Cidades

CAMPO GRANDE

Ex-PM usa escada improvisada e foge do Presídio Militar

Homem foi visto pela última vez durante a vistoria matutina; no pátio, agentes encontraram uma escada artesanal usada na fuga

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O ex-policial militar José Heleno de Oliveira Lima fugiu do Presídio Militar de Mato Grosso do Sul localizado no Complexo Penal do Jardim Noroeste, na manhã deste domingo (11). A ausência foi percebida às 6h10 durante o confere matutino.

Na vistoria, agentes encontraram uma escada artesanal, com uma rede azul, encostada no muro da unidade. O ponto por onde ele deixou o presídio não possui câmeras de vigilância.

José Heleno estava preso por furto mediante fraude e, após a fuga, passou a ser procurado pelas forças de segurança.

Velho conhecido da polícia

Mesmo tendo integrado a Polícia Militar, José Heleno construiu uma longa trajetória no mundo do crime. Ele acumula prisões desde pelo menos 2013 e tem um modo de agir que se repete.

O ex-PM costuma se passar por prestador de serviços, como técnico de TV a cabo, instalador de cercas elétricas ou profissional de manutenção, para entrar em residências. Já dentro das casas, pede ajuda ao morador para ir até outro cômodo e aproveita a distração para furtar objetos.

Em outros casos, ele se apresenta como comprador de veículos, pede para fazer test drive ou distrai o vendedor e foge com o carro.

Em 2018, foi preso no Acre por furto de automóvel e acabou identificado como autor de outros crimes semelhantes.

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CRIME

Jovem é presa com munições de fuzil e maconha em MS

A abordagem ocorreu em frente à residência da jovem

12/01/2026 11h00

No interior do veículo, os agentes localizaram munições de fuzil e outros entorpecentes

No interior do veículo, os agentes localizaram munições de fuzil e outros entorpecentes Divulgação

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Uma mulher de 25 anos foi presa em flagrante na noite de domingo (11), em Ponta Porã, após ser flagrada transportando drogas e munições de fuzil durante uma ação da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul na região da fronteira com o Paraguai.

A prisão foi realizada por equipes da Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), que desenvolviam diligências para coibir o tráfico de drogas e armas, crimes recorrentes na faixa da fronteira. Durante o trabalho investigativo, os policiais passaram a monitorar a movimentação da suspeita, que estaria utilizando um Toyota Corolla para fazer o transporte dos materiais ilícitos. 

A abordagem ocorreu na Rua Benjamin Constant, em frente à residência da jovem. No interior do veículo, os agentes localizaram cerca de dois quilos de maconha, além de 40 munições calibre 7,62, armamento de uso restrito, comumente empregado em fuzil de alto poder de fogo.

Diante do flagrante, a mulher foi encaminhada à delegacia e autuada pelos crimes de tráfico de drogas e porte ilegal de munição de uso restrito. O material foi encaminhado para perícia, e o caso segue sob investigação para apurar a possível participação de outros envolvidos no esquema.

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tribunal de justiça

No topo do ranking salarial, juízes de MS elevam produtividade em 9%

Magistrados de primeira instância julgaram 512 mil processos ao longo de 2025, ante 469,8 mil no ano anterior

12/01/2026 10h55

Ao longo do ano passado, 465 novos processos deram entrada nos fóruns. No mesmo período, 463 mil foram arquivados

Ao longo do ano passado, 465 novos processos deram entrada nos fóruns. No mesmo período, 463 mil foram arquivados

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Com salários que em 2024 tiveram uma média mensal de R$ 151.256,00, conforme dados do Conselho Nacional de Justiça, os juízes de primeira instância de Mato Grosso do Sul elevam em 9% o número de ações julgadas em 2025 na comparação com o ano anterior, conforme dados divulgados pelo Tribunal de Justiça nesta segunda-feira (12).

Ao longo de 2025 foram 512.032 processos julgado, ante 469.870 no ano anterior. As decisões interlocutórias também cresceram, passando de 615.007 em 2024 para 671.351 em 2025, novamente um acréscimo de cerca de 9%. Já os despachos somaram 975.969 em 2025, frente a 939.687 no ano anterior.

Outro destaque é o volume de movimentações processuais, que alcançou 44,5 milhões em 2025, superando as cerca de 42 milhões registradas em 2024. No mesmo período, os fóruns receberam 465.558 novos processos e promoveu o arquivamento de 463.237 feitos, demonstrando equilíbrio entre entrada e saída de demandas.

MAIORES CIDADES

As comarcas de entrância especial tiveram papel fundamental no resultado. Campo Grande, maior comarca do Estado, concentrou o maior volume de trabalho em 2025, com 207.632 processos distribuídos e 272.779 julgados. A capital também liderou em despachos (449.647), decisões interlocutórias (321.662) e movimentações processuais (20.143.642), além de 239.620 processos arquivados.

Na sequência, Dourados registrou 35.704 processos distribuídos e 35.455 julgados, praticamente igualando a entrada e a saída de processos.

Três Lagoas apresentou 22.621 processos distribuídos e 19.556 julgados, com 50.588 despachos, 36.187 decisões interlocutórias e 2.152.786 movimentações processuais, além de 18.893 processos arquivados.
Em Corumbá, foram 12.291 processos distribuídos, com 13.916 julgados e 13.802 arquivamentos, demonstrando capacidade de reduzir o estoque processual.
 

SUPERSALÁRIOS

O aumento no número de casos julgados aconteceu no ano seguinte ao da elevação em 25,6% nos custos salariais dos magistrados estaduais. Em 2023, o custo médio era de R$ 120,354,00, deixando Mato Grosso do Sul em primeiro lugar no ranking dos magistrados mais caros do país. 

Em 2024, apesar do aumento,  o Estado foi superado pelo Rio de Janeiro, onde o custo médio mensal subiu de R$ 92.643,00 para R$ 162.897,00. Mas, o valor médio de R$ 151 por mês não se refere somente aos juízes de primeira instância. Os 37 desembargadores, os que recebem os salários mais altos, também estão incluídos.

A disparada nos custos não foi exclusividade de Mato Grosso do Sul. O CNJ apontou que, em média, os valores cresceram em 20% na despesa por magistrado em todo o país, passando de R$ 73.777,00 para R$ 92.752,00 mensais.

Os dados mostram que os juízes de Mato Grosso do Sul custam 63% acima da média nacional. Porém, se a comparação for Amazonas, estado onde é registrado tem o menor custo, de R$ 41.555,00, a diferença é de 263%. 
 
 

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