Cidades

Saúde

Fiocruz vai iniciar testes da primeira vacina RNAm contra a covid-19

Serão incluídos 90 participantes saudáveis entre 18 e 59 anos de idade

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) a iniciar os estudos clínicos da vacina de RNA mensageiro (RNAm) contra a covid-19. A vacina é a primeira produzida com esta tecnologia no país. 

O imunizante foi totalmente desenvolvido na plataforma RNAm da Fiocruz. O estudo de Fase 1 tem o objetivo de avaliar a segurança e a imunogenicidade do reforço vacinal com a vacina COVID19 (RNAm) da Biomanguinhos/Fiocruz em participantes adultos sadios. 

A vacina do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos passou pelo estágio pré-clínico, que mostrou eficácia na proteção contra a doença. Também foram realizados estudos toxicológicos e de escalonamento.

Participantes

O recrutamento dos participantes para a Fase 1 do estudo clínico está previsto para começar no primeiro trimestre de 2027. 

Serão incluídos no estudo 90 participantes saudáveis entre 18 e 59 anos. As pessoas serão recrutadas nos centros Unidade de Ensaios Clínicos para Imunobiológicos e Policlínica Lincoln de Freitas Filho, no Rio de Janeiro (RJ). 

O período de inclusão desse grupo no estudo deverá ser de seis meses. Após a inclusão, cada participante será acompanhado por mais seis meses. 

Na primeira fase, são testadas a segurança e a imunogenicidade do reforço da vacina. O estudo clínico vai avaliar o uso do imunizante como dose de reforço, como consta atualmente no calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI). 

Negociação Trabalhista

Paralisação na Arauco entra no segundo dia e segue sem acordo em MS

Funcionários da Opus Construtech cruzaram os braços em meio às negociações da data-base, que envolvem reajuste salarial, benefícios e condições de trabalho.

02/09/2026 20h04

Trabalhadores do Projeto Sucuriú mantêm mobilização nesta quarta-feira (2), em Inocência, em meio às negociações trabalhistas da categoria.

Trabalhadores do Projeto Sucuriú mantêm mobilização nesta quarta-feira (2), em Inocência, em meio às negociações trabalhistas da categoria. Foto: Reprodução.

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A paralisação de funcionários da Opus Construtech envolvidos na construção do Projeto Sucuriú, megafábrica de celulose da Arauco em Inocência, entrou no segundo dia nesta quarta-feira (2), em meio às negociações trabalhistas da categoria.

Até a última atualização, não havia anúncio público de um acordo definitivo para encerrar a mobilização e garantir a retomada integral das atividades atingidas.

O movimento, como noticiado pelo Correio do Estado, começou na terça-feira (1º) e envolve funcionários da Opus Construtech, empresa contratada para atuar no empreendimento.

A mobilização ocorre em meio às negociações da data-base da categoria, que incluem discussões sobre reajuste salarial, benefícios e condições de trabalho.

A mobilização coincide com o encerramento da vigência de um dos acordos coletivos aplicados aos trabalhadores da construção do Projeto Sucuriú.

Documento registrado no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) estabeleceu vigência entre 1º de setembro de 2024 e 31 de agosto de 2026 e fixou justamente o dia 1º de setembro como data-base.

Com isso, a paralisação começou no primeiro dia após o término da vigência do instrumento e na data prevista para a negociação das condições trabalhistas da categoria.

O documento foi firmado pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil Pesada e pelo Consórcio MLC Aterpa, mas estabeleceu regras voltadas à construção do Projeto Sucuriú.

Entre as disposições, há previsão de que empresas contratadas e subcontratadas enquadradas na mesma atividade preponderante da construção deveriam cumprir o acordo mediante adesão ao instrumento.

Salários e Benefícios

O acordo anterior ajuda a dimensionar o que está em discussão durante a nova rodada de negociações. O instrumento estabeleceu reajuste salarial de 6% e definiu pisos mínimos de acordo com a função exercida pelos profissionais da construção do Projeto Sucuriú.

A tabela previa dezenas de ocupações, desde serventes, ajudantes e carpinteiros até eletricistas, mecânicos, operadores de máquinas e soldadores, com valores de hora de trabalho diferentes conforme a especialização.

Além da remuneração, o documento estabeleceu regras específicas para horas extras. O adicional previsto era de 50% de segunda a sexta-feira para até 40 horas extras mensais, passando a 60% a partir da 41ª hora. Aos sábados, o adicional chegava a 70%, enquanto domingos e feriados tinham acréscimo de 100%.

Outro ponto previsto era o benefício de alimentação. O acordo estabeleceu pagamento mensal de R$ 700 em cesta básica, alimentação ou vale-compras, custeado pelo empregador.

O próprio instrumento determinou que os valores dos pisos salariais e do benefício de alimentação vigentes em setembro de 2024 deveriam ser considerados para efeito da negociação do acordo coletivo seguinte.

As regras abrangiam ainda folga de campo para trabalhadores que vivem longe de Inocência, transporte gratuito entre alojamentos e frentes de serviço, assistência médica, seguro de vida e condições para pagamento de horas extraordinárias.

Renvidicações

A mobilização iniciada nesta semana ocorre justamente enquanto trabalhadores e empresas discutem as condições que deverão vigorar no novo período.

Entre os temas que aparecem nas negociações estão reajuste salarial, benefícios e alimentação. Também há relatos de trabalhadores relacionados à segurança e às condições encontradas no ambiente de trabalho.

Esses últimos pontos, entretanto, permanecem como reivindicações e relatos da categoria enquanto não houver detalhamento oficial da pauta negociada.

As discussões não começaram agora. Em 2025, trabalhadores envolvidos nas obras participaram de mobilizações durante a campanha salarial e apresentaram uma pauta com 16 reivindicações.

Naquele período, as negociações resultaram em reajuste salarial de 6,19% e aumento do vale-alimentação de R$ 700 para R$ 900, além de outros benefícios negociados pela categoria.

Outras paralizações

O movimento desta semana também não é o primeiro registrado durante a implantação da fábrica. Em junho de 2025, cerca de 250 funcionários da Opus Construtech que trabalhavam na construção de alojamentos suspenderam as atividades.

Na ocasião, os trabalhadores reivindicavam o cumprimento de direitos previstos em acordo coletivo, entre eles questões relacionadas às horas extras e às folgas de campo.

A paralisação durou aproximadamente 24 horas e terminou após negociação entre trabalhadores e empresa, com retomada das atividades.

Outra mobilização foi registrada em fevereiro deste ano, novamente em meio a discussões envolvendo condições trabalhistas.

Agora, a nova paralisação ocorre em um momento diferente: além de coincidir com a data-base, acontece enquanto o Projeto Sucuriú atravessa uma das etapas mais intensas de sua implantação.

Projeto Sucuriú

O Projeto Sucuriú representa investimento estimado em US$ 4,6 bilhões e está entre os maiores empreendimentos industriais privados em construção no País.

A fábrica está sendo implantada em Inocência e terá capacidade prevista para produzir aproximadamente 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano quando entrar em operação.

A dimensão do empreendimento levou à contratação de diferentes empresas para executar as diversas frentes da construção. Por isso, a paralisação de funcionários de uma contratada não significa, necessariamente, a interrupção de toda a obra.

No caso da atual mobilização, os trabalhadores identificados até o momento são contratados pela Opus Construtech. Não há confirmação oficial sobre o número total de funcionários que aderiram ao movimento.

O que dizem os envolvidos

A equipe de reportagem do Correio do Estado procurou o Sintiespav-MS, sindicato que representa os trabalhadores, e a Opus Construtech, responsável pela contratação dos funcionários envolvidos na mobilização, para obter informações atualizadas sobre a continuidade da paralisação nesta quarta-feira (2).

Também foram solicitados esclarecimentos sobre o número de trabalhadores que permanecem parados, as reivindicações apresentadas, o estágio das negociações e se existe previsão para retomada das atividades.

Até a publicação desta reportagem, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.

Saúde

Anvisa interrompe fabricação de produtos de limpeza da Unilever

Lotes disponíveis no comércio não serão recolhidos

02/09/2026 19h00

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu, nesta quarta-feira (2), a fabricação de produtos de limpeza na unidade da empresa Unilever, em Vinhedo, São Paulo. 

De acordo com a agência reguladora, o objetivo é assegurar que futuros lotes dos produtos da empresa disponibilizados à população não ofereçam risco à saúde pública. Na unidade são produzidos sabão líquido para lavar roupas e amaciante líquido para roupas, entre outros.

A determinação está na Resolução 3.443/2026 publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira.

A ação é preventiva e foi adotada após inspeção na fábrica de saneantes entre os dias 24 e 28 de agosto em conjunto com o Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo e a Vigilância Sanitária do Município de Vinhedo.

Foram identificadas falhas nas Boas Práticas de Fabricação (BPF), que são requisitos que as empresas devem cumprir para assegurar que a produção conte com sistemas de controle de qualidade adequados.

Entre os problemas percebidos na unidade da multinacional, estão falhas nos controles realizados durante a fabricação e antes da liberação dos produtos e deficiências no monitoramento da água usada na produção. Também foram apontadas fragilidades na investigação e correção de problemas identificados pela própria empresa.

Produtos

A Anvisa esclarece que até o momento não há indicação de contaminação microbiológica ou outros problemas sobre os lotes produzidos na fábrica, e por esse motivo não determinou a suspensão da comercialização, da distribuição ou do uso dos produtos já fabricados e disponíveis no mercado, nem seu recolhimento.

Fabricante

Em comunicado à população, a Unilever Brasil esclarece que a inspeção resultou “em oportunidades de melhorias em processos de documentação e controle relacionadas às linhas de sabão líquido para lavar roupas e amaciante líquido para roupas”.

A empresa informa que todas as ações determinadas pela Anvisa foram prontamente iniciadas, com a suspensão temporária da produção desses itens, que já estão sendo implementadas as correções e que as demais linhas de produção da unidade seguem operando normalmente dos produtos de cuidados com a casa.

A indústria disse que continua atuando em colaboração com a Anvisa. “[A Unilever] considera os apontamentos parte importante para a evolução contínua de seus processos produtivos e de todo o setor”, conclui a nota institucional.

Fiscalização

A agência reguladora esclarece que essa vistoria faz parte de outras ações integradas de fiscalização sanitária de empresas fabricantes de saneantes, categoria que inclui produtos destinados à limpeza, desinfecção e conservação de ambientes.

Este ano, já foram realizadas sete inspeções em fabricantes, incluindo quatro dos maiores fabricantes do Brasil, conforme contabilizou a Anvisa.

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