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Governo de MS ignora STJ e dá calote milionário em servidores

Além de um valor retroativo de R$ 27,5 milhões, a decisão do STJ também determinou reajuste da ordem de 50% sobre o salário-base de um grupo de trabalhadores da Saúde

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No dia 10 de janeiro deste ano, um grupo de 50 servidores da ativa e aposentados da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul comemorou a publicação oficial de uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que lhes dava direito a aumento salarial da ordem de 50% sobre o salário-base e a uma indenização retroativa que soma pouco mais de R$ 27,56 milhões. 

Nove meses depois daquela notificação, porém, nem o reajuste do salário e muito menos o pagamento retroativo chegou ao bolso do grupo de servidores, que só não é maior porque pelo menos três dos autores da ação judicial morreram durante os 15 anos de tramitação do processo. 

O temor da administração estadual, conforme os autores da ação,  é de que esta decisão possa provocar uma espécie de efeito cascata e passar a ter validade para grande parte dos cerca de 8 mil servidores da Saúde que trabalham no Hospital Regional, Hemosul, Laboratório Central, Casa da Saúde, na sede da Secretaria de Estado de Saúde e em outros locais. 

O salário-base de uma das autoras da ação, por exemplo, passaria de R$ 2.533,00 para R$ 3.841,00, o que representa aumento de 51%.  Ou seja, caso ocorra realmente este efeito cascata, a maior parte dos servidores passaria a ter esse direito, temem os administradores estaduais.

Isso porque, acredita Ruth de Jesus Conde, uma das que foi contemplada pela decisão do STJ, o sindicato da categoria também entrou com ação judicial coletiva na mesma época e por conta disso o direito ao reajuste nunca prescreveu. 

Os retroativos de Ruth, que atualmente trabalha no Laboratório Central mas que há 40 anos atua na administração estadual, superam os R$ 308 mil, conforme cálculo judicial feito em dezembro passado. 

Porém, o que ela cobra mesmo é o cumprimento da decisão judicial que mandou elevar seu salário-base na casa dos 50%. "O precatório pode até ficar para nossos netos ou bisnetos. O que a gente cobra é o reajuste imediado do nosso vencimento mensal. Temos vários idosos no grupo e pessoas estão morrendo sem ver este dinheiro", desabafa a servidora.

DEMORA

A disputa começou depois da aprovação do Plano de Cargos e Carreira (PCC), em 30 de março de 2006, já no final do período de Zeca do PT à frente do Governo do Estado. As vantagens salariais chegaram a ser pagas durante dois anos e dois meses.

Durante a administração de André Puccinelli, porém, o pagamento de parte dos benefícios da lei 3.193 foi suspensa, conforme explica Ruth Conde.

Por isso, em 2010 um grupo de servidores contratou um advogado e recorreu à Justiça. No Judiciário de Mato Grosso do Sul eles perderam, mas recorreram e por conta disso o caso chegou à última instância, que considerou legal o artigo 37 daquela lei de 2006 e em novembro do ano passado decidiu que  Estado devia corrigir os salários destes 53 trabalhadores.

Como o Estado já havia sido comunicado e não cumpria a ordem, em junho de 2025, segundo Ruth Conde, o advogado que representa o grupo voltou a recorrer à Justiça para tentar obrigar a administração estadual a cumprir a determinação do STJ. 

No dia 23 daquele mês o vice-presidente do Tribunal de Justiça ordenou que os salários fossem corrigidos e até estipulou multa diária de R$ 3 mil caso houvesse descumprimento. Mesmo assim, nada mudou no bolso dos trabalhadores. 

"Será que mais gente vai ter de morrer para que decidam cumprir esta ordem do STJ? Eles tiveram todo o tempo do mundo para se defenderem lá em Brasília. Perderam e precisa cumprir. Não faz sentido fazerem agora um jogo de empurra entre Procuradoria-Geral do Estado, Tribunal de Justiça e Ministério Público. Decisão judicial não vale mais?", questiona Ruth. 

A reportagem do Correio do Estado procurou a Secretaria de Estado de Saúde para indagar se havia alguma previsão para o cumprimento da decisão do STJ, mas até a publicação da reportagem não havia obtido retorno. 
 

Chuvas

Pernambuco confirma sexta morte relacionada a temporais

No estado da Paraíba, duas mortes foram registradas

03/05/2026 12h00

Pelo menos 27 cidades estão em situação de emergência

Pelo menos 27 cidades estão em situação de emergência Prefeitura de Timbauba

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Subiu para seis o número de mortos em Pernambuco por causa das fortes chuvas que atingem o estado. Nesta tarde (02), o Corpo de Bombeiros Militar informou ter encontrado o corpo de um homem de 34 anos desaparecido desde a noite de sexta-feira (1º).Pelo menos 27 cidades estão em situação de emergênciaPelo menos 27 cidades estão em situação de emergência

A vítima foi localizada no bairro Capibaribe, em São Lourenço da Mata, na região metropolitana do Recife. Mais cedo, a Defesa Civil do estado havia confirmado a quinta morte no Recife, no bairro Dois Unidos.

O novo balanço das ocorrências aponta um total de 1.605 pessoas desabrigadas e 1.089 desalojadas em todo o estado.

Áreas mais afetadas

Os municípios afetados com maior gravidade em Pernambuco incluem:

  • Goiana, com 510 desabrigados e 994 desalojados;
  • Recife, com 671 desabrigados;
  • Olinda, com 170 desabrigados;
  • Jaboatão dos Guararapes, com 127 desabrigados;
  • Timbaúba com 42 desabrigados e 52 desalojados;
  • Igarassu com 27 desabrigados e 21 desalojados;
  • Paulista 32 desabrigados e 11 desalojados;
  • Camaragibe 5 desabrigados e 11 desalojados;
  • Limoeiro 9 desabrigados; e
  • Glória do Goitá 12 desabrigados.

Situação de emergência

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra decretou na tarde deste sábado (2) situação de emergência em Pernambuco e a medida será publicada em edição extra do Diário Oficial do estado.

Em entrevista coletiva, a governadora destacou que a decretação da situação de emergência vai acelerar ações e obras do Estado nos municípios atingidos e permitir buscar investimentos necessários do governo federal para reconstruir o que foi destruído pelas chuvas.

A medida foi adotada após reuniões no Centro Integrado de Operações de Defesa Social (CIODS), no Recife, com representantes da Defesa Civil Nacional, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), representantes das defesas civis municipais e demais órgãos estaduais envolvidos. Também foi realizada reunião online com os prefeitos dos municípios atingidos para alinhar estratégias e definir as próximas ações.

Ajuda humanitária

Ao todo, 29 abrigos foram ativados para acolhimento da população atingida.

Paralelamente, o Governo do Estado intensificou a distribuição de ajuda humanitária para as cidades atingidas. Em Goiana, foram entregues 150 colchões, 300 lençóis, 38 kits de limpeza e 38 kits de higiene.

Paraíba

Na Paraíba, também atingida pelos temporárias das últimas 48 horas, os impactos concentram-se principalmente nos municípios de Conde, João Pessoa, Bayeux, Campina Grande, Ingá, Itabaiana, Mogeiro, Patos, São José dos Ramos, Sousa, Cajazeiras, Pilar e Cabedelo.

De acordo com informações preliminares da Defesa Civil estadual, há registro de 1,5 mil famílias desalojadas, 300 pessoas desabrigadas, cerca de 9 mil afetados e dois óbitos.

Um comitê de crise foi instalado pelo governador da Paraíba, Lucas Ribeiro, com os órgãos paraibanos envolvidos para tomar as providências necessárias nos municípios afetados pelas chuvas intensas.

Recursos

A Defesa Civil Nacional informou neste sábado que vem orientando os municípios afetados pelas chuvas em Pernambuco sobre como acessar recursos federais.

Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), estados e municípios que tiverem o reconhecimento de situação de emergência ou estado de calamidade pública podem solicitar recursos para ações de defesa civil.

Os pedidos devem ser feitos pelo Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). A partir dos planos de trabalho enviados, a equipe técnica da Defesa Civil avalia as metas e valores propostos. Após aprovação, os repasses são formalizados em portarias a serem publicadas no Diário Oficial da União, liberando os valores correspondentes.

Corumbá

PM apreende 64 quilos de "skunk' com jovens mulas do tráfico

Os jovens eram estrangeiros e foram presos pelo crime de tráfico internacional

03/05/2026 11h30

Divulgação Polícia Militar

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Em três operações realizadas no sábado (2), a Polícia Militar apreendeu 64,57 quilos de “skunk” (a supermaconha), em Corumbá, sendo transportados por jovens estrangeiros contratados como “mulas” do tráfico internacional de drogas, todos presos em flagrante.

As apreensões ocorreram na rodoviária da cidade e também na rodovia BR-262. A polícia não informou a nacionalidade dos traficantes.

Pelas circunstâncias das ocorrências, havia um esquema pronto para a passagem da grande quantidade de entorpecentes pela fronteira com a Bolívia com destino aos centros consumidores.

Apesar da primeira tentativa frustrada, com a apreensão de 21 quilos da substância, na madrugada de sábado, mais dois carregamentos foram deflagrados na tentativa de burlar a fiscalização.

A primeira apreensão ocorreu na rodoviária intermunicipal após a abordagem a uma mulher e um homem, de 18 e 22 anos, por policiais da Rádio Patrulha e Trânsito.

Eles estavam embarcando em ônibus com destino a Campo Grande com 16 tabletes (17,5 quilos) de skunk e 4,2 quilos de cocaína. O suspeito de 18 anos tentou fugir do cerco policial, mas foi capturado ainda no recinto.

Na sequência, com informações sobre novas ações do tráfico, policiais militares prenderam uma jovem de 21 anos que já estava embarcada na poltrona 21 de um ônibus que sairia às 10h30 para a Capital.

Com ela, uma grande mala trancada com cadeado armazenava 17,67 quilos da potente droga.

A operação foi concluída na noite de sábado, com a prisão de mais três passageiros de ônibus que faz a linha Corumbá-Campo Grande, durante barreira no posto de fiscalização aduaneira denominado Lampião Aceso, na BR-262, entrada da cidade.

As “mulas”, de 18 e 22 anos, transportavam 29,4 quilos de “skunk” e aproximadamente 100 gramas de cocaína.

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