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Fim dos supersalários tende a gerar onda de aposentadorias no MP e TJMS

Cerca de 20% dos magistrados e promotores de MS já poderiam estar aposentados. E, caso sejam vetados certos penduricalhos, não vai compensar a permanência na ativa

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O possível corte de penduricalhos sem base em legislação de alcance nacional, que pode ser definido nesta quinta-feira (26) no Supremo Tribunal Federal, tende a provocar uma verdadeira enxurrada de aposentadorias de magistrados e promotores de justiça em Mato Grosso do Sul. 

Dados do siste da transparência do Ministério Público revelam que pelo menos 43 dos cerca de 230 procuradores e promotores já poderiam estar aposentados, o que significa quase 20% da categoria. E, pelo fato de já terem idade e tempo de contribuição, recebem o chamado abono de permancência, de quase R$ 6,5 mil.

Assim como ocorre em qualquer órgão públicos, eles contribuem com o instituto de previêndia, mas todo o valor é devolvido pelo fato de já terem contribuído por determinado período. Dos 37 procuradores de justiça, pelo menos 29 já poderiam estar aposenados, mas preferem continuar trabalhando por conta dos acréscimos salariais. E, boa parte destes acréscimos corre o risco de ser barrada agora pelo STF.

O salário-base dos procuradores é de R$ 41,8 mil. Porém, por conta do abono de permancência, que acaba depois da aposentadoria, e de uma série de outros benefícios, em janeiro deste ano a média salarial bruta destes servidores públicos da ativa chegou à casa dos R$ 200 mil. 

Enquanto isso, entre os 60 inativos, somente um recebeu mais de R$ 60 mil em rendimentos brutos no mês passado. Os salários dos demais variaramm entre R$ 40 e R$ 50 mil. Porém, o desconto relativo à previdência e imposto de renda dos inativos é igual ao daqueles que seguem na ativa. Além disso, parte dos seus proventos é retida por extrapolar o teto de R$ 41,8 mil.  

Por conta destes descontos, a maior parcela dos inativos têm renda líquida abaixo de R$ 30 mil, conforme mostram os dados da transparência relativos a janeiro. Isso significa em torno de R$ 100 mil abaixo daquilo que chega à conta bancária daqueles que seguem na ativa. 

Tribunal de Justiça

E não é somente no Ministério Público que os funcionários públicos do alto escalão resistem à idéia da aposentadoria. No site da transparência do Tribunal de Justiça não existe um item separado para identificar o chamado abono de permanência. 

Porém, levantamento do Correio do Estado aponta que pelo menos 30 dos 37 desembargadores já tem idade e tempo de contribuição previdenciária suficientes para que pudessem estar aposentados. Porém, seguem trabalhando por conta das vantagens financeiras, que são idênticas às do Ministério Público. Em janeito, por exemplo, teve desembargador que recebeu R$ 281,2 mil. Depois dos descontos, sobraram pouco mais de R$ 246 mil líquidos.

Pela atual legislação, o servidor público é obrigado a se aposentar quando completa 75 anos. E o desembargador Lúcio Raimundo da Silveira está perto disso. No topo da carreira do Judiciário estadual somente desde 2023, ele nasceu em 19 de utubro de 1951 e por conta disso terá de "pendurar as chuteiras" antes do fim de 2026. 

Ele está na magistratura desde 1989 e somente nesta instituição tem mais de 36 anos de contribuição previdenciária, tempo suficiente para reivindicar a aposentadoria. E, assim como ele, pelo menos 30 desembargadores têm tempo de contribuição suficiente somente no serviço público.  

Dos 37 desembargadores, ao menos 25 entraram na magistratura antes de 1990 . Além deles, tem cerca de  duas dezenas de juízes que não chegaram ao topo da carreira e que também preenchem os critérios para se aposentarem. Somando desembargadores e juízes de primeira instância, em torno de 20% dos magistrados poderiam se aposentar. 

JULGAMENTO

Nesta quinta-feira (26), o Supremo Tribunal Federal (STF) pode decidir se referenda as decisões dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes que suspenderam o pagamento de verbas indenizatórias não previstas em lei — os chamados “penduricalhos” — utilizadas para ultrapassar o teto constitucional do funcionalismo público, de R$ 46.366,19.

O julgamento começou na quarta-feira (25) mas não houve apresentação de votos. A sessão foi dedicada às sustentações orais de associações e entidades interessadas no caso.

Ao abrir os trabalhos, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, afirmou que o pagamento de valores acima do teto é uma questão “tormentosa” e que “impõe resposta célere” do tribunal.

“Apesar da jurisprudência consolidada da Corte, a questão permanece tormentosa no plano dos fatos, diante da edição de leis e atos normativos que podem não apresentar compatibilidade com o texto constitucional nas diversas esferas de poder”, disse.

Relator de uma das ações, Dino criticou a multiplicidade de interpretações sobre o teto constitucional, equivalente hoje ao subsídio dos ministros do STF. Segundo ele, a regra não é aplicada de forma uniforme no país.

“Qual teto que vigora hoje no Brasil? Quem souber responder essa pergunta ganha um prêmio. Ninguém sabe. Temos entre 2 mil e 3 mil tetos vigentes, porque depende da lógica de cada órgão pagador”, afirmou.
Já Gilmar Mendes, relator da outra decisão em análise no plenário, afirmou que a autonomia administrativa e financeira das carreiras não autoriza distorções — o que classificou como “balbúrdia”.

“De teto, pelo que estou vendo aqui dos números, se tornou piso”, disse o ministro. “Ficou uma situação extremamente complexa e que vai exigir talvez muita criatividade para superar.”

Se o plenário confirmar as liminares, a decisão poderá consolidar a suspensão nacional de parcelas consideradas irregulares e obrigar tribunais e Ministérios Públicos a revisar pagamentos que extrapolem o limite constitucional.

A análise ocorre em meio à pressão de setores do Legislativo e do Executivo por uma solução para os chamados supersalários no serviço público.

A PGR (Procuradoria-Geral da República), no entanto, questionou o alcance das liminares que suspenderam os penduricalhos. Para o procurador-geral Paulo Gonet, as decisões de Flávio Dino e Gilmar Mendes extrapolaram os limites das ações em julgamento no STF.

“Não se nega que a temática a que se atêm as liminares submetidas à avaliação do plenário seja de preeminente importância. O obstáculo que se opõe é apenas a sede em que esse tema está sendo examinado", afirmou o PGR.

 

Gratuito!

Agenda de castração reabre e tutores já podem agendar procedimento

Atendimentos serão realizados às segundas, terças, quintas e sextas-feiras, no período das 7h30 às 13h, na rua Rui Barbosa, número 3538, Centro, na Capital

26/02/2026 11h35

Gatinho dos olhos azuis

Gatinho dos olhos azuis Foto: Gerson Walber/Arquivo

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Agenda de castração gratuita está de volta.

Superintendência de Bem-Estar Animal (SUBEA) reabre, na próxima segunda-feira (2), a agenda de 2026 para castração de cães e gatos, para pessoas de baixa renda, em Campo Grande.

Os atendimentos são realizados às segundas, terças, quintas e sextas-feiras, no período das 7h30 às 13h, na rua Rui Barbosa, número 3538, Centro, na Capital.

São disponibilizadas 15 senhas para esterilização e outras 15 para consulta, distribuídas por ordem de chegada.

No local, os animais passarão por avaliação veterinária e serão microchipados. Caso estejam aptos ao procedimento, serão encaminhados para uma das 10 clínicas veterinárias credenciadas, onde a castração será realizada de forma gratuita.

Critérios para que o pet seja castrado:

  • Idade mínima de 5 meses
  • Peso máximo de 25 kg

Critérios para o dono participar:

  • Possuir cadastro no CadÚnico, atualizado nos últimos 24 meses e impresso
  • Possuir documento oficial com foto
  • Possuir comprovante de residência no município de Campo Grande

CASTRAÇÃO

Castração, também conhecida como esterilização, é um procedimento cirúrgico que impede a reprodução de animais. Em machos, envolve a remoção dos testículos (orquiectomia), e em fêmeas, a remoção dos ovários e útero (ovário-histerectomia). É feita por um médico veterinário.

A castração oferece benefícios como o controle populacional, redução de certos tipos de câncer e diminuição de comportamentos indesejados, como agressividade e marcação de território.

A Subsecretaria do Bem-Estar Animal (SUBEA), por meio da Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG), oferece centenas de vagas para castração mensais. 

POPULAÇÃO PET

De acordo com censo realizado pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ - 2022), por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), existem 287.768 animais de estimação, sendo 224.563 cães e 63.205 gatos, em Campo Grande.

Existem 119.698 cadelas, 104.865 cachorros, ninhada de 3.330 filhotes caninos, 17.003 gatas, 35.246 gatos e ninhada de 2.561 filhotes felinos. Os números são de 2022.

Segundo censo realizado pelo CCZ, em 2021, a estimativa de animais em situação de abandono naquele ano, em Campo Grande, foi de aproximadamente 12.500.

Defesa Civil

Governo reconhece estado de emergência em Coxim e Rio Negro

Tempestades intensas causaram destruição em pontes, deixaram famílias isoladas e mobilizaram forças de segurança; decretos garantem medidas emergenciais por 180 dias

26/02/2026 11h22

Imagem Divulgação

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O governador Eduardo Riedel (PP), por meio de decreto, reconheceu situação de emergência nos municípios de Rio Negro e Coxim, atingidos por tempestades intensas que provocaram danos nas áreas rurais e urbanas.

A publicação dos decretos foi feita nesta quinta-feira (26), no Diário Oficial de Mato Grosso do Sul, e reconhece a situação por 180 dias, a partir da data em que o prefeito de cada município declarou a emergência.

Todos os órgãos estaduais estão autorizados a atuar sob a supervisão da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil de Mato Grosso do Sul (CEPDEC/MS).

Neste período emergencial, ficam dispensados os processos licitatórios, devido à situação de urgência enfrentada pelos municípios afetados.

Como acompanhou o Correio do Estado, em Rio Negro, que chegou a registrar mais de 200 milímetros de chuva, pontes foram completamente levadas pela água e outras tiveram de ser interditadas, deixando várias famílias isoladas e com o acesso comprometido.

Em Coxim, com a cheia do Rio Taquari, houve mobilização intensa para evacuar a população, inclusive com a atuação de militares do Exército em regiões onde casas ficaram totalmente submersas.

Na ocasião, o prefeito do município, Edilson Magro, disse a reportagem que o rio chegou a atingir cinco metros.

Famílias precisaram deixar suas residências; outras ficaram em espaços preparados para acolhimento pelo Executivo municipal. A região central também registrou estragos em decorrência das fortes chuvas.

Entre os afetados estão a população ribeirinha, além do registro de pontes e estradas danificadas, entre outros prejuízos.

Cabe ressaltar que Corguinho também decretou situação de emergência no dia 5 de fevereiro. O município foi atingido por 238 milímetros de chuva, teve a ponte do Rio Caboclo arrastada e registrou áreas isoladas.

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