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Psicologia

Estudante feriu colega a facadas por causa de amor platônico, diz defesa

Estudante feriu colega a facadas por causa de amor platônico, diz defesa

G1

23/03/2011 - 22h50
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O advogado de defesa do estudante de medicina suspeito de esfaquear uma colega de curso em Belo Horizonte afirmou que o jovem de 21 anos admitiu ter cometido o crime por causa de um amor não correspondido. “Ele admite a relação, um amor platônico, não é uma relação física. Admite, assume as facadas e por isso ele está respondendo”, falou o advogado José Rattes de Carvalho.

Vitor Guilherme Ribeiro se apresentou à polícia na tarde desta terça-feira (22), prestou depoimento e foi liberado. Ainda segundo o advogado de defesa, que é tio do suspeito, o caso precisaria ser analisado por um psicanalista para explicar a motivação da agressão. “Isso vai ter que, talvez tecnicamente, ficar para um psicanalista explicar o motivo do que aconteceu”, completou.


A Polícia Civili informou nesta quarta-feira (23) que pediu a prisão temporária de Ribeiro e aguarda apreciação da Justiça, que expede o mandado de prisão.

Maria Luiza Costa Pinto, de 21 anos, levou oito facadas e está internada na enfermaria do Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, na capital. Ela deixou a Unidade de Terapia Intensiva nesta terça-feira (22) e, segundo o hospital, está consciente e o quadro de saúde é considerado estável.

O crime aconteceu no sábado (19), quando a estudante e o pai chegavam em casa. Ribeiro estaria com o rosto encoberto por um pano quando começou a atacar Maria Luiza a facadas, segundo relato de testemunhas.

O pai da estudante sofreu ferimentos leves. Ele presenciou toda a agressão à filha. “Eu vi ela deitada no chão voando sangue pra todo lado. Vi um rapaz se levantando e correndo e eu saí no encalço dele. Ele correu pro portão automático, mas o portão já tinha acabado de fechar. Ele não conseguiu sair, eu entrei em luta com ele e ele me jogou no chão e escalou o portão, passou por cima da cerca elétrica e cai na rua”, contou o pai da vítima.

Justiça

Homem é retirado do STF após tentar entrar dizendo ser "imperador"

Ele proferia frases desconexas e não chegou a ser preso

08/10/2026 21h00

Foto: Divulgação / STF

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Um homem foi contido nesta quinta-feira (8) pela equipe de segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) após tentar entrar no edifício-sede da Corte, onde está localizado o plenário.

O episódio ocorreu após ele se aproximar da marquise do prédio e começar a proferir frases desconexas. O homem se identificou como "imperador das Forças Armadas do Brasil".

Segundo o STF, ele não chegou a ser preso e foi conduzido para a parte externa do tribunal.

Na semana passada, o Supremo registrou uma tentativa de invasão. Um homem foi preso pela Polícia Judiciária, que realiza a segurança interna do STF, ao tentar pular as grades que fazem a proteção do edifício-sede.

O esquadrão antibomba da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) precisou ser chamado após o homem jogar uma mochila em uma parada de ônibus localizada em frente ao Supremo.

Após a realização do trabalho de varredura, a PM descartou a presença de explosivos.

Justiça

Moraes determina emissão de mandado de prisão contra Eduardo Bolsonaro

Pena foi definida no processo do tarifaço contra exportações do Brasil

08/10/2026 20h00

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Divulgação/STF

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (8) a expedição de um mandado de prisão contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos.

A medida foi determinada após o ministro mandar executar a condenação de Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. A pena foi definida no processo que trata do tarifaço do governo de Donald Trump contra as exportações brasileiras.

Moraes também determinou o cancelamento dos passaportes do ex-parlamentar.

Na prática, Eduardo não deve cumprir a pena enquanto estiver no exterior. O ex-deputado é aliado de Trump, e um eventual pedido de extradição dificilmente será cumprido pelo governo norte-americano.

Ao determinar as medidas, Moraes decretou o trânsito em julgado da ação penal em que Eduardo foi condenado pelo STF, ou seja, o fim da possibilidade de apresentação de recursos.

No mês passado, a Primeira Turma do Supremo rejeitou o recurso protocolado pela Defensoria Pública da União (DPU) para anular a condenação.

O ex-deputado não apresentou defesa particular e foi defendido pelo órgão.

Em junho deste ano, o colegiado concordou com a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e entendeu que há provas para concluir que o ex-deputado articulou o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras para tentar evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

Além disso, outras medidas, como a revogação dos vistos de ministros da Corte e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, também tiveram o mesmo objetivo, conforme o entendimento da Corte. 

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Abandono e perda do cargo de escrivão 

Em setembro deste ano, o Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição de 21 de setembro do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.
 

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