Magistrados de primeira instância julgaram 512 mil processos ao longo de 2025, ante 469,8 mil no ano anterior
Com salários que em 2024 tiveram uma média mensal de R$ 151.256,00, conforme dados do Conselho Nacional de Justiça, os juízes de primeira instância de Mato Grosso do Sul elevam em 9% o número de ações julgadas em 2025 na comparação com o ano anterior, conforme dados divulgados pelo Tribunal de Justiça nesta segunda-feira (12).
Ao longo de 2025 foram 512.032 processos julgado, ante 469.870 no ano anterior. As decisões interlocutórias também cresceram, passando de 615.007 em 2024 para 671.351 em 2025, novamente um acréscimo de cerca de 9%. Já os despachos somaram 975.969 em 2025, frente a 939.687 no ano anterior.
Outro destaque é o volume de movimentações processuais, que alcançou 44,5 milhões em 2025, superando as cerca de 42 milhões registradas em 2024. No mesmo período, os fóruns receberam 465.558 novos processos e promoveu o arquivamento de 463.237 feitos, demonstrando equilíbrio entre entrada e saída de demandas.
MAIORES CIDADES
As comarcas de entrância especial tiveram papel fundamental no resultado. Campo Grande, maior comarca do Estado, concentrou o maior volume de trabalho em 2025, com 207.632 processos distribuídos e 272.779 julgados. A capital também liderou em despachos (449.647), decisões interlocutórias (321.662) e movimentações processuais (20.143.642), além de 239.620 processos arquivados.
Na sequência, Dourados registrou 35.704 processos distribuídos e 35.455 julgados, praticamente igualando a entrada e a saída de processos.
Três Lagoas apresentou 22.621 processos distribuídos e 19.556 julgados, com 50.588 despachos, 36.187 decisões interlocutórias e 2.152.786 movimentações processuais, além de 18.893 processos arquivados.
Em Corumbá, foram 12.291 processos distribuídos, com 13.916 julgados e 13.802 arquivamentos, demonstrando capacidade de reduzir o estoque processual.
SUPERSALÁRIOS
O aumento no número de casos julgados aconteceu no ano seguinte ao da elevação em 25,6% nos custos salariais dos magistrados estaduais. Em 2023, o custo médio era de R$ 120,354,00, deixando Mato Grosso do Sul em primeiro lugar no ranking dos magistrados mais caros do país.
Em 2024, apesar do aumento, o Estado foi superado pelo Rio de Janeiro, onde o custo médio mensal subiu de R$ 92.643,00 para R$ 162.897,00. Mas, o valor médio de R$ 151 por mês não se refere somente aos juízes de primeira instância. Os 37 desembargadores, os que recebem os salários mais altos, também estão incluídos.
A disparada nos custos não foi exclusividade de Mato Grosso do Sul. O CNJ apontou que, em média, os valores cresceram em 20% na despesa por magistrado em todo o país, passando de R$ 73.777,00 para R$ 92.752,00 mensais.
Os dados mostram que os juízes de Mato Grosso do Sul custam 63% acima da média nacional. Porém, se a comparação for Amazonas, estado onde é registrado tem o menor custo, de R$ 41.555,00, a diferença é de 263%.