Cidades

Licitação prefeitura

Extensão de corredor de ônibus terá investimento de R$ 32 milhões

Primeiro trecho, terá extensão de 6,90 km, entre o terminal Guaicurus e a rotatória da avenida Interlagos

DANIELLE VALENTIM

12/05/2015 - 11h32
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A Prefeitura de Campo Grande conclui neste mês, o processo de licitação do corredor sul do transporte coletivo, previsto no projeto de mobilidade urbana. São 17,28 quilômetros de corredor, que terão investimento total de R$ 32,3 milhões, só nas faixas exclusivas para os ônibus, além de R$ 27,8 milhões para o viaduto que vai substituir a rotatória das avenidas Interlagos e Gury Marques.  

O corredor que começa no Terminal Guaicurus, passa pelo Terminal Morenão, se estendendo até a Avenida Mato Grosso, passando pela Rui Barbosa, Calógeras, além de trechos da 13 de Maio e Maracaju. 

PROJETO

Na última sexta-feira foi lançado o edital de licitação do primeiro trecho, com extensão de 6,90 km, entre o terminal Guaicurus e a rotatória da avenida Interlagos. O projeto prevê o corredor no canteiro central e o recapeamento das duas pistas da avenida, com previsão de serem investidos R$ 12 milhões. As empresas poderão apresentar propostas até o dia 15 de junho às 18 horas. Nesta etapa está programado o recapeamento de ruas de acesso ao corredor, como as ruas Danda Nunes, Marques de Olinda, Filomena Segundo Nascimento e Visconde de Cairu.

Os próximos lotes do corredor abrangerão recapeamento na avenida Costa e Silva em uma extensão de 4,37 km da Olavo Vilela até a Avenida Eduardo Elias Zahran, passando pelo Terminal Morenão. O trajeto abrange uma extensão de 570 metros da Rua Carlinda Tognini, que dá acesso a Rua Rui Barbosa onde o corredor será implantado ao longo de 3,47 km, entre a Carlinda Tognini e a Avenida Mato Grosso. O outro eixo do corredor é a Avenida Calógeras, ao longo de 2,97 km , entre as avenidas Mato Grosso e Eduardo Elias Zahran. 

SEGUNDO LOTE

Antes de iniciar a licitação do Corredor Sul, a Prefeitura licitou o corredor sudoeste, que cobre o terminal Aero Rancho e o Shopping Campo Grande, passando pelo terminal Bandeirantes. Já foi dada a ordem de serviço para um trecho de 570 metros do corredor na Rua Guia Lopes da Laguna, entre a Afonso Pena e a rua Brilhante. 

A obra está orçada em R$ 700.734,66, com previsão de ser concluída em 90 dias. Os serviços incluem sinalização horizontal e vertical, além da acessibilidade. 

O projeto de Mobilidade Urbana prevê a implantação de três corredores do transporte. Além do corredor do sudoeste, estão projetados os corredores sul (centro/terminal Morenão/Guaicurus) e norte (centro/terminal General Osório/Terminal Nova Bahia). O orçamento total é de R$ 116 milhões, prevendo ainda um viaduto no cruzamento da avenida Interlagos com a Gury Marques, colocação de 500 abrigos em pontos de ônibus e quatro novos terminais de transbordo.

Operação Leviatã 2

Polícia Civil deflagra operação contra avanço do Comando Vermelho em MS; dois suspeitos morrem

Dos quatro alvos da operação, três foram localizados em Rondonópolis, no Mato Grosso, e um em Coxim

11/06/2026 17h00

Foto: Divulgação / PCMS

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deflagrou nesta quinta-feira (10) a segunda fase da Operação Leviatã, voltada ao combate à expansão da organização criminosa Comando Vermelho no Estado.

Durante a ação, quatro mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão foram cumpridos em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Dois investigados morreram após confronto com policiais em Rondonópolis (MT).

A operação foi coordenada pelo Departamento de Polícia Especializada (DPE), por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras), em conjunto com o Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), através da Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Decco).

Segundo a Polícia Civil, a investigação apura a atuação de integrantes da facção criminosa envolvidos em crimes graves praticados na região norte de Mato Grosso do Sul. Dos quatro alvos da operação, três foram localizados em Rondonópolis, no Mato Grosso, e um em Coxim.

Durante o cumprimento de um dos mandados em Rondonópolis, equipes do Garras localizaram um dos principais investigados em uma residência apontada como esconderijo da organização criminosa. Conforme a polícia, dois suspeitos reagiram à abordagem utilizando armas de fogo e passaram a representar risco aos agentes que participavam da operação.

Diante da situação, houve intervenção policial para conter a agressão. Os dois homens foram socorridos e encaminhados a uma unidade hospitalar da região, mas não resistiram aos ferimentos e morreram.

No imóvel, os policiais apreenderam armas de fogo supostamente utilizadas pelos investigados, além de uma quantidade de droga com características semelhantes à maconha. Todo o material foi recolhido para perícia e demais procedimentos de polícia judiciária.

De acordo com a Polícia Civil, a Operação Leviatã 2 integra uma série de ações permanentes de enfrentamento às organizações criminosas e ao tráfico de drogas no Estado. O objetivo é desarticular a estrutura da facção, identificar novos integrantes e impedir o avanço de suas atividades em Mato Grosso do Sul.

As investigações continuam para localizar outros envolvidos. 

Vandalismo

Campo Grande registra 113 ataques a semáforos e perde 3 km de cabos em 2026

Furtos, vandalismo e até ataques de aves comprometem a sinalização viária e obrigam prefeitura a redirecionar recursos para manutenção emergencial

11/06/2026 16h47

Foto: Divulgação

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A segurança e a fluidez do trânsito de Campo Grande vêm sendo impactadas por uma sequência de furtos e atos de vandalismo contra a rede semafórica da Capital.

Somente nos primeiros meses de 2026, a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) contabilizou 113 ocorrências envolvendo furtos, tentativas de furto e depredação de equipamentos responsáveis pelo controle do tráfego em diferentes regiões da cidade.

O balanço do órgão aponta que os casos já resultaram na elaboração de 93 boletins de ocorrência e acenderam o alerta sobre os prejuízos causados à mobilidade urbana, à segurança viária e aos cofres públicos.

Entre os danos mais significativos está o furto de aproximadamente 3 mil metros de cabos elétricos utilizados na alimentação dos semáforos. Além disso, criminosos levaram 12 controladores semafóricos, equipamentos considerados essenciais para o funcionamento e a sincronização dos cruzamentos.

A retirada desses dispositivos provoca a interrupção total da sinalização em diversos pontos da cidade, aumentando os riscos de acidentes e exigindo resposta imediata das equipes técnicas da Agetran.

Equipamentos apagados elevam riscos no trânsito

Quando um semáforo deixa de funcionar, motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres passam a depender exclusivamente das regras gerais de circulação para atravessar os cruzamentos, situação que pode gerar conflitos e aumentar a possibilidade de colisões.

Segundo Ciro Ferreira, diretor-presidente da Agetran, que conversou com a equipe de reportagem do Correio do Estado, a recuperação dos equipamentos danificados exige o deslocamento de equipes especializadas, a reposição de materiais e, em alguns casos, a reconstrução completa da estrutura comprometida.

"Quando um componente semafórico é furtado, o prejuízo vai muito além do equipamento. A população perde uma ferramenta fundamental para a organização e a segurança do trânsito, especialmente em cruzamentos de grande movimento. Essas ocorrências colocam em risco a vida de motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres, exigindo dos condutores atenção redobrada ao cruzar a via. Além dos impactos na mobilidade urbana, esses atos demandam a mobilização de equipes técnicas e de recursos públicos que poderiam ser destinados a melhorias no sistema viário. A AGETRAN permanece à disposição para atuar da forma mais ágil possível no restabelecimento dos equipamentos afetados, mas reforça a importância do apoio da sociedade no combate a esse tipo de crime", disse Ciro Ferreira.

Problema vai além da ação criminosa

Embora os furtos representem a maior parte das ocorrências, a Agetran também enfrenta outros desafios relacionados à manutenção da rede semafórica.

Neste ano, foram registradas 15 ocorrências envolvendo ataques de periquitos aos equipamentos. As aves costumam danificar componentes e fiações instaladas nos semáforos, provocando falhas operacionais que exigem reparos técnicos.

Outro problema recorrente são as colisões de veículos contra postes e estruturas de sustentação. Esses acidentes frequentemente comprometem o funcionamento da sinalização e obrigam a realização de intervenções emergenciais para restabelecer a operação dos cruzamentos.

Recursos deixam de ser investidos em melhorias

De acordo com a Agetran, os impactos financeiros dos furtos e atos de vandalismo vão além da simples reposição de peças.

Recursos que poderiam ser destinados à modernização da sinalização, ampliação da infraestrutura viária e projetos de mobilidade urbana acabam sendo direcionados para a recuperação de equipamentos danificados.

A situação gera um efeito em cadeia, retardando investimentos planejados para melhorar a circulação de veículos e a segurança dos usuários das vias públicas.

Monitoramento e manutenção diária

Para reduzir os impactos causados pelas ocorrências, a agência mantém equipes atuando diariamente no monitoramento e na manutenção dos semáforos espalhados pela Capital.

Sempre que uma falha é identificada, técnicos são mobilizados para realizar os reparos necessários e restabelecer a sinalização no menor tempo possível, minimizando os transtornos para a população.

 População pode ajudar

A Agetran orienta que qualquer irregularidade observada nos semáforos seja comunicada imediatamente à Central 156. O registro permite o acionamento rápido das equipes responsáveis e contribui para aumentar a segurança de motoristas e pedestres.

A participação da população também é considerada fundamental para auxiliar na identificação de atos de vandalismo e furtos que comprometem o funcionamento da rede semafórica da cidade.

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