A ação investigava os crimes de descaminho, lavagem de capitais, corrupção passiva, violação de sigilo e outros ilícitos relacionados ao sistema financeiro nacional.
Edivaldo Quevedo da Fonseca, que era investigador da Polícia Civil, teve sua demissão publicada, nesta terça-feira (21), na edição do Diário Oficial do Estado (DOE). A medida foi assinada pelo secretário de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira.
A Operação Iscariotes, deflagrada no dia 18 de março deste ano, interditou o entorno do Camelódromo de Campo Grande e revelou a participação de agentes de segurança pública que facilitavam a entrada de mercadorias contrabandeadas no Estado.
A ação investigava os crimes de descaminho, lavagem de capitais, corrupção passiva, violação de sigilo e outros ilícitos relacionados ao sistema financeiro nacional.
Dois dias após ser preso na operação, Edivaldo foi dispensado pela Polícia Civil. No dia 30 de março, a Justiça Federal concedeu liberdade provisória ao policial, mediante pagamento de fiança, no valor de R$ 16.210
Ele estava na reserva e já havia sido detido em dezembro de 2024 pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Na época, Edivaldo foi flagrado com o carro cheio de mercadorias do Paraguai sem nenhuma documentação.
Mesmo após a prisão, o investigador, que estava vinculado à 5ª Delegacia de Polícia Civil, recebeu liberdade em 2025, e assumiu o compromisso de comparecer à Justiça Federal, confirmar endereço fixo e informar o local de trabalho. Antes de ser dispensado ele recebia o salário de R$ 14,6 mil por mês.