Cidades

trégua milionário

Fim do conflito entre indígenas e fazendeiros custará R$ 560 mi

Fim do conflito entre indígenas e fazendeiros custará R$ 560 mi

DA REDAÇÃO

25/11/2013 - 00h00
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Para ressarcir os produtores rurais que tiveram suas fazendas invadidas pelos índios em Mato Grosso do Sul, o Ministério da Justiça vai ter de assegurar no Orçamento Geral da União do próximo ano pelo menos R$ 560 milhões, conforme reportagem de hoje (25) do jornal Correio do Estado. Este é o valor calculado pela Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul) para indenizar as terras de 80 agropecuaristas que estão com indígenas em suas propriedades. Embora exista grande expectativa dos parlamentares federais e do Governo do Estado na proposta do Ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, de garantir recurso orçamentário  para indenizar os produtores - após o fracasso da proposta de usar TDAs (Títulos da Dívida Agrária) -, há a necessidade de viabilizar o recurso por meio orçamento do próximo ano.

O presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Eduardo Riedel, mostrou-se preocupado com a proposta do ministro. “Temos de ver o preto no branco a garantia de recursos”, destacou o líder do setor agropecuário, enfatizando que a burocracia é grande. Para agilizar o processo, os governos do Estado e Federal criaram uma força tarefa para adequar a legislação que criou o Fundo de Terras de Mato Grosso do Sul à necessidade para que a União possa fazer o repasse ao Estado e este pague os produtores.

Segundo a reportagem de Clodoaldo Silva, correspondente em Brasília, este procedimento vai garantir a indenização das fazendas em disputa no município de Sidrolândia, uma vez que foram assegurados R$ 30 milhões por meio de emenda do senador Waldemir Moka (PMDB/MS) ao Orçamento Geral da União deste ano, conforme afirmação do Ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, na audiência pública no Senado Federal, na última quinta-feira, que discutiu o conflito envolvendo indígenas e produtores rurais.

fábrica de celulose

Prefeito de Inocência pede socorro para resolver crise habitacional

De acordo com Toninho da Cofapi, pessoas que gostariam de morar em Inocência estão procurando imóveis em cidades que ficam a até 140 quilômetros

06/02/2026 11h55

Canteiro de obras da fábrica da Arauco está com 9,2 mil trabalhadores e até o fim do ano o número deve chegar a 14 mil

Canteiro de obras da fábrica da Arauco está com 9,2 mil trabalhadores e até o fim do ano o número deve chegar a 14 mil

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Ao lado do governador Eduardo Riedel, de dois ministros do Governo Lula, dois senadores e uma série de outros políticos e autoridades estaduais e federais, o prefeito de Inocência, Antônio Ângelo Garcia dos Santos (Toninho da Cofapi), aproveitou o palanque desta sexta-feira (6), no canteiro de obras da Arauco, para cobrar ajuda dos políticos para a liberação de recursos públicos para a construção de pelo menos 600 casas. 

"Estamos passando por um momento muito difícil no setor de habitação da nossa cidade. Gostaria que  vocês olhassem para a gente para que possamos atender aquelas famílias que estão mudando para Cassilândia, Paranaíba, Três Lagoas e Água Clara porque não encontram residência em Inocência", afirmou o prefeito depois de fazer uma série elogios sobre os investimentos de US$ 4,6 bilhões da Arauco que estão mudando o cenário econômico da região. 

De acordo com Toninho da Cofapi, a prefeitura tem áreas para construir em torno de 600 casas, mas precisa de recursos para que os projetos habitacionais saiam do papel. A própria Arauco tem projeto para construir em torno de 700 casas em Inocência, mas elas devem abrigar somente os futuros funcionários da empresa, depois que a fábrica for ativada, no final de 2027. 

Das cidades citadas pelo prefeito para abrigar pessoas que estão trabalhando em Inocência por conta das obras de instalação da fábrica de celulose, Cassilândia e Paranaíba ficam a cerca de 90 quilômetros. Três Lagoas e Água Clara, por sua vez, estão a quase 140 quilômetros. 

Além do governador Eduardo Riedel, do evento de lançamento da pedra fundamental do ramal ferroviário de 47 quilômetros participaram os ministros Renan Calheiros Filho e Simone Tebet, dos transportes e planejamento, respectivamente. 

O pedido de socorro também foi direcionado aos senadores Nelsinho Trad e Tereza Cristina, que participaram do evento e têm condições de destinar verbas parlamentares para o setor habitacional do município. 

Atualmente, 9,2 mil pessoas estão atuando no canteiro de obras da fábrica e a previsão é de que no pico dos trabalhos, no segundo semestre deste ano, este número cheque a 14 mil. Embora a maior parte deles esteja abrigada em alojamentos temporários, este provável aumento tende a agravar o problema de moradias em Inocência, município que até o início da obra tinha em torno de 8,5 mil habitantes. 

A fábrica está sendo construída às margens do Rio Sucuriú, a cerca de 50 quilômetros da área urbana. Grande parcela dos alojamentos também foi erguida longe da área urbana.

Mesmo assim, segundo o prefeito, uma infinidade prestadores de serviço e trabalhadores que deve permanecer na região estão sendo obrigados a buscar imóveis nas cidades vizinhas porque faltam casas em Inocência. 
 

TEMPO

São Gabriel do Oeste acumula 532 milímetros de chuva em 5 dias

Acumulado é o maior do Estado; em cinco dias choveu 210% acima do esperado para todo o mês no município

06/02/2026 11h25

Após chuvas, árvore caiu e interditou parcialmente uma rua em São Gabriel

Após chuvas, árvore caiu e interditou parcialmente uma rua em São Gabriel DIVULGAÇÃO/Idest

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São Gabriel do Oeste, município localizado a 137 quilômetros de Campo Grande, registrou 532,4 milímetros entre domingo (1°) e quinta-feira (5), de acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec-MS).

A média esperada para o mês é de 171,5 milímetros. Portanto, em cinco dias choveu 210% acima do esperado para todo o mês em São Gabriel.

O município ocupa o primeiro lugar entre os que mais choveram na primeira semana de fevereiro de 2026, em Mato Grosso do Sul.

A chuvarada deixou estragos pela cidade, como alagamentos na BR-163 e queda de árvores e postes.

Vale ressaltar que embora a cidade tenha registrado o maior acumulado de chuva do Estado, não teve danos significativos, como transbordamento de rios e alagamento de ruas e casas, assim como ocorreu em Corguinho (MS) e Aquidauana (MS).

São Gabriel amanheceu ensolarada, nesta sexta-feira (6), após cinco dias seguidos de chuva e tempo instável.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o fim de semana terá chance de chuvas isoladas e dará uma trégua e alívio aos moradores.

Com isso, a meteorologia prevê que os próximos dias serão de sol, céu parcialmente nublado, pouca chuva e muito calor no município.

METEOROLOGIA

O mês de fevereiro começou com muita chuva na região centro-norte de Mato Groso do Sul.

O tempo permaneceu nublado, instável, úmido e chuvoso, de domingo (1°) a quinta-feira (5), em Aquidauana, Rochedo, Corguinho, Coxim, São Gabriel do Oeste, Camapuã, Bandeirantes, Miranda, Porto Murtinho, Rio Brilhante e Ribas do Rio Pardo.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou alerta amarelo e laranja de chuvas intensas para o começo de fevereiro em Mato Grosso do Sul:

  • Chuvas intensas - alerta amarelo - perigo potencial: chuva de 20-30 mm/h ou 50 mm/dia e ventos intensos de 40-60 km/h. Há baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores e alagamentos

  • Chuvas intensas - alerta laranja - perigo: chuva de 30-60 mm/h ou 50-100 mm/dia e ventos intensos de 60-100 km/h. Há risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores e alagamentos

Veja os acumulados de chuva de domingo (1°) a quinta-feira (5):

Após chuvas, árvore caiu e interditou parcialmente uma rua em São Gabriel

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