Cidades

CORONAVÍRUS

Campo Grande: sem máscaras, multidão se aglomera em show sertanejo com Israel e Rodolfo

Hospitais de Campo Grande, assim como o evento, também estão lotados

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Duplas sertanejas realizam shows em Campo Grande, neste último sábado (12), mesmo com o aumento no número de casos confirmados da Covid-19 e falta de leitos em hospitais. 

O evento “Deu Moda Sunset” reuniu as duplas sertanejas Israel e Rodolfo e Clayton e Romário. Imagens feitas no local mostram dezenas de pessoas muito próximas umas das outras, sem máscara facial, não cumprindo as normas do decreto municipal, que proíbe aglomeração. 

A festa aconteceu no espaço Terra Nova Eventos, o espaço comporta até oito mil pessoas. A reportagem entrou em contato com a empresa organizadora do evento, mas o responsável não quis se pronunciar sobre o caso. 

O evento tinha todas as licenças necessárias, concedidas pelo município e Corpo de Bombeiros, e segundo a prefeitura da Capital, obedeceu as limitações dos decretos vigentes: de 40% da capacidade. A Guarda Municipal chegou a ser acionada, mas o evento, como ocorreu fora do horário vigente do toque de recolher, continuou normalmente. 

No Instagram da dupla sertaneja Isreael e Rodolfo, vários fãs reclamaram das condições em que o show ocorreu, com os hospitais da Capital lotados. Imagens recebidas pelo Correio do Estado, mostram aglomerações e pessoas sem máscara durante os shows. 

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De ontem para hoje a Guarda Civil Metropolitana (GCM) registrou o maior número de pessoas na rua desde a aplicação do novo horário - das 22h às 5h. Segundo divulgado, 556 pessoas não respeitaram o toque de recolher entre a noite de sábado e a madrugada de domingo (13). 

A Guarda também fechou na noite de ontem 34 estabelecimentos comerciais que continuaram abertos após às 22h. 

Boletim

De acordo com o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES), publicado neste domingo (13), em 24 horas Mato Grosso do Sul registrou 422 novos casos de Covid-19 e 18 mortes, totalizando 1.931 óbitos. 

Campo Grande continua sendo epicentro das infecções no Estado, já que agora contabiliza 52.513 casos do novo Coronavírus, a frente de Dourados, que ocupa o segundo lugar no ranking de números confirmados, com 11.294.

INFRAESTRUTURA

MS assina contratos para construção de três novas 'gameleiras' em Campo Grande

Acordos com três empresas distintas somam R$65,6 milhões empenhados para tirar unidades prisionais de baixa complexidade do papel

25/06/2026 11h15

Três novas unidades prisionais terão capacidade para abrigar até 408 internos em cada

Três novas unidades prisionais terão capacidade para abrigar até 408 internos em cada "gameleira" Reprodução/Chico Ribeiro/Divulgação-Seilog

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Firmado pelas agências estaduais de Gestão de Empreendimentos e de Administração do Sistema Penitenciário (Agesul e Agepen) com empresas distintas, os contratos que somam mais de 65 milhões de reais voltados para construção de três novas gameleiras em Campo Grande foram publicados no Diário Oficial Eletrônico (DOE) de quarta-feira (24) , um deles inclusive em edição extra. 

Seguindo a sequência do documento oficial, o contrato para construção da unidade prisional considerada de baixa complexidade "Gameleira II", de R$21.228.036,72, foi assinado com a empresa Poligonal Engenharia e Construções Ltda. 

Além deste, a primeira publicação trouxe ainda o extrato do acordo firmado com a Engetal Engenharia e Construções Ltda. Neste caso serão voltados R$22.187.208,50 para a construção da Gameleira III. 

Já em edição extra, o Governo do Estado do Mato Grosso do Sul trouxe o extrato do contrato de R$22.185.230,81 para a construção da unidade classificada como "Gameleira I", com a empresa Jac Engenharia Soluções Inteligentes Ltda.

Ou seja, a construção das três unidades prisionais de baixa complexidade somam o montante exato de R$65.600.476,03. 

Novas vagas no sistema carcerário

Na saída da Cidade Morena rumo à Sidrolândia, as três novas unidades prisionais terão capacidade para abrigar até 408 internos em cada "gameleira". Em outras palavras, essas obras devem refletir em uma ampliação de mais 1.224 vagas no sistema prisional sul-mato-grossense da Capital. 

Segundo divulgado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog) e Agepen à época da oficialização dos investimentos, essas estruturas devem contar com 30 celas por unidade, projetadas para maior organização e eficiência, com intuito de "para garantir segurança, controle e melhores condições de gestão penitenciária".

Cabe destacar que essas obras integram ainda um pacote ainda mais amplo, através do qual o Governo do Estado pretende ampliar mais de 2,4 mil novas vagas no regime fechado do sistema penitenciário sul-mato-grossense. 

 

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TJMS

Maternidade e pediatra são condenadas a pagar R$ 15 mil, por violência obstétrica

O caso aconteceu em 2019 e na ocasião a mãe sofreu violência obstétrica de natureza psicológica e verbal durante a internação para o nascimento da filha

25/06/2026 11h00

Na sentença, o juiz destacou que a autora estava em situação de extrema vulnerabilidade física e emocional

Na sentença, o juiz destacou que a autora estava em situação de extrema vulnerabilidade física e emocional FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Uma maternidade na Capital e uma médica pediátrica, foram condenadas a pagar R$ 15 mil em indenização por danos morais, após a profissional cometer violência obstétrica de natureza psicológica, contra uma mãe que esperava o nascimento da filha. O caso aconteceu em 2019. 

A sentença foi proferida pelo magistrado Wilson Leite Corrêa, através da 5ª Vara Cível de Campo Grande, que reconheceu que a profissional atuou de forma irresponsável com relação aos cuidados da mãe, que passava por um momento de extrema vulnerabilidade emocional. 

A mãe alegou nos autos, momentos de extrema angústia por não receber notícias da filha, após nascer apresentou problemas respiratórios e foi encaminhada para UTI Neonatal.

Diante desse cenário, a vítima relatou tratamento ríspido por parte da pediatra ao questioná-la sobre informações sobre a recém-nascida. 

Ainda durante o processo foi realizada uma perícia médica e apesar da falta de empatia por parte da médica, foi concluído que não houve qualquer falha técnica no atendimento prestado à criança. 

Ao concluir a sentença o juíz destacou que a autora do processo estava em situação de extrema vulnerabilidade física e emocional, por ter acabado de passar por uma cirurgia cesariana e estar separada da filha recém-nascida. 

Ele ainda complementa dizendo que “a postura adotada pela requerida, ao elevar o tom de voz e envolver-se em discussão no interior do quarto hospitalar, extrapolou os limites do mero dissabor cotidiano e configurou violência obstétrica de natureza psicológica e verbal”. 
 

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