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Fábrica de MDF irá gerar 400 empregos em Água Clara

Fábrica de MDF irá gerar 400 empregos em Água Clara

DA REDAÇÃO

08/04/2014 - 14h30
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O Governo de Mato Grosso do Sul assinou um termo de acordo com o grupo Asperbras – Tecnologia Industrial e Agronegócios – para a construção de uma fábrica de placas de fibra de madeira de média densidade (MDF e MDP) no município de Água Clara (MS), com investimentos de R$ 304 milhões. A indústria produzirá 200 mil metros cúbicos de placas a partir de 2017. 

O documento, em que o Estado garante incentivos fiscais aos empreendedores, foi assinado pelo governador André Puccinelli e a diretoria do grupo, na tarde de ontem (7), na Governadoria. A prefeitura de Água Clara é parceira no projeto, doando uma área de 500 mil metros quadrados para montagem da indústria, situada às margens da rodovia BR-262, e garantindo isenção tributária municipal.

A unidade de MDF da Asperbras começa ser montada em agosto deste ano e vai gerar 200 empregos diretos e 200 indiretos, com faturamento previsto de R$ 170 milhões/ano. Em uma segunda fase, industrializará painéis de madeiras chamados de MDP. O grupo já investe no Estado nos segmentos de pecuária e eucalipto, entre Água Clara e Naviraí, e tem unidades no Nordeste, Minas Gerais e São Paulo.

A unidade de MDF da Asperbras começa ser montada em agosto deste ano e vai gerar 200 empregos diretos e 200 indiretos, com faturamento previsto de R$ 170 milhões/ano. Em uma segunda fase, industrializará painéis de madeiras chamados de MDP. O grupo já investe no Estado nos segmentos de pecuária e eucalipto, entre Água Clara e Naviraí, e tem unidades no Nordeste, Minas Gerais e São Paulo.

 


 

el niño

Rio Miranda tem cheia fora de época e põe ribeirinhos em alerta

Normalmente, esta época do ano é marcada pela escassez de água nos rios e pelas queimadas na região pantaneira de Mato Grosso do Sul

12/10/2026 10h44

Na régua instalada na ponte da MS-339, próximo da cidade de Miranda, o nível do rio atingiu 6 metros nesta segunda-feira (12)

Na régua instalada na ponte da MS-339, próximo da cidade de Miranda, o nível do rio atingiu 6 metros nesta segunda-feira (12)

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Possivelmente por conta do El Niño, que está trazendo chuvas fortes bem mais cedo a boa parte de Mato Grosso do Sul neste ano, o nível do Rio Miranda amanheceu em 6 metros na régua instalada na ponte da MS-339, próximo da região urbana de Miranda na manhã desta segunda-feira (12). Depois que o nível passa dos 5,5 metros ele já começa a transbordar e entra no chamado nível de alerta. Quando passa dos 6,5 metros, a situação é classificada como sendo de emergência.

Porém, somente depois que passa dos 6,4 metros é que começa a invadir residências na cidade, segundo o coordenador municipal da Defesa Civil, Flávio Nogueira Machado, que tem 49 anos e garante nunca ter visto uma cheia deste tamanho do Rio Miranda nesta época do ano.

Normalmente, segundo ele, as cheias do Rio Miranda ocorrem nos meses de fevereiro e março, depois que todos os seus afluentes já estão com alto volume de águas e o solo já está encharcado. "Nunca vi nada parecido no começo de um mês de outubro, quando o período chuvoso está só começando". 

“O normal para esta época seca e queimada em toda a região pantaneira. Não tenho a medição exata da quantidade de chuva ao longo da última semana, mas acredito que tenham sido em torno de 300 milímetros”, diz.

Somente durante a noite passada o nível subiu 50 centímetros e na manhã desta segunda-feira a Defesa Civil da cidade estava se preparando para um possível auxílio na retirada de famílias ribeirinhas. “A gente espera que até amanhã o rio chegue a até 6,5 metros e aí vai invadir muitas casas. E mesmo a gente fazendo alertas, as famílias só saem depois que a água tomou conta”, afirma.

Há uma semana, lembra ele, o nível do Miranda estava em 2,1 metros na régua da ponte. “Graças a Deus choveu muito nos últimos dias e foi no Pantanal inteiro. Agora os cardumes de peixes podem subir o rio tranquilamente e acabou de vez o risco de queimadas no Pantanal”, comemora o chefe da Defesa Civil em meio aos preparativos para um possível resgate de ribeirinhos.

Para ele, os benefícios da chuva abundante são bem maiores que alguns transtornos que elas provocam. E, apesar da expectativa  de que continuasse subindo ao longo desta segunda-feira, possivelmente não passaria muito dos 6,5 metros.

Isso porque no distrito de Águas do Miranda, localizado às margens da MS-345, o nível começou a baixar nas últimas horas depois de chegar perto do ponto de transbordamento no sábado e domingo.

E não é somente o Miranda que está com cheia atípica neste ano. O Rio Aquidauana chegou a quase seis metros na cidade como o mesmo nome neste final de semana. Neste caso, porém, ele só provoca alagamentos depois que se aproxima dos oito metros.

Os dois rios se juntam próximo à região do Passo do Lontra, um dos mais importantes pontos turísticos e de pesca no Pantanal, localizado às margens da Estrada Parque e do Rio Miranda. Nesta região, segundo Rogério Iehle, proprietário de um pesqueiro, “o rio já subiu muito e ainda tem muita água para descer”.

E, pela quantidade de água que está por via, existe a possibilidade de alagamentos significativos no Pantanal dominado pelo Rio Miranda em uma época totalmente atípica. Pantaneiro antigo, ele não se recorda de outro ano em que tenha descido tanta água para aquela região nesta época do ano.

Na região norte do Estado, o Rio Taquari também entrou em sinal de alerta nas últimas duas semanas e provocou grandes inundações ao longo de suas margens na região pantaneira, além de colocar a defesa civil de Coxim em alerta.

CATOLICISMO

Romaria de Nossa Senhora Aparecida leva milhares às ruas de Campo Grande

Católicos participam de procissão, caminhada, romaria, oração e missa; celebrações ocorrem em diferentes pontos da Capital

12/10/2026 10h15

Fiéis se encontraram na Paróquia Santa Rita de Cássia e seguiram em procissão até o Centro de Formação São Vicente Pallotti

Fiéis se encontraram na Paróquia Santa Rita de Cássia e seguiram em procissão até o Centro de Formação São Vicente Pallotti MARCELO VICTOR

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Romaria da Padroeira do Brasil reúne milhares de fiéis nas ruas de Campo Grande, nesta segunda-feira (12), feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida, celebrado anualmente em 12 de outubro em todo o País.

Família e amigos de diferentes paróquias e comunidades católicas se uniram em procissões e missas para celebrar a data.

Devotos aproveitam a ocasião para agradecer pelas graças alcançadas, cumprir promessas e pedir proteção e bênçãos.

A programação especial inclui procissão, caminhada, romaria, oração, missa, almoço, bingo e sorteios.

De acordo com o Padre Nori, a estimativa é que pelo menos três mil fiéis, das Paróquias Santa Rita de Cássia, Matriz Divino Espírito Santo e São Martinho de Lima, caminhem em romaria por cerca de três quilômetros e se reúnam na Casa de Formação São Vicente Pallotti para celebrar a data.

Confira a programação:

  • Paróquia Santa Rita de Cássia: procissão às 6h, com saída da Comunidade Maria Mãe. Uma segunda saída está prevista para as 8h, da Comunidade Matriz Santa Rita de Cássia. Às 9h, será celebrada missa no Centro de Formação São Vicente Pallotti.
  • Comunidade Matriz Divino Espírito Santo: concentração às 6h30, na Rua Galeão, 730, no Aero Rancho, seguida de procissão até o Centro de Formação São Vicente Pallotti. Os participantes se encontrarão com fiéis das comunidades Santa Rita de Cássia e São Martinho de Lima.
  • Paróquia São Martinho de Lima: concentração para a procissão às 7h30, na Rua Barão de Limeira, 1683, no Bairro Pioneiros. A comunidade aguardará a chegada dos fiéis que seguirão em procissão a partir da Paróquia Divino Espírito Santo.

Técnica em farmácia de manipulação, Rosimar da Silva Segretto, é devota há anos e conquistou inúmeras bençãos através da fé.

Fiéis se encontraram na Paróquia Santa Rita de Cássia e seguiram em procissão até o Centro de Formação São Vicente PallottiRosimar da Silva Segretto é devota de Nossa Senhora Aparecida. Foto: Marcelo Victor

“Faz anos que eu participo aqui na paróquia, não me vejo em outra religião. Eu fico arrepiada só de falar, é muito emocionante estar aqui. Servir o próximo é tão bom, é tão gratificante, porque você dá sem receber nada em troca, o que você ganha? Saúde e bençãos. Eu recebi muitas bençãos e algumas delas são a compra da minha casa e o nascimento da minha fila”, contou emocionada.

Professora, Marinês Alves Ribeiro Baptista, afirmou que a data é importante para orar, devotar e agradecer.

Fiéis se encontraram na Paróquia Santa Rita de Cássia e seguiram em procissão até o Centro de Formação São Vicente PallottiMarinês Alves Ribeiro Batista é devota da Paróquia Santa Rita de Cássia, em Campo Grande. Foto: Marcelo Victor

“A data significa muita devoção, muito agradecimento e muita fé em Nossa Senhora Aparecida. Nós participamos todos os anos e acolhemos cada pessoa”, disse.

Padre Pallottino Wellignton é servo em Porto Alegre (RS) mas está em Campo Grande (MS) para celebrar uma das datas mais importantes do calendário cristão.

“Essa data tem três importâncias fundamentais. Primeiro, é a Padroeira do nosso país e para nós, católicos, é muito importante rezar pela nação. O segundo motivo de importância é porque venerar a mãe de Jesus significa reconhecer aquilo que Deus faz em favor do seu povo. E o terceiro motivo, que é muito importante, é a reunião de todo esse povo simples que se une para viver a sua fé e tudo aquilo que espiritualmente e também financeiramente aqui é arrecadado, depois é distribuído nas paróquias, nas suas pastorais e movimentos para o serviço tanto religioso quanto assistencial”, explicou.

As romarias ocorrem em diferentes pontos de Campo Grande. No restante da cidade, outros fiéis de outras paróquias/comunidades caminham em procissão e celebram missas.

Fotos: Marcelo Victor 

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