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Estrutura do Lacen foi essencial para mapear Covid-19 no Estado, avalia OMS

Segundo a OMS, o investimento em equipamentos aumentou a capacidade de testes do laboratório e possibilitou o mapeamento da doença em MS

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O investimento em equipamentos e estrutura do Laboratório Central de Mato Grosso do Sul (Lacen-MS) e os esforços para mapear a doença no Estado por meio da realização de testes para detectar o coronavírus (Covid-19) foram essenciais para o combate à doença, de acordo com informações da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS). “A estrutura e os esforços para a aumentar a capacidade de testes deixaram o Estado em uma posição favorável no combate à doença”, afirmou o consultor de Vigilância, Preparação e Resposta a Emergências e Desastres do escritório da Opas e da OMS no Brasil, Rodrigo Frutuoso.

A avaliação da OMS foi apresentada durante uma reunião com a equipe da Opas, braço operacional da Organização Mundial da Saúde (OMS), e equipes da Secretaria de Estado de Saúde (SES) na sexta-feira (16), em Campo Grande.  

O profissional se refere aos equipamentos que serviram para dar mais robustez à estrutura de combate ao novo coronavírus, alguns adquiridos por meio de parceria entre os governos federal e estadual e outros adquiridos com uso de verbas próprias do Estado.  

Entre a aparelhagem estão dois equipamentos de extração automatizada, dois detectores e um freezer para acondicionamento de exames. Essa estrutura permitiu que Mato Grosso do Sul passasse a realizar exames que não eram feitos aqui antes da pandemia.

Futuro

Apesar de aumentar a capacidade de testagem da Covid-19 em até três vezes quando adquiridos, os aparelhos servem também para fornecer ao Estado novos testes. Segundo o diretor do Lacen-MS, Luiz Henrique Demarchi, as máquinas podem fazer exames de biologia molecular de fungos e outros vírus, como febre do nilo, febre mayaro, hantavírus PCR, citamegalovírus e herpes. Antes da aquisição dos equipamentos, as amostras eram enviadas a outros estados.  

Ainda de acordo com a avaliação da OPAS, o Lacen/MS se tornou uma referência em testagem na região, além de reforçar a importância do Sistema Único de Saúde (SUS).  

Retração lenta  

A capacidade dos novos aparelhos para detecção de outras infecções pode ser utilizada mais daqui para frente com a regressão dos números da Covid-19 no estado.  

De acordo com o Boletim Epidemiológico da SES divulgado nesta sexta-feira (16), os 546 novos casos e nove mortes por Covid-19 indicam queda desde o começo de setembro.  

As mortes recentes ocorreram em Miranda, Campo Grande, Cassilândia, Coxim, Dourados, Jardim, Maracaju e Três Lagoas. As vítimas tinham idade entre 59 e 82 anos e todos apresentaram comorbidades associadas ou fatores de risco.  

Só nesta semana foram confirmados 1.980 casos e 83 mortes pela doença no Estado. Dos 76.457 casos confirmados desde o início da pandemia, 70.957 já estão recuperados.  

De acordo com o titular da SES, Geraldo Resende, neste sábado (17), se encerra mais uma semana epidemiológica e aponta para número menor de casos. “Parece que vamos repetir número de antes do pico, de junho, e isso mostra que felizmente a doença está tendo um descanso no Estado”, explica.  

Secretária-adjunta de Saúde, Christine Maymone, disse que, mesmo com a tendência de queda, a população deve continuar seguindo medidas de prevenção.

Dói só de pensar

Casal sertanejo de MS embolsou R$ 420 mil em três meses consecutivos no interior

Mais de R$ 1,68 milhão de recursos estaduais foram destinados a contratação da dupla de outubro de 2025 a maio de 2026

07/05/2026 11h45

Reprodução redes sociais

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Governo de Mato Grosso do Sul deu à dupla conterrânea, Maria Cecília e Rodolfo, o valor de R$ 420 mil somente neste ano, para realizar apresentações em festas comemorativas no interior do Estado. Com três shows ainda durante o primeiro semestre, o próximo é neste domingo em Cassilândia, a 434 quilômetros de Campo Grande.

Publicação do Diário Oficial do Estado (DOE) de hoje revelou que os cantores dos sucessos "Coisas Esotéricas", "Você de Volta", e "Lendas e Mistérios" irá retornar ao estado pela terceira vez no ano com a contratação realizada pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), todas no valor de R$ 140 mil.

A primeira contratação foi para uma apresentação de 1h30min, no dia 05 de março de 2026, no evento "Feira de Agricultura Familiar - Projeto Prospera MS", em Dourados, divulgado o valor pago em 11 de março no DOE.

O segundo show foi exatamente um mês depois, em 05 de abril, em comemoração ao aniversário da cidade de Inocência. A apresentação também teve 1h30min de duração e foi divulgado o pagamento do valor em 07 de abril.

Por enquanto, o último show marcado é para o próximo domingo (10), no " V Festival de Música Estudantil", na Praça Municipal. O evento inicia amanhã (08) e vai até o dia 10, em que terá a participação da dupla.

Recorrente

A dupla sertaneja tem histórico de apresentações frequentes em Mato Grosso do Sul bancadas por recursos públicos. Conforme publicado pelo Correio do Estado em outubro do ano passado, dentro de 5 meses o Governo pagou mais de R$ 1 milhão ao casal sertanejo.

Foram oito shows desde junho de 2025, em oito municípios diferentes. Anteriormente, em 2024 o valor fixo de contratação da dupla, independente do tamanho da cidade era de R$ 120 mil, a partir de agosto do ano passado, o valor fixo passou para R$ 140 mil, que foi pago para as três apresentações de 1h30min neste ano.

Com o valor de R$ 120 mil em 2024, a dupla faturou R$ 1,2 milhão por dez eventos que realizaram durante o ano. Todos bancados com recursos públicos estaduais.

Em apenas cinco meses de 2026, a dupla foi contratada pela Fundação de Cultura do Estado três vezes em meses consecutivos. Desde outubro de 2025 a maio de 2026, o Governo de MS já pagou a dupla R$ 1,68 milhão para o casal.

PROCURADO

PCMS procura "Ney", membro da quadrilha que furtava Hilux e SW4 na chave de fenda

Investigações apontam que o suspeito possa estar na região entre Coronel Sapucaia (MS) e Capitán Bado, no Paraguai, cidades gêmeas no extremo sul do Estado

07/05/2026 11h35

Polícia Civil do Mato Grosso do Sul faz questão de frisar que a população não deve tentar realizar a abordagem por conta própria

Polícia Civil do Mato Grosso do Sul faz questão de frisar que a população não deve tentar realizar a abordagem por conta própria Reprodução/PCMS/Montagem-C.E

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Identificado como Vanderley Rodriguez Lopez, de 35 anos, o indivíduo conhecido como "Ney" é procurado pela Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, acusado de integrar a organização criminosa especializada em furtar Hilux e SW4 na chave de fenda. 

Conforme repassado pela Polícia Civil, em nota, esse homem possui uma série de mandados de prisão em aberto, por crimes que passam por associação criminosa, tráfico de drogas e furto qualificado. 

Sem maiores informações, as investigações apontam que o suspeito possa estar na região entre Coronel Sapucaia (MS) e Capitán Bado, no Paraguai, cidades gêmeas no extremo sul do Estado divididas apenas pela avenida internacional. 

Esse é um dos acusados no esquema criminoso especializado em furtos de caminhonetes na região de fronteira, e a Polícia Civil do Mato Grosso do Sul faz questão de frisar que a população não deve tentar realizar a abordagem por conta própria, sendo necessário o acionamento das forças de segurança pública. 

Qualquer informação sobre o paradeiro de "Ney" pode ser repassada, de forma anônima, inclusive, à Seção de Investigações Gerais (SIG) de Dourados através do telefone: (67) 99987-9826.

Entenda

Durante as primeiras horas da manhã desta quinta-feira (07), por volta de 05h, uma megaoperação policial foi deflagrada com intuito de "quebrar" uma quadrilha especializada no furto de caminhonetes no Mato Grosso do Sul, acusados de furtarem Hilux e SW4 na chave de fenda

Essa megaoperação para desarticular a organização criminosa envolveu cerca de dez delegacias, sendo mais de 70 agentes da segurança pública em campo para o cumprimento de: 8 mandados de prisão; 3 de busca e apreensão de adolescentes; e 10 de busca domiciliar. Além desses mandados, houve ainda o registro de duas prisões em flagrante delito.

Os alvos dessa organização criminosa, segundo a PCMS, concentravam-se principalmente na região sul do Estado, em um esquema considerado "estruturado e altamente coordenado". 

Esses furtos ocorriam na região de Mundo Novo, distante aproximadamente 463 quilômetros da Capital, bem como em demais municípios vizinhos no extremo sul do MS. 

"Após a subtração, os veículos eram levados ao Paraguai, indicando a atuação de um grupo com características transnacionais", complementa a PCMS em nota.

Em uma investigação de aproximadamente três meses, as apurações policiais foram capazes de detalhar o passo-a-passo dos criminosos. 

Aproveitando de uma vulnerabilidade no sistema de abertura desses veículos, os indivíduos conseguiam entrar nas caminhonetes com o uso de uma chave de fenda, sem que isso acionasse, inclusive, os respectivos dispositivos de segurança. 

Em seguida, já no interior das Hilux e SW4, os criminosos faziam uso de decodificadores digitais para dar partida nos automóveis. Entre adultos e adolescentes, mais de dez indivíduos foram identificados como pertencentes à cadeia criminosa, tendo cada um sua devida função. 

 

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