Cidades

CAMPO GRANDE

Família vive horas de terror na mão de criminosos do Comando Vermelho

Devido à violência das agressões uma das vítimas segue hospitalizada e apenas dois dos cinco suspeitos foram detidos pela ação criminosa

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Moradores do bairro Universitário, uma família de Campo Grande passou horas de terror na mão de criminosos do Comando Vermelho (CV), após os ditos integrantes da organização criminosa invadirem uma residência e renderam os proprietários com violência, enquanto vários itens eram subtraídos junto dos automóveis que estavam na casa. 

Conforme o boletim de ocorrência, a família relatou que pelo menos cinco indivíduos encapuzados e com armas de fogo em punho adentraram a residência e renderam as vítimas, no caso que seria posteriormente registrado como roubo majorado pela restrição da liberdade da vítima e associação criminosa. 

Entre os itens que, segundo repassado pelo Batalhão, somam um prejuízo de R$80 mil, estavam por exemplo: 

  • 01 VW New Beatle 
  • 01 GM Celta
  • 01 Ar condicionado LG 9000 BTUs
  • 01 antena Star Link
  • 01 IPhone XR
  • 01 Xaiomi Red Mi Note 50
  • 02 correntes de ouro pequenas 

Informados sobre o roubo a uma residência, onde as vítimas estariam mantidas em restrição de liberdade, via Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) os agentes do Batalhão de Choque foram atualizados de que os dois veículos roubados pelos integrantes da quadrilha estavam transitando pela BR-163. 

Nessa ação criminosa, foram roubados um Volkswagen New Beetle amarelo e um Celta da cor vermelha, que os supostos integrantes do CV estariam usando para ir rumo ao distrito de Anhanduí. 

Ainda durante o deslocamento, já próximo ao quilômetro 438 da rodovia, no contrafluxo da via foi possível avistar primeiro o New Beetle, seguido pelo Celta com ambos tomando a direção de retorno à Campo Grande. 

Perseguição

Segundo repassado pelo BPChoque em nota, num primeiro momento foi tentada uma abordagem através da sinalização sonora e luminosa na via, que foi desobedecida por ambos os veículos, que optaram por empreender fuga. 

Em uma perseguição que rendeu alguns quilômetros de acompanhamento, o Celta pôde ser abordado pelos agentes do Batalhão de Choque, enquanto o New Beetle só foi localizado distante dali em uma estrada vicinal. 

Sendo que esse New Beetle teria colidido com uma cerca, localizado abandonado, os policiais chegaram a fazer uma varredura na área de mata do local mas não conseguiram encontrar os suspeitos pelo crime. 

Já no Celta foram abordados dois indivíduos, sendo uma mulher de 39 anos que conduzia o veículo, junto de um masculino de 18 anos como passageiro. 

Durante vistoria, no porta-malas desse carro foi encontrado aparelho de ar-condicionado subtraído da residência, bem como duas mochilas, uma antena do tipo Starlink e uma carteira de bolso de cor preta que seria um pertence da vítima. 

Além disso, ao revistar o passageiro os agentes puderam localizar também a corrente de ouro com pingente e uma pulseira dourada que seriam da vítima.

Horas de terror

Sendo que entre as vítimas desse roubo estavam um homem de 55 anos e uma senhora de 76, essas duas pessoas relataram aos agentes que viveram horas de violência e verdadeiro terror no interior da própria residência na mão dos criminosos. 

Sobre a ação, a mulher detida confessou que seria moradora de Goiânia (GO), contratada para participar desse roubo e levar o veículo até a região de fronteira, sendo que receberia cerca de R$3,5 mil e teria chegado na Capital no último dia 03. 

Além dela, o indivíduo que estava de passageiro também confirmou não ser local, morador do município mato-grossense de Várzea Grande, chegando em Campo Grande em 06 de março, também contratado para participar do roubo. 

Eles relataram que ficaram hospedados em uma pousada até que os comparsas chegassem, uma vez que supostamente seriam integrantes da organização criminosa batizada de Comando Vermelho (CV), todos vindos do Mato Grosso. 

Aos agentes, o indivíduo apreendido disse que junto de outro comparsa não localizado eles seriam os responsáveis por render as vítimas num primeiro momento, o que abria a possibilidade dos demais suspeitos entrarem aos imóveis sem maiores preocupações. 

Sobre as horas de terror vividas, as vítimas identificaram as características desse um suspeito preso pela ação, confirmando ao Batalhão que esse teria sido o mais agressivo durante todo o tempo que estiveram no interior da casa enquanto o roubo acontecia. 

Inclusive, devido à violência dessas agressões, uma das vítimas segue hospitalizada e sob os cuidados médicos. 

 

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REDE ESTADUAL

Estado passa a servir café da manhã para 19 mil alunos da área rural

Estudantes de comunidades rurais e assentamentos que frequentam o Ensino Público Estadual ganharam refeição extra com início do ano letivo de 2026

12/03/2026 10h25

Saul Schramm/Secom-MS

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Com 19 mil estudantes de áreas rurais que estudam na Rede de Ensino Pública do Estado (REE/MS), o Governo de Mato Grosso do Sul passou a oferecer café da manhã como refeição extra à esses alunos durante o ano letivo de 2026.

Atualmente a Rede Estadual atende 180 mil estudantes ao todo em 352 escolas espalhadas pelo Estado.

De acordo com a Secretaria de Estado de Educação (SED), a novidade é para atender exclusivamente as crianças e adolescentes de áreas rurais. A motivação é devido a logística de locomoção desses alunos até chegarem à escola.

Na Escola Estadual Zumbi dos Palmares são 90 alunos da área rural que moram na comunidade, assentamentos próximos e ganharam a refeição extra. A unidade fica na comunidade quilombola de Furnas do Dionísio, no município de Jaraguari e atende a partir do 6º ano ao 9º ano do ensino fundamental de forma integral, além do ensino médio no período noturno.

A aluna do 8º ano, Ludmila Silva, relata a importância do café manhã, principalmente, pelo tempo entre a hora que estudantes da zona rural acordam e o horário que de fato começam as aulas.

“Eu achei muito legal servir o café da manhã. Porque a gente sai muito cedo de casa, alguns 4h30 e 5h da manhã, aí não dá tempo de comer. O que servem é suficiente, assim a gente não fica de barriga vazia e consegue estudar normalmente”.

De acordo com as informações o café da manhã é servido pontualmente às 07h, horário que os alunos já chegaram e aguardam o início da aula.

A funcionária que prepara as merendas da unidade, Valéria Martins, inicia o processo antes de os alunos chegarem e também nota a necessidade de um reforço alimentar para as crianças e adolescentes.

“É muito bom para eles. Alguns moram longe, são pequenos e saem naquela correria de casa, acordam e não comem nada. Então chegam na escola e já tem algo para comerem aqui”.

No cardápio estão inclusos leite com chocolate, biscoitos e frutas, e além dessa primeira refeição, todas as escolas da REE oferecem lanches conforme o período de funcionamento dos estudos.

Em escolas integrais são oferecidos dois lanches, durante o intervalo da manhã e da tarde, além do café da manhã. Outras escolas de apenas um período oferecem lanche conforme o horário de aula dos alunos.

Segundo a SED, a Rede Estadual atende 19 mil alunos de área rural que estudam em escolas nas localidades rurais e também os que utilizam do transporte escolar para estudar na área urbana. De acordo com a Coordenadoria de Alimentação Escolar da SED, ao todo são 4,6 milhões de refeições entre lanches e almoços, para atender as 352 unidades escolares.

O diretor da escola, Marcos Antônio Reichel, conta que professores relataram o aumento no rendimento e concentração dos alunos desde o início do ano letivo, quando o café da manhã passou a ser servido.

“É extremamente importante a alimentação completa e adequada. As crianças têm uma longa viagem até chegar à escola. Alguns permanecem de duas ou até mais horas dentro do transporte escolar. Então, quando a criança chega, já chega com fome. Os professores já perceberam uma melhora em relação à questão da concentração”.

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SAÚDE

Dois anos após anúncio, licitação do Hospital Municipal fracassa na Capital

Prefeitura de Campo Grande publicou no Diário Oficial o resultado do certame fracassado

12/03/2026 08h10

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Dois anos e meio após anúncio de que a Capital teria um Hospital Municipal, a Prefeitura de Campo Grande publicou no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) o resultado da licitação para a contratação da empresa, que resultou em fracasso.

Em setembro de 2023 o então titular da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande (Sesau), Sandro Benites, convocou uma coletiva de imprensa para dizer que, dentro de um ano, a prefeitura deveria ter um Hospital Municipal. O anúncio contou com a presença da prefeita Adriane Lopes (PP).

Na época, nem projeto e nem local determinado para o hospital foram definidos. O anúncio da licitação só ocorreu muitos meses depois, em julho de 2024.

Ontem, porém, uma publicação no Diogrande pausou novamente o “sonho” de um Hospital Municipal.

Conforme o relatório da concorrência, feito pela Secretaria Especial de Licitações e Contratos (Selc), em sessão na terça-feira ficou estabelecido que o certame resultou fracassado “em virtude do não atendimento às condições de participação do certame pelas empresas participantes”.

Segundo nota da Sesau, o certame ficou mais de um ano paralisado por questionamentos da justiça e só foi retomado na semana passada. Após o fracasso desta tentativa, um novo edital deverá ser publicado, porém, a administração não deu data para quando o texto com as mudanças deve sair.

“Diante desse cenário, a Secretaria de Compras e Licitação avaliou que a demanda administrativa que motivou a contratação permanece necessária à prestação das atividades públicas, razão pela qual está sendo realizada a republicação do edital. Ressalta-se que as peças técnicas permanecem inalteradas. Nesse contexto, foram realizados apenas ajustes pontuais de caráter técnico no edital, com o objetivo de conferir maior clareza e segurança jurídica ao certame. Todas as informações constarão no edital republicado, disponível nos canais oficiais”, informou a Sesau, por meio de nota.

Terreno onde será construído o hospital serve de estacionamento - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

PROJETO

O projeto do Hospital Municipal de Campo Grande prevê que o local, que será construído em terreno localizado entre a Rua Raul Pires Barbosa e Rua Augusto Antônio Mira, no Bairro Chácara Cachoeira, terá 259 leitos, destes, 49 serão para pronto atendimento – 20 leitos de Centro de Terapia Intensiva (CTI) , 10 pediátricos e 10 adultos –, e 190 leitos de enfermaria (60 pediátricos, 60 adultos para homens e 70 adultos para mulheres).

O espaço terá Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para adultos e pediátrica, 10 salas de cirurgia, 53 consultórios e 19 salas de exame, incluindo audiometria, eletrocardiograma, eletroencefalograma, eletroneuromiografia, ecocardiograma, ergometria, hemodinâmica, mamografia, radiografia, ressonância magnética, tomografia, ultrassonografia, endoscopia e colonoscopia.

O hospital ainda prevê quatro pavimentos – um subsolo, térreo, primeiro e segundo andares –, além de um centro de diagnósticos, laboratório, guarita, jardim e estacionamento com 225 vagas. No total, o hospital ocupará uma área de 14.914 metros quadrados.

Na época do primeiro edital o investimento previsto na construção era de R$ 210 milhões. O mobiliário, incluindo móveis, equipamentos médicos e hospitalares, teria um custo aproximado de R$ 80 milhões.

A manutenção de elevadores, jardim, ar-condicionado, segurança, dedetização e outros serviços, denominada facilite, tinha previsão de um gasto aproximado de R$ 20 milhões ao ano e ficará a cargo da empresa que construir o prédio. A previsão é de que a obra, quando for iniciada, dure 24 meses.

MODELO

Para tirar o hospital do chão a prefeitura pretende fazer um contrato no modelo “Built to Suit”, no qual a empresa vencedora do certame será a responsável pela construção do local, aquisição dos equipamentos e mobiliário que serão necessários para o funcionamento do complexo hospitalar e a prestação de serviços de manutenção e operação das instalações.

No primeiro edital, a prefeitura estipulou um teto mensal para o valor do aluguel que será pago para a empresa que vencer a licitação após a entrega da unidade funcionando, de até R$ 5.142.403,37, o que em 20 anos totaliza R$1.234.176,808,80.

*Saiba

Duas empresas haviam apresentado proposta para a construção do Hospital Municipal de Campo Grande, a Health Brasil Inteligência em Saúde Ltda e a F. C. Brito Neres Engenharia & Serviços Ltda.

A primeira, que já chegou a ter contratos investigados pelo MPMS por suspeita de corrupção, ofereceu R$ 5.142.403,37, o teto estipulado. Já a segunda pediu R$ 5.137.400,37. Ambas foram desclassificadas

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