Cidades

SITUAÇÃO NA CAPITAL

Falta de comida em campi afeta mais de mil estudantes do IFMS

Suspensão do fornecimento da alimentação escolar atinge apenas unidade do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul de Campo Grande e não há previsão de normalização do serviço

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Instituto Federal de Mato Grosso do Sul, o IFMS informou que a suspensão do fornecimento da alimentação escolar, que afeta mais de mil estudantes, ainda não foi regularizada nesta segunda-feira (13), restringindo-se apenas à unidade da Capital e ainda sem previsão de quando deve ocorrer a normalização das atividades. 

Ao Correio do Estado, o Instituto Federal do Mato Grosso do Sul esclareceu que a falta de comida afeta apenas a unidade de Campo Grande, que fica localizada na rua Taquarí, número 831, no bairro Santo Antônio. 

Parte dos objetivos estratégicos do Instituto, estabelecido através do Plano de Desenvolvimento Institucional do IFMS 2024-28, essa alimentação escolar, que consiste em lanches e refeições, é normalmente oferecida aos dez campi presentes no Mato Grosso do Sul, com algumas diferenças. 

Para as unidades de Aquidauana, Corumbá, Coxim, Naviraí e Três Lagoas, por exemplo, o IFMS serve a chamada "merenda quente", tratando-se de refeições completas que são preparadas nos respectivos e próprios campi.

Essa modalidade de "prato-feito" contempla ainda o município de Jardim, onde há uma parceria com a prefeitura, que por sua vez fica responsável por preparar os alimentos. 

Enquanto em Nova Andradina também são servidas refeições e um alimento complementar, a alimentação escolar dos campi de Dourados, Ponta Porã e também Campo Grande acontece através do fornecimento de lanches por empresas contratadas. 

Essa suspensão do serviço na Capital afeta mais de mil estudantes, já que, conforme o Censo Escolar de 2025, elaborado através do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a unidade de Campo Grande conta com 1.231 matrículas.

Sem comida

Como repassado pela instituição, a suspensão acontece em razão de uma decisão judicial, com o fornecimento interrompido até o momento e sem uma previsão de quando deve ocorrer a normalização do serviço. 

"Esclarecemos que a suspensão decorre de decisão judicial que resultou na paralisação das atividades da empresa responsável junto a toda a Administração Pública, não havendo qualquer vínculo entre o contrato firmado com o IFMS e o mérito da referida decisão judicial", cita o IFMS em nota divulgada à imprensa. 

Vale lembrar que, ainda em 1° de abril, o IFMS lançou o Questionário de Segurança Alimentar, levantamento esse feito pela pró-reitoria de ensino para avaliar os acessos dos estudantes à alimentação. 

Como bem esclarece o nutricionista do IFMS, Murillo Penze Cardoso, o questionário busca levantar pontos que vão além da disponibilidade de alimentos, questionando entre outros pontos preocupação com a falta; se as famílias desses alunos estão preocupadas em reduzir quantidade e/ou qualidade das refeições, e se há até mesmo a ausência de comida por falta de recursos.

Por fim, a governança do IFMS indica que os setores competentes foram acionados, para adoção das medidas necessárias para que a situação se regularize, com o intuito de que o serviço seja retomado "o mais breve possível". 

 

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TENTATIVA DE GOLPE

Golpistas tentam aplicar golpe com nome da Agetran

Contato oficial da Agência é feita por Correios, aplicativos oficiais e publicação no Diário Oficial do município

13/04/2026 11h28

Divulgação

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A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) divulgou nessa segunda-feira (13), que golpistas estão utilizando o nome e imagem da instituição para aplicar golpes por meio de mensagens no WhatsApp à população.

O golpe enviava uma mensagem pronta informando à vítima sobre uma falsa notificação administrativa. A Agetran em nota informou que "não realiza o envio de notificações ou autuações por meio do aplicativo WhatsApp".

E ainda reforçou que todas as notificações oficiais da Agência relacionadas a infrações de trânsito chegam exclusivamente por meio de canais oficiais, sendo eles: correspondência enviada pelos Correios, pelo aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CNH Brasil) e por meio de publicações no Diário Oficial do Município.

Quanto as infrações de mobilidade, como estacionar sobre faixas e ciclovias, dirigir sem atenção, manusear celular, e alta velocidade, por exemplo, são comunicadas também por correspondência enviada pelos Correios, e por equipes de fiscalização devidamente identificadas, além de publicações no Diário Oficial do Município.

A Agetran orienta que em caso de recebimento de mensagens desse modelo, o cidadão:

não realize qualquer tipo de pagamento;
não forneça dados pessoais;
desconsidere o contato realizado e verifique os outros canais oficiais de comunicação do órgão;

Segundo informações, ainda estão sendo investigadas os fatos, possíveis vítimas e responsáveis pela tentativa de golpe. Bem como estão tomando medidas cabíveis pelo uso indevido do nome da instituição.

Em caso de dúvidas ou necessidade de esclarecimentos, a sede da Agência Municipal de Transporte e Trânsito fica disponível para esse serviço das 07h30 às 13h, na avenida Gury Marques, 2395, no bairro Universitário.

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DISPUTA POR MANSÃO

Secretaria publica vacância em cargo do fiscal morto por Bernal

Roberto Carlos Mazzini era pertencente ao quadro permanente de pessoal do Estado de Mato Grosso do Sul, com vacância se dando pela morte do servidor no último dia 24 de março

13/04/2026 10h57

Fiscal tributário foi morto quando tentava tomar posse de casa que havia comprado em leilão

Fiscal tributário foi morto quando tentava tomar posse de casa que havia comprado em leilão Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Através do Diário Oficial Eletrônico (DOE) de Mato Grosso do Sul, a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) anunciou nesta segunda-feira (13) a vacância para o cargo de fiscal tributário após a morte de Roberto Carlos Mazzini pelas mãos do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal. 

Conforme o texto assinado pelo secretário de Fazenda de Mato Grosso do Sul, Flávio César Mendes de Oliveira, fica declarada a vacância para o cargo de Fiscal Tributário Estadual na Sefaz. 

A resolução aponta que Roberto Carlos Mazzini era pertencente ao quadro permanente de pessoal do Estado de Mato Grosso do Sul, com a vacância se dando justamente pela morte do fiscal no último dia 24 de março.

Localizada na Rua Antônio Maria Coelho, número 3242, no Bairro Jardim dos Estados em Campo Grande, uma mansão que acumula dívidas de Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) que chegam na casa de R$345 mil, foi palco da morte do fiscal. 

Sobre a mansão, vale destacar que a casa de 680 metros quadrados foi tomada pela Caixa e, após o arremate pelo leilão, estava nessa disputa de posse, sendo que Mazzini mantinha a  tinha a esperança de receber em torno de R$ 850 mil do ex-prefeito a título de aluguel mensal de R$ 24,1 mil retroativo a abril de de 2023, quando o banco tomou a casa de Alcides Bernal. 

Além disso, o valor do IPTU é alto, R$344.923,14, já que essa casa trata-se de uma construção antiga, com área construída localizada em área nobre da Capital, em um terreno de 1,4 mil metros  quadrados.

Para fins de comparação das dimensões dessa mansão, um terreno convencional, de 12 metros por 30, soma um total de 360 metros quadrados. 

Relembre

Como já abordado amplamente pelos noticiários locais, Roberto Carlos Mazzini chegou na residência junto de um chaveiro, identificado como Maurílio da Silva, antes das 13h. 

A morte do fiscal tributário, Roberto Carlos Mazzini, pelas mãos do ex-prefeito da Capital, Alcides Bernal, foi captada pelas câmeras de circuito interno privado que fazem o monitoramento da mansão. Nas mãos da polícia, devem ajudar a esclarecer os fatos na disputa por esse imóvel onde o crime foi registrado. 

Sendo que o portão social foi aberto por volta de 12h56, após conseguirem acesso ao imóvel, Roberto e Maurílio foram rumo à porta de entrada. Alcides Bernal teria chegado na mansão às 13h44.

"Pelas imagens de câmeras fornecidas pela empresa, o senhor Alcides Bernal chegou ao local em seu veículo, desceu do veículo já com uma arma de fogo, foi em direção à vítima, e efetuou dois disparos", cita o texto oficial do boletim de ocorrência. 

Em um primeiro momento, o crime envolvendo o radialista, vereador por dois mandatos e ex-prefeito, foi noticiado como uma recusa de Bernal em entregar o imóvel que em um primeiro pregão ainda em 2023 foi ofertado por R$3,7 milhões, mas ninguém se interessou. 

Posteriormente, a vítima Roberto Carlos Mazzini foi identificada como fiscal tributário da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), considerado um dos cargos mais cobiçados do Executivo Estadual, acabou comprando a mansão quando o valor caiu para R$2,4 milhões.

Ainda em 24 de março, o ex-prefeito de Campo Grande justificou que matou a tiros fiscal tributário na tarde desta terça-feira (24), “para se defender”, com a defesa apontando que Bernal inclusive teria acionado os bombeiros e que "não sabia da morte". 

 

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