Cidades

CAMPO GRANDE

Etapas da nova licitação de obras no Nova Lima saem por R$ 42,8 milhões

Prefeitura divulgou nesta quarta-feira os editais que estavam prometidos há cerca de cinco meses

Continue lendo...

Prometida há quase um semestre, as relicitações para destravar as obras no Nova Lima foram publicadas na edição desta quarta-feira (10) do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), sendo que as etapas nomeadas "C" e "D" devem custar aproximadamente 43 milhões de reais. 

Com o critério de julgamento adotado sendo o menor preço, conforme as planilhas de orçamento, a "etapa D" deve custar em torno de R$ 17.483.661,62, enquanto a frente "C" de trabalho prevê R$ 25.356.959,40.

Com isso, os valores totais giram em torno da casa de R$ 42.840.621,02, para as obras de drenagem; pavimentação e sinalização, entre outros serviços previstos, sendo que cada memorial descritivo pode ser acessado através da aba Licitações do Portal da Transparência de Campo Grande. 

Os processos administrativos recebem propostas das etapas "D" e "C" até às 07h59 dos dias 25 e 26 de julho, respectivamente, com a abertura de ambas as sessões de preços marcadas para o minuto seguinte do fim de cada prazo. 

Mesmo com a licitação atrasada, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) se apega às etapas do processo e aponta que não há previsão estimada para início ou término dessas obras, uma vez que - claramente - os trabalhos só podem começar após a assinatura da ordem de serviço

A Pasta aponta que (com abertura de propostas no fim desse mês) depende se a licitação não terá "contratempo" se não dará deserta, ficando à mercê das "etapas de homologação do resultado, assinatura do contrato e, por fim" rubricar a autorização. 

Obra de uma década

Ainda que os serviços, de fato, estejam paralisados mais precisamente desde 2023, como bem esclarecem as notas antes de cada memorial, os projetos de infraestrutura urbana; pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais estão prontos desde junho de 2013, motivados por uma primeira tomada de preços que data do ano anterior. 

As frentes "C" e "D" surgiram cerca de oito anos depois, quando foram licitadas em 2021 como promessa de "concluir a pavimentação do Nova Lima", passados dois anos desde a entrega do primeiro projeto que levou 20 km de asfalto aos moradores da região. 

Nessas duas frentes, já em 2021 estava previsto o asfaltamento de 31 ruas e recapeamento de outras seis, cobrindo o quadrilátero das ruas: 

  • Zulmira Borba, 
  • Cônsul Assaf Trad, 
  • Gualter Barbosa e 
  • Lino Vilacha.

Conforme cada memorial descritivo sobre as vias objeto de implantação, a etapa "D" é menos extensa, com um total de 6.884,18m distribuídos entre 15 ruas; enquanto a frente "C" de trabalho prevê 12.138,83 metros objeto da implantação.

A Sisep indica atualmente que, nas etapas D e C estão restando 2,15 km e 418 metros de drenagem, respectivamente; com 6,9 e 12,14 km de pavimentações previstas para cada um desses pontos em ordem. 

Importante apontar que na Etapa C-1, também está listada a conclusão da bacia de amortecimento, que tem capacidade para reter 17 mil metros cúbicos de água da chuva.

Tropeços recentes

Em outubro do ano passado o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) passou a investigar as obras no bairro Nova Lima, já que os contratos inicialmente firmados tinham sido rescindidos, e quando as obras inacabadas passaram a trazer problemas à população local cada vez que chovia. 

Responsável pela obra, a empresa contratada (GTA- Projetos e Construções LTDA.) alegou que não tinha mais interesse na execução dos serviços. 

A rescisão veio com a promessa de que a GTA iria terminar a execução de um serviço começado em 19 de abril de 2022, com prazo de conclusão previsto para oito meses, enquanto o "C-Lote 1" iniciado na mesma data deveria ser concluído em um ano. 

Dos valores abocanhados pela GTA, foram executados quase 700 mil reais dos R$ 11.455.706,87 empenhados na etapa "D", com a obra estacionada em 6% de conclusão. 

A "Etapa C Lote 1" encerrou estando 30% apenas concluída, frente de trabalho que já tinha R$ 6,1 milhões executados dos R$ 20,5 mi empenhados.

 

Assine o Correio do Estado

Mudança na Regra

Doação de sangue: espera para quem fez tatuagem e piercing será menor

Candidatos com mais de 70 anos poderão continuar a doar

12/08/2026 22h00

Divulgação/PGE MS

Continue Lendo...

A partir de outubro, entram em vigor novas regras para doação de sangue no Brasil. Uma das mudanças é a redução do prazo de espera para doação para quem fez tatuagem, maquiagem definitiva ou procedimentos estéticos (aplicação de botox, preenchimento e microagulhamento).

Nesses casos, a doação poderá ocorrer após sete dias, desde que os procedimentos tenham sido feitos em locais em conformidade com as normas de segurança. Se não for possível a avaliação de segurança do local, o prazo sobe para quatro meses.

Para aqueles que têm piercing na boca ou na região genital, a doação de sangue poderá ser feita quatro meses depois da retirada.

O prazo ficará menor também para quem passou por endoscopia ou utilizou anabolizantes sem prescrição médica. Pela nova regra, cai de seis para quatro meses. 

O novo regulamento foi estabelecido pela Portaria GM/MS nº 11.685/2026, publicada em 3 de julho. De acordo com o Ministério da Saúde, os novos critérios reforçam "a segurança das transfusões e a rastreabilidade do sangue e orienta os serviços de hemoterapia de acordo com os avanços laboratoriais e o cenário epidemiológico atual", protegendo quem doa e quem recebe as transfusões.  

A pasta cita a adoção do exame NAT Plus, desenvolvido por Bio-Manguinhos/Fiocruz, que detecta HIV, hepatites B e C e também o parasita causador da malária nas bolsas e amostras de sangue. Com a triagem da malária, pessoas que estiveram em áreas endêmicas ou expostas a regiões de mata, bosque ou floresta poderão doar em 30 dias, sem necessidade de esperar até um ano, como é atualmente. 

As bolsas e amostras serão identificadas pelo padrão internacional ISBT 128, que possibilita a rastreabilidade em todas as etapas (coleta, transfusão e envio do plasma para produção de remédios) e diminui o risco de erros de identificação. 

Os concentrados de plaquetas terão validade prorrogada para até sete dias, e não mais cinco dias, o que permitirá o uso por mais pacientes com câncer, doenças hematológicas ou que necessitam de transfusões frequentes. 

Doadores com mais de 70 anos

Idosos com ou mais de 70 anos poderão doar sangue. Atualmente, essa é a idade limite. 

O novo regulamento permite aos doadores regulares realizarem a doação ao completar 70 anos, desde que estejam saudáveis, respeitem a frequência e intervalos da faixa etária e estejam aptos na avaliação clínica do serviço de hemoterapia. 

Como doar sangue? 

>> Veja quais são os critérios para doar sangue: 

Ter pelo menos 18 anos (adolescentes de 16 anos precisam ter consentimento formal do responsável legal).

Apresentar documento de identificação com foto (Carteira de Identidade, Carteira Nacional de Habilitação, Carteira de Trabalho, Passaporte, Registro Nacional de Estrangeiro, Certificado de Reservista e Carteira Profissional emitida por classe). São aceitos documentos digitais com foto.

  • Pesar no mínimo 50 kg
  • Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas.
  • Estar alimentado. Evitar alimentos gordurosos nas 3 horas que antecedem a doação de sangue. Caso seja após o almoço, aguardar 2 horas.

Basta procurar o hemocentro mais próximo e consultar os horários de atendimento. É preciso passar pela triagem que irá avaliar se o candidato está apto para doar. 

Justiça

STF ordena suspensão e devolução de penduricalhos "exorbitantes"

Medida deve ser cumprida por sete tribunais

12/08/2026 19h00

Foto: Divulgação / STF

Continue Lendo...

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou nesta quarta-feira (12) que sete tribunais suspendam o pagamento de salários em desconformidade com as limitações impostas pela Corte, bem como que os magistrados beneficiados devolvam as “verbas exorbitantes”. 

Os ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes também proferiram decisões similares em processos sobre o mesmo tema dos quais são relatores. São alvo os tribunais do Maranhão, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Rio Grande do Norte, Paraná, de Goiás e Rondônia. 

Em sua decisão, Moraes citou o trabalho da imprensa, que tem fiscalizado e noticiado pagamentos mensais a juízes e juízas que ultrapassam os limites estabelecidos pelo Supremo neste ano, ao julgar ações sobre os chamados “penduricalhos” - pagamento de verbas indenizatórias além dos vencimentos normais. 

Por decisão do plenário do Supremo, tais verbas não podem ultrapassar, num mês, 70% do salário de um juiz, sendo 35% relativos ao adicional por tempo de serviço e outros 35% reservados para qualquer outra rubrica. Os ministros também listaram quais tipos de verbas podem ser consideradas legais, proibindo que os tribunais inovem na criação de indenizações aos magistrados. 

Em decisões anteriores, Moraes, Dino, Mendes e também o ministro Cristiano Zanin, relatores de diferentes processos sobre o tema, determinaram que os tribunais de todo o país enviassem informações para comprovar o cumprimento da decisão. Com base nesses dados, o Moraes afirmou, na decisão desta quarta (12), haver persistência no descumprimento das diretrizes do Supremo. 

“Infelizmente, não obstante a clareza dessas diretrizes, identificam-se nos documentos enviados pelos Tribunais de Justiça inúmeras verbas pagas em desacordo, tais como: auxílio assistência pré-escolar; licença compensatória; licença compensatória (difícil acesso); turma recursal; diferença gratificação diretor de fórum; gratificação mesa diretora; auxílio mudança; auxílio adoção; 20% final carreira; gratificação indenizatória função administrativa; gratificação acúmulo distribuição; gratificação de acúmulo distrital; gratificação - grupo de metas; gratificação - coordenações especiais; gratificação presidente, vice-presidente e corregedor; entre outras”, listou o ministro. 

Ele determinou que os tribunais enviem em 72 horas a lista dos magistrados beneficiados por pagamentos fora das diretrizes do Supremo. A decisão estabelece ainda que tais juízes devolvam imediatamente qualquer valor recebido que esteja acima dos limites estabelecidos pela Corte. 

Os presidentes dos tribunais envolvidos têm cinco dias para comprovar a suspensão de qualquer pagamento fora dos limites criados pelo Supremo. 

Casos 

Na decisão desta quarta, Moraes listou diversos casos que chamaram a atenção do Supremo, incluindo a previsão de que um magistrado do Maranhão recebesse mais de R$ 3,2 milhões em 12 parcelas, a título de verbas rescisórias. Outros 300 magistrados do estado receberam ao menos R$ 100 mil na folha de abril. 

No Distrito Federal, uma única magistrada recebeu R$ 490 mil em maio, enquanto outra juíza, no Rio de Janeiro, recebeu R$ 202 mil. No Rio Grande do Norte, o mesmo magistrado recebeu R$ 554 mil em abril e R$ 544 mil em maio. Já em Rondônia, 90% dos magistrados do Tribunal de Justiça receberam acima de R$ 100 mil em abril. 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).