profissional por período.  

Ainda assim, a Semed reforça que a cozinha escolar e os procedimentos de recebimento, armazenamento, preparo e distribuição dos alimentos "são acompanhados semanalmente pelas nutricionistas da Suale, que prestam orientação técnica à equipe e verificam as condições higiênico-sanitárias e operacionais do serviço".

Isso porque os responsáveis pelos alunos da E.M Hilda de Souza alegam ainda ter dificuldade ao buscarem respostas e explicações junto à direção e coordenação do colégio, sem ter o conhecimento de como estão as questões de higiene no local, e temem por não terem retorno do corpo gestor sobre, por exemplo, como poderia estar a situação até mesmo da caixa d'água da escola, o que poderia estar causando as indisposições nos estudantes.

"A Semed e a Suale permanecem atentas às manifestações da comunidade escolar e mantêm o acompanhamento contínuo das unidades, adotando as providências necessárias sempre que alguma situação nos é comunicada", conclui a Semed em nota. 

 

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