Cidades

Danos ambientais

Fazenda em Bonito é multada em R$ 236 mil e investigada pelo MPMS

De 447,1954 hectares, 23,0434 foram atingidos por queima irregular e 424,1520 hectares apresentaram instalação de drenos sem licença ambiental

Continue lendo...

Fazenda, localizada em Bonito (MS), é investigada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e foi multada em R$ 236 mil pelo Instituto de Meio Ambiente (Imasul).

O MPMS, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Bonito, instaurou inquérito civil para apurar possíveis danos ambientais na propriedade, como queima de vegetação nativa e a instalação de drenos sem a devida autorização do órgão ambiental competente.

De acordo com o Imasul, a área total do local é de 447,1954 hectares, sendo que 23,0434 foram atingidos por queima irregular e 424,1520 hectares apresentaram a instalação de drenos sem licença ambiental.

Laudo de infração do MPMS apontou focos de queimada e limpeza de pastagem por meio de fogo, prática que é proibida.

De acordo com o Ministério Público, as condutas investigadas podem configurar degradação ambiental, nos termos da Política Nacional do Meio Ambiente e da Lei de Crimes Ambientais.

O inquérito civil abrange a coleta de documentos, informações técnicas, perícias e demais diligências.

Dependendo do resultado das investigações, o MP pode adotar o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), o ajuizamento de ação civil pública ou arquivamento do processo.

O MPMS notificou o proprietário para apresentar sua defesa, verificou a existência de licença ambiental válida para a propriedade, determinou a regularização dos drenos em 90 dias, solicitou informações ao Imasul sobre a situação do processo administrativo ambiental e requisitou a Polícia Civil a instauração de inquérito policial para apuração de possíveis crimes ambientais.

Previsão do Tempo

Inmet prevê tempestades e granizo em MS durante o fim de semana

Aviso amarelo prevê chuva de até 50 milímetros por dia e ventos de até 60 km/h; instabilidade está associada à passagem de frente fria

23/10/2026 14h11

Chuva e frio chegam no fim de semana

Chuva e frio chegam no fim de semana FOTO: Paulo Ribas/Correio do Estado

Continue Lendo...

Mato Grosso do Sul deve enfrentar mais um fim de semana de instabilidade, com previsão de tempestades, rajadas de vento e possibilidade de granizo. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta amarelo de perigo potencial para parte do Estado, incluindo áreas do centro e leste, com previsão de chuva de até 50 milímetros por dia e ventos de 40 a 60 km/h. Em Campo Grande, a previsão para sábado (24) indica mínima de 17°C e máxima de 25°C.

O aviso para a Capital, divulgado pela Defesa Civil municipal, começa às 23h de sábado e segue até as 22h59 de domingo (25). A previsão é de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros ao longo do dia, além de ventos intensos e possibilidade de granizo. Segundo o Inmet, há baixo risco de interrupção no fornecimento de energia, queda de galhos de árvores e alagamentos.

A instabilidade está associada à atuação de áreas de baixa pressão e ao avanço de uma frente fria ligada à formação de um ciclone extratropical no Atlântico Sul. De acordo com o Inmet, esses sistemas favorecem a ocorrência de tempestades no Centro-Sul do País, com previsão de chuva e possibilidade de granizo no sul e leste de MS. As condições devem persistir em parte do Estado durante o sábado.

Orientações

A Defesa Civil recomenda que moradores evitem ficar debaixo de árvores durante rajadas de vento, devido ao risco de queda e de descargas elétricas. Também é indicado não estacionar veículos perto de torres de transmissão e placas de propaganda, além de evitar o uso de aparelhos eletrônicos conectados à tomada durante tempestades.

Em Campo Grande, solicitações de serviços municipais podem ser feitas pelo telefone 156. Em situações de risco, a população pode acionar a Defesa Civil pelo número 199 e o Corpo de Bombeiros pelo 193.

O Inmet orienta que a população acompanhe as atualizações dos avisos meteorológicos, já que as condições podem mudar ao longo do período.

arauco

Gigante da celulose começa penúltima etapa do ramal ferroviário

Cerca de 95 mil dormentes de concreto começaram a ser instalados na ferrovia pela qual será escoada a celulose do projeto Sucuriú

23/10/2026 12h21

Previsão é de que a ferrovia seja concluída no segundo semestre do próximo ano, quando deve ser ativada a fábrica de celulose da Arauco

Previsão é de que a ferrovia seja concluída no segundo semestre do próximo ano, quando deve ser ativada a fábrica de celulose da Arauco (Divulgação Arauco)

Continue Lendo...

Com investimentos da ordem de R$ 1,2 bilhão, as obras do ramal ferroviário de 47 quilômetros ligando a fábrica de Celulose da Arauco à Ferronorte entraram em uma nova fase nesta semana, com a instalação dos primeiros dormentes, estruturas de concreto sobre as quais serão afixados os trilhos, última etapa da construção de uma ferrovia. 

A previsão é de que sejam instaladas em torno de 95 mil peças, já que a distância entre uma e outra normalmente é de 50 a 60 centímetros. Cada uma pesa 400 quilos e tem 2,80 metros de comprimento. Somente para o transporte destes dormentes são necessárias em torno de 800 viagens de caminão bi-trem.

A instalação, uma das últimas etapas do projeto, começou nas imediações da fábrica, no interior da qual haverá em torno de nove quilômetros de trilhos para estacionamento e manobra dos comboios.

“É importante ressaltar que estamos instalando o primeiro dormente da primeira shortline privada do Brasil. Esse momento é muito significativo não só para nós do Projeto Sucuriú, mas também em nível estadual e nacional”, destaca Christian Carvalho, gerente de Engenharia e Implantação da Arauco.

Primeiro projeto ferroviário depois de 27 anos em Mato Grosso do Sul, os trilhos serão instalados às margens das rodovias MS-377 e MS-240, atravessando exclusivamente áreas rurais de Inocência. Até agora, 60% dos trabalhos do ramal estão concluídos. 

Além dos dormentes, outras frentes de trabalho avançam ao longo do traçado. Entre as principais estruturas estão o viaduto ferroviário na saída da fábrica, o viaduto sobre a MS-112 e a ponte sobre o Córrego São Mateus. As três obras estão em fase de conclusão das estruturas civis para o recebimento dos dormente e trilhos.

A implantação do ramal exigiu a desapropriação de terras em 40 propriedades ao longo do traçado, o que exigiu a desapropriação de cerca de 400 hectares na entrada de das fazendas. Em torno de duas dezenas dos proprietários contestam na Justiça o valor das indenizações. 

Conforme o cronograma da chilena Arauco, a ferrovia estará concluída antes do final do próximo ano, quanto deve ser ativada a fábrica, que prevê a produção anual de 3,5 milhões de toneladas de celulose. Para levar toda esta produção até o porto de Santos será necessária a partida diária, inclusive sábados e domingos, de um comboio com 100 vagões, cada um transportando até 96 toneladas de celulose.

Além do investimento da ordem de R$ 1,2 bilhão na ferrovia, a Arauco destinou mais R$ 1,4 bilhão na aquisição de 26 locomotivas e 721 vagões para fazer o transporte da celulose até o porto de Santos. Cada comboio contará com pelo menos três locomotivas.

O investimento total na fábrica é de R$ 25 bilhões e cerca de 85% dos trabalhos, iniciados em julho de 2024, estão concluídos. Para abastecer a indústria, a empresa começou a plantar eucaliptos ainda em 2021 e a previsão é de que estes plantios se estendam por cerca de 400 mil hectares.

Atualmente o canteiro de obras está com cerca de 14 mil trabalhadores e depois da ativação, a indústria deve gerar cerca de 6 mil empregos diretos e indiretos permanentes. Por conta de uma lei municipal, os trabalhadores da fábrica terão de morar na área urbana de Inocência, a 50 quilômetros do parque industrial Parte destes vai morar nas 600 casas que estão sendo construídas numa área de 43 hectares doada pelo poder público.

Esta será a quarta fábrica de celulose de Mato Grosso do Sul. Outras duas já estão em operação em Três Lagoas e uma terceira, em Ribas do Rio Pardo. E, a partir do próximo ano está prevista a instalação de uma quinta unidade, da Bracell, em Bataguassu.

Previsão é de que a ferrovia seja concluída no segundo semestre do próximo ano, quando deve ser ativada a fábrica de celulose da AraucoCada dormente pesa em torno de 400 quilos e toda instalação é feita por uma máquina que transporta até seis peças por vez

 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).