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Farmácias de Campo Grande fazem testes para Covid-19

Campo Grande foi a primeira capital brasileira a ter nas farmácias testes que identificam anticorpos do coronavírus; resultado sai em 30 minutos

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a realização de testes rápidos de anticorpos para o coronavírus em farmácias e drogarias particulares – em medida de carácter temporário e excepcional – que visa ampliar a oferta e a rede de testagem, bem como reduzir a alta demanda em serviços públicos de saúde durante a pandemia.

Com a decisão, a realização deixará de ser feita apenas em ambiente hospitalar e clínicas das redes públicas e privadas.

Em Campo Grande, conforme apurado pelo Correio do Estado, pelo menos duas redes, a Ative Farma e a Pague Menos, já fazem o teste de ensaio imunocromatográfico, que ficou conhecido como o teste rápido, em um dos seus estabelecimentos. A capital de MS é a primeira cidade do Brasil com unidades habilitadas para fazer o teste.  

Este teste serve para descobrir se a pessoa foi exposta ao vírus por meio dos anticorpos produzidos pelo corpo. O teste rápido detecta anticorpos da Covid-19 em poucos minutos. Por isso, deve ser aplicado após o sétimo dia de sintomas, quando o corpo já reagiu ao vírus. Antes deste período, a chance de falso negativo é alta. Se o resultado der positivo, indica a presença de anticorpos contra o Sars-CoV-2, não sendo possível definir apenas pelo resultado do teste se há ou não infecção ativa no momento da testagem.  

Ele usa dispositivos de uso profissional, de fácil execução – assemelha-se ao teste de glicemia –, que não necessitam de outros equipamentos de apoio e que conseguem dar resultados entre 10 e 30 minutos. “A nossa testagem é feita por uma empresa de Curitiba, mas é muito rápido. Eles analisam lá e recebemos a resposta na hora. [...] o cliente sai com um diagnóstico assinado pelo farmacêutico”, explicou o farmacêutico Chalbers Ochôa, da rede Pague Menos.  

Segundo o profissional, esse teste é importante principalmente para fazer uma triagem dos casos suspeitos. “A pessoa não precisa ir até uma unidade de saúde se expor ou expor as outras pessoas. Vai ajudar também o sistema de saúde, que não está dando conta de testar todo mundo que está com sintomas; só os casos mais graves. Então fazer essa testagem vai ajudar na triagem dos casos”, opinou Ochôa. O preço para realizar o teste na rede é de no mínimo R$ 110.

Outros estabelecimentos procurados pela reportagem ainda não têm previsão de oferecer os testes, já que é preciso adotar diretrizes e a decisão é voluntária do estabelecimento.

Na Ative Farma, mais de 200 exames já foram realizados. Do total de testes aplicados, cerca de 10% deram positivo. “Trata-se de uma taxa expressiva. Aqui os farmacêuticos habilitados aplicam o teste com um pequeno furo no dedo e algumas gotas de sangue. O resultado sai em vinte minutos e, caso positivo, fazemos os encaminhamentos necessários. Estamos ajudando na prevenção da população e o setor público a isolar esses infectados, para não contaminarem um maior número de pessoas”, explica Flávia Buainain, da Ative Farma.

FORA DA CONTAGEM

A realização dos exames não servirá para a contagem de casos do coronavírus no País. Em seu voto, o diretor-presidente substituto da Anvisa, Antônio Barra Torres, que foi o relator do processo, destacou que o teste não terá efeito de confirmação do diagnóstico, uma vez que há a possibilidade de o teste apontar o falso negativo.

“Os testes imunocromatográficos não possuem eficácia confirmatória, são auxiliares. Os testes com resultados negativos não excluem a possibilidade de infecção e os positivos não devem ser usados como evidência absoluta de infecção, devendo ser realizados outros exames laboratoriais confirmatórios”, disse.

O teste de “padrão ouro” é o RT-PCR, que detecta o material genético do vírus em amostras coletadas, por exemplo, por swab, um instrumento semelhante a um cotonete usado em vias respiratórias dos pacientes, da nasofaringe e orofaringe. Apesar de preciso, este produto é mais caro, e o processo, demorado.

A liberação dos testes rápidos em farmácias enfrentava resistências, em razão de questões sanitárias e ligadas também à eficácia dos exames. Ao comentar a aprovação da realização dos testes em farmácias, Barra Torres ressaltou que essas avaliações vêm sendo feitos por determinação de alguns governos locais.

A liberação dos testes será temporária e deve permanecer no período de emergência de saúde pública nacional decretado pelo Ministério da Saúde, em 4 de fevereiro deste ano. A resolução determina também que farmácias devem informar a gestores de saúde locais sobre os resultados dos exames.

Preço  

Nas farmácias de Campo Grande, os testes rápidos para Covid-19 são encontrados com preços a partir de R$ 110. O Correio do Estado apurou que é possível que os preços caiam à medida que mais farmácias tenham o teste e a concorrência aumente. 

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MP junto ao TCU pede apuração sobre atos do BC e INSS no mercado de crédito consignado

Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, solicitou nesta quarta-feira, 8, a apuração dos atos do Banco Central do Brasil

08/04/2026 23h00

Crédito: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

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O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) solicitou nesta quarta-feira, 8, a apuração dos atos do Banco Central do Brasil (BC) e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na regulação e fiscalização do crédito consignado, com atenção à proteção de consumidores classificados como hipervulneráveis.

A representação pede ainda a realização de auditoria sobre o funcionamento do mercado de consignado no sistema bancário, com foco na estrutura dos produtos ofertados, na transparência das informações fornecidas aos consumidores, nos mecanismos de supervisão e sancionamento e nos impactos sobre aposentados, pensionistas e idosos de baixa renda.

O pedido formal relata o contexto de endividamento no País via cartão de crédito consignado. Segundo os argumentos apresentados, há ausência de "faturas claras", complexidade dos mecanismos de amortização e "falta de transparência" sobre o custo total do crédito.

"Na origem do impasse, emerge uma frágil supervisão regulatória sobre o sistema financeiro responsável pela controversa oferta híbrida, como se indistinta fosse, de crédito consignado e de crédito rotativo vinculado a cartão de crédito consignado, cujos riscos, limites mensais de desconto do valor da margem consignável do benefício e limites máximos de taxas de juros são estruturalmente díspares", diz a representação.

Se o TCU acatar o pedido, após o fim da auditoria, poderão ser emitidas determinações e/ou recomendações ao INSS e ao BC para, por exemplo, revisão de normas, aperfeiçoamento de mecanismos de supervisão e prevenção de práticas eventualmente abusivas no crédito consignado.

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Não existe autoinjetor de adrenalina no Brasil, alerta entidade após apreensão de produto

Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, emitiu um alerta nesta segunda-feira, 7, reforçando que não existe nenhum dispositivo de adrenalina autoinjetável no país

08/04/2026 22h00

Crédito: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai) emitiu um alerta nesta segunda-feira, 7, reforçando que não existe nenhum dispositivo de adrenalina autoinjetável no Brasil aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

A publicação ocorre após a agência determinar a apreensão do autoinjetor de adrenalina Epipen, importado pela Farmácia Pague Menos, por não ter registro no órgão. "Medicamentos clandestinos não têm garantia de composição, origem, eficácia e segurança", diz a Anvisa, em comunicado publicado na quinta-feira, 2.

Em nota, a Pague Menos afirma que tomou ciência da determinação da agência, mas nega importar e comercializar o produto. "A rede reafirma estar em conformidade com as orientações das autoridades sanitárias e à disposição para quaisquer esclarecimentos."

Riscos

A Asbai destaca que "medicamentos sem aprovação podem representar riscos graves, incluindo produtos falsificados, soluções com dosagem inadequada, dispositivos com falhas mecânicas e substâncias contaminadas."

"O uso desses materiais pode levar a reações adversas graves, ineficácia no momento da emergência e, em situações extremas, risco de óbito", acrescenta.

A anafilaxia, quadro para o qual a adrenalina é indicada, é considerada a reação alérgica mais grave que existe. Ela pode ser fatal quando não identificada e tratada rapidamente. "A condição é uma resposta alérgica sistêmica que pode levar o paciente a óbito se não houver intervenção a tempo. Medicamentos, alimentos, ferroadas de insetos e látex estão entre as principais causas da anafilaxia", destaca a associação

Pacientes com risco de anafilaxia devem, conforme recomendado pela Asbai, seguir rigorosamente o plano de emergência elaborado pelo médico alergista-imunologista responsável pelo seu acompanhamento e, quando necessário, buscar orientações junto ao profissional sobre os trâmites legais para a importação do medicamento.

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