Cidades

COP15

Financiamento de reservas é ponto fraco para garantir áreas de conservação para espécies migratórias

Para essa COP15, o governo federal reservou a assinatura de dois decretos para criar novas reservas federais.

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O tema ligado a reservas para garantir território necessário para abrigar espécies migratórias está dominando parte das discussões na COP15, que acontece em Campo Grande até o dia 29 de março. O assunto, inclusive, foi pauta na fala presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante sua agenda na Capital de Mato Grosso do Sul. Ele ressaltou que é preciso primeiro proteger habitats para depois conseguir conservar as espécies. Contudo, o custeio dessas áreas de conservação, que acabam não tendo a permissão para uso econômico com produção agropecuária, ainda enfrenta desafios.

Para essa COP15, o governo federal reservou a assinatura de dois decretos para criar novas reservas federais. No Mato Grosso, a Estação Ecológica (ESEC) de Taiamã foi ampliada em 57 mil hectares, passando a proteger um total de 68 mil hectares. Já o Parque Nacional do Pantanal ganhou um acréscimo de 47 mil hectares, atingindo agora 183 mil hectares de área preservada. As duas UCs estão localizadas no Mato Grosso, mas o Parque Nacional faz divisa com Mato Grosso do Sul a partir do Paiaguás e também a Serra do Amolar.

O Brasil segue a meta global de tentar proteger 30% das áreas terrestres e marinhas até 2030. “Não há como proteger espécies migratórias sem proteger seus habitats. Estas novas áreas são corredores de vida que garantem a conectividade que o mundo discute aqui em Campo Grande. Esta COP15 ocorre em um momento de grandes tensões geopolíticas. Ações unilaterais, atentados à soberania e execuções sumárias estão se tornando a regra. No lugar de muros e discursos de ódio, precisamos de políticas de acolhimento e de um multilateralismo”, discursou Lula para delegados de mais de 130 países.

Para amplificar esse debate sobre manter territórios sobre conservação dedicada, seja na conversão de unidades públicas, ou em reservas particulares de patrimônio natural (RPPNs) – neste caso, é a iniciativa privada que define converter uma propriedade rural em área de conservação -, o assunto ganha espaço na Casa do Homem Pantaneiro, Zona Verde, com um debate que envolve medidas em execução no Pantanal.

Neste dia 26, às 9h, um painel envolvendo o setor privado, vai discutir como projetos de créditos de carbono e de biodiversidade podem gerar receita para a manutenção de reservas. O caso a ser apresentado envolve áreas administradas pelo Instituto Homem Pantaneiro (IHP) no município de Corumbá, na região da Serra do Amolar. A organização obteve a certificação de dois projetos e foi pioneira no território pantaneiro.

“A manutenção de áreas protegidas representa em um grande esforço. No Pantanal, temos a Rede Amolar, que possui quase 300 mil hectares formando um corredor de biodiversidade, de alto grau de importância para espécies migratórias. A via por PSA é uma das ferramentas econômicas que podemos executar para garantir esses territórios sob um uso sustentável”, comentou o presidente do IHP, Ângelo Rabelo.

Para executar o projeto de créditos de carbono, o financiamento de parte do processo contou com apoio do programa Conexão Jaguar, que é mantido pela ISA Energia. Esse programa procura criar corredores de biodiversidade a partir da Colômbia até o Brasil para garantir áreas de conservação para a onça-pintada e mais de uma dezena de espécies que estão diretamente vinculadas ao maior felino das Américas. Apesar de não haver números oficiais, o projeto do IHP resultou em mais de R$ 1 milhão em recursos para manutenção das áreas que ficam na Serra do Amolar, distante mais de 5 horas de viagem pelo rio Paraguai acima, a partir de Corumbá.

Com relação aos créditos de biodiversidade, a certificação foi obtida em 2025 e houve lançamento em evento junto com o governador Eduardo Riedel. Ainda não houve informação sobre valores movimentados.

“Um dos pontos centrais do evento será demonstrar que os créditos de carbono e de biodiversidade não são competidores, mas aliados na geração de recursos para a proteção de territórios. Além disso, o painel reforça que a conservação pode ser impulsionada por pessoas físicas, permitindo que a sociedade civil contribua diretamente para a ciência e a conservação”, detalhou o IHP sobre o evento, que acontece com o painel “Créditos de carbono e de biodiversidade na Serra do Amolar”, no dia 26 de março de 2026, às 9h, na Sala Tuiuiú, Casa do Homem Pantaneiro. O debate envolve Mayara Ribeiro (ISA Energia), Lorena Lourenço (ERA Brazil) e Angelo Rabelo (IHP).

Discussão em Corumbá

O custeio por meio de Pagamentos por Serviços Ambientais, na sigla PSA, também está ampliado para acontecer no Sindicato Rural de Corumbá no dia 31 de março, às 18h, na sede da instituição. O PSA é o tipo de programa que envolve créditos de carbono e de biodiversidade. 

O governo de Mato Grosso do Sul também mantém ativo um PSA para produtores rurais e em sua primeira edição, realizada entre 2025 e começo de 2026, pagou cerca de R$ 3 milhões a 40 produtores rurais do Pantanal que submeteram documentação. O novo edital a ser aberto prevê pagamentos de até R$ 100 mil por ano para produtores rurais que decidirem manter vegetação nativa de forma excedente.

LEVANTAMENTO

Pesquisa aponta que 14% dos campo-grandenses já usaram canetas emagrecedoras

Realizada pela Fecomércio-MS, levantamento também fala que, após o uso dos injetáveis, quase 90% das pessoas diminuíram a quantidade de comida ingerida

26/09/2026 15h30

Canetas emagrecedoras estão em alta no Brasil e em Campo Grande não é diferente

Canetas emagrecedoras estão em alta no Brasil e em Campo Grande não é diferente Foto: Divulgação

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As canetas emagrecedoras, mesmo que ainda não liberadas à todas as camadas da população pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), seguem em alta e mais de 14% dos campo-grandenses relatam usarem ou já terem usado o medicamento injetável para emagrecer ou controlar o peso.

A pesquisa “Canetas Emagrecedoras: A Revolução que Está Redesenhando o Mercado”, realizada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso do Sul (Fecomércio-MS), ouviu 1.087 consumidores de alimentação fora do lar nas sete regiões urbanas de Campo Grande, entre 24 de agosto e 02 de setembro.

Deste montante, 14,1% disseram usar ou já ter usado medicamentos injetáveis para emagrecer ou controlar o peso. Ainda, destes que relataram o uso de canetas, 87,7% falaram que preferem porções menores em relação ao que costumavam consumir, o que revela uma mudança do comportamento alimentar de boa parte da população campo-grandense.

“São informações que nos ajudam a compreender um consumidor que vem se transformando e a refletir sobre como as empresas podem se adaptar ao novo cenário. Mas queremos ir além da informação”, afirmou o presidente do Sistema Comércio MS, Juliano Wertheimer.

Ainda segundo a pesquisa, 85,6% consideram que a preocupação com alimentação saudável fora de casa representa uma mudança permanente de comportamento, enquanto apenas 6,3% a classificam como tendência passageira. Entre as 69 pessoas que já pararam de usar os medicamentos, 27,5% disseram ter mantido praticamente todas as mudanças de hábito e 36,2% preservaram parte delas.

Para se ter uma relação com isso, a mudança reflete nos critérios considerados na hora de escolher o que comer. O equilíbrio entre prazer e saúde foi citado por 47,7% dos usuários, contra 31,6% dos não usuários. Já o preço apareceu para apenas 1,3% de quem utiliza ou já utilizou os medicamentos, diante de 11,1% entre os demais consumidores.

Além disso, foi traçado um perfil das pessoas que relataram o uso das canetas. Entre as mulheres entrevistadas, 19,2% usam ou já usaram os medicamentos, mais que o dobro dos 9,1% registrados entre os homens. O uso também cresce conforme a renda, passando de 11,1% entre pessoas com renda domiciliar de até três salários mínimos para 22% entre aquelas com renda superior a dez salários mínimos.

Sucesso de apreensão

Outro dado que demonstra o crescimento desenfreado na aquisição e uso das canetas emagrecedoras é de apreensões realizadas. Dados da Receita Federal mostram que R$ 5,9 milhões em medicamentos foram apreendidos no Estado até 13 de julho, enquanto durante todo o ano de 2025 o valor ficou em R$ 1,5 milhão. 

Na prática, em pouco mais de seis meses, o volume apreendido em MS já é quatro vezes maior que o registrado em todo o ano de 2025. A diferença é de R$ 4,4 milhões. 

A alta registrada acompanha um movimento que ocorre em todo o País. Segundo a Folha de São Paulo, no primeiro semestre deste ano, a Receita Federal apreendeu mais de R$ 80 milhões em canetas emagrecedoras, contra R$ 4 milhões no mesmo período de 2025. O valor cresceu mais de 20 vezes de um ano para o outro. 

A popularização desses medicamentos e a procura por versões mais baratas vendidas no Paraguai têm aumentado a preocupação das autoridades com a entrada irregular dos produtos no Brasil. 

Em MS, por exemplo, o problema ganha ainda mais peso por conta da extensa fronteira com o país vizinho. Medicamentos sem registro ou sem autorização da Anvisa não podem entrar legalmente no Brasil. 

Além das fronteiras, a Receita identificou que a venda irregular também avançou pela internet, onde as canetas podem ser encontradas em marketplaces e com vendedores não autorizados.

O crescimento pode ser observado também em Foz do Iguaçu (PR), uma das principais portas de entrada de produtos vindos do Paraguai. 

Entre maio e dezembro do ano passado, foram apreendidas 7.479 unidades de ampolas e canetas emagrecedoras na região. Neste ano, o número já chegou a 71.860 unidades, alta de 860,8%.

Com o crescimento do problema, Brasil e Paraguai decidiram reforçar o combate à venda e à entrada irregular desses medicamentos.

A Anvisa e a Dinavia, órgão de vigilância sanitária paraguaio, fecharam um acordo para aumentar a troca de informações e as ações de fiscalização na fronteira. A parceria também prevê compartilhamento de resultados de testes feitos em laboratório e cooperação no combate à falsificação e ao contrabando. 

Ao mesmo tempo em que tenta barrar os produtos irregulares, o Brasil tem aumentado o número de opções vendidas legalmente.  Em julho, a Anvisa aprovou cinco novas canetas à base de semaglutida: Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema. Também foram liberados os primeiros registros de medicamentos genéricos feitos com a substância.

Promessa

Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, durante agenda em Montes Claros (MG), que canetas emagrecedoras serão distribuídas gratuitamente para pacientes com obesidade. Lula, porém, não indicou quando a iniciativa passará a valer, nem mesmo se será neste ou em um eventual quarto mandato.

"Essa canetinha vai ser utilizada para cuidar, de graça, para as pessoas que tenham obesidade. Quando o médico detectar que um homem ou uma mulher tem problema de se curar", disse o petista durante uma visita ao Complexo Industrial da Eurofarma.

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TÁ QUENTE

Veja dicas de saúde em meio a onda de calor que começa hoje em MS

A partir deste sábado, os 79 municípios do estado estão em alerta extremo para temperaturas 5º acima da média, de acordo com o Inmet

26/09/2026 14h00

Mato Grosso do Sul está em alerta para onda de calor extremo até quarta-feira

Mato Grosso do Sul está em alerta para onda de calor extremo até quarta-feira Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A partir deste sábado (26) até quarta-feira (30), os 79 municípios de Mato Grosso do Sul estão sob alerta de calor extremo que pode chegar a 5° acima da média, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Diante disso, veja dicas de saúde para se proteger nesses próximos dias.

A bolha de calor está estacionada nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Para se ter ideia da gravidade, os termômetros devem alcançar facilmente os 44°C na região noroeste de MS, que abrange os municípios de Corumbá, Coxim, Sonora, Aquidauana e Miranda.

Conforme Elaine Dias, endocrinologista e metabologista PhD pela Universidade São Paulo (USP), é preciso que, durante este período de altas temperaturas, redobrem os cuidados com a hidratação, especialmente entre crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas. 

“A recomendação diária de ingestão de água é de 2 a 3 litros, porém, com calor extremo, a transpiração fica mais intensa, gerando uma perda maior de líquido e eletrólitos. Nessas condições, é importante aumentar a absorção hídrica para compensar o organismo”, ressalta a médica.

Elaine ainda comenta que o corpo, quando sente calor, utiliza mecanismos para resfriamento, como o suor. Quando a transpiração acontece de forma intensa e não há reposição adequada de líquidos e eletrólitos, pode ocorrer desidratação. Uma referência prática para a ingestão diária de água é de 30 a 40 ml por quilo de peso. 

“Uma conta fácil para calcular a ingestão de água é 30 a 40 ml por quilo de peso por dia. Diante do calorão, o ideal é aumentar essa recomendação mínima diária”, reforça.

Em períodos de temperaturas elevadas, alguns sinais podem indicar que o organismo não está conseguindo repor adequadamente os líquidos perdidos. Entre eles estão diminuição da produção de urina, urina mais escura, cansaço, desânimo, tontura ou vertigem, fadiga, sede, pele seca e fria e batimentos cardíacos acelerados. Elaine ainda orienta algumas medidas que podem ajudar na recuperação, como:

  • Beber líquidos em pequenos goles, preferencialmente água ou soluções de reidratação oral;
  • Evitar bebidas com cafeína ou álcool, que podem piorar a desidratação;
  • Consumir alimentos ricos em água, como frutas e vegetais;
  • Repousar e evitar atividades físicas intensas durante os períodos de maior calor.

“Se a desidratação for grave ou associada a outros sintomas preocupantes, como confusão mental, dificuldade para respirar ou batimentos cardíacos irregulares, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente, pois pode ser necessário tratamento mais específico e intervenções médicas. O mesmo se a desidratação for decorrente de vômito ou diarreia persistentes”, complementa.

TEMPERATURAS NAS ALTURAS

Confira as temperaturas dos próximos dias:

CAMPO GRANDE

DIA DA SEMANA

TEMPERATURA

Sábado, 26 de setembro de 2026

22°C / 35°C

Domingo, 27 de setembro de 2026

24°C / 36°C

Segunda-feira, 28 de setembro de 2026

24°C / 36°C

Terça-feira, 29 de setembro de 2026

24°C / 38°C

Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

21°C / 39°C

Fonte: Inmet

CORUMBÁ

DIA DA SEMANA

TEMPERATURA

Sábado, 26 de setembro de 2026

24°C / 44°C

Domingo, 27 de setembro de 2026

26°C / 44°C

Segunda-feira, 28 de setembro de 2026

27°C / 44°C

Terça-feira, 29 de setembro de 2026

23°C / 44°C

Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

18°C / 42°C

Fonte: Inmet

TRÊS LAGOAS

DIA DA SEMANA

TEMPERATURA

Sábado, 26 de setembro de 2026

22°C / 40°C

Domingo, 27 de setembro de 2026

24°C / 40°C

Segunda-feira, 28 de setembro de 2026

24°C / 42°C

Terça-feira, 29 de setembro de 2026

26°C / 43°C

Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

24°C / 42°C

Fonte: Inmet

DOURADOS

DIA DA SEMANA

TEMPERATURA

Sábado, 26 de setembro de 2026

20°C / 36°C

Domingo, 27 de setembro de 2026

22°C / 39°C

Segunda-feira, 28 de setembro de 2026

23°C / 40°C

Terça-feira, 29 de setembro de 2026

23°C / 41°C

Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

19°C / 28°C

Fonte: Inmet

PONTA PORÃ

DIA DA SEMANA

TEMPERATURA

Sábado, 26 de setembro de 2026

20°C / 37°C

Domingo, 27 de setembro de 2026

21°C / 37°C

Segunda-feira, 28 de setembro de 2026

23°C / 39°C

Terça-feira, 29 de setembro de 2026

22°C / 38°C

Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

18°C / 27°C

Fonte: Inmet

PRIMAVERA

Primavera começa nesta segunda-feira (22) com virada no tempo em Mato Grosso do Sul: chuvas, raios, relâmpagos e ventos dão boas-vindas a estação das flores em todas as regiões do Estado. Já o inverno se despede com temporal e vendaval em MS.

Primavera começou às 20h05min de 22 de setembro e terminará às 17h50min de 21 de dezembro de 2026 em Mato Grosso do Sul. A estação é caraterizada pela floração de plantas, aumento da umidade, retorno das chuvas, dias mais longos/noites mais curtas e ransição entre inverno (seca) e verão (chuvoso).

Climatologicamente, a primavera é considerada um período de transição entre o período quente e seco do inverno para uma estação mais chuvosa.

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