Cidades

RETRAÇÃO

Aeroporto de Campo Grande recebe melhorias, mas perde passageiros

Em Abril deste ano a queda foi de 16,7% na comparação com igual mês dE 2025. No ano, a retração é de 10,5%, contrastando com a alta DE 6,6% no restante do país

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Às vésperas do prazo final para conclusão das obras de revitalização do aeroporto de Campo Grande, que é junho, o movimento de passageiros está em queda livre. Na comparação de abril deste ano com igual mês de 2025, a retração chega a 16,7%. E, se forem computados os dados relativos ao primeiro quadrimestre, a queda é um pouco menor, de 10,5%. 

Dados da Agência Nacional de Aviação (ANAC) mostram que em abril do ano passado chegaram e saíram do aeroporto 128,7 mil pessoas. Em igual período deste ano, foram apenas 107,2 mil. 

Somando os quatro primeiros meses de 2025, o total de passageiros foi de 517,9 mil. Neste ano, esta soma caiu 10,6% e ficou em 463,2 mil pessoas embarcando e desembarcando. O índice contrasta com os números nacionais, que tiveram alta de 6,6%, passando de 31,6 milhões para 33,7 milhões de passageiros. 

Parte das perdas de passageiros de Campo Grande pode ser atribuída à ampliação do número de voos em Bonito e à reativação do aeroporto de Dourados. Em Bonito, o aumento foi superior a 50%, passando de 20 mil para 30,8 mil passageiros nos primeiros quatro meses. 

Em Dourados, que em setembro do ano passado voltou a receber voos comerciais após interrupção superior a quatro anos, embarcaram e desembarcaram 19,8 mil pessoas no primeiro quadrimestre.

Mas, esta perda da ordem de 30 mil passageiros para os dois aeroportos do interior ainda não explica a retração no aeroporto de Campo Grande neste ano. Se forem somados todos os aerportos de Mato Grosso do Sul, a retração entre o primeiro quadrimestre do ano passado e igual período de 2026, a queda é de 5,9%. Em 2025 foram 562,2 mil pessoas. Agora, o número caiu para 528,6 mil. 

Durante boa parte do primeiro quadrimestre o aerporto de Campo Grande operou com restrição de pousos e decolagens no período noturno, por conta das obras de reforma. Isso ajuda a explicar a queda de 19,2% na quantidade de poucos e decolagens. Nos quatro primeiros meses do ano passado foram 4.775, ante apenas 3.048 em igual período de 2026. 

Reformas

 
Com investimentos estimados em R$ 280 milhões, as ampliações do aeroporto de Campo Grande prometem elevar de 1,5 milhão para 2,6 milhões a acapacidade anual de passageiros. 

Entre as mais significativasd das melhorias está ainstalação de três pontes de embarque, que foram ativadas no mês passado. A previsão é de que 70% dos embarques ocorra por meio destas estruturas. O restante dos passageiros vão continuar embarcando e desembarcando pelo modo antigo. 

MATO GROSSO DO SUL

Sefaz concede reajuste de 18% a contrato milionário com empresa de informática

Acordo contratual que pode ir até 2027 chega a R$90 milhões graças ao aumento de 8,8 milhões pago pela prorrogação de suporte técnico

25/05/2026 10h42

Prorrogação pode acontecer até um limite de sessenta meses, o que corresponderia a uma dilatação de prazo do contrato que pode chegar até setembro de 2027. 

Prorrogação pode acontecer até um limite de sessenta meses, o que corresponderia a uma dilatação de prazo do contrato que pode chegar até setembro de 2027.  Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Com a possibilidade de chegar até 2027, o contrato milionário da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) celebrado com a empresa Infortech Informática foi reajustado em pouco mais de 18% e agora ultrapassa a casa dos R$90 milhões, segundo publicação da edição desta segunda-feira (25) do Diário Oficial Eletrônico (DOE) do Mato Grosso do Sul.  

Conforme o extrato do mais recente termo aditivo divulgado pela Sefaz, esse contrato recebe um acréscimo percentual de 18,50% do valor inicial, que corresponde R$8.832.000,00 a mais, fazendo o montante global passar agora para o total de R$90.472.250,00.

Segundo consta no edital do pregão eletrônico para a contratação dos serviços de técnicos de informática, para sustentação e desenvolvimento de novas funcionalidades no Sistema de Planejamento e Finanças (SPF) que atenderia as necessidades da Sefaz, é dividida em dois itens, sendo serviços técnicos de informática para: 

  • 001 - desenvolvimento de novas funcionalidades, adequação, aprimoramento, evolução, modernização 
  • 002 - sustentação, manutenção e suporte técnico do SPF incluindo os novos módulos desenvolvidos

Portanto, aqui é importante esclarecer que o primeiro item em si, por não haver critérios de continuidade dos serviços (entrega determinada e específica), não é cabível a renovação, com a prorrogação válida apenas aos serviços contínuos de manutenção, sustentação e suporte técnico. 

Nesse caso, a prorrogação pode acontecer até um limite de sessenta meses, o que corresponderia a uma dilatação de prazo do contrato que pode chegar até setembro de 2027. 

Esse dito SPF seria o sistema que é responsável por todos os processos financeiros e contábeis, o que envolveria desde análise das demonstrações contábeis e conciliações bancárias; atualização, pagamento e acompanhamento da dívida pública, entre outros, basicamente unificando as ações administrativas. 

Todas as funções a serem desempenhadas pela contratada possuem classificação individual, conforme o devido grau de complexidade, e, portanto, necessitam de avaliação sobre essa variação técnica e de esforço, sendo passível de execução de atividades que passam por:

  1. Análise e Projeto
  2. Codificação
  3. Testes
  4. Gerência de Configuração
  5. Suporte e Desenvolvimento
  6. Design e UX (do termo em inglês User Experience)  
  7. IA/Machine learning (Inteligência Artificial e aprendizagem autônoma em cima da base de dados) 
  8. Plataforma Alta (Mainframes = computador de grande porte)
  9. Supervisão Técnica e
  10. Geração de Demonstrativos Contábeis

Quanto à dotação orçamentária, essa licitação foi custeada com recursos de financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), através do Projeto de Modernização da Gestão Fiscal do Estado de Mato Grosso do Sul (PROFISCO II-MS/Contrato de Empréstimo Nº 4597/OC-BR).  

 

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FIM DA ESCALA 6X

Mais de 239 mil trabalhadores de MS seriam beneficiados com fim da escala 6x1

Modelo de jornada de trabalho proposto já tem mais de 350 mil trabalhadores na escala 5x2 e redução de carga semanal de 44 para 40 horas alcançaria 578,5 mil trabalhadores sul-mato-grossenses

25/05/2026 10h30

Arquivo/Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Em semana decisiva para a PEC da 6x1, dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostraram que em Mato Grosso do Sul mais de 239,5 mil trabalhadores seriam diretamente beneficiados com o fim da jornada de trabalho que opera com apenas um dia de descanso na semana.

Conforme os dados divulgados pelo MTE, o número de 239.545 trabalhadores   corresponde ao total de pessoas no estado que atualmente atuam no modelo 6x1 e que com a alteração na lei passariam a trabalhar na escala 5x2, que é proposta. 

O estado sul-mato-grossense possui hoje 350.846 trabalhadores inseridos no regime 5x2, com carga horária de 40 horas semanais, o que equivale a 59,43% do total identificado de trabalhadores.  Do outro lado, são 40,7% de trabalhadores submetidos a escala 6x1.

O Governo do Brasil elenca a pauta como prioritária e formalizou o envio ao Congresso Nacional no dia 13 de abril, como de urgência constitucional. O Projeto de Lei também  reduz o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado, além de proibição de qualquer redução salarial. 

Segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva,  o objetivo garante ao trabalhador tempo com a família, para lazer, cultura, descanso e com reflexo positivo na produtividade. Em seu discurso de pronunciamento no primeiro dia deste mês, feriado do trabalho, Lula reforçou a luta pelo fim da escala.

“Não faz sentido que, em pleno século 21, com toda a evolução tecnológica, milhões de brasileiros e brasileiras tenham que trabalhar seis dias por semana para descansar apenas um dia. Para as mulheres, a situação é muito mais difícil. Elas chegam cansadas do trabalho e, na maioria das vezes, ainda precisam cuidar da casa e dos filhos”.

O levantamento do MTE identificou que no Brasil são 44,7 milhões de pessoas em uma jornada de trabalho. Um terço deste total operam no regime 6x1, ou seja, 14,9 milhões de trabalhadores poderiam ser beneficiados com a mudança de jornada.

A alteração do limite para  40 horas semanais também impactaria cerca de 38,6 milhões de brasileiros e brasleiras, que cumprem cargas superiores a este número, com 40,1,  43,9 e 44 horas semanais.

Conforme o recorte para Mato Grosso do Sul, diferentes setores econômicos seriama alcançados pela mudança, especialmente nas áreas de comércio, serviços, indústria e logística, totalizando cerca de 578.575 pessoas impactadas pela redução da carga horária. 

O que diz o MS

 Na quarta-feira (20) da semana passada, o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel afirmou que não é possível mensurar o impacto do fim da escala no estado, e que "a decisão é assunto do Congresso Nacional". 

Riedel reforçou que apesar de estar em Brasília durante debates, ele não participou de tratativas sobre o tema e que por isso não consegue mensurar o impacto da alteração na economia do Estado. Ele ainda destacou que os parlamentares da bancada de MS tem autonomia para votarem conforme própria orientação e entendimento do assunto.

Em fevereiro, de oito deputados federais que conversaram com o Correio do Estado, sete afirmaram favoráveis ao fim da escala 6x1, sendo estes: Dagoberto Nogueira (PSDB), Geraldo Resende (PSDB), Vander Loubet (PT), Camila Jara (PT), Marcos Pollon (PL), Luiz Ovando (PP) e Beto Pereira (Republicanos).

O deputado federal Pollon havia assinado a emenda parlamentar que amplia as possibilidades de flexibilização trabalhista, com brecha para criar a jornada de 52 horas semanais e adiamento do fim da escala 6x1 por dez anos. No entanto, ele retirou sua assinatura desta emenda no mesmo dia de pronunciamento de Riedel, e afirmou ser contrário ao tempo de adaptação de dez anos previso no projeto. 

Os deputados Rodolfo Nogueira (PL), Dr. Luiz Ovando e Beto Pereira também assinaram a emenda e mantêm apoio à proposta junto com mais 133 parlamentares.

*Saiba

A PEC nº 148/2015, o fim da chamada escala 6x1, prevê a mudança gradual ao longo de seis anos. O texto inicial da PEC 221/2019 prevê a mesma redução gradual para 36 horas semanais, porém ao longo de 10 anos. A emenda do Centrão altera a mudança de 36 para 40 horas semanais.

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