Cidades

Dourados

Fazendeiro é investigado por aplicar veneno próximo à residencial em MS

Pulverização tratorizada de agrotóxico deve ocorrer a pelo menos 200 metros de residências

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou inquérito civil contra o fazendeiro Allan Christian Kruger para apurar a aplicação de agrotóxicos em uma plantação de milho em área localizada dentro do perímetro urbano de Dourados, nas proximidades do Conjunto Residencial Monte Carlo. A suspeita é de que a pulverização tratorizada de defensivos agrícolas esteja ocorrendo a menos de 200 metros das residências, o que é proibido pela legislação ambiental. 

A investigação parte de uma denúncia feita à Ouvidoria do MPMS, relatando que uma plantação de grãos situada ao lado do bairro estaria utilizando agrotóxicos de forma irregular, causando transtornos às famílias da região.

Moradores das ruas Elpídio Junior Rubin Stefanello, João Alves Rocha, Thereza Magro Machado, Sidrônia Azambuja Martins e José Joel Saburá afirmaram sofrer com os efeitos da pulverização e com o abandono do terreno, tomado por matagal, que favorece a presença de insetos peçonhentos e aumenta a sensação de insegurança.

De acordo com o despacho assinado pelo promotor de Justiça Amílcar Araújo Carneiro Júnior, o uso de agrotóxicos tão próximo a áreas residenciais representa risco potencial ao meio ambiente e à saúde da população, ainda que não haja comprovação imediata de dano. O MPMS destacou o princípio da precaução, que prioriza a proteção ambiental em situações de risco incerto, mas plausível.

O órgão solicitou informações ao Cartório de Registro de Imóveis e à Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) para confirmar a matrícula da propriedade e identificar a responsabilidade sobre a área. Também determinou que moradores mantenham canal direto de comunicação com a Guarda Municipal Ambiental para denúncias em tempo real.

Caso sejam confirmadas irregularidades, o fazendeiro pode sofrer sanções administrativas, cíveis e até criminais. 

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Cidades

Júri nos EUA considera Instagram e YouTube responsáveis em julgamento sobre vício em redes

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas

25/03/2026 23h00

Crédito: Marcelo Casal Jr / Agência Brasil

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Um júri considerou a Meta e o YouTube responsáveis nesta quarta-feira, 25, em um processo inédito que visava responsabilizar as plataformas de mídia social por danos a crianças que usam seus serviços, concedendo a autora US$ 3 milhões em danos.

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas.

O júri também decidiu que a negligência de cada empresa foi um fator substancial na causa do dano à autora, uma mulher de 20 anos que afirma ter se tornado viciada em mídias sociais quando criança e que esse vício exacerbou seus problemas de saúde mental.

Este é o segundo veredicto contra a Meta esta semana, depois que um júri no Novo México determinou que a empresa prejudica a saúde mental e a segurança das crianças, violando a lei estadual

Meta e YouTube (de propriedade do Google) emitiram declarações discordando do veredicto e prometendo explorar suas opções legais, o que inclui apelações.

O porta-voz do Google, Jose Castañeda, afirmou na declaração da empresa que o caso "não entende o YouTube, que é uma plataforma de streaming construída de forma responsável, não um site de mídia social". Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

Cidades

Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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