Cidades

Paquistão

EUA divulgam vídeos achados na casa onde Bin Laden foi morto

EUA divulgam vídeos achados na casa onde Bin Laden foi morto

Folha

07/05/2011 - 17h24
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O Pentágono divulgou neste sábado cinco vídeos do líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, recuperados no local onde ele foi morto no último domingo, no Paquistão. As imagens são um importante material nas investigações sobre as atividades de Bin Laden antes de morrer.

Em um dos vídeos, ele está sentado em uma cadeira, com um casaco de lã e um cobertor sobre os ombros. Ele segura o controle remoto da TV. De barbas brancas, Bin Laden assiste ao noticiário sobre ele mesmo em canais de TV via satélite.

Outro vídeo é uma mensagem aos Estados Unidos, que os funcionários do país acreditam ter sido gravada em outubro ou novembro. Segundo a TV americana CNN, o áudio não foi divulgado porque, segundo os altos funcionários americanos, seria inapropriado. Nestas imagens, parece que sua barba foi pintada de preto.

Em outros três vídeos caseiros, Osama ensaia discursos diante da câmera.

Um funcionário do serviço de inteligência americano disse ao longo da semana que as forças dos EUA tinham conseguido uma quantidade significativa de provas sobre as atividades de Bin Laden durante a operação em que o líder da Al Qaeda foi morto.

Segundo a agência Efe, os vídeos foram mostrados a um pequeno grupo de jornalistas no Pentágono, em Washington, e são parte da operação militar que matou o líder da Al Qaeda.

Osama bin Laden --que planejou diversos atentados contra os EUA e outros países-- foi morto após anos de investigações e buscas. O líder terrorista foi baleado por um dos cerca de 20 militares de elite da Marinha dos Estados Unidos que invadiram, em dois helicópteros, sua casa de alta segurança em Abbottabad, cidade a cerca de 100 km da capital paquistanesa.

OPERAÇÃO

Desde domingo, quando o presidente americano Barack Obama dirigiu-se à nação em pronunciamento, anunciando a morte de Bin Laden, diversas versões da operação foram divulgadas.

Inicialmente houve divergência quanto ao número de helicópteros que teriam sido usados. A última informação é de que duas aeronaves foram usadas, e que podem tratar-se de um tipo novo de tecnologia militar, que não pode ser detectada por radares.

Houve também relatos conflitantes quanto à resistência encontrada pelos Seals na casa em Abbottabad. No início os EUA indicaram que as tropas enfrentaram tiroteio com armas pesadas e que o próprio Bin Laden estaria armado e teria revidado.

Dias depois, a Casa Branca esclareceu que apenas um mensageiro revidou, armado, e que após o matarem, os Seals abateram com facilidade outros aliados de Bin Laden. O terrorista, soube-se mais tarde, não estava armado no momento em que foi morto com um tiro na cabeça.

As fotos mostrando o cadáver de Bin Laden foram alvo de grande polêmica. Após um período de hesitação, Obama decidiu que não mostraria as imagens ao mundo, mesmo ciente de que muitos duvidaram da veracidade da notícia.

Após condecorar os Seals, força de elite da Marinha americana que matou Osama bin Laden, o presidente Barack Obama disse que o país "cortou a cabeça da Al Qaeda" e que vai continuar na luta até derrotar a rede terrorista.

Obama viajou na sexta-feira a uma base militar para agradecer às forças especiais envolvidas na operação que matou Bin Laden. O encontro --ocorrido um dia depois de o presidente visitar bombeiros e policiais nova-iorquinos que atuaram durante o 11 de setembro e pagar tributo aos mortos no Marco Zero-- foi no quartel Fort Cambpell, no Kentucky.

falsificação documental

Esquema de diplomas falsos é alvo da Polícia Civil em interior de MS

Suspeitos ofereciam 'serviço' de falsificação dos documentos e diziam a estudantes de escolas estaduais que não era necessário ir a aulas e provas

27/05/2026 11h30

Divulgação

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul investiga um esquema de falsificação de diplomas do ensino médio em duas cidades do interior do estado, Bataguassu e Santa Rita do Rio Pardo, a 310 e 242 quilômetros da Capital, respectivamente. Os investigados de comprar os documentos falsos são menores de idade.

A investigação iniciou após uma escola estadual identificar irregularidades em documentos apresentados por alguns estudantes. De acordo com as informações policiais os certificados de conclusão do ensino médio eram pagos por pix.

Para conseguir o serviço, os alunos contatavam um dos suspeitos, que prometia emitir os documentos sem necessidade dos alunos frequentarem a escola ou realizarem as provas.

Até o momento, a investigação apreendeu históricos escolares e certificados suspeitos, além dos comprovantes de pagamento feito nas negociações. A polícia aponta o envolvimento de mais de uma pessoa, mas não divulgou identificação e quantos são os envolvidos.

Porém, entre os envolvidos, há indivíduos de fora do ambiente escolar que também adquiriram outros documentos falsos, além de suspeitos maiores de idade, que agiam no contato e abordagem dos 'clientes' e em movimentações financeiras.

As duas cidades que ocorrem a investigação são vizinhas e apresentam distância de aproximadamente 68 quilômetros.

O caso segue em andamento para identificação completa dos envolvidos no esquema, assim como a organização e modus operandi da produção e comercialização da falsificação.

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Em MS

Mulher é condenada por ofensas racistas contra a ex-cunhada em Terenos

O caso aconteceu em 2023 e os insultos e ameaças foram feitos partir de áudios enviados via Whatsapp

27/05/2026 10h30

A ré foi condenada à dois anos de prisão por injúria racial e um mês pelas ameaças

A ré foi condenada à dois anos de prisão por injúria racial e um mês pelas ameaças Foto: Divulgação

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Após atuação do Ministério Público de Mato Grosso Sul (MPMS), uma mulher foi condenada em Terenos pelos crimes de ameaça e racismo (injúria racial equiparada), por ofensas direcionadas à ex-cunhada. A atuação aconteceu por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Terenos. 

O caso ocorreu em junho de 2023 e completará três anos no próximo mês, na época do acontecimento a ré encaminhou áudios por meio do Whatsapp para familiares da vítima e proferindo inúmeras ofensas verbais de cunho racista, ainda nos áudios foram feitas ameaças de violência física e morte. 

Entre os conteúdo dos áudios encaminhados à vítima constava ameaças como “não sairia viva” e ainda declarou que “cortaria o pescoço” dela e de seus filhos. Em depoimento a vítima confirmou os fatos e alegou ter sentido medo real das ameaças. 

A irmã da vítima confirmou o acontecido e afirmou ter recebido os áudios contendo insultos de cunho racial e ameaças à ofendida.

Já a defesa da ré negou parte dos fatos, sustentando o argumento que estava fazendo apenas um mero desabafo em um contexto de abalo emocional. Ela ainda alegou que não se recorda de ter feito as ameaças mencionadas na denúncia. 

Porém o Juízo recusou a alegação da defesa e acolheu a denúncia do MPMS, reconhecendo que as provas se mostraram coerentes e suficientes para a condenação. 

Por fim, a ré foi condenada a 2 anos de prisão, pelo crime de injúria racial equiparada e um mês de detenção pelo crime de ameaça, inicialmente ela irá cumprir em regime aberto. 

Ainda foi fixado pelo Juízo um pagamento de dez dias-multa, quando o condenado é obrigado a pagar uma quantia ao Fundo Penitenciário Nacional (FUMPEN), tendo em vista a gravidade das ameaças. 
 

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