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'Feriadão' de Carnaval começa com três mortos em rodovias do MS

Desde a madrugada até o fim da tarde foram pelo menos três acidentes, em trechos da BR-158; da MS-040 e MS-134

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Nesse começo do "feriadão" de Carnaval pelo menos duas pessoas já morreram em três acidentes distintos, todos envolvendo tombamentos de veículos, registrados durante essa última sexta-feira (13) em rodovias do Mato Grosso do Sul.

Durante a madrugada de ontem (13), em trecho da rodovia BR-158, o motorista de um caminhão carregado de gado morreu, após suspeita de que teria perdido o controle da direção em trecho de curva à esquerda. 

Identificado posteriormente como Emerson Ferreira Costa, de 38 anos, conforme apurado pelo portal local "24H News MS", o rapaz morreu antes de 03h, próximo ao quilômetro 296, nas proximidades da fábrica de celulose da Suzano. 

Devido ao impacto do tombamento, a cabine do caminhão ficou completamente destruída, com o motorista acabou ficando preso às ferragens e não resistiu aos ferimentos, com o óbito constatado ainda no local do acidente.

Segunda morte

Mais próximo da Capital, em trecho da MS-040, segundo confirmado pelo Corpo de Bombeiros Militar do Mato Grosso do Sul, um veículo carregado de carvão tombou ainda por volta de 15h de ontem (13).

Esse acidente, que aconteceu na altura do quilômetro 12 da rodovia MS-040, entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo, também envolveu uma morte constatada antes mesmo que a vítima pudesse receber qualquer tipo de socorro por parte dos agentes. 

Após perder o controle na curva, saindo de Campo Grande para Santa Rita, e chocar-se contra um guard-rail da rodovia, o caminhão que estava carregado de carvão tombou, o que fez com que esse motorista também ficasse preso às ferragens. 

Com o acidente mobilizando agentes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e policiais militares rodoviários, o veículo de carga precisou do trabalho de um caminhão munck para ser retirado do local, que chegou a ficar com ambos os trechos da MS-040 interditados para o serviço. 

Além desses, ainda na tarde de ontem (13) um terceiro tombamento foi registrado em rodovias de Mato Grosso do Sul, na MS-134, resultando também em uma interdição total da pista em ambos os sentidos, após uma carreta frigorífica tombar no trecho. 

Dessa vez, porém, tanto o acidente teve o envolvimento de um segundo veículo, como também diferente dos demais esse motorista do caminhão frigorífico conseguiu sair com vida da colisão. 

Em Nova Andradina, esse acidente aconteceu no fim da tarde de sexta-feira (13), com informações apuradas localmente indicando que o motorista de um Jeep Compass teria invadido a pista por onde seguia o caminhão. 

Esse veículo de passeio, conforme apuração do Jornal da Nova, seria pertencente a um comerciante do distrito de Nova Casa Verde. Com a aproximação do Jeep, o motorista do caminhão teria tentado desviar o veículo, o que gerou o tombamento. 

O veículo de carga viria do município mato-grossense de Várzea Grande, com destino ao Porto de Paranaguá (PR), e apesar da dinâmica do acidente o motorista não sofreu ferimentos. 

Com a porta do veículo de passeio atingida de raspão, o motorista do Jeep teve ferimentos leves, atendido por socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado até um hospital em Nova Andradina.

 

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ENTREVISTA

"A gente tem enfrentado todas as situações e dado respostas para a sociedade"

Ulisses Rocha, secretário de Governo da Capital, conversou com o Correio do Estado sobre as polêmicas, principalmente em relação ao IPTU, e sobre os problemas relatados pela população nos últimos meses

14/02/2026 08h40

Ulisses da Silva Rocha - Secretário de Governo e Relações Institucionais de Campo Grande

Ulisses da Silva Rocha - Secretário de Governo e Relações Institucionais de Campo Grande Marcelo Victor / Correio do Estado

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Um dos nomes da linhas de frente da Prefeitura de Campo Grande desde outubro do ano passado, quando assumiu a Secretaria Municipal de Governo e Relações Institucionais, Ulisses da Silva Rocha conversou com o Correio do Estado sobre as polêmicas enfrentadas pela Capital nos últimos meses e também fez uma autoavaliação dos quatro meses à frente da Pasta.

Um dos temas mais tratados na entrevista foi justamente a polêmica diante do aumento do Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), que nos últimos dias foi muito debatido na Câmara Municipal de Campo Grande e foi centro de disputas judiciais que acabou com a determinação de que o Município terá que recalculá-lo.

Além disso, Ulisses também comentou os planos da administração municipal para restabelecer os medicamentos disponíveis na Saúde pública e os problemas estruturais causados pela chuva, como as estratégias para tapa-buracos. Confira a entrevista completa abaixo:

Passado o prazo para pagamento do IPTU, qual foi o balanço que a gestão faz da polêmica envolvendo o IPTU? Qual foi o prejuízo final?

Eu acho que passado o dia de ontem [quinta-feira], ainda o Município está finalizando o balanço da arrecadação total desse período que envolve o pagamento à vista até o dia limite para o pagamento que, com a prorrogação do dia 12 de janeiro para o dia 12 de fevereiro, terminou ontem.

Segundo a Secretaria de Fazenda, o dia de ontem foi muito bom, teve um saldo muito positivo. Muitas pessoas procuraram para o pagamento, para esclarecimento, para tirar a dúvida, tanto na Central de Atendimento ao Cidadão (CAC), quanto nos nossos canais digitais, seja por meio do site, do canal de WhatsApp, do 156, as pessoas buscaram, porque eu acho que com toda essa discussão que houve, enfim, acarretou dúvida.

Lembrando que nós prorrogamos o pagamento da primeira parcela que venceu em janeiro para até o dia 10 do 12, que é o vencimento da última parcela, então em algum momento os contribuintes vão pagar uma parcela em duplicidade. E lembrando também que o prazo para o pagamento final do IPTU 2026 é dezembro.

Não terá uma prorrogação para o pagamento para ele atingir o 2027. Até porque em janeiro de 2027 já começa o pagamento do IPTU 2027.

A prefeitura ainda espera reverter esse resultado de alguma forma? Como?

Essa decisão é provisória, é uma decisão liminar, que ainda a gente pode ter ganho de causa com as razões que nós vamos apresentar e as contestações que nós fizemos. E aí, se houver ganho para o município em relação ao que nós apresentamos ao Judiciário, ainda haverá uma diferença de pagamento para quem pagou com um valor diferente.

Lembrando que o juiz deu 30 dias para que o município pudesse fazer o lançamento da nova cobrança e ele esclareceu isso na última decisão, dizendo que esse novo lançamento não implica uma reimpressão dos boletos e o reenvio dele ao contribuinte, mas assim, desde que o município disponibilize essa nova cobrança no seu sítio oficial.

Há um balanço de quanto foi arrecadado com o IPTU neste ano, até ontem, e quanto foi no ano passado até o mesmo período?

Nos primeiros 20 dias de janeiro do ano passado nós recebemos em torno de R$ 350 milhões e nos primeiros dias deste ano como, no mesmo comparativo, a gente tinha recebido apenas R$ 177 milhões.

Eu creio que com o pagamento do dia 12, durante essa semana, os esclarecimentos que foram realizados, eu acho que pode ter havido uma diferença pequena entre o que foi recebido no ano passado e o que recebeu este ano.

Eu acho que nós devemos ter recebido mais uns R$ 100 milhões durante o mês de fevereiro, até quinta-feira. Mesmo assim você vai ter uma diferença de quase R$ 70 milhões.

Estou falando de números aproximados porque o balanço ainda vai ser finalizado até o fim da sexta-feira.

Para 2027, a Prefeitura pretende retomar o cálculo usado neste ano para o aumento do valor dos imóveis e, consequentemente, para o aumento do IPTU? Como será feito para que não ocorra o que aconteceu nesse ano?

Essa polêmica é uma polêmica que foi desnecessária, porque isso é um direito do Município. Qual é o direito do Município? O Município deve, não é só um direito, é um dever do município, reavaliar as questões do cadastro imobiliário, que é um cadastro do Município, tem que fazer uma reavaliação cadastral.

Ele pode fazer o reenquadramento, a mudança do perfil socioeconômico de acordo com a mudança socioeconômica que houve em determinadas regiões da cidade, o critério que é utilizado para a cobrança da taxa do lixo.

Então, as pessoas começaram a questionar quais os métodos que o Município utilizou, mas foi usado mesmos métodos, a mesma metodologia, tudo que está dentro e que é autorizado pelo Código Tributário Municipal, que é autorizado pelo Código Tributário Nacional, para fazer essas alterações.

Então, assim, não houve alterações que violaram a lei, que foram irregulares, pelo contrário, dentro de critérios técnicos, dentro de estudo.

Neste ano, a gente deve encaminhar para a Câmara de Vereadores, até o mês de setembro ou outubro, o estudo para o lançamento do próximo IPTU de 2027. Mas tudo dentro da lei, tudo dentro da legalidade, como sempre foi feito.

Eu continuo insistindo no exemplo que eu dei, porque isso chegou para mim, como secretário de Governo na Prefeitura.

Um contribuinte foi e me procurou, porque o imposto dele tinha, segundo ele, alterado. E aí eu peguei as informações que ele me trouxe, fui à Secretaria de Fazenda e levantei as informações que ele havia me trazido. Ele trouxe que tinha pago R$ 4.800 de IPTU à vista no ano passado, e que esse ano o lançamento do IPTU veio em torno de R$ 62 mil.

Quando eu olhei a primeira à vista, o imposto dele tinha sofrido uma alteração. Você fala assim ‘de R$ 4.800 para R$ 60 mil, teve alguma coisa errada’. Fui atrás disso e o que estava errado era o lançamento do ano passado.

O imóvel dele estava subavaliado. Ele tem 10 mil metros quadrados no Jardim Veraneio, que é praticamente um hectare e o imóvel dele estava avaliado em R$ 100 mil. E neste ano, com a reanálise da avaliação do cadastro imobiliário, a prefeitura avaliou o imóvel dele abaixo do mercado em R$ 1,7 milhão. 

Então, se você paga 3,5% de R$ 100 mil, você está pagando R$ 3,5 mil. Se você paga 3,5% de R$ 1,7 milhão, você está pagando R$ 62 mil. Está errado o imposto? Não, não está.

A saúde é outro problema enfrentado na Capital, principalmente pela falta de medicamentos, há uma previsão para que a gestão consiga resolver definitivamente a falta crônica de medicamentos? Quando isso deve acontecer? O que vai mudar para que isso ocorra?

A prefeita nomeou um novo secretário de saúde ainda no mês de dezembro [de 2025]. O secretário tem trabalhado arduamente para a resolução desses problemas. Nós tínhamos um comitê formado que levantou a maioria dos problemas.

A maior parte dos remédios já foi licitado, já foi comprado. Tem alguns medicamentos que temos dificuldade de comprar, porque dá licitação deserta. São coisas que não se resolvem do dia para a noite.

Mas abastecidas as farmácias das unidades, acho que com medicamentos comprados que já estão chegando, deve ter em torno de 80% já. Eu acho que mais uns 90 dias a gente vai ter uma situação de regularidade em todos os medicamentos.

E tem medicamento que vai faltar, porque é medicamento de uso controlado, é medicamento que você não compra em grande quantidade. Enfim, tem problemas que vão permanecer, mas temos que dar respostas para isso.

Em tempo de chuva, outro grande problema da cidade são os buracos. A prefeitura planeja de alguma forma aumentar as equipes de tapa-buracos? A cidade chegou a ter 15 equipes em atuação e hoje estamos com uma em cada região. É possível voltar ao que era antes da pandemia?

Hoje nós temos três empresas licitadas que atendem as sete regiões da cidade. Então provavelmente, no mínimo, tem uma empresa trabalhando em cada região da cidade.

O que ocorre é que, com a intensidade da chuva e o volume de chuva que nós estamos tendo em Campo Grande, principalmente no mês de janeiro e fevereiro, você não consegue tapar o buraco. Se o piso está molhado,você tapa e vai ceder, vai solapar.

O tempo não tem contribuído para o tapa-buraco, mas as equipes estão trabalhando por toda a cidade.

O que a gente vai fazer agora é avançar neste ano para soluções como o recapeamento de vias. Nós estamos trabalhando nisso, inclusive com estação em andamento, para a gente poder recuperar o pavimento da cidade de Campo Grande, que é muito antigo.

A maior parte do pavimento central tem mais de 30 anos, 40 anos, você tapa os buracos hoje e no outro dia abre outro ao redor. É uma situação assim, continuamos fazendo tapa-buraco porque é um serviço emergencial, mas a gente tem que avançar para a recuperação de vias com o recapeamento urbano.

Como avalia esses primeiros meses em que esteve à frente da Secretaria Municipal de Governo?

Eu acho que são tempos difíceis, tempos de muita discussão, de vários assuntos que nós enfrentamos nesses últimos meses que mexeu com toda a cidade e com toda a sociedade.

A Secretaria de Governo tem atuado junto ali, porque a Secretaria fica na frente ali do gabinete da prefeita, e nós estamos junto com ela, discutindo todos os assuntos.

Nós tivemos que enfrentar a greve de transporte coletivo, a greve da Santa Casa, agora a votação do IPTU, a taxa do lixo, a prorrogação. 

Sempre tentando dar respostas dos problemas que a cidade enfrenta e resolvê-los. Junto com a prefeita Adriane Lopes, a gente tem enfrentado todas as situações e dado respostas para a sociedade. A prefeita tem confiança no meu trabalho e isso me ajuda muito, ajuda bastante.

*Perfil

Ulisses da Silva Rocha

Secretário de Governo e Relações Institucionais do Município desde outubro do ano passado, Ulisses da Silva Rocha é formado em Direito pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) e especialista em Direito Público pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), além de obter especialização em Direito Eleitoral e Processo Eleitoral pela Faculdade Insted. Antes de assumir o cargo, foi secretário-adjunto da Pasta em 2024 e em 2025.

Também foi assessor parlamentar no gabinete do senador Waldemir Moka de 2011 a 2019 e coordenador de Políticas para a Juventude do governo do Estado de 2008 a 2011, durante o governo de André Puccinelli.

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brasília

Piloto que espancou jovem em Brasília vira réu por homicídio doloso

Pedro Turra está preso preventivamente na Papuda

13/02/2026 22h00

Pedro Turra está preso preventivamente

Pedro Turra está preso preventivamente Foto: Divulgação / PCDF

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A Justiça do Distrito Federal decidiu nesta sexta-feira (13) tornar réu o piloto de automobilismo Pedro Turra, de 19 anos. Com a decisão, Turra vai responder pelo crime de homicídio doloso qualificado por motivo fútil. Ele está preso preventivamente no presídio da Papuda, em Brasília.

Pedro Turra foi denunciado pelo Ministério Público dos Distrito Federal e Territórios (MPDFT) sob a acusação de provocar a morte de Rodrigo Castanheira, um adolescente de 16 anos. A briga na qual Turra deu um soco no rosto do jovem, ocorreu em janeiro, no bairro de Vicente Pires. Rodrigo passou duas semanas internado em uma unidade de terapia intensiva (UTI) e morreu no último sábado (7).

Premeditada

No início das investigações, a Polícia Civil afirmou que a agressão ocorreu em função de um desentendimento por causa de um chiclete arremessado em um amigo da vítima. No decorrer da apuração, os policiais apontaram que briga foi premeditada e contou com a ajuda de amigos do piloto. 

A denúncia descreve o teor de filmagens do episódio, que ganhou grande repercussão nacional. Segundo o MPDFT, Turra agiu de forma “livre e consciente” ao descer do carro em que estava e começar a dar socos em Rodrigo, que acabou sendo lançado contra a porta de um carro, onde bateu a cabeça e perdeu a consciência. 

Pena

Além da prisão, os promotores responsáveis pedem que Turra seja condenado a pagar R$ 400 mil em danos morais à família da vítima. A pena por homicídio doloso (quando houve intenção de matar) pode chegar a 30 anos de prisão. 

Turra respondia a inquérito por lesão corporal em liberdade quando voltou a ser preso, em 30 de janeiro. A nova prisão foi autorizada após a polícia apresentar provas de que Turra estaria envolvido em outros casos de agressão. Em um deles, ele teria usado um taser (arma de choque) contra uma adolescente de 17 anos para obrigá-la a ingerir bebida alcoólica durante uma festa. 

Decisão

Na decisão em que aceitou a denúncia, o juiz André Silva Ribeiro entendeu que a denúncia do MPDFT expôs os fatos criminosos de forma "clara e precisa". 

"A gravidade concreta dos fatos, a reiteração das condutas violentas e os riscos concretos de interferência probatória exigem resposta cautelar mais rigorosa", afirmou.

O TJDFT também negou um habeas corpus a Pedro Turra. Com isso, ele segue preso preventivamente.

A Agência Brasil entrou em contato com a defesa de Turra e aguarda retorno. O espaço está aberto para manifestação.

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