Cidades

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Corumbá e Ladário recebem feira internacional para promover negócios e cultura no Pantanal

Feira vai ser realizada no Parque de Exposições Belmiro Maciel de Barros, entre Corumbá e Ladário, entre os dias 9 e 12 de outubro

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A 27ª Feira Internacional Agropecuária e Cultural do Pantanal (Feapan) vai acontecer no Parque de Exposições Belmiro Maciel de Barros, que fica na BR-262, entre os municípios de Corumbá e Ladário, no coração do Pantanal, entre os dias 9 e 12 de outubro de 2025.

A entrada para o público será gratuita. O evento tem na sua programação atividades técnicas sobre sustentabilidade e inovação do setor do agronegócio no território pantaneiro e fronteiriço, realizações de leilões, rodeio, shows e ações culturais.

A realização da Feapan 2025 é do Sindicato Rural de Corumbá e da Embrapa Pantanal, com a organização sendo feita pela Opa - Organização de Eventos e apoio da Senadora Soraya Thronicke, Prefeitura de Corumbá, Prefeitura de Ladário, FAMASUL, Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul, SENAR/MS, Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, SETESC (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura) e Sicredi.

O presidente do Sindicato Rural de Corumbá, Stefano S. L. Retorre, destaca que a feira vai promover uma integração de negócios que já atuam no Pantanal e de empresas que possuem o interesse no território. “A Feapan é uma grande oportunidade de promoção da cultura pantaneira e fronteiriça, e é um espaço para negócios, para mostrarmos as inovações que existem na pecuária do Pantanal e como os negócios que existem na Bolívia estão integrados nessa nossa região fronteiriça.”

Parceiro na realização, a Embrapa Pantanal tem um histórico de 50 anos no desenvolvimento de pesquisas voltadas para desenvolver o agronegócio de forma sustentável.

A unidade instalada em Corumbá está vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária e agrega conhecimento científico para o evento.

“A programação ampla a variada da Feapan desse ano é uma oportunidade de integrarmos diferentes públicos, inclusive contemplando atividades direcionadas para estudantes do ensino fundamental, médio e superior, enfim atendendo a todos que vivem e atuam no Bioma Pantaneiro, trazendo informações técnicas e novas oportunidades de negócios”, explica a chefe geral da Embrapa Pantanal, Suzana Maria de Salis.

Nesta edição, a Feapan vai funcionar durante o dia e a noite para promover uma programação ampla de eventos técnicos, palestras, atividades para crianças e adolescentes de Ladário e Corumbá, além da realização de três leilões, rodeio de touros, bem como praça de alimentação e restaurante funcionando durante o dia e a noite para atender o público com a autência carne pantaneira.

Na programação cultural haverá espaço de shows regionais e nacional, promoção de produtos pantaneiros e fronteiriços tradicionais e parque de diversões para crianças.

O desenvolvimento sustentável na pecuária, com fomento para a realização de negócios entre Brasil e Bolívia, além da promoção da cultura pantaneira e fronteiriça terá espaço na Feapan. Os galpões do Parque de Exposições Belmiro Maciel de Barros vão abrigar dezenas empresas que atuam no Pantanal para apresentação de produtos, iniciativas e serviços que trabalham para girar a economia regional.

Os municípios de Corumbá e Ladário, juntos, detém mais de 44% da Planície Pantaneira e possuem um rebanho bovino de mais de 2 milhões de animais, destacando-se no necessário nacional no setor da pecuária. Além disso, o Pantanal é considerado o berço da pecuária do Brasil.

A partir desta edição, a Feapan tem como objetivo se consolidar como um grande ponto de encontro para pecuaristas, pesquisadores, acadêmicos, investidores, setor privado, tomadores de decisão, imprensa e estudantes.

Além de Corumbá e Ladário, o evento também alcança diretamente a região de German Busch, na Bolívia, onde há uma população estimada de mais de 175 mil habitantes.

Programação de shows

A grade de shows também já está confirmada, com apresentações de artistas de destaque. No dia 9 de outubro, a dupla Gustavo e Murilo sobe ao palco. No dia 10, a animação fica por conta de Alex e Yan e Júlia e Rafaela. Já no sábado, dia 11, os shows serão de João Lucas e Walter Filho e Maria Cecília e Rodolfo.

Palestras e eventos técnicos

Toda a programação está disponível em https://www.embrapa.br/web/portal/feapan-2025 
Destaques das palestras abertas ao público
- Debate para o Turismo Sustentável no Pantanal / Rodada de negócios para integrar áreas do Pantanal e a fronteira do Brasil com a Bolívia;
- Histórico sobre o Pantanal, ciclos e quais são as potencialidades econômicas;
- Debates sobre a prevenção de incêndios no Pantanal, uso de tecnologias: participação do Ministério Público, Instituto Homem Pantaneiro (IHP), Sindicato Rural de Corumbá, Prevfogo/Ibama, SOS Pantanal, Fundação de Meio Ambiente do Pantanal;
- Como as universidades do Brasil e da Bolívia estão contribuindo para pesquisa e desenvolvimento do Pantanal, produção de documento científico para o Pantanal;
- Como haver desenvolvimento da Pecuária no Pantanal de forma sustentável (Circuito Pecuário Senar/MS
Visita de escolas
Escolas municipais, estaduais e particulares de Corumbá e Ladário podem agendar visitas à 27ª Feapan para acompanhar as palestras técnicas, conhecer roda de negócios, descobrir mais detalhes sobre a pecuária, o Pantanal. Agendamentos pelo email: [email protected].

Foto: Divulgação 

Leilões

Haverá três leilões diferentes durante a 27ª Feapan, tanto de cavalos pantaneiros. 9/10, quinta-feira, 20h, animais de corte para recria e engorda; 10/10, sexta-feira, leilão de cavalos pantaneiros; 11/10, sábado, 19h, reprodutores Nelore PO e CEIP.

Rodeio

Haverá rodeio entre os dias 9, 10 e 11 de outubro, com premiação em dinheiro entre o primeiro e o quinto lugar.

Serviço

27ª Feira Internacional Agropecuária e Cultural do Pantanal (Feapan)
Data: 9 a 12 de outubro
Horário: palestras começam a partir das 8h
Local: Parque de Exposições Belmiro Maciel de Barros, saída Corumbá/Ladário, BR-262
Entrada Gratuita
Acompanhe toda a programação em: https://www.embrapa.br/web/portal/feapan-2025

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APOSTAS

Justiça do DF manda Virginia apagar publicidade irregular de bets

Influenciadora está proibida de fazer postagens que sugiram lucro fixo

22/07/2026 22h00

Edilson Rodrigues/Agência Senado

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A Justiça do Distrito Federal determinou que a influenciadora digital Virginia Fonseca retire de suas redes sociais postagens de propaganda de apostas eletrônicas (bets) que não estão acordo com as regras da legislação.

A decisão foi proferida nessa terça-feira (21) pelo desembargador Renato Rodovalho Scussel, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, e atendeu ao pedido liminar feito pelo Ministério Público (MP).

Pela decisão, Virginia terá prazo de 48 horas para retirar postagens feitas em parceria com a plataforma de apostas Blaze, que também foi acionada pelo MP.

O magistrado determinou que Virginia está proibida de fazer postagens que sugiram lucros fixos, renda extra, fonte de renda, investimento ou forma alternativa de emprego.

Segundo o desembargador, a legislação que autorizou o funcionamento das plataformas de bets impede a realização de publicidade com sugestões de ganho fácil com as apostas eletrônicas.

"A remoção de conteúdo deve limitar-se às publicações concretas que permaneçam acessíveis e que contrariem os comandos objetivos ora estabelecidos. Não se justifica, em cognição sumária, determinar a retirada indistinta de todo conteúdo relacionado a apostas, pois a atividade publicitária, dentro dos limites legais, não é proibida", afirmou.

A Agência Brasil entrou em contato com a defesa de Virginia e aguarda retorno. O espaço está aberto para manifestação.

Pagamento solidário de R$ 120 milhões

No início deste mês, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) protocolou uma ação civil pública contra a influenciadora digital e a plataforma de apostas Blaze.

O órgão pede a condenação de ambos ao pagamento solidário de R$ 120 milhões em danos morais coletivos pela divulgação abusiva do site de apostas.

Na ação, o MP também solicitou uma liminar para proibir a influenciadora de divulgar publicidade irregular de bets, mas o pedido foi rejeitado pela primeira instância da Justiça do Distrito Federal. Em seguida, o MP recorreu à segunda instância.

Transporte Coletivo

Compradora do Consórcio Guaicurus tem capital social de R$ 10 mil

Maas Administração e Participações Ltda., constituída como SPE da HP Mobilidade, foi criada para conduzir a aquisição da concessionária, operação que ainda depende de autorização da Prefeitura de Campo Grande.

22/07/2026 19h26

Negociação para venda do Consórcio Guaicurus ainda depende da anuência da Prefeitura de Campo Grande; empresa criada para conduzir a operação foi registrada com capital social de R$ 10 mil.

Negociação para venda do Consórcio Guaicurus ainda depende da anuência da Prefeitura de Campo Grande; empresa criada para conduzir a operação foi registrada com capital social de R$ 10 mil. Foto: Arquivo / Correio do Estado

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A empresa criada para conduzir a compra do Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo de Campo Grande, nasceu com um capital social de apenas R$ 10 mil.

A Maas Administração e Participações Ltda., registrada no último dia 16 de julho, há apenas seis dias, foi constituída como uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) pelos sócios da HP Mobilidade e é a empresa indicada para assumir a negociação da concessionária, cuja venda é estimada por fontes do Correio do Estado em cerca de R$ 200 milhões.

A negociação ocorre pouco mais de um mês após o início da intervenção decretada pela Prefeitura de Campo Grande no Consórcio Guaicurus.

Embora a HP Mobilidade e o grupo controlador tenham firmado um acordo para a venda da concessionária, a operação ainda depende da anuência do município para ser efetivada.

A prefeita Adriane Lopes (PP) afirmou que foi comunicada sobre a negociação, mas ressaltou que a transferência do controle somente será autorizada caso a empresa apresente um projeto capaz de promover melhorias efetivas no transporte coletivo da Capital.

Em nota, o Consórcio Guaicurus informou que a negociação foi realizada com a Maas Administração e Participações Ltda., definida como uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) integrante do grupo HP, criada exclusivamente para a operação.

A concessionária também confirmou que a transação depende da aprovação do poder concedente.

Há cerca de dois meses, o Correio do Estado revelou que o Consórcio Guaicurus passava por uma auditoria externa, etapa comum em negociações de aquisição de empresas. Na ocasião, a reportagem também apurou que um grupo empresarial de Goiás negociava a compra da concessionária.

Na época, o consórcio negou que a auditoria estivesse relacionada à venda, mas a apuração apontou que os sócios haviam assinado um termo de confidencialidade (NDA), documento normalmente utilizado em negociações empresariais.

O que mostram os documentos

Documentos obtidos pela reportagem mostram que a Maas Administração e Participações Ltda. foi constituída em 16 de julho de 2026, possui sede em Campo Grande e foi registrada com capital social de R$ 10 mil.

Conforme o cadastro da Receita Federal, a empresa tem como atividade econômica principal a administração de holdings de instituições não financeiras (CNAE 64.62-0-00) e permanece com situação cadastral ativa.

O Quadro de Sócios e Administradores (QSA) identifica Edmundo de Carvalho Pinheiro e Gustavo Bacellar de Faria como administradores da empresa. Já a HP Investimentos e Participações S.A. aparece como sócia da companhia, reforçando a ligação direta da estrutura societária com a HP Mobilidade.

A criação da empresa chama atenção pelo curto intervalo entre sua constituição e o avanço das tratativas envolvendo uma das maiores concessões públicas de Mato Grosso do Sul.

O Consórcio Guaicurus opera o transporte coletivo de Campo Grande desde 2012 e administra uma frota de centenas de ônibus, movimentando contratos que envolvem dezenas de milhões de reais por ano.

Capital social não representa valor da operação

Embora o capital social registrado seja de R$ 10 mil, esse valor não corresponde, necessariamente, ao montante que será utilizado na aquisição do Consórcio Guaicurus.

A empresa foi constituída como uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), modalidade utilizada para estruturar operações de compra e reorganização societária, que pode receber aportes de capital e outros recursos ao longo da negociação.

Nesse tipo de empresa, o capital inicial pode ser ampliado posteriormente por meio de aportes dos sócios, entrada de investidores ou obtenção de financiamentos destinados exclusivamente à operação.

Na prática, a SPE funciona como o veículo jurídico responsável pela aquisição, separando os riscos e as obrigações do negócio das demais empresas do grupo econômico.

Venda ainda depende do Município

Caso a negociação seja concluída, a HP Mobilidade assumirá a concessão do transporte coletivo de Campo Grande. Antes disso, porém, a operação ainda precisará ser analisada pela Prefeitura, responsável pelo contrato de concessão.

A prefeita Adriane Lopes já afirmou que a administração municipal somente dará anuência à transferência caso a empresa apresente um plano consistente para modernizar o sistema, renovar a frota e melhorar a qualidade do serviço prestado à população.

O que dizem as empresas

A reportagem do Correio do Estado procurou a HP Mobilidade e a Maas Administração e Participações Ltda. para esclarecer, entre outros pontos, o motivo de a empresa ter sido constituída com capital social de R$ 10 mil, como será estruturado o financiamento da operação e qual o papel da nova companhia na aquisição do Consórcio Guaicurus.

Até a publicação desta reportagem, as empresas não haviam se manifestado.

 

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