Preso por esfaquear a ex-companheira no último dia 14, Vilmar Meza da Silva, de 44 anos, foi encontrado morto nesta terça-feira (6), na cela da delegacia de Rio Verde de Mato Grosso, cidade distante cerca de 200 quilômetros de Campo Grande. Ele foi preso no último domingo (4), 20 dias após tentativa de feminicídio contra a ex-cônjuge em São Gabriel do Oeste.
Com mandado de prisão preventiva expedido, foi levado para a delegacia e passou por audiência de custódia nesta segunda-feira (5). Conforme apurado pelo Correio do Estado, Vilmar foi encontrado morto em sua cela, na manhã de hoje, morto por sufocamento. O homem estava sozinho no local. O corpo será encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) e posteriormente liberado para o velório.
O crime
A professora foi esfaqueada no dia 14 de abril em São Gabriel do Oeste, cidade a 133 quilômetros de Campo Grande, após uma discussão com o ex-marido, que teria ferido a mulher 8 vezes na região do tórax, sendo três facadas profundas, atingindo órgãos vitais como pulmão, fígado, intestino e colo uterino, e cinco superficiais.
O filho da professora, uma criança de 9 anos, teria presenciado o momento em que a mãe foi esfaqueada pelo ex-companheiro.
Durante o ataque, a mulher teria se fingido de morta, esperando que o agressor fosse embora, o que aconteceu pouco tempo depois.
Assim, mesmo com a gravidade dos ferimentos, a vítima conseguiu pedir ajuda a uma vizinha. Indiamara dirigiu até o hospital da cidade e foi encaminhada à Santa Casa de Campo Grande e recebeu alta poucos dias depois.
Busque ajuda
Para denúncias em caso de violência doméstica, Campo Grande tem a Casa da Mulher Brasileira, localizada na Rua Brasília, no Jardim Imá, 24 horas por dia, inclusive aos finais de semana.
Além da DEAM, Delegacia da Mulher, funcionam na Casa da Mulher Brasileira a Defensoria Pública; o Ministério Público; a Vara Judicial de Medidas Protetivas; atendimento social e psicológico; alojamento; espaço de cuidado das crianças – brinquedoteca; Patrulha Maria da Penha; e Guarda Municipal.
Também é possível ligar para 153, o 180, que garante o anonimato, e o 190.
*Colaborou Karina Varjão


