Cidades

CAMPO GRANDE

Figueiras centenárias receberam "Soro na raiz" em tratamento de preservação

A ação foi realizada pela Prefeitura de Campo Grande em 52 árvores de diferentes espécies na cidade

Continue lendo...

Como medida preventiva de preservação de árvores centenárias, tratamento inusitado com soro de medicamentos injetados em figueiras chamou a atenção de quem passava pela avenida Afonso Pena e Mato Grosso nas últimas semanas.

De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur) a ação de tratamento das árvores  notáveis de Campo Grande já foi finalizada tanto no centro da cidade, como em outras regiões onde o metodo foi aplicado.

"A Semadur informa que esse tratamento foi realizado em 52 árvores, de diferentes espécies e regiões da cidade. Não somente nas Figueiras centenárias, como também em outras árvores notáveis por seu porte ou ligação com a população. Desde 2017 a Semadur tem tratado as Figueiras das Avenidas Afonso Pena e Mato Grosso, no entanto, da forma como foi feita em 2023, com um tratamento mais completo, foi a primeira vez e novas intervenções serão programadas a depender da necessidade caracterizada pelos técnicos da Semadur", informou a secretaria em Nota.

Coordenação da ação, o árvorista Gustavo Garcia explica que dentro do soro aplicado nas raizes das árvores há uma mistura de nutrientes benéficos para nutrição da planta.

"Foram utilizados macro e micro nutrientes, aminoácidos organicos, condicionadores de solo, repelentes e Inseticidas. Corrigimos a nutrição e melhoramos quimicamente, fisicamente e biologicamente o solo para melhorar a capacidade de absorção das raízes, aumentando assim  a capacidade natural de resistência e consequentemente o tempo de vida das árvores", informou Gustavo.

Parte da história da Capital, as árvores do canteiro da avenida Afonso Pena foram cultivadas em 1921 por um dos primeiros adoradores de plantas que pisaram nessas terras, o então intendente e juiz de Direito Arlindo de Andrade Gomes. 

Segundo documentos enviados pelo Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul, no local eram cultivadas 150 variedades de roseiras, as mais finas flores e as mais belas árvores ornamentais, com diversas frutas europeias encontradas em São Paulo e no Rio Grande do Sul. 

PROBLEMAS DE FUNGOS

O trabalho de preservação destas árvores centenárias na região central de Campo Grande é de estrema importância ambiental, já houveram casos que foi necessário a retirada de uma figueira morta vítima de fungos e da falta de nutrientes do solo.

A situação ocorreu no mês de abril, no ano passado, um trecho da Afonso Pena precisou ser interdidato para que os galhos que cruzam a avenida pudessem ser retirados.

A figueira centenária estava apresentando segundo a Semadur na época, riscos de queda em via, podendo causar acidentes graves caso caisse em alguma pessoa que transitasse no canteiro. 

Desde 2017 o exemplar era monitorado, quando começou a apresentar um problema muito agudo, afetado pela falta de nutrientes, pelos fungos e excesso de lixo acumulado na cavidade central da árvore.  

Assine o Correio do Estado

OFENSIVA

MPF investiga usina de MT por supostos impactos sociais à comunidade de MS

Órgão instaurou procedimento administrativo após relatos de escassez de recursos naturais e falta de água de quilombolas de Sonora

07/03/2026 17h15

Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra, localizada em Itiquira (MT)

Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra, localizada em Itiquira (MT) Foto: Engie/Reprodução

Continue Lendo...

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimento administrativo para acompanhar o licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra, localizada em Itiquira (MT), que estaria causando impactos sociais à Comunidade Quilombola Porto dos Bispos, presente em Sonora, a menos de 120 quilômetros da cidade mato-grossense.

A abertura do procedimento foi publicada no diário oficial do órgão na última quarta-feira (4). Assinada pelo promotor Luiz Eduardo Camargo Outeiro Hernandes, a portaria cita que a história começa no ano passado, depois da Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise elaborar uma notícia de fato com evidências dos impactos à comunidade em decorrência da usina hidrelétrica no estado vizinho.

Diante disso, o MPF teria solicitado manifestação sobre o caso ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária de Mato Grosso do Sul (Incra/MS), ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis de Mato Grosso (Ibama/MT) e, por fim, à empresa Engie Brasil Energia S.A, que administra a usina.

Em resposta, o Incra disse que solicitou à Superintendência Federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar no Mato Grosso do Sul para que acompanhasse a situação de perto, especialmente pelos relatos de escassez de recursos naturais e falta de água da comunidade quilombola devido à instalação da usina na região.

Já o Ibama disse que, embora as licenças necessárias para operação legal da usina foram emitidas corretamente, será "solicitado ao empreendedor a inclusão da comunidade Quilombola Família Bispo como público-alvo do Programa de Educação Ambiental em atendimento à condicionante estabelecida na licença, já que, apesar de não ter havido a necessidade de realocação da comunidade, esta se encontra inserida no entorno do empreendimento".

A empresa Engie se limitou a afirmar que "inexiste alteração relevante do regime hidrológico do Rio Correntes atribuível à operação da UHE Ponte de Pedra", pois "a usina opera em regime a fio d’água, com manutenção das vazões defluentes em patamares equivalentes às vazões afluentes e estrita observância da vazão mínima remanescente fixada em outorga", o que o afastaria de ser responsável por possíveis impactos sociais negativos sentidos pela comunidade de Sonora.

Mesmo diante da explicação da operadora, o promotor resolveu instaurar o procedimento administrativo, que terá duração de um ano, com o objetivo de acompanhar o licenciamento ambiental da usina hidrelétrica.

Além disso, o promotor enviou ofício à Superintendência Federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar no Mato Grosso do Sul para que informe as providências que serão tomadas após a notícia de fato.

Outro ofício também foi enviado à Diretoria de Territórios Quilombolas do INCRA, requisitando que se manifeste sobre o teor dos relatos e que informe se foi realizada a consulta livre, prévia e informada à Comunidade Quilombola e se a entidade participou desse processo, bem como as providências tomadas em relação ao procedimento de licenciamento do empreendimento “para garantir a compensação e mitigação dos impactos sociais à comunidade”.

A USINA

A Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra, localizada no rio Correntes, no município de Itiquira, teve seu início de operação em 2005, com a Engie tendo concessão válida até 2035.

Segundo consta no site da empresa, a usina possui três unidades geradoras com turbinas verticais tipo Francis de 58,7 MW cada, abrigadas em uma casa de força subterrânea escavada em rocha. Sua capacidade instalada é de 176,1 MW e a garantia física para comercialização é de 133,6 MW médios.

Há 10 anos, a usina é operada de forma remota pela Engie, a partir do Centro de Operação da Geração (COG), localizado na sede da empresa, em Florianópolis (SC).

Assine o Correio do Estado

Fatalidade

Idosa morre e criança fica presa às ferragens após motorista tentar desviar de buraco em MS

Motorista do veículo perdeu o controle ao tentar evitar buracos na pista e capotou várias vezes na MS-010

07/03/2026 14h15

Imagem Divulgação

Continue Lendo...

Identificada como Liva Xavier Siqueira, de 75 anos, a idosa que morreu quando o carro em que seguia tentou desviar de um buraco e acabou capotando, nas proximidades da cachoeira Céuzinho, na MS-010, em Campo Grande.

Segundo informações preliminares, o Fiat Uno branco, em que seguiam três pessoas, entre elas uma criança, perdeu o controle quando a condutora tentou desviar de buracos na pista e precisou retornar ao perceber um carro vindo no sentido contrário da via.

A motorista perdeu o controle do veículo, que capotou pelo menos três vezes. A idosa, que seguia como passageira, sofreu ferimentos graves. Ela chegou a receber atendimento de uma equipe do Corpo de Bombeiros, mas não resistiu e morreu no local.

A criança precisou ser retirada com auxílio da equipe de resgate, pois estava presa às ferragens. Ela e a motorista receberam os primeiros atendimentos e foram encaminhadas para a Santa Casa de Campo Grande.

O tráfego ficou em meia pista, com equipes do Corpo de Bombeiros organizando a passagem dos veículos para evitar novos acidentes no trecho.

Assine o Correio do Estado
 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).