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água clara

Fazendeiro é encontrado morto degolado em carro

Fazendeiro é encontrado morto degolado em carro

DA REDAÇÃO

30/11/2011 - 09h45
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O fazendeiro Hermenegildo Della Libera, 83 anos, foi encontrado morto e degolado dentro de um carro Ford Scort, às margens da BR 262, próximo ao km 100, região de Água Clara. O carro abandonado foi encontrado por volta das 18h30min de ontem (29) pela Polícia Rodiviária.

Libera já estava em estado avançado de rigidez, no banco traseiro do carro, e apresentava ferimentos contusos na cabeça, maxilar e um no pescoço, já exalando forte mau cheiro. No local havia pouco sangue, o que leva a polícia a crer que a vítima foi morta em outro lugar. No porta malas havia uma mochila com roupas e alguns remédios. A chave do veículo estava caída no chão próximo ao carro.

Conforme informações de testemunhas, o carro estava estacionado no local desde a madrugada de segunda-feira (28).

O fazendeiro morava no interior paulista, região de Dracena (SP).

A perícia técnica esteve no local e o corpo de Libera foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal), de Três Lagoas.

(Com informações da Rádio Caçula)

Fim dos Penduricalhos

CNJ manda 91 magistrados do TJMS devolverem mais de R$ 1 milhão em super salários

Em abril, salários de desembargadores e juízes do TJMS ultrapassavam R$ 200 mil, sendo que, por determinação do CNJ, o piso salarial deveria ser de R$ 78,8 mil.

12/06/2026 13h30

Desembargadores e Juízes do TJMS terão que devolver valores extras, de forma parcelada

Desembargadores e Juízes do TJMS terão que devolver valores extras, de forma parcelada FOTO: Paulo Ribas/Correio do Estado

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A Corregedoria Nacional de Justiça determinou que 91 magistrados do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) devolvessem valores recebidos nos salários dos meses de março e abril. 

O valor total dos super salários de juízes e desembargadores do órgão somam mais de R$ 1,08 milhão. 

O Correio do Estado já havia denunciado valores exorbitantes de super salários de magistrados no mês de abril, com valores superiores a R$ 200 mil, chegando a até R$ 227 mil. 

Seis dias após o relato, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou uma auditoria extra na folha de pagamento relativo ao trimestre anterior (março, abril e maio) no TJMS. 

Em março, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que o teto salarial dos magistrados é de R$ 78,8 mil, já incluindo os benefícios chamados "penduricalhos". 

No entanto, em Mato Grosso do Sul, a folha de pagamento de praticamente todos os desembargadores e juízes da entrância especial receberam acima dos R$ 190 mil em abril, valor maior que o mês anterior. 

Agora, com a determinação do CNJ, 91 juízes e desembargadores estaduais sofrarão descontos nos salários do meses de junho e julho para devolver aos cofres públicos o que foi pago a mais no mês de abril, último mês em que estava 'autorizado' o pagamento dos super salários. 

No último dia 9 de junho, o desembargador Dorival Renato Pavan, presidente do TJMS, repassou uma circular a todos os juízes do Estado, acatando a determinação da Corregedoria. 

"Em cumprimento à decisão proferida pelo Corregedor Nacional de Justiça (...) informo que será realizado o desconto dos valores identificados como pagos a maior nas folhas de pagamento dos meses de março e abril de 2026, em duas parcelas sucessivas, nos meses de junho e julho deste ano, observados os montantes apurados pela área técnica competente", escreve o documento. 

O caso foi arquivado pelo CNJ, dado como concluído. 

Investigação

Segundo investigação do Correio do Estado, em março, o total da folha do Judiciário foi de R$ 123,73 milhões (sem contabilizar parte dos penduricalhos). Em abril, este montante saltou para R$ 140,15 milhões.

Em abril, quando  Tribunal de Justiça fez uma espécie de raspagem do tacho, já que a partir do mês seguinte entrariam em vigor os limites salariais impostos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), dezenas de magistrados receberam acima de R$ 200 mil, com máximo de até R$ 227,36 mil. 

A rubrica específica de "Vantagens Eventuais", que garantiu até R$ 155.272,86 para um único magistrado em abril, saltou de R$ 4,83 milhões em março para R$ 19,87 milhões no pagamento feito no começo de maio.

Em 12 de maio, o CNJ oficializou a criação de um grupo de trabalho para realizar a auditoria nestes pagamentos. Este grupo constatou que  juízes e desembargares de Mato Grosso do Sul superfaturavam o abono de 33% sobre as férias.  Entre outras irregularidades,  a auditoria apontou "dupla incidência do terço constuticional de férias" . 

O relatório, assinado pelo Corregedor Nacinonal de Justiça, Mauro Campbell Marques, mostra que esta metodologia errada de cálculo representou superfaturamento de 18,8% no valor total das férias indenizatórias pagas a determinado magistrado. 

Procurado pelo Correio do Estado no dia 7 de maio para obter explicações sobre os valores dos salários, o Tribunal de Justiça do Estado enviou a seguinte nota:

“Todos os valores pagos aos magistrados de Mato Grosso do Sul estão disponibilizados no portal da transparência para o devido acompanhamento público, com discriminação da natureza das verbas e respectivos valores remuneratórios. 

Os pagamentos relativos à folha ordinária e corrente do mês encontram-se dentro dos estreitos limites da decisão do Supremo Tribunal Federal, tendo ocorrido autorização expressa para repetição, no mês de abril, dos valores pagos na folha de março do corrente ano.  A decisão do Supremo Tribunal Federal, de 25.03.2026, teve sua vigência prorrogada, para incidir a partir do pagamento da folha de maio de 2026. 

Os valores maiores pagos durante o mês de abril, portanto, referem-se às verbas ordinárias, pagas na exata conformidade das determinações do Conselho Nacional de Justiça, acrescidas do valor correspondente à opção feita por quem preferiu não gozar das férias anuais correspondente a um período, que foram então indenizadas, devendo ser lembrado que os magistrados de todo o Brasil têm direito a sessenta dias de férias por ano, por força de disposição expressa na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Artigos 66 e 67 da LC 35/79). 

Nada existe de ilegal nesse procedimento, até mesmo porque o pagamento de indenização de férias não usufruídas por necessidade de serviço, de um período no ano, foi expressamente autorizado pelo Presidente do STF e pelo Corregedor Nacional de Justiça”.


Com informações do jornal Estadão, de São Paulo

Colaborou Neri Kaspary

Em Corumbá

Acidente em rotatória na BR-262 termina em fatalidade

A rotatória serve com interligação para rodovia que dá acesso à Bolívia

12/06/2026 12h45

Atuação do Corpo de Bombeiros, durante o resgate a vítima

Atuação do Corpo de Bombeiros, durante o resgate a vítima Foto: Divulgação/CBMMS

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Na manhã desta sexta-feira (12), um grave acidente foi registrado na BR-262 em Corumbá. De acordo com sites locais, por volta das 10h25, equipes de resgate do Corpo de Bombeiros foram acionadas, após receberem a ocorrência de um tombamento de uma carreta. 

O acidente aconteceu em uma rotatória que interliga a Rodovia Ramón Gomez à rodovia federal BR-262, o percurso serve como via de acesso à fronteira com a Bolívia. 

De acordo com os militares, ao chegarem no local da ocorrência observaram a carreta tombada a beira da via, foi percebido também que o material que portava no veículo era alguns recicláveis e sucata. 

Com a queda à beira da pista, foi notado pela equipe de resgate que a cabine do veículo ficou completamente destruída e perceberam que o motorista estava preso às ferragens, após procedimentos iniciais de primeiros socorros, foi constatado o falecimento ainda no local do acidente. A identidade do motorista não foi revelada. 

Em decorrência do acidente, o trânsito no local está congestionado e requer cuidado redobrado para quem passa na região. 
 

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