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Fim dos lixões até 2014 é tema da Conferência do Meio Ambiente

Fim dos lixões até 2014 é tema da Conferência do Meio Ambiente

Agência Brasil

20/10/2013 - 10h46
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O Brasil tem 2.906 lixões em atividade e das 189 mil toneladas de resíduos sólidos produzidas por dia apenas 1,4% é reciclado. Mudar esse quadro – acabando com os lixões até 2014 e aumentando o percentual de reciclagem – é uma das principais metas da 4ª Conferência Nacional de Meio Ambiente, que este ano vai discutir a geração e o tratamento dos resíduos sólidos. O evento ocorre em Brasília, de 24 a 27 de outubro.

O tema ganhou relevância após a publicação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei 12.305, de 2010, que determina que todos os municípios tenham um plano de gestão de resíduos sólidos para ter acesso a recursos financeiros do governo federal e investimento no setor.

Os 1.352 delegados debaterão a PNRS com base nas propostas apresentadas nas 26 etapas estaduais e na etapa distrital e nas 643 conferências municipais e 179 regionais que mobilizaram 3.602 cidades e 200 mil pessoas. A conferência terá quatro eixos temáticos: produção e consumo sustentáveis, redução dos impactos ambientais, geração de emprego e renda e educação ambiental.

Na etapa nacional, será produzido um documento com 60 ações prioritárias, sendo 15 por eixo. “O governo vai deter sua atenção nessas ações demandadas pela conferência para implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos,” disse o diretor de Cidadania e Responsabilidade Socioambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Geraldo Abreu. Esses resultados constarão na carta de responsabilidade compartilhada da 4ª CNMA.

Pela Lei 12.305, após 2014 o Brasil não poderá mais ter lixões, que serão substituídos pelos aterros sanitários. Além disso, os resíduos recicláveis não poderão ser enviados para os aterros sanitários e os municípios que desrespeitarem a norma podem ser multados.

O desafio é grande: existem quase 3 mil lixões no Brasil para serem fechados no prazo fixado na PNRS, apenas 27% das cidades brasileiras têm aterros sanitários e somente 14% dos municípios brasileiros fazem coleta seletiva do lixo. “Precisamos transformar os resíduos em matéria-prima para que o meio ambiente não seja tão pressionado. Perdemos potencial econômico com a não reutilização dos produtos”, explicou Abreu. Segundo o MMA, se os resíduos forem reaproveitados podem valer cerca de R$ 8 bilhões por ano.

“A gestão de resíduos sólidos, até a publicação da lei, se deu de forma muito desordenada, trazendo uma série de prejuízos à população. Vimos proliferar lixões por todo o Brasil, com desperdício de recursos naturais que, pela ausência de um processo de reciclagem, acabam indo para esses locais inadequados”, disse Abreu.

A conferência vai discutir, entre outras medidas, o fortalecimento da organização dos catadores de material reciclável por meio de incentivos à criação de cooperativas, da ampliação da coleta seletiva, do fomento ao consumo consciente e da intensificação da logística reversa, que obriga as empresas a fazer a coleta e dar uma destinação final ambientalmente adequada dos produtos.

CAMPO GRANDE

Belas Artes tem obra prorrogada novamente e entrega fica para dezembro de 2026

Prazo foi estendido por mais nove meses e contrato teve acréscimo de R$ 380 mil; projeto se arrasta desde a década de 1990

08/04/2026 12h30

Obra no Centro de Belas Artes já dura mais de 30 anos e conclusão agora fica para dezembro de 2026

Obra no Centro de Belas Artes já dura mais de 30 anos e conclusão agora fica para dezembro de 2026 Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Mais uma vez, a conclusão do Centro Municipal de Belas Artes, em Campo Grande, foi adiada. A Prefeitura prorrogou o prazo da obra por nove meses, a mudança foi oficializada em termo aditivo publicado nesta quarta-feira (8) no Diogrande. Além do novo prazo, o contrato também teve reajuste e passou de R$ 7,7 milhões para R$ 8,1 milhões, aumento de R$ 380 mil.

A obra é executada pela CR Arquitetura e Construções Ltda e, segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), a alteração ocorreu por necessidade de readequação do cronograma e justificativas técnicas apresentadas no andamento dos trabalhos.

Firmado em março de 2025, o contrato previa conclusão em até um ano. Agora, o prazo foi estendido em 270 dias, consolidando mais um adiamento em um projeto marcado por interrupções.

O contrato atual foi firmado em março de 2025, com previsão inicial de conclusão em até 12 meses. Com a mudança, a entrega do espaço foi adiada para o fim de 2026.

Obra se arrasta há décadas

A tentativa de conclusão do Centro de Belas Artes faz parte de um projeto que se estende há mais de 30 anos. A estrutura começou a ser construída em 1991, quando o espaço seria destinado a um novo terminal rodoviário de Campo Grande.

A obra, no entanto, foi abandonada ainda na década de 1990 e passou por diferentes mudanças de finalidade ao longo dos anos. O imóvel acabou sendo transferido ao município e, posteriormente, destinado à implantação de um centro cultural.

Em 2007, um acordo com o Ministério Público Estadual consolidou essa proposta. Já em 2018, um novo entendimento buscou viabilizar a conclusão, mas as tentativas seguintes também não avançaram.

Licitações abertas nos anos seguintes acabaram frustradas ou interrompidas. Em 2022, uma nova empresa chegou a assumir a execução, mas os trabalhos voltaram a ser paralisados. A atual contratação, firmada em 2025, é mais uma tentativa de finalizar o chamado “puxadinho” do complexo.

A intervenção em andamento contempla cerca de 4,3 mil metros quadrados dentro de uma área total de aproximadamente 16 mil m².

O projeto inclui implantação de sistemas de água, esgoto e drenagem, além de instalações elétricas, climatização, cobertura, esquadrias, pintura, forro em gesso e paisagismo.

Quando concluído, o espaço deve abrigar salas de dança, ambientes multiuso para cursos, auditório e salão de exposições. No subsolo, está prevista a instalação do Arquivo Histórico de Campo Grande, com áreas de pesquisa, restauração e setores administrativos.

Polo de tecnologia

Enquanto a obra do Centro de Belas Artes avança lentamente, a Prefeitura também projeta ocupar o restante da área com estruturas voltadas à inovação.

A proposta é instalar no local a Agência Municipal de Tecnologia da Informação (Agetec) e o Parque Tecnológico e de Inovação de Campo Grande (Parktec CG), em um projeto que pretende integrar cultura e tecnologia no mesmo complexo.

Segundo a gestão municipal, a ideia é que todo o espaço remanescente da antiga rodoviária seja utilizado, virando um novo polo multifuncional na região.

Apesar dos planos, a conclusão do Centro de Belas Artes, considerada a primeira etapa do projeto, segue sem prazo definitivo após sucessivos adiamentos.

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CONTRA O AEDES AEGYPTI

Dourados fiscaliza 1,3 mil casas e aplica multas em combate a chikungunya

Bairros que abrangem a ação são Terra Dourada, Parque das Nações I e II, Vila Progresso, Jardim Água Boa, Jardim Guaicurus e Harrison de Figueiredo

08/04/2026 11h50

DIVULGAÇÃO/Prefeitura de Dourados

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Prefeitura de Dourados, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), intensificou o combate a chikungunya em regiões com maior incidência de casos, na área urbana do município.

Os bairros que abrangem a ação são Terra Dourada, Parque das Nações I e II, Vila Progresso, Jardim Água Boa, Jardim Guaicurus e Harrison de Figueiredo.

Os pontos estratégicos são floriculturas, borracharias, cemitério e ferro velho.

Ao todo, 81 agentes fiscalizaram 1.314 imóveis e observaram:

  • 15 com focos do mosquito
  • 28 com possibilidade de notificação
  • 83 criadouros foram identificados e posteriormente tratados
  • 531 imóveis passaram por borrifação com máquina costal
  • 157 quarteirões receberam aplicação de inseticida com carro fumacê

A fiscalização ainda resultou em:

  • 132 notificações, com previsão de outras 180
  • 427 autos de infração
  • 24 multas em processo de emissão

Dourados já recebeu 200 armadilhas contra o mosquito Aedes Aegypti e a previsão é que receba mais mil armadilhas nos próximos dias.

A armadilha se trata de Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs), enviadas pelo Ministério da Saúde ao município.

As armadilhas funcionam como recipientes com água e uma tela impregnada com larvicida. A fêmea do mosquito é atraída, entra em contato com o produto e, ao buscar outros criadouros, acaba disseminando o larvicida, eliminando larvas e pupas. Estudos da Fiocruz apontam que a técnica pode reduzir em mais de 66% a proliferação adulta do mosquito.

Os equipamentos permanecem instalados nos imóveis e passam por manutenção a cada 30 dias, com substituição do material.

“A Prefeitura reforça a importância da participação da população no combate ao mosquito, mantendo quintais limpos, eliminando recipientes com água parada e permitindo a entrada das equipes de saúde nos imóveis para inspeção e orientação”, informou a prefeitura por meio de nota.

NÚMEROS

Dados do Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS) apontam que 1.764 casos de Chikungunya foram confirmados entre 1° de janeiro e 1° de abril de 2026.

Até o momento, sete pessoas morreram vítimas da doença, no ano de 2026, em Mato Grosso do Sul. Desse número, 5 são de Dourados, 1 de Bonito e 1 de Jardim.

CHIKUNGUNYA

A Chikungunya é uma arbovirose transmitida pela picada do mosquito Aedes Aegypti.

Os sintomas são febre, dor de cabeça e dores nas articulações. O tratamento da Chikungunya é sintomático, ou seja, feito para aliviar os sintomas.

Recomenda-se ingestão de líquidos, de paracetamol ou dipirona em caso de dor. Em hospitais, o tratamento é realizado com líquidos intravenosos.

A doença pode evoluir para três fases: febril ou aguda, pós-aguda e crônica.

A fase aguda tem duração de 5 a 14 dias. A fase pós-aguda tem duração de até 3 meses. Se os sintomas persistirem por mais de 3 meses após o início da doença, considera-se fase crônica.

Os anti-inflamatórios não esteroides e corticosteróides não devem ser utilizados na fase aguda da doença. O ácido acetilsalicílico também é contraindicado na fase aguda.

COMBATE AO MOSQUITO

As melhores formas de prevenir e combater a proliferação do mosquito Aedes Aegypti são:

  • Evitar deixar água parada em vasos de plantas;
  • Manter caixas d’água bem fechadas;
  • Eliminar acúmulo de água sobre a laje;
  • Manter garrafas e latas tampadas;
  • Fazer manutenção em piscinas;
  • Manter pneus ou outros objetos que possam acumular água em locais cobertos;
  • Tampar ralos;
  • Usar repelentes;
  • Fumacê;
  • Método Wolbachia.

 

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