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Famílias da Comunidade do Mandela irão receber cerca de 220 novas habitações até o ano que vem

O documento foi assinado nesta manhã (03) durante solenidade que contou com a presença de autoridades e representantes da comunidade

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Na manhã desta terça feira (03), a  prefeitura de Campo Grande anunciou o lançamento de uma ordem de serviço que visa a construção de 220 casas para as famílias da Comunidade do Mandela, na região norte da Capital. As obras, na teoria, ficarão prontas até 2024.

Na solenidade, foi assinado o contrato da obra das unidades habitacionais do Residencial Mandela l, ll e lll.

Durante coletiva de imprensa, a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PATRIOTA), contou sobre como serão os trâmites da construção das residências. 

“Estamos hoje (03) lançando a primeira etapa da construção de duzentas e vinte casas que serão construídas para o atendimento das famílias aqui da comunidade do Mandela.”, informa a prefeita.

Adriane conta que, juntamente com as secretarias, a prefeitura tem realizado o acompanhamento das famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica na comunidade do Mandela.

A prefeita afirma que pretende levar às comunidades não apenas moradias, mas também “trazer a FUNSAT gerando novas possibilidades, não só de moradia, mas fazendo justiça social atendendo com assistência social, mas também encaminhando eles pro mercado de trabalho para que eles possam evoluir, crescer e sair dessa condição de vulnerabilidade social”.

Adriane afirma que o investimento para a construção das casas é do caixa da prefeitura, de recursos do município de Campo Grande. Apesar disso, a prefeita não soube informar a quantidade de recursos que serão destinados às construções.

“Eu não vou dizer o valor aqui ainda, porque nós estamos ainda levantando, mas assim, investimento próprio do município para as 220 moradias, atendendo a essa comunidade que é uma das comunidades mais vulneráveis da nossa cidade e que tem solicitado a presença do poder público”, discorre a mandatária.

Além dessas questões, Adriane afirma seu secretariado tem acompanhado as demandas da comunidade e conta que, durante os períodos de chuva, as famílias da região do Mandela passam por um período mais crítico e que, portanto, precisam de maior apoio e suporte.

A prefeitura ressalta a importância do trabalho em conjunto do executivo de Campo Grande com o novo Governo de Mato Grosso do Sul.

A presidente da Agehab (Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul), Maria do Carmo, afirma que a parceria da Prefeitura de Campo Grande com o Governo do Estado e  que viabilizou as obras, trata-se de uma resolução importante para um déficiti antigo da região, desde 2016 as obras são solicitadas pela comunidade.

“Nós estamos começando o ano muito bem o ano, trazendo uma solução para uma mácula que nós tínhamos na cidade que é essa situação do Mandela e tenho certeza que ao longo do ano vamos buscar outras soluções e vamos ter momentos iguais a esse novamente”, finaliza.

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aero rancho

Estrutura de supermercado desaba e duas pessoas morrem em Campo Grande

Unidade está em construção e estrutura de concreto e ferro caiu no Aero Rancho; outras duas pessoas ficaram feridas

04/09/2026 15h32

Estrutura de mercado em construção desabou sobre funcionários da obra

Estrutura de mercado em construção desabou sobre funcionários da obra Foto: Paulo Ribas

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Duas pessoas morreram após o desabamento de uma estrutura de um supermercado que está em construção na Avenida Rachel de Queiroz, no Aero Rancho, em Campo Grande.

No local, está em construção uma nova unidade do Supermercado Mister Júnior.

De acordo com informações apuradas pelo Correio do Estado, a estrutura metálica caiu em cadeia, como se fosse um efeito dominó, e funcionários de uma empresa terceirizada que trabalhavam na obra foram atingidos.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e constatou que duas pessoas já estavam em óbito. As vítimas não foram identificadas, mas se tratam de dois homens.

Outras dois homens, também não identificados, ficaram feridos e foram encaminhados para a Santa Casa de Campo Grande. Um deles teve uma fratura no fêmur.

"Nossa viatura avançada foi a primeira chegar e acabamos nos deparando com toda a estrutura da obra ao solo. Encontramos quatro homens, dois em óbito no local, e as outras duas vítimas estão estáveis, mas potencialmente graves", disse o tenente Luiz Jacques, do Corpo de Bombeiros.

O tenente disse ainda que o resgate foi feito com todo o cuidado e equipamentos necessários para deixar o local "o mais breve possível", tendo em vista que ainda há risco de desabamento.

"A área vai ser totalmente isolada, a Polícia Civil vai fazer uma perícia para a conclusão dos trabalhos deles, mas há sim risco de novo desabamento", acrescentou.

Uma equipe do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul (Crea-MS) esteve no local, mas não deu declarações a imprensa.

Segundo o Corpo de Bombeiros, as documentações e liberações para as obras, inicialmente, estão corretas, mas serão analisadas por peritos.

Não há informações sobre as circunstâncias que causaram o desabamento. O caso será investigado pela Policia Civil.

Parceria Público-Privada

MS garante empréstimo de US$ 80 milhões para Hospital Regional

Operação com o BID terá garantia da União e será usada parcialmente no projeto de parceria com empresa privada

04/09/2026 15h15

 Hospital Regional de Mato Grosso do Sul

Hospital Regional de Mato Grosso do Sul Divulgação

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O Governo de Mato Grosso do Sul recebeu autorização para contratar um empréstimo de US$ 80 milhões, cerca de R$ 415 milhões, com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O recurso será destinado parcialmente ao projeto de parceria público-privada (PPP) do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS).

A autorização para a garantia da União foi publicada nesta sexta-feira (4) no Diário Oficial da União, em despacho do Ministério da Fazenda. O documento trata da operação de crédito externo entre o Estado e o BID e estabelece que a garantia federal fica “condicionada à prévia formalização do contrato de contragarantia entre a União e o Ente”.

No despacho, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, autoriza a garantia para a operação de “US$ 80.000.000,00 (oitenta milhões de dólares dos Estados Unidos da América), de principal”. Segundo o documento, os recursos serão usados para “financiar, parcialmente, o Projeto ‘Parceria Público-Privada do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul’”.

A operação foi autorizada após manifestações favoráveis da Secretaria do Tesouro Nacional e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

A PPP prevê a participação de uma empresa privada na estrutura e nos serviços de apoio do Hospital Regional, incluindo obras, manutenção e investimentos. O hospital, no entanto, continua público e com atendimento gratuito pelo SUS, enquanto o Estado permanece responsável pela assistência aos pacientes.

Histórico da PPP

A proposta começou a ganhar forma em 2024, quando o Governo de Mato Grosso do Sul passou a estudar a participação da iniciativa privada na administração dos hospitais estaduais. Para o Hospital Regional, a ideia era entregar à empresa privada os serviços de apoio, enquanto o Estado manteria a gestão da assistência médica.

Em junho de 2025, o governo apresentou o projeto aos deputados estaduais. O modelo escolhido foi o chamado “bata cinza”, que inclui serviços como limpeza, segurança, lavanderia, alimentação, manutenção e recepção, sem transferir à empresa privada a assistência médica. Na época, o projeto previa ampliar o hospital de 362 para 577 leitos e elevar a área construída de 37 mil para 71 mil metros quadrados.

O projeto avançou para o leilão em dezembro de 2025. Cinco grupos participaram da disputa, vencida pela Construcap, que apresentou proposta de R$ 15,9 milhões mensais, com desconto de 22% sobre o valor de referência.

Em janeiro de 2026, a contratação foi homologada e, em maio, o Estado assinou o contrato de concessão com a Inova Saúde, subsidiária da Construcap. O acordo tem duração de 30 anos e prevê obras, modernização da estrutura e administração dos serviços não assistenciais. A previsão é de que a empresa assuma gradualmente os serviços, com início da operação previsto para janeiro de 2027.

 

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